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Dans le document Td corrigé LA GUERRE DES BOUTONS pdf (Page 64-76)

0 conc eit o c o n f l i t o pode ser d e f i n i d o como "uma forma de int era ção e n tre indivíduos, grupos, o r g a n i z a ç õ e s e c o l e t i v i d a d e s que imp lic a c hoques para o a ces so e a d i s t r i b u i ç ã o de r ecu r s o s e s c a s s o s "

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(Pasquino apud D i c io n á r i o de P olítica, 1984, p . 225).

No co nte xto o r g a n i z a c i o n a l , pod e-s e c onsiderar que d i v e r ­ gê nci as r e l a c i o n a d a s á d i s t r i b u i ç ã o de r e c u r s o s e s c a sso s r e f l e t e m i nt e r e s s e s d i v e r gen tes . Estes, por sua vez, podem gerar c o n f l i t o o r ­ ga n i za cio nal . S e g u n d o Morgan (1986, p . 155), o "conflito s u r g e s e m p r e que i nt e r e s s e s se chocam". Para ele, é a d i v e r g ê n c i a de interesses, seja esta p er c e b i d a ou real, que dá o r i g e m a todas as fo rma s de c o n ­

flito e x i s t e n t e s na or ganização. M u i t o e m b o r a o co nflito possa a s s u ­ mir d i v e r sa s formas, "pessoal, i nte rpes soa l ou e n t r e g rupos e c o a l i ­ zões rivais" (Morgan, 1986, p . 155), interessam, aqui, os conflitos, e x p l í c i t o s ou nòso, que o c o r r e m e nt r e g r u p o s o r g a n i z a c i o n a i s . C a r a c ­ t er í s t i c a s objeti vas , tais como d imensões, in t e n s i d a d e e objeti vos , permitem, s eg u n d o Pas qu i n i (apud D i c i o n á r i o de Política, 1984), a l ­ gumas d i s t i n ç õ e s e ntr e os conflitos.

"Quanto à dimensão, o i n dicador u t i l i z a d o será c o n s t i t u í d o pelo n ú m e r o dos p a r t i c i p a n t e s , quer a b s o l u t o quer r e la t i v o à r e p r e s e n t a ç ã o dos p ar t i c i p a n t e s p o t e n c i a i s [...]. A in­

tensidade poderá ser a v a l i a d a com base no grau de e n v o l v i ­ m ent o dos parti cip ant es, na sua d i s p o n i b i l i d a d e a r e s i s t i r até o fim ( per seg uin do os c h a ma dos fins não n e g o c i á v e i s ) ou a en tra r em tr at a t i v a s ap e n a s negoci áve is" (p.226, d e s ­ taque no original).

A d i s t i n ç ã o dos c o n fl ito s com base nos seus objetivos, s e ­ jam e s t e s m u d a n ç a s no si st ema ou m u d a n ç a do sistema, só é possível se for b aseada num a mp lo c o n h e c i m e n t o da s o ci e d a d e na qual os c o n ­

flitos e s t e j a m ocorrendo.

No â m b i t o da teoria das o r g a n i z a ç õ e s , são várias as p e r s ­ pectivas sob as q uai s o co nfl ito tem s ido abordado. Burrel e M o r g a n (1979) agr u p a m e s s a s p e r s p e c t i v a s em três categorias, cada uma d el a s

r e l a c i o n a d a a uma dada "visão" do que s e j a m as or gan i z a ç õ e s , Na "vi­ são unitá ria ", que c onc e b e a o r g a n i z a ç ã o como um todo i n t e g r a d o e v o l t a d o à rea li z a ç ã o de o b j e t i v o s comuns, o co nfl i t o é c o n s i d e r a d o um f e n ô men o indesejável, e s p o r á d i c o e fugaz, cuja e l i m i n a ç ã o é f a c ­

tível, d es d e que s e jam d e s e n c a d e a d a s açòes g e r e n c i a i s a d eq uad as. Na "visão p luralista", que c o n s i d e r a a o r g a n i z a ç ã o como uma ar ena na qual d i v e r s o s d e t e n t o r e s de poder p r o c u r a m s a t i s f a z e r d i f e r e n t e s in­ teresses, o c onf l i t o é um f e n ô m e n o i n t r í n s e c o aos a s s u n t o s o r g a n i z a ­ ci on a i s e tem a s p e c t o s i n t e g r a t i v o s que d eve m ser e v i d enc iad os. Na "visão radical", que c o ns i d e r a s ere m as o r g a n i z a ç ò e s i n s t r u m e n t o s de

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p r o d uçã o e r e p r o d u ç ã o de e s t r u t u r a s s oc i e t á r i a s de i nt e r e s s e s e d o ­ minação, o c o n fli to é c o n ce b i d o como a fonte de rupt ura s que leva ás m u d a n ç a s o r g a n i z a c i o n a i s e societár ias .

A autora Zey-Ferrel (1979) a pr e s e n t a um e squ e m a ainda mais s i mpl i f i c a d o . 0 esq u e m a da au tor a com por ta dois mo de l o s f u n d a m e n t a i s de conflito: o mo d e l o f u n cio na 1ista e o m o d e l o dialético. S e g u n d o essa autora, o m o d e l o f u n c i o n a l i s t a de con fl i t o é o que mais f r e ­ q ü e n t e m e n t e está p r e sen te na lite rat ura o r g a n i z a c i o n a l e se c a r a c t e ­ riza por c o nsi der ar que a o r g a n i z a ç ã o é um sis t e m a f r a g m e n t a d o em d i v e r s o s gru pos de in teresse, cada um d el e s com d i s t i n t o s v alores, o b j e t i v o s e interesses. Isso faz com que os gr upo s de interesse, na t e n ta t i v a de o b te r e m m a ior a c e s s o ao poder e a rec urs os e s c ass os, c o n f l i t u e m entre si. Os r e s u l t a d o s do conflito, nesse caso, d e p e n d e m da c a p a c i d a d e a p r e s e n t a d a pelos gr u p o s em p r ess ion ar e d e f e n d e r seus interesses. 0 m ode lo f u n c i o n a l i s t a considera, ainda, que o c o n f l i t o pode ser ben éf i c o para uma, várias, ou todas as partes da o r g a n i z a - içao. Isto, porque o conf li to é c o n s i d e r a d o "um pro ces so de n e g o c i a ­

ção conjunta, c a r a c t e r i z a d o pela n e g o c i a ç ã o e barganha" (Z e y - F e r r e l , p.293). Esse proce sso de n e g o c i a ç ã o por r e c u r s o s escassos, o n d e s e m ­ pre o c o r r e m com pe t i ç ã o e colabor açã o, pode ser a rb i t r a d o com o i n ­ tuito de a u m e n t a r a oferta de r e c u r s o s ou d i m i n u i r a de ma n d a por e s ­ ses recursos- T endo em vista os graus de c o m p e t i ç ã o ou c o l a b o r a ç ã o que um p r o ces so de conf lit o apresenta, ele pode assumir uma das três im agens a p r e s e n t a d a s no qu a d r o 02.

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Q U A D R O 02 - M O D E L O DE SCHILLING: C O M P A R A Ç Ã O ENTRE AS TRÊS IM AGENS DO C O N F L I T O A T R A V É S DO P R I S M A F U N C I O N A L ISTA

Conflito completo "Conflito estratégico“ Cooperação completa Idéia da soaa-zero Negociação Cooperação

1. Sua perda é o «eu ganho e vice-versa 1. Barganha por vantagens e trocas 1. Interesses idênticos

2. Hotivos fflisturados: cooperação 2. Nossa ação é para nosso interesse e conflito mútuo

Teoria dos jogos Teoria dos jogos Teoria dos jogos 1. Perseguição ou xadrez 1. NegociaçBes simuladas 1. ReuniBes ou charadas 2. A perda de usa pessoa á o ganho das 2. Cada participante perde e ganha 2. 0 ganho é de todos

outras alguraa coisa Fonte: Baldridge (1971, p. 203)

0 mo d e l o dialético, por sua vez, a ssu me que as o r g a n i z a ­ ções a p r e s e n t a m c o n t r a d i ç ò e s f u n d a m e n t a i s e c a r a c t e r i z a m - s e por uma

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i n s t a b i 1 idade na ordem social, t e n d e n d o á dissolução. Essas c o n t r a ­ d içòes n unc a se re sol vem c o m p l e t a m e n t e e dâo ori gem à i n s t a b i l i d a d e o r g a n i z a c i o n a 1, fazendo com que a i n s t i t u c i o n a l i z a ç ã o de processos, e s t r u t u r a s e o u t r a s d i m e nsò es o r g a n i z a c i o n a i s nunca se complete. As c o n t r a d i ç ò e s o r g a n i z a c i o n a i s m a n i f e s t a m - s e a tra v é s de a r r a n j o s e s ­ trut ura is i n c o m p a t í v e i s , a 1ém de objetivos, interesses, i d e o 1o g i a s e p e rs p e c t i v a s c o n f l i t a n t e s e ntr e si, m a n t i d a s pelos p a r t ici pan tes . "A ordem social de toda o r g a n i z a ç ã o é n e g o c i a d a pol iticamente. Os pa-

dròes e s t r u t u r a i s da o r g a n i z a ç ã o sâo e n t e n d i d o s com base a n t e s no m o d e l o pol íti co que no mo d e l o a d m i n i s t r a t i v o " . A o r g a n i z a ç ã o é e n ­ tendida, e n q u a n t o processo, como s e ndo s emp re su b m e t i d a a m u d a n ç a s e co m p o r t a n d o t end ê n c i a s d ive rge nte s. T o dos esses fatores, a l i a d o s ao r e 1 a c i o n a m e n t o c o n t r a d i t ó r i o com o u t r a s o r g a n i z a ç õ e s e com o p ú b l i ­ co, dão o r i g e m a crises. "Tais per ío d o s de crise são i m p o r t a n t e s na criação de novos pad rõe s o r g a n i z a c i o n a i s , os quais p r e v a l e c e m na or— ganização, em p o s t er i o r e s perí odo s de maior, e st a b i li d a d e " (Z e y - Fer - r e l , 1979, p.295).

Essa é a p e r s p e c t i v a a d o t a d a por Benson (1977, 1983). Para esse autor, os co n f l i t o s e n tre gru pos o r g a n i z a c i o n a i s , tal como c o n ­ s id er a d o s pela a b o r d a g e m funcion ali sta , são m a n i f e s t a ç õ e s d e c o r r e n ­ tes de. co n t r a d i ç õ e s m ais fu n d a m e n t a i s , g e r a d a s no pr oce sso de e s t r u ­ turação o r g an i z a c i o n a l . "As c o n t r a d i ç õ e s estrut ura is, assim, e s t ã o m u i ta s v ez es a ss o c i a d a s aos con fli tos s oc i a i s e n tre grupos que r e ­ p re se n t a m i nte res ses opostos, atuam a partir de d i f e r e n t e s bases de poder e m o b i l i z a m d i f e r e n t e s r e c u r s o s ” (Benson, 1983, p. 337). D e s s e modo, a partir do c r e s c i m e n t o de divisões, das es tru t u r a s de r e c o m ­ pensa, das e s t r u t u r a s de controle, além de outras formas de p r o mov er di sti n ç õ e s e x i s t en t e s no interior das o r g a n i z a ç õ e s , ocorre a p r o d u ­ ção de, também distintas, e sf e r a s de ação social. Sucede, com isso, que os vários gru pos for ma d o s e e nv o l v i d o s no processo de c o n f o r m a ­ ção e/ou c o m p 1e x i f i c a ç ã o da est r u t u r a org ani z a c i o n a l tendem a desen­

volver e implementar modelos organizacionais que, apesar de serem mais adequados às suas experiências, prioridades e problemas parti­

culares, são, na maioria das vezes, incompatíveis entre si. Ocorre, porém, que esse processo de construção social sofre restrições não

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