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Chapitre 3 : Bilan et pistes de réflexion

4. Pistes de réflexion et pistes didactiques

Em 2003 o EB planejou mudar a 23ª Companhia de Engenharia de Combate, de Ipameri-Goiás, para o local onde está instalado o CIF, contratando, á época, a empresa DBO engenharia para realizar um levantamento que possibilitasse a avaliação dos prováveis impactos que a mudança poderia ocasionar a área do CIF.

Contando com um grupo de profissionais de diversas formações, tais como: Engenheiro Civil, Engenheiro Mecânico e de Segurança, Tecnólogo em Saneamento Ambiental, Bióloga, Geólogo e Engenheiro Florestal, realizaram um levantamento dos aspectos físicos e bióticos da área do CIF, transformado em documento que serviu como referência para alguns dos dados coletados neste trabalho.

No levantamento da área realizado pela empresa DBO Engenharia (DBO Engenharia, 2003), com a participação de especialistas de cada área analisada, foram levantados os seguintes dados:

1) Aspectos físicos

1.1) Climatologia e balanço Hídrico

A região onde está localizado o CIF possui um clima quente, tropical, úmido a sub úmido do tipo Aw, segundo a classificação de Köppen, caracterizado pela existência de uma estação chuvosa seca bem delimitada e acentuada. A pluviosidade anual varia entre 1.500 mm a 1.750 mm, com média de 1.600 mm. Os meses de novembro a fevereiro são os de maior índice pluviométrico. O balanço hídrico apresenta uma deficiência anual, na região, de cerca de 300 mm nos 4 a 5 meses secos do ano e um excedente anual em torno de 600 mm nos 5 meses da estação chuvosa.

O regime de umidade relativa do ar na região estudada reflete o regime pluviométrico. A média anual é de 65,4%, atingindo no período chuvoso, de novembro a março, uma média de 76%. A umidade relativa atinge seus valores mais baixos no período de maio a setembro,

quando apresenta uma média de 54%, permanecendo sempre inferior a 70% e chegando, em algumas ocasiões, a marcas abaixo de 20%.

1.2) Geologia

Em termos regionais, insere-se a área em tela num contexto geológico onde ocorrem as seguintes unidades litoestratigráficas do Estado de Goiás: Grupo Bambuí; Subgrupo Paraopeba (Mesoproterozóico), constituído de calcários, dolomitos, siltitos, folhelhos, argilitos e árdosias e na base, pelo grupo Paranoá, constituído majoritariamente por quartzitos, arenitos e metarenitos, metassiltitos, filitos e ardósias, ambas recobertas discordantemente por unidades mais recentes, compreendendo coberturas detríticas e depósitos aluvionares. Estruturalmente está compreendida na faixa de desdobramentos e seqüências plataformais do proterozóico superior denominado faixa de Brasília.

1.3) Geomorfologia

Geomorfologicamente, a área em estudo insere-se nos domínios dos planaltos em estruturas sedimentares concordantes das chapadas do Distrito Federal, na extremidade sudoeste do vão do Paraná, limitada a oeste pela chapada dos veadeiros. Sobre todo o planalto é comum encontrar-se cobertura de material argilo-arenosa e coloração vermelha, com espessura superior a 2 cm.

1.4) Pedologia local

Na composição do solo do CIF predomina o latossolo vermelho, variando em alguns locais para amarelo e esbranquiçado. Na área próxima à administração apresenta topografia plana e suave-ondulada e levemente inclinado.

No estudo do solo realizado pela empresa DBO consta que o solo próximo a base administrativa é formada por uma cobertura de solo argiloso laterítico onde a fração argilosa é superior a 50 % e as frações mais grosseiras são formadas por nódulos de laterita e bolas de siltito/argilito com pouca areia e deriva-se das formações subjacentes. A segunda unidade derivada de rochas peliticas saprolitizadas da formação Paraopeba forma o substrato rochoso do local. Este saprolito é formado exclusivamente por argelitos intemperizados cuja presença ultrapassa a 90 %. Foram classificados no estudo como porosos, possuindo moderada a baixa susceptibilidade à contaminação de agentes externos. As águas subterrâneas apresentam exposição à contaminação atenuada, uma vez que as camadas do solo funcionam como um filtro depurador natural que protege a qualidade das águas mais profundas.

1.5) Hidrografia

A região de formosa (GO) é região das nascentes das três grandes bacias hidrográficas brasileiras: São Francisco, Tocantins e a Platina.

A bacia hidrográfica do Rio Preto, que nasce em Formosa, compreende uma das bacias de topografia mais suave do município. Lagoa do Abreu e Lagoa dos Santos formam o córrego do brejo que recebe ainda o nome de Zefa Gomes, formador da Lagoa Feia. O Rio

Preto recebe o Ribeirão Santa Rita também com nascente a oeste da cidade. O Ribeirão Santa Rita e o Rio Preto limitam o município com o Distrito Federal. O Rio Preto desemboca em Minas Gerais, no Rio Paracatu, um dos principais afluentes do Rio São Francisco.

2. Meio Biótico

2.1) Flora

Na região em estudo predominam o campo cerrado, cerrado aberto baixo e cerrado aberto alto.

Ao longo das drenagens podem ocorrer veredas com a presença predominante de palmeiras e buritis (Mauritía vinifera) em solos encharcados ou hidromórficos. Também ao longo das drenagens ocorrem mata ciliar, mais ou menos rica em espécie e indivíduos de grande porte, de acordo com as variações da fertilidade do solo e disponibilidade de água, o que também determina a extensão destes bosques.

2..2) Fauna

A área, de formato triangular, é contornada pelos rios Bezerra e Preto e pela BR 020, oferecendo ambientes lênticos e lóticos. Em locais onde não é possível grandes peregrinações, pelo menos existem locais de dessendentação. Esta configuração, aliada à presença dos arrendatários e aos treinamentos militares, contribui para que a população faunística esteja “ilhada”, não podendo ser caracterizado nenhum corredor ecológico na área. O contorno regional já está antropizado por atividades agropastoris. Merecem destaque algumas espécies

que se avistam na área e que denotam a qualidade ambiental do local tais como: bovinos, eqüinos, canídeos, felinos, galináceos, etc. São relatadas também, aparições de espécies ameaçadas de extinção como: lobo guará, veado campeiro, e tamanduá bandeira.

Segundo Silvestre (2003), O CIF já foi cogitado por ambientalistas para ser transformado em Parque Nacional pelo seu elevado grau de preservação, que abriga grande variedade de espécimes da fauna e da flora do bioma cerrado, juntamente com o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e o Parque Estadual de Terra Ronca, as três grandes áreas preservadas.