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PHYSIQUE DES ONDES Présentation

Dans le document PSI (Page 30-34)

A metodologia de análise proposta nessa pesquisa constitui-se em torno das especificidades de um conjunto temático de textos de caráter científico publicados na revista Superinteressante. Dessa forma, o primeiro passo foi definir a amostra de textos que se referem a questões consideradas tabu35

. Coletamos textos que, de alguma forma, tocavam em aspectos referentes a tabus sexuais, publicados na revista Superinteressante no decorrer do ano de 200836.

A fim de que se realizasse a busca das ocorrências para a configuração do corpus de análise, definimos palavras-chave para a consulta no acervo online disponibilizado pela Editora Abril. Consultamos os textos a partir das palavras pênis e vagina, as quais foram escolhidas por representarem o centro cognitivo no que se refere à Teoria dos Protótipos (TAYLOR, 1989; LAKOFF, 1990), ou seja, o membro mais prototípico da categoria37. Entretanto, na esteira dessa teoria38, não desconsideramos os

membros marginais que constam do mesmo frame, tais como seios, nádegas etc39. Essa

teoria demonstra-se uma eficiente alternativa metodológica para nosso trabalho, já que esses nomes têm como germe analítico o arranjo estrutural do significado, o que se prestaria ao caso específico: uma análise sobre questões sexuais consideradas tabus, elegendo-se membros prototípicos das categorias homem/mulher. Conforme indica Duque (2000, p. 12), “uma descrição categorial deve considerar, como fonte dos atributos a incluir, tanto os bons e os maus exemplos, quanto os membros marginais (de pertinência duvidosa)”. Em nosso caso particular, poderíamos mapear a categoria de

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Outros tabus como “morte”, “doença”, etc., embora também recorrentes na revista, não foram coletados por nós, já que nosso objetivo é a análise de tabus relacionados a questões sexuais que representem tanto o universo masculino quanto o feminino.

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No sentido de se promover uma pesquisa na revista Superinteressante, objetivou-se a busca de publicações mais recentes. A eleição do ano de 2008 faz-se patente por uma questão operacional, uma vez que o ano de 2009, no momento da configuração do corpus – segundo semestre de 2009 –, ainda não se encontrava disponível no acervo on-line da Editora Abril.

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É necessário que se esclareça que essas palavras são consideradas membros prototípicos em determinado contexto: mídia impressa. Se a busca fosse feita em outros contextos, por exemplo, em discursos orais, provavelmente deveríamos partir de outras palavras e/ou expressões.

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Na Teoria Radial “uma categoria pode ter membros de vários graus de representatividade: seus melhores exemplares apresentariam a maioria das propriedades que a caracterizam, mas outros membros não precisariam ter todas essas propriedades, e alguns deles poderiam até não possuir nenhuma delas. O que faz com que esses membros ‘não conformes’ também pertençam à categoria são os elos que os ligam, direta ou indiretamente, aos membros prototípicos, ou seja, a existência de encadeamento na categoria: dos prototípicos se derivam alguns outros, desses se originam outros ainda, e assim por diante, o todo da categoria formando uma ‘rede de nós’ que ocupam diversos lugares na estrutura, a diferentes distâncias uns dos outros, mas todos direta ou indiretamente ligados entre si” (VASCONCELLOS, 2005).

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Incluem-se nesse caso outras possibilidades de registro, respeitando o veículo eleito para a configuração do corpus, ou seja, uma revista de caráter de divulgação científica para um público em geral jovem: por exemplo, peitos para seios; bunda e bumbum para nádega etc.

tabu relativa às partes íntimas de homem/mulher, reconhecendo os atributos em hierarquia de representatividade, “um mapa categorial acompanha e representa a descrição prototípica de uma categoria”, bem como seus membros marginais (DUQUE, 2000, p. 12). Os dados necessários para a construção de nosso mapa de categoria “partes íntimas de homem/mulher” devem respeitar o veículo eleito para a configuração do corpus do trabalho: uma revista impressa de caráter de divulgação científica para um público em geral jovem.

A partir disso, fizemos uma seleção dos textos em que a ocorrência das palavras pênis e vagina – e seus correlatos de mesmo campo semântico – estavam diretamente atreladas a temáticas sexuais. Nessa fase, então, uma nova seleção foi realizada a partir da efetiva leitura dos textos, constituindo-se o corpus de análise deste trabalho.

Na primeira seleção de textos, reunimos todos os documentos que tangiam a temática relativa a questões sexuais ligadas ao universo masculino e feminino. Dos sete textos iniciais encontrados no ano de 2008, quatro eram do mês de junho. Levantamos uma suposição de essas publicações estarem atreladas ao mês dos namorados, entretanto, não conseguimos identificar comprovações concretas sobre essa relação.

O texto SUPER 253-03, O ponto G existe?, é o único do mês de junho que pertence à edição mensal regular. Os outros quatro constam da edição especial intitulada 29 coisas que não fazem sentido, cuja maioria das reportagens tem como título perguntas retóricas. Nessa edição, SUPER 253a, todos os textos que serviam a nossa proposta de análise são de uma mesma autora, Marília Juste. Para operacionalizarmos nossa análise qualitativa, em vista de um corpus representativo acerca das publicações da Superinteressante durante o ano de 2008, optamos por analisar apenas um dos textos dessa edição e dessa autora, excluindo-se, portanto, as seguintes reportagens: Por que o homem é o primata com o maior pênis e Para que serve o sexo?

Dessa forma, a seleção de documentos totaliza um montante de cinco textos, disponíveis no acervo on-line da Editora Abril e arquivados por nós, através da digitalização das publicações em programa específico de textos, Microsoft Word.

O corpus do trabalho foi organizado seguindo a especificação representada no quadro seguinte:

Identificação40 Seção Título Autoria Mês SUPER 249-01 Ciência A ciência do palavrão Alexandre

Versignassi e Pedro Burgos

Fevereiro

SUPER 252-02 Saúde Quando a máquina dá pau

Martha San Juan França

Maio

SUPER 253-03 Saúde O ponto G existe? Juan Torres Junho SUPER 253a-04 Ciência Por que os homens

têm peitos?

Marília Juste Junho

SUPER 255-05 Ciência Sexo no laboratório Camilla Costa Agosto Quadro 1: descrição do corpus de análise.

A partir da seleção e organização dos textos, publicados na revista Superinteressante durante o ano de 2008 acerca da temática referente a questões sexuais que representam o homem e a mulher consideradas tabu, poderemos trabalhar de forma efetiva as perspectivas quantitativa e qualitativa de nosso trabalho.

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