III/ La protection tissulaire dans l’arrêt circulatoire : rôle du massage cardiaque
1/ Physiopathologie du massage cardiaque externe
As medidas de mitigação que podem ser adotadas dependem de fatores locais e que se relacionam com o que se quer proteger. Em geral, os pavimentos asfálticos bem conservados geram menos vibrações do que as pistas de terra ou pavimentadas com blocos de concreto ou paralelepípedos.
7.8 Sugestões e Recomendações Gerais
Tendo em conta que o objeto de estudo desta dissertação se trata da principal via que liga a Cidade da Praia aos conselhos nortenhos e centrais da ilha e é sem duvida a estrada mais movimentada do arquipélago, com um tráfego cada vez mais intenso, passando pelos municípios de São Domingos, São Lourenço dos Órgãos e São Salvador do Mundo, torna-se necessário a sua preservação e conservação de modo que as obras essenciais de infra- estrutura possam durar mais tempo. Daí que o principal objetivo desta secção é apresentar um conjunto diversificado de recomendações e sugestões, com grau de desenvolvimento que reflete as preocupações anteriormente anunciadas, conforme a listagem a seguir:
• Os sistemas de drenagens devem estar livres de resíduos sólidos, terras, e outros obstáculos de forma a permitir, o livre escoamento das águas pluviais. As estruturas devem manter-se em boas condições de estabilidade e sua vigilância e manutenção devem ser freqüentes;
• As sinalizações tanto verticais como horizontais devem estar completas, limpas e visíveis de acordo com a fase inicial do projeto e sem danos. Torna-se necessário fixar índice de retro-refletância e coloração;
• As faixas de domínio devem apresentar-se livres de resíduos sólidos, entulhos, terras, blocos, detritos rochas, carcaças de animais e quaisquer outros elementos estranhos. A vegetação, sobretudo na zona do Mercado de Órgãos não deverá impedir a visibilidade da sinalização, nas curvas e cruzamentos, assim como não deve gerar obstáculos ao escoamento das águas;
• Os dispositivos de segurança que foram retiradas pela população local deverão ser recolocados e devem manter-se em permanente funcionamento, inclusive conservando suas características estruturais. Para a reposição de defensas metálicas, barreiras de concreto, cercas, e atenuadores de impacto, dever-se-á estabelecer um prazo. E ainda torna-se necessário estabelecer um sistema de controle de cargas transportadas pelos veículos de grande porte, verificar os dispositivos de iluminação, e por fim efetuar vigilância e serviços aos usuários, estas atividades podem ser incluídas nos contratos de gestão da via. O monitoramento deve ser freqüente de forma a verificar se de fato esta a ser cumprido ou não; • Nas zonas de grande declividade não é aconselhável a cultura mista do milho e feijão, e amendoim e o uso das enxadas porque torna o solo muito erodível, causando deslizamento para dentro dos canais, fundos das ribeiras e dentro da via;
• Devem-se deixar as encostas com maior declividade para o cultivo de pastos e espécies silvícolas e frutíferas adaptadas as condições edafo-climáticas do local.
8.CONCLUSÕES
O desafio de realizar um estudo de monitoramento ambiental como um sistema contínuo de observação, medições e avaliações objetivando documentar os impactos resultantes de uma ação proposta, alertar para impactos adversos não previstos, ou mudanças nas tendências previamente observadas, oferecer informações imediatas, quando um indicador de impactos se aproximar de valores críticos, dar-lhes informações que permitam avaliar medidas corretivas para modificar ou ajustar as técnicas utilizadas, mostrou a necessidade de se aperfeiçoar e debruçar cada vez mais na aquisição dos conhecimentos precisos acerca do funcionamento dos sistemas geográficos, mesmos que estes se processem ao longo de uma via como a estrada São Domingos - Assomada.
Os resultados obtidos sintetizados a partir do ponto 4 a 7 permite concluir que os objetivos gerais propostos foram sem dúvidas alcançados por meio da aferição dos impactos ocorridos ao longo da estrada São Domingos – Assomada com ênfase sobre os compartimentos geomorfológicos e seus matérias estruturadores bem como estabelecer medidas de minimização desses impactos. Acredita-se que o resultado desse estudo possa ser utilizado pelo poder publico de modo a definir áreas de riscos, fazer planejamento da ocupação do solo, e ainda servir como instrumento de gestão ambiental que vai auxiliar as entidades responsáveis pela gestão dessa infra-estrutura rodoviária em manter a estrada em boas condições de funcionalidade, garantindo não só o escoamento de pessoas e bens econômicos em segurança, como também a viabilidade econômico-financeiro do empreendimento e sua conservação.
Os resultados demonstram a necessidade de conhecer a dinâmica do relevo, os processos erosivos e os movimentos de massa de modo a prevenir impactos ambientais decorrentes da ação antrópica e da estrada como elemento da morfogênese.
Um outro aspecto importante diz respeito à preocupação em torno da preservação do ambiente e a preocupação se faz maior quando relacionada aos impactos causados pela
construção ou reabilitação de uma rodovia, por ser esta uma obra de infra-estrutura imprescindível ao desenvolvimento econômico de regiões de difícil acesso por via terrestre como a hinterlândia montanhosa da Ilha de Santiago. Apesar dos impactos negativos sobre algumas variáveis ambientais, a estrada na fase de exploração é apenas um elemento catalisador da morfogênese. Nesse estudo foram observados que os processos de movimentos de massas e erosão acelerada ocorre onde os humanos interferem nesse equilíbrio, iniciando pela remoção da cobertura vegetal e continuando pelo uso e manejo inadequados das atividades agrícolas, urbanização e outras atividades econômicas e ainda associa-se a um quadro natural marcado pela ocorrência de ecossistemas de alta sensitividade geomorfológica em meio árido e semi-árido saheliano, o que em muito tem contribuído para acentuar os processos erosivos, que acabaram por transformar a topografia das encostas e podem, em casos extremos, constituir riscos à vida humana e às construções e ainda causando impactos ambientais de difícil recuperação. O estudo mostrou que as voçorocas são processos erosivos que causam maiores preocupações e podem se formar numa ruptura da encosta, ou em áreas onde a cobertura vegetal foi removida, em especial quando o material subjacente for mecanicamente fraco ou inconsolidado, são mais comuns em solos de origem vulcânica; aluviões; colúvios: cascalhos areias consolidadas e detritos resultantes de movimentos de massa o que não deixa de ser verdade no caso da zona de estudo.No entanto o estudo mostra a necessidade de trabalhos futuros, de modo a obter dados mais quantitativos, monitoramento direto de modo a melhor quantificar os processos erosivos.
A metodologia aplicada foi bastante satisfatório.Destacam-se a elaboração do primeiro mapa geomorfológico da zona atravessada pela estrada, o mapa de processos erosivos, embora com alguma dificuldade na coleta de amostras devido ao acesso e encostas ingrimes. Os resultados foram satisfatórios porque permitiram diferenciar os “debris flows” de “mud flows”.
Com base no levantamento de campo realizado entre 2003 a 2009 na área de estudo, constatou-se que o impacto mais significativo é o geomorfológico sobretudo no trecho 3 e essa fragilidade geomorfológica é agravada pela forte ocupação agrícola, responsável pela diminuição da estabilidade estrutural e o desnudamento do solo, o que aumenta a sua erodibilidade, e ainda o risco de desabamento.
Ainda foi possível constatar que no caso da estrada São Domingos – Assomada, as obras de recuperação não tiveram em conta à dinâmica do relevo, ou seja, não consideraram
os parâmetros morfogenéticos, ou como um determinado impacto ambiental associado chegou a acontecer.
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