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Physiologie utérine au cours de la grossesse [19, 20] :

1.3. Physiologie de la grossesse normale :

1.3.1. Physiologie utérine au cours de la grossesse [19, 20] :

Após a etapa de elaboração da tecnologia educativa, o seu conteúdo foi avaliado por juízes no período de janeiro de 2019. A validação de conteúdo refere-se a análise minuciosa do conteúdo do instrumento, com o objetivo de verificar se os itens propostos constituem-se em uma amostra representativa do assunto que se deseja medir. Nesse tipo de validação, os instrumentos são submetidos a apreciação por peritos da área da saúde vinculados à temática e de outras áreas, os quais podem sugerir a retirada, acréscimo ou modificação dos itens (ECHER, 2005; HERMIDA; ARAÚJO, 2006).

Não existe um consenso quanto ao número ideal de juízes, embora alguns autores sustentem que é necessário um mínimo de seis juízes (PASQUALI, 1999), enquanto outros autores sustentem que não é necessário um número superior a dez (LYNN, 1986). No presente estudo, delimitaram-se sete juízes, uma vez que um número ímpar facilita o desempate de opiniões (JOVENTINO et al., 2013).

Para o recrutamento dos juízes, foram adotados os critérios de Jasper (1994): possuir habilidade/conhecimento especializado que torna o profissional uma autoridade no assunto; possuir habilidade e conhecimento adquiridos pela experiência; possuir habilidade no tipo de estudo; possuir aprovação em um teste específico para identificar juízes; e possuir classificação alta atribuída por uma autoridade. Os juízes deveriam atender pelo menos dois desses critérios (Quadros 8 e 9).

46 Quadro 8 – Conjunto de requisitos para identificação dos juízes docentes propostos por Jasper (1994)

Requisito Característica

Possuir habilidade e conhecimento adquiridos pela experiência

- Ter experiência profissional assistencial em onco-hematologia por um período mínimo de 5 anos;

- Ter experiência docente na área de interesse;

- Ter experiência na realização de atividades educativas no combate e controle da doença onco-hematológica.

Possuir habilidade/ conhecimento

especializado que torna o profissional uma autoridade no assunto

- Ter sido palestrante no assunto de interesse;

- Ter orientado trabalhos acadêmicos de pós-graduação na área de interesse;

- Possuir título de mestre, com dissertação em temática relativa à área de interesse;

- Participação em mesas-redondas de eventos da área de interesse; - Possuir título de doutor, com tese em temática relativa à área de

interesse. Possuir habilidade no tipo

de estudo

- Ter autoria em artigos científicos com temáticas na área de interesse; - Participação em banca(s) avaliadora(s) de trabalho(s) acadêmico(s)

de pós-graduação (mestrado e doutorado). Possuir aprovação em um

teste específico para identificar juízes.

- Ser profissional titulado pela Sociedade Brasileira de Oncologia.

Possuir classificação alta atribuída por uma autoridade

- Ter recebido homenagem de reconhecimento como autoridade na área de interesse;

- Possuir trabalhos premiados. Fonte: Jasper (1994).

Quadro 9 – Conjunto de requisitos para identificação dos juízes assistenciais propostos por Jasper (1994)

Requisito Característica

Possuir habilidade e conhecimento adquiridos pela experiência

- Ter experiência profissional assistencial em onco-hematologia por um período mínimo de 5 anos;

- Ter experiência na realização de atividades educativas no combate e controle da doença onco-hematológica.

Possuir

habilidade/conhecimento especializado que torna o profissional uma autoridade no assunto

- Ter sido palestrante no assunto de interesse;

- Ter orientado trabalho(s) acadêmico(s) de graduação na área de interesse com temática(s) relativa(s) à área de interesse;

- Possuir título de especialista com trabalho de conclusão de curso em temática relativa à área de interesse;

- Participação em mesas-redondas de eventos científicos da área de interesse.

- Ter experiência no desenvolvimento de pesquisas científicas na área de interesse;

- Ter autoria em resumo(s)s científico(s) com temáticas na área de interesse;

- Participação em banca(s) avaliadora(s) de trabalho(s) acadêmico(s) de graduação com temática(s) relativa(s) à área de interesse.

Possuir aprovação em um teste específico para identificar juízes.

- Ser profissional titulado pela Sociedade Brasileira de Oncologia.

Possuir classificação alta atribuída por uma autoridade

- Ter recebido homenagem de reconhecimento como autoridade na área de interesse;

- Possuir trabalhos premiados. Fonte: Jasper (1994).

47 A seleção dos juízes foi realizada por meio da amostragem de rede ou bola de neve, a qual é utilizada quando a população é composta de pessoas com características difíceis de serem encontradas. Assim, quando se encontrasse um juiz que se enquadrasse nos critérios de elegibilidade estabelecidos, solicitava-se ao mesmo que indicasse outros participantes, sendo, portanto, uma amostragem por conveniência (POLIT; BECK, 2011).

Após a indicação das pessoas com o perfil desejado, foi realizada consulta ao Currículo Lattes disponibilizado pela Plataforma Lattes do portal Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), para confirmar se os especialistas se adequavam aos critérios de seleção para esse estudo. Segundo Joventino et al. (2013), para validação de conteúdo, faz-se necessário que os juízes sejam realmente peritos na área de interesse, pois, dessa forma, serão capazes de avaliar a relevância de conteúdo dos itens submetidos.

Aos juízes que preencheram os critérios de elegibilidade (oito especialistas com experiência na docência, seis especialistas com experiência na assistência e um especialista com experiência na docência e na assistência, perfazendo um total de quinze) foi enviado via correio eletrônico: Carta Convite (Apêndice A), Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Apêndice B), a versão inicial da tecnologia educativa e o Instrumento de Validação de conteúdo e aparência da tecnologia educativa (folder), confeccionado no programa do Google

Forms Destes, três docentes e quatro assistenciais enviaram os instrumentos preenchidos no

prazo determinado e foram incluídos na amostra do estudo.

Echer (2005) descreve a importância da qualificação dos materiais por profissionais de áreas diferentes e por pacientes, pois condecora pareceres acerca do tema sob óticas distintas e certifica que o trabalho está sendo executado em equipe. Contudo, o conhecimento clínico é soberano e deve ser destacado devido ao contato diário com os fenômenos em estudo e a prática contínua com os sinais e sintomas (QUATRINI CARVALHO PASSOS GUIMARÃES et al., 2016).

Quatrini Carvalho Passos Guimarães et al. (2016) dizem que a experiência clínica é

um componente essencial para o desenvolvimento da validação, e que deve ser valorizada a intuição clínica com base no conhecimento, experiência clínica, afinidade, sincretismo e confiança.

Importante esclarecer que a tecnologia educativa será validada com o público alvo em outro momento acadêmico, oportunidade em que será possível identificar falhas entre a construção do material educativo e sua aplicabilidade, conforme o que afirma Echer (2005).

48 Cada vez mais especialistas fazem validação de conteúdo e aparência de instrumentos novos. A validação de conteúdo inclui o desenvolvimento do instrumento e a avaliação por especialistas, que permite julgar se o instrumento engloba o conteúdo a que se dispõe de forma satisfatória. A validação de aparência visa analisar se existe apresentação clara e compreensível da temática através da concordância entre as informações e as figuras (ALMEIDA et al., 2018).

Para a análise de conteúdo e aparência, os especialistas foram solicitados a avaliar o instrumento quanto a objetivos, estrutura e apresentação e relevância dos itens, sendo consideradas as respostas, utilizando-se uma escala tipo Likert, variando de 1 a 5, onde 1=Discordo; 2=Discordo parcialmente; 3=Neutro; 4=Concordo parcialmente; 5=Concordo (SABINO, 2016).

Os juízes avaliaram o instrumento considerando as pontuações (1, 2, 3, 4 ou 5) e seguiram uma escala contendo cinco níveis de valoração, destacados na figura 1.

Figura 1 – Diagrama dos níveis de valoração dos itens do instrumento pelos juízes

Fonte: Dados gerados pela autora.

Para avaliação da tecnologia educativa pelos juízes, foi realizada uma adaptação do questionário construído por Oliveira (2006), utilizado para validar uma tecnologia educativa para o paciente com câncer hematológico em tratamento quimioterápico ambulatorial. Esse instrumento é dividido em duas partes: a primeira contendo dados de caracterização do juiz, como profissão, tempo de formação, tempo de atuação em onco-hematologia, titulação, produção científica, e uma segunda parte contendo as instruções para preenchimento e os itens a serem avaliados (objetivos, estrutura e apresentação e relevância). Além disso, ainda dispunha de espaço destinado a sugestões (Apêndice C).

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