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Physical Layer Interface

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8. MASCARA INTERFACES

8.1. User Plane Interfaces

8.1.2. Physical Layer Interface

A produção de inteligência na administração fazendária envolve diversos componentes que vem sendo tratados no modelo da inteligência organizacional, enfatizando-se a necessidade de implementar uma cultura da informação, com vistas a uma gestão e troca de conhecimentos, tanto do ambiente corporativo interno como externo.

Segundo Tarapanoff et al. (2000, p. 91), para as organizações:

possuir inteligência organizacional está associada à busca sistemática, efetiva e proativa de posturas ligadas à estratégia de geração de conhecimento, em relação à organização e ambiência externa [...] , a premissa básica para se fazer inteligência é agregar valor à informação, é Inteligência

Corrente Inteligência Tática Inteligência

Estratégica Empresas, setor, segmento e atividade econômica Empresas, setor, segmento e atividade econômica. Empresas, estabelecimentos. Diretrizes de inteligência Diretrizes, Boletins, Informes, Relatórios de Inteligência Fiscal. Boletins, Relatórios de Inteligência Fiscal.

estruturá-la de modo que a mesma passe a ter um valor, uma importância contextual na organização.

Neste sentido, o conceito de inteligência fiscal está associado aos postulados de administração estratégica incorporado nas organizações, como forma de gerir os seus negócios e adotar procedimentos de produção e difusão de conhecimentos.

A Inteligência Fiscal está intrinsecamente ligada ao processo de inteligência competitiva e de gestão de conhecimento no ambiente interno, desenvolvimento das habilidades dos agentes fiscais em compartilhar dados e informações no processo de fiscalização, monitoramento dos ambientes interno e externo, fortalecendo a cultura de informação, como condição imprescindível para viabilizá-la e potencializá-la na visão da inteligência organizacional. Como estratégia de agregação de valor, deve-se implementar mecanismos de engajamento das pessoas que participam de toda a cadeia do processo de trabalho, através da introdução de estímulos e emprego de instrumentos de retro-alimentação e incentivo à troca da informação, com a finalidade de se criar a ambiência pretendida e orientar as decisões. Isto poderia ser efetivado através da incorporação de ações estratégicas voltadas para atender aos objetivos da organização (Figura 13).

FIGURA 13. Agregação de Valor e Cultura de Informação. Fonte: Elaboração Própria

No contexto deste trabalho, o conceito de cultura está apoiado no enfoque de Goodenough (apud VALENTIM et al., 2000, p.4), para quem a “cultura é um sistema no qual conhecimentos são partilhados”, o que implica que a cultura de informação representa a compreensão, por parte dos membros da organização, da importância do uso, geração e

Informação e Conhecimento

Retro-alimentação

Informação certa Pessoa certa

Disseminação

CULTURA DE

INFORMAÇÃO

disseminação da informação na sua rotina de trabalho.

Podemos ainda localizar em Silva (2002, p.143) a explicação do correto entendimento de compartilhamento, que reflete o desafio: “compartilhar conhecimento [...] é algo fundamentalmente diferente e ocorre quando as pessoas estão genuinamente interessadas em ajudar uma as outras a desenvolver novas capacitações para a ação e em criar processos de aprendizagem”. Nesse sentido, à guisa de síntese, pode-se mencionar alguns aspectos importantes que poderão auxiliar no processo de desenvolvimento da cultura de informação nas administrações tributárias:

• adoção de sistemas de informação com projetos voltados para toda a organização e não para um indivíduo ou grupo de indivíduos ou setores restritos;

• enfatizar o uso da informação e a importância do conhecimento pessoal e grupal para a eficácia dos resultados;

• considerar a importância da informação e do conhecimento existentes em diversos formatos;

• desenvolver mecanismos eficientes de retro-alimentação das informações e dos conhecimentos ofertados dentro da organização;

• introduzir flexibilidade nos sistemas de modo a propiciar o seu acompanhamento e ajustá-los à dinâmica da organização;

• utilizar mecanismos de disseminação, que não se limitem apenas a informar, mas que atue como canal de geração de novas informações e conhecimentos.

A estruturação e operação de um sistema informacional que organize a prática de coleta e análise de informações ambientais, relevantes e de grande interesse para a organização, que normalmente não surgem espontaneamente, são fundamentais na visão da inteligência organizacional.

Para Lesca, Freitas e Cunha, (1996, apud FAGGION et al., 2002, p.61), esse tipo de preocupação é importante para empresas, e será alcançado através de um sistema de “Inteligência, que deve primeiro identificar os tipos vitais de informações competitivas (estratégicas) e as melhores fontes dessas informações. A partir disto, o sistema deve, continuamente, coletar informações de dados publicados e avaliar a validade e confiabilidade da informação, interpretá-la e organizá-la de forma apropriada e, finalmente, enviar as melhores informações para os diversos níveis decisórios da organização”.

p.4) é entendida como “um conjunto de estratégias para criar, adquirir, compartilhar e utilizar ativos de conhecimento, bem como estabelecer fluxos que garantam a informação necessária no tempo e formato adequados, a fim de auxiliar na geração de idéias, solução de problemas e tomada de decisão".

Na visão de Davenport e Prusak (1998, p. 6), o conhecimento representa “uma mistura fluida de experiência condensada, valores, informação contextual e insight experimentado, a qual proporciona uma estrutura de novas experiências e informações”, onde o fator humano é peça imprescindível.

O processo de geração e criação de valor na organização remete à gestão de conhecimento com ênfase nas pessoas, tema abordado por outros autores como Stewart (1998), Hoppe e Hoppe (2000), Senge (2000), Teixeira Filho (2000), Terra (2000), Faggion et al. (2002), Silva (2005), trazendo a interligação de conhecimento centrado nas pessoas aos processos organizacionais.

O desafio da inteligência organizacional está na geração do conhecimento decorrente da interação desses conhecimentos, buscando-se elevar de um nível ontológico inferior até níveis mais altos, ou seja, dos indivíduos de uma organização até o compartilhamento em uma rede interorganizacional.

As organizações deverão estimular a integração de todos os “saberes”, conhecimentos disponíveis, para contextualizá-los no espiral, onde o conhecimento individual é associado ao do grupo, organização, até ser capitalizado na rede de organizações para ser distribuído, compartilhado e difundido nas e pelas organizações (FAGGIO et al., 2002, p. 64).

A visão da rede representa condição fundamental para que a inteligência fiscal possa implementar os estudos e pesquisas para apoiar as ações nas quais a rede tem a “função de promover uma interação contínua e dinâmica que propicia o compartilhamento e a criação de conhecimento” que envolve o enfoque na interatividade e troca de informações existentes nos órgãos públicos, com uso potencial da Internet e da Intranet (FAGGION et al.,2002, p. 63). Neste sentido, Sandman (2002 apud MILLER, 2002, p.119) enfatiza que “inteligência é informação analisada até o ponto de poder ser utilizada como sustentáculo de uma decisão”; para Davenport e Prusak, (1998) é preciso identificar os tópicos-chave, sobre os quais devem ser concentradas a energia e o entendimento de todos, no sentido de como as diversas fontes, formas e perspectivas da informação podem ajudar a organização.

A habilidade de coletar, processar e disseminar informações, advinda do uso das novas tecnologias de informação e comunicação, vem se constituindo em elemento fundamental para as organizações. Nesta linha de raciocínio, Miller (2002) afirma que a força motriz da inteligência, seja qual for o seu tipo, reside em agregar valor à informação e analisá-la de modo que possa servir de base para a tomada de decisões.

Logo, torna-se necessária a integração dos diversos tipos de informação existentes (computadorizada, não computadorizada, estruturada, não estruturada0, ou seja, estabelecer procedimento regular de aproveitamento de todos os processos informacionais que circulam na organização, para apoiar a produção da Inteligência.

Neste contexto se situa a Inteligência Fiscal, mais propriamente como um tipo da inteligência organizacional que, pela sua natureza, conteúdo e gênero, contempla o estudo das informações nos seus diversos contextos (internos e externos), para subsidiar a tomada de decisão no sistema fazendário nas questões que envolvem sonegação e fraudes fiscais.

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