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Perturbation of eigenvalues of matrix pencils

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Fatores 1 2 3 4

Atitudes Morais Geral (z= -11,739

p<0,001) (z= -1,132 p=0,258) (z= 12,117 p<0,001) Vitória Justa (z= -9,927 p<0,001) (z= -11,940 p<0,001) Aceitação ao antidesportivismo (z= -11,354 p<0,001) Aceitação a trapaça

No que se refere à avaliação das atitudes morais por meios dos dilemas da vida real e do contexto esportivo, a Análise da Estrutura de Similaridade (SSA), terceira dimensão projeção 1x3, demonstrou o agrupamento dos itens referentes à avaliação de tal construto. Destaca-se que essa análise foi considerada propícia para o tratamento dos dados uma vez que o Coeficiente de Alienação foi de 0.096. A Figura 5 mostra a disposição dos dados em uma estrutura polar.

A Figura 5 demonstra a distribuição das perguntas em função das respostas dos atletas. Como descrito na sessão método, cada dimensão foi composta por dois tipos de dilemas, sendo um voltado para o contexto esportivo e outro voltado para o cotidiano.

A primeira pergunta de todos os dilemas tinha como foco investigar se os respondentes concordariam com a ideia de utilizar meios ilegais ou antiéticos para conseguir algo. Já a segunda pergunta tinha o objetivo contrário da primeira: avaliar se os atletas deveriam procurar meios legais e éticos para atingir seus objetivos.

Ao analisar a Figura 5, compreende-se que esses itens adotaram posições opostas nas dimensões Aceitação à Trapaça e Aceitação ao Antidesportivismo em ambos os contextos. Para verificar tal resultado foi realizada uma Correlação de Spearman que indicou a existência de uma correlação significativa (p<0,001) negativa entre a primeira e a segunda pergunta na dimensão referente à trapaça (s= -0,378 e s= -0, 485; esporte e cotidiano respectivamente) e antidesportivismo (s= -0,389 e s= -0,357; esporte e cotidiano respectivamente). Esse dado sugere que a trapaça e o antidesportivismo são construtos que ou são aceitos ou são rejeitados pelos atletas tanto no cotidiano como nas competições. Já as perguntas 1 e 2 do dilema referente à dimensão Vitória justa localizaram-se em uma região próxima no plano de análise, o que indica determinada incoerência dentre as respostas dos participantes aos julgarem os meios para se conseguir alcançar o êxito tanto em uma competição como no cotidiano. Uma hipótese que poderia explicar tal resultado seria a de que, considerando o contexto em que a vida de um parente está envolvida, os sujeitos não consigam discernir entre ganhar justa ou injustamente, uma vez que o valor sobrevivência, considerado por Gouveia (2003) um importante valor básico, está sendo colocado em questão.

Quanto à pergunta 3 e 4 dos dilemas, estas tinham como objetivo avaliar se a respostas dos participantes sofreriam algum tipo de alteração quando envolvendo parentes, amigos, companheiros de equipe ou quando envolvendo apenas pessoas conhecidas, adversários. Ao analisar a disposição desses itens observa-se que em todas as dimensões e em todos os contextos as perguntas 3 e 4 localizaram-se em regiões próximas. É possível corroborar esse dado a partir da correlação de Spearman a qual indicou a existência de uma correlação significativa (p<0,001) e positiva entre as dimensões em cada contexto, como mostra a Tabela 14.

Tabela 14- Correlação de Spearman das perguntas 3 e 4 dos dilemas das atitudes morais

Dimensões Contexto Correlação de

Spearman

Aceitação a Trapaça Esporte 0,712

Cotidiano 0,801

Aceitação ao Antidesportivismo

Esporte 0,468

Cotidiano 0,772

Vitória Justa Esporte 0,419

Cotidiano 0,733

Esse dado sugere que o comportamento de julgar e de aconselhar os atletas envolvidos em uma situação de dilema não sofre influência das variáveis companheiro e adversário de clube. Logo, quanto maior a pontuação do atleta quando o foco é uma pessoa próxima/ companheiro de clube, maior também será a pontuação do atleta quando o foco é seu adversário/conhecido nas dimensões das atitudes morais.

Compreende-se, desse modo, que as atitudes morais dos atletas são as mesmas independentemente do fato de o sujeito avaliado ser um amigo ou apenas uma pessoa próxima. Talvez esse resultado esteja associado ao fato de que os dilemas retratavam sempre uma situação na qual o valor sobrevivência estava sendo colocado em xeque. Como, de acordo com Gouveia (2013), o valor sobrevivência é considerado o mais importante, os respondentes não levaram em consideração as características dos indivíduos envolvidos nos dilemas, mas sim o direito à vida.

Para melhor compreender as Atitudes morais dos atletas nas competições, foi realizada uma Análise da Estrutura de Similaridade (SSA) isolando apenas a pergunta 1 dos dilemas do cotidiano e do esporte, uma vez que essa era a pergunta chave para avaliar as atitudes morais. Destaca-se que essa análise foi considerada propícia para o tratamento dos dados uma vez que o Coeficiente de Alienação foi de K= 0,00012. A Figura 6 mostra a disposição da estrutura axial na dimensão 2 projeção 1x2.

Figura 6- Análise da Estrutura de Similaridade (SSA) sobre a pergunta 1dos dilemas de atitudes morais

Assim, no que se refere à disposição dos dilemas na projeção axial, observa-se que cada tipo de dilema ocupou uma região específica no plano. No entanto, os dilemas referentes à Aceitação a Trapaça e Aceitação ao Antidesportivismo agruparam-se em regiões opostas quanto ao contexto. A correlação de Spearman indicou ser significativa a relação entre essas dimensões e o contexto, como mostra a Tabela 15.

Tabela 15. Correlação de Spearman da pergunta 1 dos dilemas das atitudes morais

Dimensões Contexto Spearman Sig.

Aceitação a Trapaça e Aceitação ao Antidesportivismo

Esporte 0,287 P<0,001

Aceitação a Trapaça e Aceitação ao Antidesportivismo

Cotidiano 0,214 P= 0,002

Vitória Justa Esporte e

Cotidiano

Compreende-se, desse modo, que burlar os resultados nas competições foi um comportamento avaliado pelos atletas de maneira distinta a burlar as situações na vida real. Esse resultado corrobora a hipótese do presente estudo de que nas competições esportivas, determinados comportamentos, mesmo os que vão contra as regras do jogo, são avaliados de maneira distinta dos comportamentos que envolvem trapacear/agir de má fé no cotidiano.

Uma revisão de literatura realizada por Santos (2005) indicou que alguns esportistas consideram os comportamentos emitidos durante os jogos, bem como os aspectos éticos e morais desenvolvidos nessas práticas, como ações que não deveriam ser associadas às vivências do cotidiano. Talvez essa compreensão justifique o fato de as situações esporte e cotidiano dos dilemas trapaça e antidesportivismo terem adotado posições opostas na projeção.

Diante do exposto, compreende-se que os instrumentos Escala de Agressividade em competições, Escala de atitudes Morais no esporte, dilemas das atitudes morais no esporte, bem como o protocolo de categorização dos comportamentos agressivos durante as competições, possuem boas propriedades para a realização das análises do estudo 2. A seguir, serão apresentados os resultados do estudo que tinha como objetivo principal verificar se a empatia exerce influência significativa sobre as atitudes morais e a agressividade nas competições.

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