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: PERTINENCE DES SOINS : THYROIDECTOMIE

Temos que um bom professor é aquele sujeito capaz de fazer qualquer aluno aprender, sendo ainda capaz de potencializar o aprendizado em seus estudantes. Logo, se formos considerar isso, o professor toma o papel de ser o principal responsável pelo sucesso da aprendizagem e, sua atuação em sala pode ser considerada determinante para o desempenho

dos alunos. Nesse sentido, no decorrer do texto, buscaremos abordar alguns aspectos que fazem de um sujeito ser considerado um bom professor.

Os professores e seus alunos criam vínculos e relações no ambiente escolar. Sabe-se que as condutas e as relações entre os professores e os alunos influenciam na aprendizagem dos mesmos. Logo, boas relações entre professor e aluno motivam o aluno a aprender determinada matéria da mesma forma que aproximam o aluno do professor. Da Cunha (2012, p. 64) destaca que para ―os nossos alunos atuais, o bom professor é aquele que domina o conteúdo, escolhe formas adequadas de apresentar a matéria e tem um bom relacionamento com o grupo‖. Sabemos que entre o professor e o aluno, existe uma relação de convívio, afinal, em muitos momentos os dois estão presentes no mesmo ambiente. Deste modo, acaba por existir também uma relação de comunicação e de uma maneira acaba por se criar um canal para conversa, para troca de experiências, para o respeito e o afeto.

Nesse meio de relacionamentos, Da Cunha relata que normalmente,

[...] a apropriação é uma ação recíproca entre os sujeitos e os diversos âmbitos ou integrações sociais. Só que elas são diferentes nos sujeitos, ou seja, eles fazem apropriações diferentes em função de seus interesses, valores, crenças, experiências etc. Isto é demonstrado pela diferenciação existente entre o comportamento dos alunos quando propõem o BOM PROFESSOR (DA CUNHA, 2012, p. 59).

Isto porque um aluno dificilmente apontaria como um bom professor, um sujeito que não possua condições básicas de conhecimento, como também habilidades na organização da sua aula e principalmente com boas relações. Entretanto, Da Cunha (2012) ressalta que quando os alunos explicam o porquê da escolha do professor, normalmente enfatizam os aspectos afetivos.

Por este motivo o professor precisa se interessar pelo aluno, saber ouvi-lo, se conectar a ele dando o suporte emocional necessário para que haja confiança e respeito. Portanto, o trabalho do professor está voltado diretamente para o aluno, onde é preciso desenvolver a capacidade de observá-lo, entendê-lo e verificar suas atitudes procurando compreender quais são suas expectativas e dificuldades.

Isso somente contribui para confirmar, que o sucesso do professor de matemática depende do sucesso de seus alunos. Lorenzato comenta que o sucesso ou o fracasso dos alunos, quando relacionado à matemática, tem haver com o modo como o aluno teve seu primeiro contato com a matemática. É por isso que o professor é peça chave em tal relação, podendo ser facilitador ao utilizar-se de metodologias interessantes (LORENZATO, 2008, p. 1).

Assim, percebemos que isto está em consonância com as ideias que Da Cunha apresenta em seu livro. Ela aponta que ―a forma como o professor se relaciona com a sua própria área de conhecimento é fundamental, assim como sua percepção de ciência e de produção do conhecimento. E isto é passado para o aluno e interfere na relação professor- aluno; é parte desta relação‖ (DA CUNHA, 2012, p. 62).

A autora ainda comenta algumas das comuns expressões obtidas em entrevista com os alunos. Essas expressões evidenciam que a ideia de bom professor presente nos alunos está interligada com a capacidade que o professor tem de se mostrar próximo afetivamente. Isso pode ser verificado, quando Da Cunha descreve as expressões dos alunos, tais como:

[...] ―é amigo‖, ―compreensivo‖, ―é gente como a gente‖, ―se preocupa conosco‖, ―é disponível mesmo fora da sala de aula‖, coloca-se na posição do aluno‖, ―é honesto nas observações‖, ―é justo‖ etc. (DA CUNHA, 2012, p. 61).

Sabemos que são vários os aspectos que contribuem para um bom professor ser constituído. Um desses aspectos está relacionado a questão de que bom professor, necessita de uma boa formação, logo, não pode parar de estudar. Além disso, este profissional necessita ser didático em sala de aula, a fim de motivar e inspirar seus alunos, utilizando a realidade do mesmo, suas experiências e demais aspectos familiares, com a intenção de estimular a criatividade. Assim, o professor deve criar oportunidade para o aluno aprender com todas as ferramentas de ensino possíveis. Consequentemente,

[...] o ensino, atividade característica do professor, é uma prática social complexa carregada de conflitos de valor e que exige opções éticas e políticas. Ser Professor requer saberes e conhecimentos científicos, pedagógicos, educacionais, sensibilidade da experiência, indagação teórica e criatividade para fazer frente às situações únicas, ambíguas, incertas, conflitivas e, por vezes, violentas, das situações de ensino, nos contextos escolares e não escolares (PIMENTA; LIMA, 2012, p. 15).

Para complementar essa ideia, Pimenta e Lima ainda afirmam que ―é da natureza da atividade docente proceder à mediação reflexiva e crítica entre as transformações sociais concretas e a formação humana dos alunos, questionando os modos de pensar, sentir, agir e de produzir e distribuir conhecimentos na sociedade‖ (PIMENTA; LIMA, 2012, p. 15). Neste sentido, os professores devem ter experiências matemáticas, que lhes desenvolvam perspectivas sobre a natureza da mesma, por meio de uma abordagem histórica e cultural, que fomentem a sua predisposição para fazer matemática, a sua autoconfiança para aprender matemática de modo independente.

Logo, consideramos bons professores aqueles que se encontram em reflexão sobre a sua própria prática, se atentem a pequenos detalhes e estão em devotada evolução. Isso é algo também dito por Da Cunha. Segundo a autora,

[...] apesar de não ter o planejamento, ou melhor, o plano como valor universal, os BONS PROFESSORES dão muita importância ao estudo e à constante ação de revisão de seu fazer na sala de aula. Muitos afirmaram que estudam cada vez que se preparam para as aulas; outros procuram antever o que pode ocorrer na sala, com o intuito de organizar o ambiente e as situações que melhor respondam às expectativas dos alunos (DA CUNHA, 2012, p. 103).

Verificamos assim que a arte de ensinar Matemática implica tomar uma série de decisões de forma consciente, sobre qual parte ensinar dos conhecimentos matemáticos, em que momento é conveniente ensiná-los e de que forma pode ser mais adequado tratá-los de modo que sejam aprendidos.

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