2.4 De l’Apprentissage par Simulation `a l’Apprentissage par
2.4.4 Perspectives
No sentido de se orientar na concepção do modelo, foram pesquisados estudos técnicos e científicos, particularmente direcionados aos sistemas de apoio à decisão, focado no nível estratégico de gestão. Dentre os estudos analisados, considerou-se como um importante embasamento, a metodologia concebida pelo Modelo SMILE (1998), bem como nas contribuições conceituais dos Projetos LOGIG
(2000) e WELCOM (1997), os quais são descritos nos tópicos seguintes. Estas
abordagens metodológicas enfatizam, principalmente, a etapa de definição do sistema e análise da situação existente.
O Modelo SMILE (Strategic Model for Integrated Logistic Evaluations) foi desenvolvido por Tavasszy et alli (1998), e sua aplicabilidade visa explorar os efeitos das políticas de transportes e mudanças nas organizações logísticas das empresas e, através destas, nos fluxos de cargas correspondentes. Seu principal objetivo é o de preencher muitas exigências dos tomadores de decisões de políticas públicas com respeito aos problemas logísticos complexos. O modelo básico descreve as cadeias logísticas em três níveis: produção, inventário e transporte (multimodal). O SMILE está sendo aplicado para calcular os fluxos de transporte dentro e ligados à Holanda, até o ano 2030. Estes fluxos são vistos como um dos resultados chave de três cenários básicos de desenvolvimento da Holanda, em relação ao resto do mundo. Os cenários básicos de referência são derivados de cenários econômicos gerais, desenvolvidos pela Agência Central de Planejamento da Holanda.
A base de dados foi implementada em uma aplicação de base de dados comerciais existentes e são acessados de três maneiras diferentes: primeiramente, o processamento de dados para os cálculos; em segundo lugar, através da interface gráfica; e, por último, por meio de um número de pacotes de dados comerciais.
O essencial do modelo SMILE é a noção de que os desenvolvimentos na demanda de fluxos de transporte resultam de mudanças nas estruturas econômicas que criam a demanda e um suprimento de produtos em regiões geográficas específicas; e formam a base para os fluxos de transporte entre as regiões. A figura 5.1 seguinte mostra um esboço aproximado dos cálculos feitos no modelo SMILE:
Figura 5.1 – Esboço dos cálculos dentro do SMILE(Fonte: Tavasszy et al, 1998). Dentro da classificação que é feita para os sistemas de apoio à decisão, mostra-se na Figura 5.2, como se enquadram o modelo SMILE e o modelo SADGESTOR, de acordo com o tipo de informação fornecida para apoiar as tarefas do tomador de decisão.
Tipo de Informação
Fornecida Descritivo Prescritivo (Normativo)
Conceitual/Qualitativo Ex: Modelo SADGESTOR Ex: Sistemas de Diagnóstico
Analítico/Quantitativo Ex: Modelo SMILE Ex: Modelos de Roteirização e Programação de Transporte Figura 5.2 – Classificação dos Sistemas de Apoio à Decisão (SAD).
Fonte: Adaptado de Tavaszy, L. et al. 1998. Consumo e Produção Domésticos Comércio Internacional e Doméstico da Holanda Demanda de transporte por par de regiões Fluxo de tráfego por modo e ligação Emissões de gases e uso de energia Comércio Internacional para fora da Holanda Custos Logísticos Dados do veículo Densidade do valor de embarque Função demanda
Fazer/Usar Tabela
Tendências de Crescimento Produtividade do Trabalho regional
Valor de embarque/embalagem Canais Alternativos
Custos de armazenagem regional Níveis de interesse (juros)
Dados do serviço de transporte Requisitos/embarque p/ transporte Dados da infra-estrutura
Fluxo de tráfego de passageiros Logística das viagens de retorno
Vale destacar que a adoção da metodologia para o modelo aqui apresentado se deu em função, primeiramente, de uma das recomendações apresentadas pelos autores do SMILE, os quais sugeriram “mais estudos sobre as necessidades de
informações para o tomador de decisão, focalizando-se, também, sobre as informações conceituais”. Recomendaram também, “mais pesquisas nos diferentes modos para melhorar a modelagem dos processos logísticos em sistemas de transporte de cargas”. Portanto, as metodologias aplicadas no modelo SMILE e no
modelo SADGESTOR são diferentes na forma de abordagem e quanto ao tipo de informação fornecida para subsidiar o processo de decisão, resguardadas as diferenças entre o ambiente europeu e do Brasil, quanto aos aspectos culturais, econômicos, sociais e políticos.
Outra importante referência conceitual foi buscada no modelo LOGIQ (2000). O LOGIQ é um projeto financiado pela Comissão Européia e realizado por um Consórcio de oito empresas de consultoria, sob a coordenação do Grupo italiano CLAS. Inicialmente a análise LOGIQ se baseou nos resultados preliminares do Projeto IQ – Intermodality Quality (2000) e se refere a um processo analítico e uma investigação de estruturas de decisão de médio ou longo prazo. Esse projeto analisa as informações concernentes aos tipos de atores envolvidos nas cadeias de transporte, a distribuição de papéis e responsabilidades entre os atores, os tipos de tomada de decisão dos atores, as exigências logísticas dos atores diretamente relacionados a fim de se entender os critérios para uso do transporte intermodal.
Ressalta-se que o principal objetivo do Projeto LOGIQ foi o de identificar os atores no processo de tomada de decisão e fornecer informações enfatizando os critérios e restrições no uso do transporte intermodal. Nesse Projeto foi concebido que um melhor entendimento do processo de tomada de decisão pode auxiliar os gestores no desenvolvimento de políticas e definição de ações no sentido de aumentar a fatia de transporte intermodal como um re-equilíbrio do transporte rodoviário no território europeu. As três categorias de variáveis identificadas como fundamentais que afetam a tomada de decisão pelos atores foram: a) as redes de infra-estrutura; b) os fatores custo e qualidade influenciando as cadeias de transporte e o comportamento dos atores; c) o ambiente institucional de transporte e as questões legais relevantes. O projeto LOGIQ tem contribuído para definir as exigências legais, organizacionais e operacionais do transporte, desenvolvendo-se
conceitos quanto ao acesso à informação e práticas no dia-a-dia de negócios na Europa.
Por último, cita-se o projeto WELCOM como importante referência conceitual. O projeto WELCOM (West-East Logistics COrridor for Multimodal transport) é um estudo sobre telemática e gestão de transporte de cargas no campo de transporte multimodal. Este projeto está relacionado ao corredor Oeste-Leste que vai da Irlanda, passa pela Holanda e Alemanha até alcançar a Polônia, integrando todos os modos de transporte: navegação marítima de pequeno curso, ferrovia, rodovia e hidrovias de interior. Seu objetivo é otimizar o processo de cadeias de transporte multimodal usando ferramentas de gerenciamento de transporte de cargas e outras aplicações essenciais de telemática de transporte avançada ao longo do corredor supramencionado. Esta otimização visa promover o uso de modos de transporte alternativos: ferrovias e hidrovias de interior.
Na análise do corredor (projeto WELCOM) são descritos a situação atual, os congestionamentos existentes e os desenvolvimentos futuros da infra-estrutura de transporte. No projeto WELCOM, os fluxos de transporte atual (1995) e previsto (2005) relacionados aos diferentes segmentos do corredor são investigados em detalhe. Apresenta-se, ainda, uma visão geral sobre os operadores logísticos oferecendo serviços de transporte no campo do transporte intermodal e sobre o sistema, locais de testes e projetos atualmente em operação ao longo do corredor.
5.3 Estrutura de desenvolvimento do Sistema de Apoio à Decisão para