A Escola Nordeste, localizada nessa mesma região da cidade, pertence pois à Regional Administrativa Nordeste. Foi construída via OP e teve um custo estimado em 4.670.513,0052. O projeto arquitetônico também segue o padrão criado pela PBH para estabelecimentos escolares. Sua construção teve início em julho de 1996 e perdurou até julho de 1998.
A Escola Nordeste53 possui dois blocos de dois andares mais dois blocos de um andar, interligados por pátios no andar térreo e por passarelas e escadas no andar superior. Possui, basicamente, duas entradas, que servem param pedestres e veículos. Está vinculada também a esta escola a UMEI (nome) localizada em um prédio próprio na região.
A Escola Nordeste tem vinte (20) salas de aula, secretaria, sala da direção, sala dos professores, sala dos coordenadores, biblioteca, dois laboratórios de informática, laboratório de ciências, sala de vídeo, auditório (multiuso), cantina, refeitório, depósito de merenda, depósito de material escolar e limpeza, quatro banheiros para os estudantes (dois do tipo vestiário), bebedouros, dois banheiros para os trabalhadores da escola, parquinho, jardins, horta (desativada), estacionamento para doze (12) carros (aproximadamente), duas quadras esportivas pequenas e um ginásio (quadra coberta) – cercada por muros altos (de tijolos
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Fonte: http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/comunidade.do?app=portaldoop – acessado em março de 2010.
furados) e por um grande portão de correr. A UMEI (nome), com um bloco, tem cinco salas de aula, sala dos professores, sala da direção, secretaria, cantina, refeitório, parquinho, depósito de limpeza, horta, jardins, três (3) banheiros para os estudantes, dois banheiros para os trabalhadores, uma portaria.
A Escola Nordeste oferece o Ensino Fundamental completo para crianças/adolescentes e jovens/adultos, além de Educação Infantil na UMEI (nome), totalizando um mil duzentos e setenta e três (1.273) estudantes. Na Escola Nordeste, os estudantes estão distribuídos em três turnos, sendo quinhentos e treze (513) pela manhã, trezentos e setenta estudantes no período da tarde e duzentos e vinte e oito (228) à noite, totalizando um mil cento e onze (1.111) estudantes. A UMEI (nome) atende cento e sessenta e duas (162) crianças, distribuídas em dois turnos – setenta e nove (79) pela manhã e oitenta e três (83) à tarde. O primeiro e o segundo turnos da Escola Nordeste atendem crianças e adolescentes, mais os estudantes da Escola Integrada, e terceiro turno atende os adolescentes/jovens e adultos. Todos os estudantes, menores e maiores, são oriundos dos bairros próximos à escola e à UMEI. Segundo a diretora DIRENE 2,
Lá, tinha até o ano passado (2008) quase 500 alunos bolsistas. Então, a comunidade é muito carente e nenhum pai, por exemplo, morador do bairro chegava à escola e falava que não era para atender aquele menino porque o pai dele era traficante. Quando veio a Escola Integrada, também no ano atrasado, em 2007, os pais ficaram maravilhados porque era para os meninos que mais precisavam. Eles tinham essa consciência. Por exemplo, a Escola Integrada, aderir ou não, passou pelo colegiado a discussão. A discussão foi tão bonita de solidariedade, de companheirismo. Os meninos precisam estar aqui dentro mesmo. Se a escola não cuidar desses meninos, não tem ninguém que cuide deles lá fora. Eles ficam sozinhos. Então, assim, para um pai saber que o filho dele que não precisa ficar na Escola Integrada, que tem um monte de coisas, tem computador, querer isso para o filho do outro isso é uma rede de solidariedade. (DIRETORA DIRENE, entrevista de pesquisa)
Além do diretor DIRENE 1, das duas vice-diretoras (uma da UMEI [nome]) e da secretária, a Escola Nordeste e a UMEI (nome) têm, juntas, aproximadamente, cento e quarenta (140) trabalhadores: cinquenta e nove (59) professores/as, um Técnico Superior de Ensino, vinte e três (23) educadores/as infantis, sete auxiliares administrativos, um bibliotecário, quatro estagiários/as, cinco auxiliares de biblioteca, dezenove (19) oficineiros, quatro funcionários na cantina, oito na função de vigia/portaria, sete na limpeza, um na mecanografia e um artífice.
A Escola Nordeste “[...] começa em 1997. O ato de criação foi em 1996, dezembro de 1996, e a escola começa em 1997 [...] no porão da Igreja” (DIRETORA DIRENE 2, entrevista de pesquisa). Ela continua:
Quando eu fui nomeada vice-diretora da escola, em [19]96, as inscrições eram feitas num lugar cedido pela comunidade. O pessoal da comunidade divulgava a inscrição. A Igreja Católica cedeu espaço para a prefeitura para poder funcionar as duas primeiras turmas. Os pais vieram para escola e ajudaram no lanche e na limpeza. Assim foi desde o início. A primeira limpeza da escola praticamente não tinha funcionários, teve um tanto de pais que foram para lá ajudar a limpar. Então, ela começou com uma história muito bonita de participação da comunidade.
O diretor DIRENE 1 (Gestão 2009/2011) da Escola Nordeste resume a história da seguinte forma:
A história da Escola que eu conheço é mais ou menos a seguinte. Esta Escola foi construída dentro de um processo, se não me engano que envolvia o orçamento participativo enquanto uma decisão comunitária de utilização e compra desse terreno para construir esta Escola. Isso foi muito importante. Antes de esta Escola estar construída, utilizava os espaços da igreja, havia alguns poucos professores. A primeira diretora foi a (nome), tendo (a diretora DIRENE 2) como sua vice. (Nome), a primeira professora. Funcionava no espaço da igreja e, depois, a Escola veio para cá. É uma Escola que no primeiro momento tinha muitos ex-diretores aqui dentro, muita gente interessante. Uns se aposentaram, outros saíram daqui. O perfil do alunado era um pouco diferente deste atual. Nós tínhamos índices de aproveitamento de ensino melhor do que o atual. (DIRETOR DIRENE 1, entrevista de pesquisa)
No ano de 2009, a Escola Nordeste estava passando por uma reforma geral, com ampliação da cantina e do refeitório. Segundo a diretora DIRENE 2, a Escola Nordeste era muito preservada pela comunidade e destaca na história da escola,
[...] primeiro, é o laço que a comunidade tem com a escola. Pichação? Não tem pichação. A escola é linda, não pichavam. Surgiu pichação lá o ano passado com a reforma porque a escola estava horrorosa, cheia de tapume. Mas é uma escola que ficou ali dez anos sem nenhuma reforma, sem nunca ter uma pintura praticamente. Teve pintura interna por sujeira, assim, do tempo. Ficou dez anos sem ter pintura externa, sem ter nenhuma pichação. A pichação que existiu nessa escola foi da época da construção, uma no fundo da quadra, acabou. Então, é uma relação que eu acho que é um diferencial daquela escola em relação às outras escolas que eu conheço, das outras escolas que eu trabalho e que já trabalhei.
[...] Ainda tem outro detalhe que eu acho muito interessante, por exemplo: antes de ter Escola Aberta, a escola funcionava sábado e domingo direto e nós não tínhamos atividades lá. Só assim, um dia era encontro da Igreja não sei o quê, outro dia era um time de futebol, tinhas as equipes que jogavam direto. Tinha o pessoal que fazia trabalho com crianças. Aí teve alguém, por exemplo, que queria dar uma aula de artesanato, ia para lá. Desfile do pessoal da Terceira Idade, onde é que vai ensaiar, dentro da escola. Ah, pessoal da comissão de saúde precisava fazer uma festa junina, onde é? Dentro da escola. Então, assim, eles eram independentes da gente, da escola. (entrevista de pesquisa)
Essas atividades citadas pela diretora DIRENE 2 pouco aparecem nos registros das reuniões do colegiado escolar e nas assembleias. Isto é, os registros não corroboram as informações apresentadas acima. Em geral, os registros das reuniões do colegiado escolar
são muito sucintos. A diretora DIRENE 2 afirma que “Eles não dizem muita coisa. Não mostram essa participação”, mas,
Agora, eu acho que também tem outra questão. Quando você fala da questão do registro e que não foi dada a importância que deveria, parecia que o grupo ali era tão afinado, que parecia tudo tão discutido, tão debatido, que todo mundo estava participando tanto que nós não nos preocupamos com isso. Foi um erro porque naquele momento todo mundo tinha clareza do que estava sendo discutido. Mas, nós, aquele grupo não é permanente. Então, seria interessante que tivesse um registro mais detalhado, mais rico, eu acho até. Então, isso aí realmente eu fiz essa “minha culpa”. Acho que eu deveria ter puxado um pouquinho o grupo para o registro. (DIRETORA DIRENE 2, entrevista de pesquisa)
Em relação à gestão da escola, não há interrupções significativas no comando da Escola Nordeste até dezembro de 2008, devido à presença ininterrupta da diretora DIRENE 2 em todos os mandatos.