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Partie 1 : Les personnels de santé
Arimatéia Veríssimo nasceu em 06/07/65, em Pombal, no interior na Paraíba. Começou a estudar clarineta aos treze anos de idade com o avô, Eliseu Veríssimo, então mestre da banda filarmônica da sua cidade. Três anos depois foi convidado por outro mestre de banda, Antônio Amâncio, a tocar saxofone na sua orquestra de frevo durante o carnaval de 1981, também na cidade de Pombal. Veríssimo (2006) explica esse seu primeiro contato com o saxofone:
E eu falei com o maestro: ‘Olha, eu não toco saxofone, toco clarinete’, e ele: ‘Não, mas você pega o sax e em uma semana eu lhe ensino tudo!’. Aí eu: ‘Tá bom.’. Eu tinha 15 anos [...] Já lia um pouquinho, mas dava pra acompanhar os arranjos dele que eram fáceis. Então peguei num saxofone em 1981 pra tocar nessa orquestra e realmente em quinze dias ele foi me ensinando coisas sem método, no pau mesmo, sabe? Eu perguntava aonde eram as notas, a escala cromática, ele ensinava ali e pronto. A única coisa que ele me ensinou foi a escala cromática. Eu já tinha a embocadura do clarinete, e toquei. A partir daí fiquei tocando os dois instrumentos: o clarinete e o saxofone. (informação verbal).
No ano seguinte Veríssimo participou novamente da orquestra do maestro Amâncio, tocando saxofone. A orquestra tocava um repertório que ia das marchinhas ao frevo, a maioria
das músicas vindas de Pernambuco, que já era um centro musical fomentador para o nordeste do Brasil. Veríssimo (2006) relata essa questão musical daquela época:
Em 1982 o mesmo maestro me contratou pra tocar novamente saxofone na minha cidade, lá em Pombal e eu toquei novamente saxofone. [...] Frevo, marchas, coisas do repertório da época. Já era 82. [...]A influência de Recife lá na minha cidade já vem desde os anos 50! [...] Porque Recife exportava músicas editadas, orquestradas, desde Vassourinhas até outros frevos. Exportava pra todo Nordeste. Eu presenciei isso. Naquela época Antônio Amâncio já tinha frevos de Severino Araújo, já tinha frevos de Levino Ferreira, de Felinho, né, que era o solo de Vassourinhas, aquela coisa. Já tinha. E meu avô me falava de outros frevos da época dele, dos anos 50, anos 60. Então o frevo pernambucano se espalhou, principalmente nessa região da gente aqui. (informação verbal).
Ainda em 1982 Veríssimo se mudou para a capital João Pessoa, a convite do amigo e músico João Linhares25 que se tornaria o tutor musical de vários músicos da sua geração. Em João Pessoa, Veríssimo passou a estudar clarineta no curso de extensão da Escola de Música da UFPB (Universidade Federal da Paraíba) enquanto terminava os estudos do ensino médio (antigo 2º grau). Em paralelo, também como forma de subsistência, tocava saxofone no conjunto de baile Tentáculos, que executava um repertório variado que incluía música brasileira e americana.
Veríssimo acabou por ingressar no curso de bacharelado em clarineta na UFPB onde se graduou em 1985. Nesse período destaca-se a participação na orquestra de sopros de nome Metalúrgica Filipéia, criada em 1984 por um grupo de músicos comandados pelo maestro ´Chiquito`. Segundo Veríssimo, a orquestra servia de laboratório musical para todos, em especial para os saxofonistas, que à época não tinham outra fonte de aprendizado. Lá eles desenvolviam a parte técnica, de sonoridade e interpretação, e experimentavam arranjos originais e também de outros grupos como a Orquestra Tabajara. Um repertório composto basicamente de música brasileira. Com esse grupo, gravou dois discos, nos anos de 1992 e 1998/99.
A partir de 1985 Veríssimo começou a atuar como músico convidado na Orquestra Sinfônica da Paraíba, principalmente como saxofonista. Nessa época ele começou a entrar em contato com a escola erudita de saxofone. Em 1987 ingressou na orquestra como músico concursado nas funções de saxofonista e claronista, cargo que ocupa até os dias de hoje. Em
25 João Linhares é, atualmente, regente assistente da Orquestra Jovem Tom Jobim. (CENTRO DE ESTUDOS...
paralelo a isso dava continuidade às suas atividades na música popular com a Metalúrgica Filipéia, tocando música instrumental, choro e acompanhando cantores, onde exercitava a improvisação.
Veríssimo conta que até o ano de 1993 não tinha tido contato com saxofonistas de outras regiões. Em 1993, por ocasião do concurso aberto para professor de saxofone na Universidade de Campina, Veríssimo procurou o saxofonista Dílson Florêncio, que lhe deu instruções sobre material didático e repertório erudito para saxofone.
Em 1994 Veríssimo ingressou como professor de saxofone da Escola de Música da UFPB, declinando do cargo na Universidade de Campina Grande. Nesse mesmo ano fez curso com o saxofonista Carlos Malta e criou o quarteto de sax JP Sax.
Nos últimos dez anos as suas atividades musicais tem sido principalmente como professor de saxofone da UFPB, como clarinetista e saxofonista da Orquestra Sinfônica da Paraíba e como integrante do quarteto JP Sax, grupo que se dedica à divulgação, resgate e releitura de música brasileira para saxofone, tendo gravado o disco Brasil: Um Século de
Saxofone (CPC-Umes: 2001), (SAMBACHORO, 2007).
Veríssimo concluiu em 2005 o mestrado em execução musical (clarineta) na Universidade Federal da Bahia.
• Evidências da Presença da Música Brasileira
Na sua participação, no início da carreira, na Banda Filarmônica da cidade de Pombal e na orquestra do maestro Antonio Amâncio, que executava marchas e frevos carnavalescos. Como integrante da banda Tentáculos, que executava repertório variado de música brasileira e internacional, e também da banda Metalúrgica Filipéia, que executava um repertório basicamente de música brasileira, com músicas originais e também emprestadas do repertório da Orquestra Tabajara. No trabalho junto ao quarteto JPSax, que desenvolve desde 1994 um trabalho que utiliza basicamente composições de autores brasileiros para saxofone.