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CHAPITRE III Influence des pratiques de gestion du soya et des conditions

3.4.1 Persistance et accumulation du glyphosate et de l’AMPA

principalmente quando compararam seus textos, novamente com as outras versões. Na questão de número dez (Quantos anos se passaram entre uma versão e outra? Esse fato interfere na história dessas versões?), eles identificaram principalmente o uso de palavras e

termos que não existiam na época em que foram escritas algumas versões, como: fábrica, shopping, F.B.I, internet, Lovatic (quem é fã da cantora Demi Lovato), WhatsApp, celular, C.I.A.

Os estudantes observaram também outros aspectos como: ausência de parágrafos, pontuação (travessão, ponto final e vírgulas) e questões ortográficas. Mas ressaltamos que essas questões seriam trabalhadas em outras aulas. Durante as discussões, procuramos atentar para os pontos que apresentaram mais dificuldade, visando à reescrita da 3ª versão dos seus contos.

5.4.3. Reescrita da 3ª versão do conto Chapeuzinho Vermelho

Mascuschi (2010), em seu livro “Da fala para a escrita”, em nota de rodapé, afirma que Neusa Travaglia (1993) define a retextualização como um processo de tradução de uma língua para outra. Nesse sentido, Mascuschi (2010, p. 46) ressalta que em sua obra, a retextualização também se refere à tradução, “mas de uma modalidade para outra, permanecendo-se, no entanto, na mesma língua”. Mais adiante, o autor destaca que seria possível substituir retextualização por reescrita ou refacção no sentido utilizado pelas autoras Fiad e Sabison (1991) e Abaurre et al. (1995, p. 46) citadas pelo autor, que conceituam a reescrita e refacção abordando aspectos “relativos às mudanças de um texto no seu interior (uma escrita para outra, reescrevendo o mesmo texto), sem o envolvimento das diversas variáveis encontradas na retextualização.

Carlos F.B. d‟ Andrea e Ana Elisa Ribeiro (2010), em seu estudo entitulado “Retextualizar e reescrever, editar e revisar: Reflexões sobre a produção de textos e as redes de produção editorial” afirmam que o ponto principal que estabelece uma diferença entre as expressões, consiste, na reescrita ou refacção, à atuação se dá sobre o mesmo texto, enquanto na retextualização o processo envolve a mudança de uma modalidade para outra (oral e escrita). Em seu estudo, os autores citam Matencio (2010) que traz a definição para reescrita como “atividade na qual, através do refinamento dos parâmetros discursivos, textuais e linguísticos que norteiam a produção original, materializa-se uma nova versão do texto” (MATENCIO apud ANDREA e RIBEIRO, 2010, p. 66).

Já os documentos oficiais usam o termo refacção, ressaltando em nota de rodapé que consideram “mais do que o ajuste do texto aos padrões normativos, os movimentos do sujeito para reelaborar o próprio texto: apagando, acrescentando, excluindo, redigindo outra vez determinadas passagens de seu texto original, para ajustá-lo à sua finalidade” (BRASIL, 1998, p. 28). Por entendermos a reescrita e refacção como termos equivalentes, adotamos na nossa intervenção a reescrita, no sentido destacado pelos PCNs.

Os PCNs afirmam que a reescrita pertence ao próprio processo de escrita “durante a elaboração de um texto, se releem trechos para prosseguir a redação, se reformula passagens. Um texto pronto será quase sempre produto de sucessivas versões” (BRASIL, 1998, p. 77). O que implica dizer que, no contexto escolar, esses procedimentos devem ser adotados e podem ser aprendidos. Visando à aprendizagem desses procedimentos, buscamos promover atividades que possibilitem aos alunos a utilização de instrumentos linguísticos, como recomendado pelos documentos oficiais, na revisão de seus textos. Nessa perspectiva, a reescrita em nossa intervenção não é “mera higienização” (JESUS, 2011), visto que entre a primeira versão e a final foi desenvolvida uma série de atividades.

Plano de aula 11

Escola Estadual Cônego Luiz Wanderley Professora: Adriana Oliveira de Farias

Ano escolar: 6º Turma: A Turno: Matutino

Tema da aula: Reescrita da 3ª versão do conto “Chapeuzinho Vermelho”

Objetivos comunicativos: Os alunos deverão produzir a terceira versão do conto Chapeuzinho Vermelho com base nos estudos já realizados.

Objetivos linguísticos: os alunos devem ser capazes de utilizar os conhecimentos linguísticos para se expressar por escrito.

QUADRO 23 - Detalhamento do Plano de aula 11

Fase Procedimentos metodológicos Duração Material Avaliação

1ª fase oral

2ª fase escrita

Explicação da atividade a ser realizada pelos alunos.

Em seguida, os alunos irão reescrever suas 3ª versões.

10 min. 1h e 40 min. Folhas em branco para a reescrita da 3ª versão do conto pelos alunos e a 2ª versão dos seus contos.

Participação dos alunos na atividade proposta.

Nessa fase, solicitamos aos alunos a reescrita total proposta por Lopes-Rossi. Depois das atividades de revisão colaborativa, realizadas nas aulas anteriores em que foram priorizados alguns aspectos17, propomos a reescrita da terceira versão, buscando promover o avanço nos seus textos em relação à segunda.

Nessa etapa, entregamos aos alunos a 2ª versão dos seus textos juntamente com a análise feita pelos colegas e solicitamos que eles fizessem uma nova leitura, levando em consideração os aspectos abordados na aula anterior para, em seguida, trabalharmos na 3ª versão dos seus contos.

A princípio, pensávamos que essa seria a etapa mais tranquila do processo, mas foi bastante tumultuada. Os estudantes não entendiam o porquê de uma 3ª versão, alegavam que já sabiam onde tinham “errado”, que a professora colocasse logo a “nota” da redação. O que nos revelou: 1) a prática de sala de aula a que eles estavam habituados, no que se refere principalmente à produção textual, em que geralmente são apontados os “erros” nos textos produzidos, para depois serem devolvidos aos alunos com uma “nota”, não havendo um momento para a reescrita desses textos; 2) eles estavam realmente cansados e ansiosos para a confecção do livro de contos.

Explicamos que era necessária a reescrita, pois seus textos seriam lidos por outras pessoas, que eles modificariam o que achassem necessário, para torná-los cada vez mais adequados à situação de produção e aos seus interlocutores. Como a atividade demorou mais que o previsto, pedimos que os alunos levassem seus textos para casa e trouxessem no próximo encontro.

No encontro seguinte, os alunos entregaram seus contos. Entretanto, a maioria se preocupou mais na correção ortográfica e no uso de alguns sinais de pontuação (principalmente o travessão). Acordamos, então, com a turma que nos próximos encontros promoveríamos aulas para reforçar alguns aspectos e depois teríamos encontros mais individuais, visando à reescrita da quarta versão.