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Performance hydraulique

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Chapitre 1 : Les concepts de performance des systèmes irrigués

1.2. Performance hydraulique

Como a colaboração crítica – a partir do olhar da Psicologia Sócio Histórica - poderia contribuir para o rompimento de práticas e significações fundadas na teoria/prática instrumental do ensino de Libras para surdos – e, por intermédio daquela, como podem ser criadas zonas coletivas de desenvolvimento capazes de provocar mudanças revolucionárias no dia a dia dos sujeitos envolvidos?

4.3 Objetivos

4.3.1 Objetivo Geral

Analisar, a partir da colaboração crítica, a criação de Zonas de Desenvolvimento Proximal envolvendo os diferentes participantes da pesquisa que possibilitaram a descrição, a explicação, a confrontação e a reconstrução de significações e ações no que tange ao ensino de Libras para surdos tendo por base a Psicologia Sócio Histórica.

4.3.2 Objetivos específicos

- Apreeender as significações de um professor bilíngue ouvinte de Língua Brasileira de Sinais que trabalha com surdos no processo de escolarização sobre a atividade docente;

- Apreeender as significações de um instrutor bilíngue surdo de Língua Brasileira de Sinais que trabalha no processo de escolarização sobre a atividade docente;

- Analisar a produção/transformação de significados sobre a colaboração nas práticas de ensino de Libras de dois professores/instutores bilíngues (Libras/Português);

- Analisar, mediatizados por uma proposta colaborativa, o desencadeamento da construção de software (Lepê) que perspectivou o ensino de Libras para crianças surdas em contextos educativos.

- Analisar, mediatizados pela proposta colaborativa, o processo de construção, as críticas, as ações e as reflexões, desenvolvidas no espaço intersubjetivo, em relação à proposição de formação continuada de professores do AEE que trabalhavam com o ensino de Libras para surdos.

4.4 Participantes

Magalhães (2009), Magalhães e Fidalgo (2010) e Liberali (2004; 2008) afirmam e, nesse ponto, concordamos com as autoras, que na pesquisa colaborativa crítica, os participantes do processo não precisam ter o mesmo envolvimento, nem participar das mesmas atividades.

A depender dos objetivos traçados, existem envolvimentos distintos e participações também diferentes, visto que o próprio andamento da pesquisa permite que haja mudanças de contextos, opiniões, espaços, criação de novas ideias e, por conseguinte, outras participações em momentos pontuais.

Assim, apresentamos os nossos participantes, destacando-os:

4.4.1 Akira

Akira, chamado por este nome fictício escolhido por nós, que, na cultura japonesa, significa “acreditar no amanhã”, era um professor bilíngue (Libras-

Potuguês), ouvinte, que atuava como professor de Libras em um centro de atendimento, além de mais duas escolas do município de Garanhuns.

Akira possuia formação em Pedagogia, com especialização em Libras, além de proficiência para o ensino de Língua Brasileira de Sinais. Professor da rede do estadual e municipal, o professor, possuía três anos de experiência com o ensino, mas já atuava como intérprete havia 6 anos, desde a época em que estava cursando a universidade.

Akira foi participantes em todas etapas da pesquisa.

4.4.2 Yukki

Através do nome fictício Yukki, que na cultura japonesa significa “coragem”, apresentamos outro participante. O professor Yukki atuava no ensino de Língua Brasileira de Sinais também na rede estadual e municipal de Garanhuns. Tinha formação em Pedagogia.

Yukki é surdo, fluente em Libras – atestado com exame de proficiência para o ensino - e estudou em uma escola bilíngue para surdos em Recife, que tem como referência de ensino de Libras. Sua experiência como professor era de 3 anos com alunos surdos e ouvintes.

O professor Yukki participou da pesquisa até o momento da seção 7. A proposta era de particição em todo o processo, em colaboração com a pesquisadora e professor Akira. No entanto, o participante teve seus serviços deslocados para outro município, situação que inviabilizou a sua participação.

4.4.3 Viviane

A pesquisadora deste trabalho possui experiência com educação de surdos há 9 anos. Sua formação inicial foi nos cursos de Educação Física e Direito, entretanto, tanto a especialização lato sensu, quanto a stricto sensu, são na área de educação, com ênfase nas propostas de ensino para pessoas surdas.

Tem atuado na Educação Superior, mais precisamente na Universidade Federal Rural de Pernambuco e possui como proposta de reflexão a colaboração embasado pela perspectiva da Psicologia Sócio Histórica.

4.3.4 Grupo de professores participantes da formação continuada

Estiveram como participantes durante parte do processo, embora não tenham sido foco de nossa análise, 16 professores de 5 municípios do Agreste Meridional de Pernambuco (Caetés, Jucati, Jupi, Arcoverde e São João) que participaram de uma formação continuada ofertada intitulada: Fomação continuada de professores do AEE na perspectiva da surdez: a colaboração e a tecnologia a favor da condição gesto visual.

Esta formação foi constituída por 6 (seis) módulos acima apontados foram realizados mensalmente, com carga horária de 8 h por encontro, sendo 4h pelo período da manhã e 4h pelo período da tarde, com intervalo para o almoço.

4.4.4 Grupos de estudos e parceiros de desenvolvimento17

Vale destacar também que durante as ações colaboratvas contamos com a parceria do grupo de estudos e extensão, coordendado pela pesquisadora. Assim, além do envolvimento do professor Akira, estiveram como participantes 4 alunas do curso de Pdagogia,1aluna do curso de Letras, 1 intérprete de Libras da Universidade Federal Rural de Pernambuco, além de 1 docente desta mesma universidade do curso de Ciência da Computação e, 3 alunos orientados por ele que trabalharam no desenvolvimento e na programação do software (Lepê) construído.

4.4.5 A região da pesquisa e os locais de atuação

Garanhuns é um município de Pernambuco que fica localizado na mesorregião do Agreste. Segundo dados do IBGE18, a cidade é composta por uma população estimada de 138.642 habitantes, com um perímetro urbano 7,11 km² e 451,44 km² formando a zona rural.

No que tange aos espaços educacionais, Garanhuns é uma região pólo e suas instituições estaduais, atendem não apenas ao público do município, como também 15 (quinze) municípios e povoados circunvizinhos.

17 Ressaltamos novamente sobre o fato da colaboração dispor da participação de outros sujeitos que

não em específico o que analisamos. No entanto é válido destacar os atores do processo, por isso, neste tópico evidenciamos os particípes colaboradores do grupo de estudos.

Para esta pesquisa, nossos professores participantes (Akira e Yukki), inicialmente foram contactados no Centro de Atendimento em que atuavam, no entanto, após o início do trabalho colaborativo, foi realizada uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação e nos foram cedidos salas de aula, informática e pátio para os encontros da formação em uma escola localizada no centro da cidade.

Vale destacar – embora possa parecer repetitivo – que foram participantes em determinado momento da pesquisa, professores de 5 (cinco) municípios próximos à cidade, de escolas localizadas na zona rural. Isto se deu pelo mesmo motivo já anotado por nós: o fato de Garanhuns atender aos municípios e povoados circuvizinhos. Em nosso caso, trabalhamos com professores de Caetés, Jucati, Jupi, Arcoverde e São João.

Ainda vale destacar que a região conta com duas universidades públicas, sendo uma estadual (Universidade de Pernambuco) e outra federal (Universidade Federal Rural de Pernambuco). Esta última, sendo a pesquisadora professora da instituição, disponibilizou para este estudo materiais, como: salas de aula, câmeras, salas de reunião e estudos.

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