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Segundo Baumann-Pauly & Scherer (2013), as estruturas e procedimentos descrevem o nível de incorporação interna nas operações diárias, incluindo o alinhamento de políticas especificas, estruturas de incentivo, procedimentos de reclamação internos e a avaliação e comunicação dos diferentes mecanismos. Apesar de Baumann-Pauly & Scherer (2013) terem desenvolvido esta matriz no estudo de Cidadania Corporativa, esta também pode ser utilizada no estudo de responsabilidade ambiental, afirmando que aqueles devem estar embutidos num nível estrutural e procedimental com o objetivo de garantir que são cumpridos.

Com isto em mente, neste ponto, para além das informações obtidas através da entrevista, serão analisados os diferentes documentos com o objetivo de verificar que estruturas e procedimentos de responsabilidade ambiental são de facto efetuados. Então, segue-se a apresentação dos tópicos inseridos na dimensão de responsabilidade ambiental estrutural e processual.

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Esquema 2 - Os indicadores da Responsabilidade Ambiental Estrutural e Processual

Fonte: Elaboração própria

4.2.2.1 Alinhamento de políticas e procedimentos ambientais

Este indicador, em particular, poderá apresentar-se como um dos mais extensos relativamente à análise dos dados fornecidos, pois envolve uma triangulação das afirmações obtidas durante o momento de entrevista com os diversos documentos e informações de cariz ambiental. Ou seja, neste ponto serão apresentados dados concretos que confirmam, ou não, o alinhamento de políticas e a existência de procedimentos consoante os compromissos ambientais

Alinhamento de políticas e procedimentos ambientais

Apresentação de dados que confirmam, ou não, o alinhamento de políticas e a existência de procedimentos consoante os compromissos ambientais da empresa.

Alinhamento de Estruturas de Incentivos

Secção onde são avaliadas as estruturas de incentive para o cumprimento interno dos compromissos ambientais. De que forma a empresa encara estes compromisso e

incentiva o seguimento dos mesmos. Criação de procedimentos

de reclamação ambiental

Tal como o nome refere, é analisada a presença, ou a ausência, de procedimentos de reclamação ambiental. Existe um canal de denúncia dedicado a esta vertente? De que forma são as reclamações tratadas?

É verificada a existência de auditorias internas com o objetivo de verificar que as políticas e os procedimentos ambientais são cumpridos.

Prestação de Formação de Responsabilidade Ambiental

A empresa presta formações e ações de sensibilização para as temáticas de Responsabilidade Ambiental?

Comunicação e Relatórios de Responsabilidade Ambiental

Este indicador procura avaliar de que forma a empresa encara a comunicação das suas atividades e indicadores relativos à Responsabilidade Ambiental.

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Avaliação da Implementação Interna

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delineados, tanto a nível nacional como a nível internacional (maioritariamente no contexto polaco).

No decorrer da entrevista foi afirmado que, de facto, a Jerónimo Martins segue o compromisso ambiental delineado e que este foi totalmente traduzido em diversas políticas e procedimentos ambientais, sendo que os mesmos são regularmente analisados e revistos.

De forma a ser possível confirmar as indicações anteriores, é necessário, então, analisar quais são os compromissos ambientais da Jerónimo Martins (alguns já referidos) e verificar, nos diversos documentos disponíveis, se estão de facto completamente traduzidos em políticas e procedimentos ambientais.

Primeiramente, pode-se afirmar que o compromisso foi, realmente, traduzido em políticas ao consultar o documento de “Política Ambiental” da Jerónimo Martins. Assim, o Grupo procura aliar o crescimento económico à proteção do ambiente, integrar critérios de desempenho ambiental na realização de atividades e nos diversos processos de tomada de decisão, promover as práticas ambientais e incentivar a eco inovação (Jerónimo Martins, s/d-a). Adicionalmente, a Jerónimo Martins apresenta três focos principais com o objetivo de melhorar o desempenho ambiental e minimizar os impactes ambientais nas diversas fases de operações, sendo estes: i) combater as alterações climáticas através da adoção de práticas responsáveis e na redução de consumos de energia e emissão de gases com efeito de estufa; ii) preservar a biodiversidade ao proteger a diversidade biológica; e iii) a gestão dos diversos resíduos de forma responsável com a minimização e valorização dos mesmos (Jerónimo Martins, s/d-a). Portanto, pode-se verificar que, neste aspeto, os compromissos foram traduzidos em políticas, restando então a verificação do alinhamento dos procedimentos. Relativamente aos procedimentos, confirma-se que estes estão alinhados com os compromissos através da análise dos dados que se seguem.

No que toca ao primeiro ponto, o combate às alterações climáticas, verifica- se uma diminuição de consumo total de água (m3/’000€ - metro cúbico por mil euros de vendas) de 1,2% do ano de 2017 para o ano de 2018, não tendo, no entanto, cumprido o objetivo de redução total de 2% (Jerónimo Martins, 2019d). É também interessante indicar que o consumo total de água (metros cúbicos) é bastante mais

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elevado na unidade de negócio de distribuição em Portugal do que na Polónia (Jerónimo Martins, 2019d) – este aspeto foi justificado com a diferença de estrutura/oferta, pois no caso do Pingo Doce o foco nos produtos Perecíveis em loja é mais elevado do que no caso da Polónia, levando a um maior consumo de água. Ainda no mesmo ponto, é também revelado que o consumo de energia do ano de 2017 para o ano de 2018 apresentou uma redução total de 2,5% (GJ/’000€ - gigajoule por cada mil euros de vendas), sendo que, neste aspeto, a unidade de negócio de distribuição na Polónia consome mais do dobro de energia comparativamente à unidade de distribuição em Portugal (Jerónimo Martins, 2019d) – explicado pelo facto que a dimensão de operações dos dois países é bastante diferente, sendo que em Portugal existem cerca de 500 lojas (Pingo Doce e Recheio) enquanto na Polónia são cerca de 3100 lojas (Biedronka e Hebe) (Jerónimo Martins, 2019d). Em relação à pegada de carbono da Jerónimo Martins, verificou-se uma diminuição de 11,8% de toneladas de CO2e (dióxido de carbono equivalente) relativamente ao valor global, traduzindo-se numa diminuição de 0,0744 para 0,0616 toneladas de CO2e por mil euros de vendas, ou seja, uma redução de 17,2% (Jerónimo Martins, 2019d). Estas reduções foram mais visíveis no contexto da distribuição em Portugal, com uma diminuição de 39,4% de 2017 para 2018, do que na Polónia, apresentado uma diminuição de 6,2% - este aspeto poderá ser explicado pela aquisição de energia elétrica proveniente de fontes renováveis (Jerónimo Martins, 2019d).

É importante frisar que o Grupo indica um investimento “superior a 102 milhões de euros entre 2014 e 2018” nas áreas de racionalização de consumos de água e energia, tendo evitado a emissão de mais de 82 mil toneladas de carbono (Jerónimo Martins, 2019d). Adicionalmente, em oito anos, através do projeto “Equipas para Gestão dos Consumos de Água e Energia”, iniciado em 2011 nas lojas portuguesas, a Jerónimo Martins obteve uma redução de consumos nos valores de 334.857 m3 (consumo de água) e 43.368.670 kWh (consumo de energia), originando uma poupança de mais de 5,5 milhões de euros (Jerónimo Martins, 2019d).

De igual forma, a Jerónimo Martins demonstra preocupação na preservação da biodiversidade, já que o elevado volume de vendas de carne, peixe, frutas e

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vegetais apresentam impactes nos diversos ecossistemas (Jerónimo Martins, 2019d). Esta preocupação reflete-se em projetos e práticas de gestão, onde estão incluídas a monitorização da informação, a formação, as parcerias com fornecedores e a investigação e desenvolvimento (Jerónimo Martins, 2019d). Torna-se, pois, necessário que exista uma avaliação e promoção de práticas sustentáveis por parte dos fornecedores, resultando, então, nas políticas de compras sustentáveis. Estas políticas têm vários objetivos, sendo um deles reduzir os impactos negativos, para o que concorre a contribuição positiva na sustentabilidade dos ecossistemas. Neste campo o Grupo opta pela preferência de fornecedores locais e que se comprometam obrigatoriamente com as políticas e com o Código de Conduta de Fornecedores (Jerónimo Martins, s/d-b).

Portanto, visto que o compromisso de preservação da biodiversidade também está refletido na Política Ambiental do Grupo, é igualmente traduzido na Política de Compras Sustentáveis e no Código de Conduta de Fornecedores, sendo o cumprimento dos mesmos verificado através da realização de auditorias aos fornecedores. No momento da entrevista, foi indicado que a regularidade das mesmas está dependente da avaliação obtida em auditorias anteriores dos diversos fornecedores e que o incumprimento das políticas e do Código de Conduta de Fornecedores pode resultar em 1) um plano de ação corretiva, com a realização de uma futura auditoria para confirmar que este foi seguido; 2) a suspensão da parceria caso o incumprimento seja de uma natureza grave, resultando posteriormente numa reavaliação; ou 3) no cancelamento total da parceria, sem qualquer oportunidade de correção, quando o caso é extremamente grave (por exemplo, quanto a aspetos de segurança alimentar ou utilização de trabalho forçado/infantil) ou em casos em que o fornecedor esteja sistematicamente em incumprimento. Adicionalmente, foi afirmado que estas auditorias são efetuadas tanto pela Jerónimo Martins como por empresas de auditoria externas. Assim, segundo o Relatório & Contas 2018 da Jerónimo Martins, é indicado que foram efetuadas, em 2018, “27 auditorias ambientais a prestadores de serviços em Portugal e 26 na Polónia”, apresentando um aumento de 20% face ao ano anterior. De igual forma, foram auditados 79 fornecedores de Perecíveis e de Marca Própria em Portugal, sendo que estes são efetuados por uma entidade externa (Jerónimo

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Martins, 2019d). Não são apresentados quaisquer dados desta natureza relativamente ao contexto polaco. No entanto, de acordo com o Relatório & Contas de 2018, as auditorias a fornecedores de Qualidade e Segurança alimentar em Portugal, Polónia e Colômbia incluem, também, critérios ambientais e sociais (Jerónimo Martins, 2019d). Ainda no que toca à preocupação da biodiversidade, a Jerónimo Martins promove métodos de produção de agricultura sustentável, sendo que a metodologia do Manual de Agricultura Sustentável já foi aplicada a 35 fornecedores em 2018 (apenas no contexto português, visto que o projeto ainda será alargado aos fornecedores na Polónia até 2020) (Jerónimo Martins, 2019d), sendo também acompanhado de formações através da frequência de workshops. O Grupo foca-se, também, 1) nos aspetos de deflorestação – onde tem vindo a implementar ações de redução de impactes associados à destruição florestal causado pela utilização do óleo de palma, da soja, da carne bovina, e das fibras de madeira e papel –, 2) na aplicação de estratégias de pescado sustentável, onde não são comercializadas espécies de pescado classificadas como “Criticamente em Perigo”; são procuradas alternativas às espécies “Em Perigo”; e promove o limite de ações promocionais de espécies “Vulneráveis”, e 3) na preocupação do bem-estar animal, onde realça o compromisso de eliminar, até 2025, a venda de ovos, das Marcas Próprias, provenientes de galinhas enjauladas (Jerónimo Martins, 2019d). Adicionalmente, o Grupo efetuou ações de formação, tanto a nível nacional como internacional, com o objetivo de aprofundar o trabalho de cooperação com os parceiros de negócio (Jerónimo Martins, 2019d).

Em relação ao terceiro ponto, a Jerónimo Martins procura evitar a produção de resíduos e promover o desenvolvimento de embalagens e produtos reutilizáveis e/ou recicláveis de forma a contribuir para a redução do consumo de recursos naturais (Jerónimo Martins, 2019d). Através da utilização de embalagens reutilizáveis, tanto a nível de processos logísticos como a nível de loja (e.g., através do projeto Eco referido de seguida e outras ações como a introdução de sacos reutilizáveis), foi evitado o uso de quase 32 mil toneladas destas mesmas embalagens – sendo necessário realçar uma parceria, efetuada em 2018 nas lojas Pingo Doce, que consiste numa solução inovadora de reenchimento de garrafas de água (projeto Eco), assim se evitou o consumo de 3.800 quilogramas de

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embalagens de plástico (Jerónimo Martins, 2019d). Para além destes aspetos, no que toca ao desperdício alimentar, o Grupo registou um aumento de 10% face a 2017 e de cerca de 20% face a 2016, sendo este o ano de referência (Jerónimo Martins, 2019d). Apesar destes valores, a Jerónimo Martins adotou a resolução do The Consumer Goods Forum com o objetivo de reduzir o desperdício alimentar para metade até 2025 através de planos de ação (como, por exemplo, o aumento da eficiência e donativos de alimentos a instituições) (Jerónimo Martins, 2019d). Por fim, o Grupo valoriza também os seus próprios resíduos, sendo que, atualmente, 85% dos resíduos produzidos pelo Grupo são encaminhados para valorização e que estes estão integrados nos objetivos de desempenho. Para além desse aspeto, o Grupo também dá valor aos resíduos dos próprios consumidores, destacando o projeto da rede de ecopontos que abrangeu, em 2018, 370 lojas Pingo Doce (88% do parque de lojas) e 98% do parque de lojas da Biedronka (recolha pequenos eletrodomésticos, lâmpadas fluorescentes e pilhas) (Jerónimo Martins, 2019d).

Em suma, considerando os compromissos apresentados pelo Grupo Jerónimo Martins, pode-se confirmar que estes foram, de facto, traduzidos em políticas e procedimentos ambientais. Através das diversas ações de redução de consumos de água e consumos de energia, da preocupação com o cumprimento das políticas ambientais e Código de Conduta garantida com a utilização de auditorias a fornecedores, e procurando evitar a produção de resíduos, o Grupo demonstra que estas preocupações se encontram integradas nos processos principais de negócio.

4.2.2.2 Alinhamento de Estruturas de Incentivos

Neste indicador é apresentada a presença, ou a ausência, de estruturas de incentivos do cumprimento interno dos compromissos ambientais. Noutras palavras, é estudado de que forma a Jerónimo Martins incentiva os diversos funcionários ao cumprimento destes mesmos compromissos. Este ponto apresenta as suas próprias limitações, visto que a recolha de dados depende meramente das respostas obtidas através da entrevista, pois dados mais específicos deverão ser, em princípio, internos e confidenciais.

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Assim, foi indicado que existem, de facto, incentivos para o cumprimento das políticas e procedimentos ambientais, sendo que o incumprimento dos mesmos leva a ações internas de correção. Relativamente aos incentivos, afirma-se que, por exemplo, os componentes variáveis de remuneração dependem, também, dos desempenhos que vão para além do cumprimento das obrigatoriedades legais. De igual forma, o Grupo afirma que consequências das violações legais e dos princípios ambientais são claras e que estas são tratadas de forma interna e confidencialmente. Apesar de não ser possível apresentar exemplos relativamente a consequências das violações ambientais, refere-se um caso de incumprimento legal que ocorreu em 2017, em que um gestor de topo na Colômbia foi denunciado pela própria Jerónimo Martins devido a suspeitas de corrupção2. Esta denúncia surgiu através do incumprimento dos princípios do Código de Conduta do Grupo e da própria legislação. Relativamente a dados concretos, é apenas referido que foram atribuídos 110 milhões de euros em prémios aos colaboradores, não sendo indicado se existem efetivamente prémios específicos relacionados com o cumprimento das normas ambientais. No entanto, como referido anteriormente, a remuneração de Administradores com funções executivas tem a componente fixa e variável que depende de um conjunto de critérios (onde são também avaliadas questões de sustentabilidade) (Jerónimo Martins, 2019d). De igual forma, os Managers de ambiente têm uma componente da sua remuneração variável que se encontra associada ao desempenho da redução de energia e emissões de carbono (CDP, 2018).

Em suma, é possível confirmar que existe uma estrutura de incentivos de cariz ambiental, sendo esta afirmação apoiada através do Relatório e Contas 2018 e da resposta ao programa CDP Climate. De igual forma, pode-se confirmar que existe uma preocupação sobre punição de violações legais.

4.2.2.3 Criação de procedimentos de reclamação ambiental

De certa forma ligado ao ponto anterior, é avaliado o nível de qualidade dos procedimentos de reclamação internos de cariz ambiental. Este ponto é,

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igualmente, analisado apenas com as respostas fornecidas no momento de entrevista, pois não estão presentes nenhuns dados a nível público.

Assim, foi indicado que existem canais de reclamação gerais, como a Comissão de Ética, os Serviços de Apoio ao Colaborador e a Provedoria do Cliente, onde é possível apresentar quaisquer sugestões, queixas de eventuais incumprimentos legais, e violação de princípios ambientais, sendo que reclamações deste cariz são geridas pela própria Direção de Ambiental. Adicionalmente, é afirmado que os mesmos canais são de fácil acesso, confidenciais e que os seus procedimentos são efetuados de forma transparente, e que o reclamante poderá acompanhar o processo. Contudo, apesar de ser indicado que todos os casos são analisados, o Grupo afirma que não é frequente registarem-se denúncias e que reconhece, também, que a tipologia de denúncias internas é elevada e, consequentemente, a percentagem de queixas ambientais será extremamente baixa face ao total. Também devido ao facto de o Grupo ter processos de auditorias ambientais internas, como por exemplo ao nível de lojas, leva à identificação e correção de situações.

Em suma, é referido no momento de entrevista que reportar é um dever dos colaboradores e que existem canais de reclamação gerais, não existindo um canal específico para questões de cariz ambiental. No entanto, as questões ambientais são, posteriormente, enviadas para a Direção de Ambiente onde são geridas.

4.2.2.4 Prestação de Formação de Responsabilidade Ambiental

Neste ponto será analisado se existe prestação de formações internas de cariz ambiental. Como já foi referido anteriormente no ponto 4.2.2.1, confirma-se que existem formações internas; portanto, este ponto terá como objetivo apenas avaliar a prestação de formação ambiental.

No momento da entrevista foi indicado que, de facto, são fornecidas formações de normas legais a todos os funcionários, sendo estas adaptadas a cada contexto da empresa. De igual forma, também são fornecidas ações de formação ambiental e cursos de sensibilização ambiental aos colaboradores da empresa, tanto a nível de lojas (sendo que, neste contexto, é indicado que são fornecidos vídeos e sessões de formação de cariz ambiental) como a nível de sede. Para além

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disso, os colaboradores com funções centrais recebem um plano de integração segundo as afirmações fornecidas no momento de entrevista. Assim, foram oferecidas e realizadas mais de 4,5 milhões de horas de formação aos colaboradores em 2018 em todas as geografias (mais de 1,5 milhões de horas em Portugal, mais de 2,4 milhões na Polónia e mais de 499 mil na Colômbia), correspondendo a uma média de 42 horas por colaborador (uma média de 48 horas em Portugal, 35 horas na Polónia e 94 na Colômbia) (Jerónimo Martins, 2019d). Relativamente ao número total de ações de formação, foram efetuadas mais de 66 mil ações de formação, sendo que mais de 41 mil foram feitas em Portugal, mais de 23 mil na Polónia e mais de 1.600 na Colômbia (Jerónimo Martins, 2019d).

No que toca à partilha de informação e dos métodos de formação ambiental, a Jerónimo Martins efetua uma partilha indireta ao participar em diversos fóruns de cariz ambiental. Partilha, também, o Manual de Agricultura Sustentável com os seus fornecedores e colaboradores, segundo as informações fornecidas no momento de entrevista. Relativamente a formação de cariz ambiental, foram realizadas mais de 3.300 horas de formação sobre boas práticas de gestão ambiental para colaboradores em Portugal, Polónia e na Colômbia (Jerónimo Martins, 2018). Para além do mais, o Grupo realiza ainda uma conferência anual e interna de sustentabilidade.

Resumidamente, pode-se confirmar que existem, de facto, diversas ações de formação e também o número de horas de formação de cariz ambiental que foram fornecidas aos colaboradores – demonstrando assim uma preocupação sobre aspetos ambientais e sobre sensibilização dos seus colaboradores para estes problemas cada vez mais críticos na sociedade atual.

4.2.2.5 Avaliação da Implementação Interna da Responsabilidade Ambiental

Relativamente à implementação interna, será analisada a presença de auditorias internas com o objetivo de avaliar o cumprimento das políticas e procedimentos definidos pela Jerónimo Martins. Esta análise será maioritariamente efetuada através dos dados presentes em documentos do Grupo, já que foi referido,

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na entrevista, que estas mesmas auditorias internas são de facto efetuadas, tendo estas o propósito de avaliação ambiental e avaliação de outras vertentes.

Deste modo, a Jerónimo Martins, através da utilização da norma ISO 14001, implementou Sistemas de Gestão Ambiental nos respetivos Centros de Distribuição (CD) que facilitam a identificação, sistematização e gestão dos impactes por parte do Grupo, sendo que 4 CD em Portugal e 15 dos 17 CD na Polónia têm esta certificação, garantindo que 65% (19 num total de 29) dos CD do Grupo a têm (Jerónimo Martins, 2019d). No que toca às auditorias internas de cariz ambiental (a lojas, armazéns e CD), foram realizadas, em 2018, 285 auditorias em Portugal e 3.662 na Polónia, cujo aumento é explicado pela decisão de realizar anualmente duas auditorias ambientais por loja (Jerónimo Martins, 2019d). Adicionalmente, quando a auditoria identifica uma pontuação inferior a 100%, é apresentado um

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