A. LA LUTTE CONTRE LES MALADIES A TRANSMISSION VECTORIELLE
5. Les pays en pointe sur les technologies de modification du génome des
A capacidade de adsorção de AGLs foi avaliada para diferentes resinas aniônicas. Foram utilizadas resinas aniônicas fortes com matriz hidrofílica (Amberlite FPA98 Cl) e hidrofóbica (Amberlyst A26 OH) e duas resinas aniônicas fracas (Amberlite FPA51 e Amberlite IRA96RF). Os sistemas estudados para cada resina são mostrados na Tabela 5.10, juntamente com o teor de volátil da resina (TVR) após pré-tratamento e a razão inicial de AGL por resina seca (RAR) em cada experimento.
Quando a solução foi composta por miscela de óleo e isopropanol, a resina foi pré-tratada com isopropanol, e para miscela de óleo e hexano, a resina foi pré-tratada com etanol e hexano, sendo que nesse caso a resina Amberlite IRA96RF também passou pela etapa de regeneração. Em ambos os pré-tratamentos, a resina Amberlite FPA98 Cl foi submetida inicialmente à regeneração para substituição dos íons Cl- para OH-.
Tabela 5.10 - Sistemas avaliados para diferentes resinas aniônicas.
Sistema Resina Pré-tratamento* Solução TVR (g/g) RAR (g/g)
1
Amberlyst A26 OH CI OA + I 0,800 ± 0,003 0,91
2 CE + CH OA+ H 0,756 ± 0,003 0,94
3
Amberlite FPA98 Cl Reg. A + CI OA + I 0,788 ± 0,002 0,94
4 Reg. A + CE + CH OA+ H 0,744 ± 0,007 0,92 5 Amberlite FPA51 CI OA + I 0,702 ± 0,003 0,92 6 CE + CH OA+ H 0,646 ± 0,006 0,93 7 Amberlite IRA96RF CI OA + I 0,713 ± 0,001 0,97 8 Reg. A + CE + CH OA+ H 0,660 ± 0,002 0,99
Sendo que: *pré-tratamento da resina; CI - condicionamento com isopropanol; CE - condicionamento com etanol; CH - condicionamento com hexano; Reg. A - Regeneração com solução aquosa de NaOH 1 N; OA - óleo acidificado; I - isopropanol; H - hexano; TVR - teor de volátil da resina (base úmida) após o pré-tratamento e RAR - razão inicial de AGL por resina seca.
A Figura 5.6 mostra a remoção de AGL para os sistemas avaliados com diferentes resinas aniônicas. Como pode ser observado, nas condições estudadas, houve maior remoção de AGL nos sistemas de 1 a 4, onde foram utilizadas resinas aniônicas fortes, do que nos sistemas de 5 a 8, onde foram utilizadas resinas aniônicas fracas. Além disso, o comportamento praticamente não diferiu entre as resinas aniônicas fortes avaliadas, que pode ser observado comparando os sistemas 1 e 3, com isopropanol, e os sistemas 2 e 4 com hexano. Do mesmo modo, as diferentes resinas aniônicas fracas também demonstraram comportamento semelhante, como pode ser observado comparando os sistemas 5 e 7, com isopropanol, e os sistemas 6 e 8 com hexano.
A maior adsorção de AGLs pela resina aniônica forte comparada à fraca também foi observado por Cren e Meirelles (2005), que avaliaram a adsorção do ácido oleico a partir de solução de etanol e água pelas resinas Amberlyst A26 OH (forte) e Amberlyst A21 (fraca). No entanto, Maddikeri et al. (2012) observaram comportamento contrário para as resinas Indion 810 (forte) e Indion 850 (fraca) na adsorção de ácido esteário e oleico a partir de óleo de girassol. O mesmo comportamento foi observado para estas resinas por Anasthas e Gaikar (2001) na adsorção de ácido acético a partir de etanol e acetato de etila. Estes autores reportam que em meio não aquoso a adsorção no sítio básico das resinas ocorreria por uma
interação do tipo ácido-base de Lewis, sem a dissociação das moléculas envolvidas. Neste caso, o nitrogênio do grupo funcional amino terciário das resinas aniônicas fracas seria mais acessível que o nitrogênio do grupo amônio quaternário das resinas aniônicas fortes. Como este comportamento não foi observado neste trabalho, os resultados sugerem que pode estar ocorrendo outro mecanismo, como a troca de ânions, com as resinas aniônicas fortes estudadas nestes sistemas.
Figura 5.6 - Remoção de AGL a 50 ºC, com razão inicial de AGL por resina seca (g/g) (RAR) e composição dos diferentes sistemas sendo: 1 - RAR de 0,91 e resina Amberlyst A26 OH
condicionada com isopropanol + miscela (óleo + isopropanol); 2 - RAR de 0,94 e resina Amberlyst A26 OH condicionada com etanol e hexano + miscela (óleo + hexano); 3 - RAR de 0,94 e resina Amberlite FPA98 Cl regenerada e condicionada com isopropanol + miscela
(óleo + isopropanol); 4 - RAR de 0,92 e resina Amberlite FPA98 Cl regenerada e condicionada com etanol e hexano + miscela (óleo + hexano); 5 - RAR de 0,92 e resina Amberlite FPA51 condicionada com isopropanol + miscela (óleo + isopropanol); 6 - RAR de 0,93 e resina Amberlite FPA51 condicionada com etanol e hexano + miscela (óleo + hexano); 7 - RAR de 0,97 e resina Amberlite IRA96RF condicionada com isopropanol + miscela (óleo + isopropanol) e 8 - RAR de 0,99 e resina Amberlite IRA96RF regenerada e condicionada
com etanol e hexano + miscela (óleo + hexano).
Outra questão observada foi uma maior remoção em todos os casos com a resina pré-tratada com etanol e hexano e solução composta por miscela de óleo com hexano. De acordo com Samuelson (1963), a natureza do solvente pode afetar o comportamento do trocador iônico e sua capacidade.
A Figura 5.7 mostra a formação de ésteres alquílicos para as resinas aniônicas fortes nas condições descritas na Tabela 5.10. Observou-se que independentemente do tipo de matriz da resina aniônica forte e da composição do meio, ambas apresentaram atividade catalítica. Vale ressaltar que embora a solução dos sistemas 2 e 4 foi composta por óleo acidificado e hexano, a formação de ésteres etílicos nestes sistemas indica a permanência do etanol utilizado no pré-tratamento da resina. Além disso, os rendimentos de ésteres etílicos foram maiores que os de ésteres isopropílicos.
Com as resinas aniônicas fracas houve uma formação de ésteres baixa ou praticamente nula. No entanto, estas resinas demonstraram menor capacidade para remoção dos AGLs.
Figura 5.7 - Rendimento de éster com diferentes resinas aniônicas fortes a 50 ºC, com razão inicial de AGL por resina seca (g/g) (RAR) e composição dos diferentes sistemas sendo: 1 - RAR de 0,91 e resina Amberlyst A26 OH condicionada com isopropanol + miscela (óleo + isopropanol); 2 - RAR de 0,94 e resina Amberlyst A26 OH condicionada com etanol e hexano
+ miscela (óleo + hexano); 3 - RAR de 0,94 e resina Amberlite FPA98 Cl regenerada e condicionada com isopropanol + miscela (óleo + isopropanol) e 4 - RAR de 0,92 e Amberlite
FPA98 Cl regenerada e condicionada com etanol e hexano + miscela (óleo + hexano).
A resina Amberlyst A26 OH demonstrou boa capacidade de remoção de AGL, obtendo comportamento semelhante de desacidificação (Figura 5.6) a outra resina aniônica forte avaliada (Amberlite FPA98 Cl), sendo que ambas apresentaram atividade catalítica (Figura 5.7). Dessa forma, o restante dos experimentos deste trabalho foram realizados com a resina Amberlyst A26 OH.