3 Extension des d´ efinitions, cas des groupes non tor- tor-dus
3.3 Passage ` a un revˆ etement
Dos pacientes Da equipe Da direção do hospital
de ser realizados no ambiente hospitalar, ou quando viável fora deste, desta maneira a angústia gerada, pelo tempo e pela necessidade da internação, no paciente e o terapeuta pode ser diminuída, pois mesmo internado este paciente pode realizar atividades que são significativas para ele, a intervenção com este paciente deve ser totalmente individualizada.
De acordo com Melo e Caponero (2011) oferecer uma assistência contínua e integral, com o objetivo de promover uma real melhoria na qualidade de vida de pacientes e familiares, tornou-se o foco e tema de novos debates e discussões entre as diversas disciplinas nessa área. O paciente em nenhum momento deve estar desassistido, não é apenas com o controle do quadro clínico que os profissionais da saúde devem se preocupar, por este prisma o paciente deve ser o direcionador de todas as intervenções.
Os cuidados paliativos, como modelo como modelo de atenção que escapa ao reducionismo biológico, operariam os valores da humanização das práticas de saúde, particularmente nos aspectos consideramos essenciais para o cuidado integral da pessoa em momento significativo da sua vida (RIOS, 2011).
V. 2.1.1 Profissionais da Equipe que solicitaram o serviço de terapia ocupacional
Pretende-se apresentar quais profissionais solicitaram a terapia ocupacional para compor a equipe.
“Médico e enfermeiro”(T.O-3)
“[...] a psicóloga, que já estudava isso antes de eu entrar, e já tem uma grande experiência[...] as enfermeiras,que também estudam isso, que gostam de atender, e sem dúvida, a fisioterapeuta também, a nutricionista, a assistente social [...].”(T.O-4)
A formação de uma equipe, com a inclusão do maior número de especialidades possível, dependerá dos recursos disponíveis e de fatores culturais locais. Esta deverá principalmente corresponder às necessidades do paciente (INCONTRI, 2011). Seguindo este raciocínio, é possível justificar a necessidade do terapeuta ocupacional na equipe, mas esta solicitação só será possível se os profissionais já inseridos nesta conhecerem o papel e a importancia desta inserção e a sua efetiva contribuição aos pacientes atendidos no serviço.
Os profissionais ao solicitarem a inclusão de um novo membro na equipe, demonstram interesse em atender integralmente às necessidades do paciente, e vêem que a insersão de
outros profissionais só vem a acrescentar. Na visão de Rios (2011) na área da saúde, o pensamento interdisciplinar busca a compreensão integral do ser humano no contexto das relações sociais e do processo saúde-doença, assim como, em sua prática, uma maior abrengência e melhor qualidade na assistência prestada ao paciente.
Quando a equipe não tem esta visão, ou este modo de atuação, somente a discussão de casos já é importante visando principalmente uma mudança de conduta futura. Melo e Caponero (2011) trazem que a discussão de casos com outros profissionais é extremamete útil, pois acrescenta dados sobre o histórico de pacientes e familiares, além de contribuir para o crescimento profissional colocando em prática o trabalho multidisciplinar.
V. 2.2 Inserção do Terapeuta Ocupacional na equipe de saúde
Pretende-se discutir neste tópico, a inserção do terapeuta ocupacional na equipe de saúde durante a implantação do atendimento e/ou serviço de cuidados paliativos.
“[...] quando a gente implantou o serviço de terapia ocupacional, foi quando se implantou a questão dos cuidados paliativos no hospital, então foi uma equipe toda que entrou para montar os seus serviços específicos [...]médicos novos, fisioterapeutas novos, toda a equipe mudou para montar uma assistência total em cuidados paliativos [...]. “ (TO-1)
“Desde o começo foi a equipe como um todo, eu entrei a convite de uma médica para organizar o serviço e depois se consolidou a equipe toda. Então esse foi um trabalho da equipe.”(T.O-2)
“Eu já estava inserida em uma equipe dentro do setor de reabilitação do próprio hospital, do próprio GRAACC, isto aconteceu no meu segundo ano de trabalho, que eu entrei de cuidados paliativos, nos dois primeiros anos eu me dediquei exclusivamente ao serviço de reabilitação, e aí eu fui entrando nos projetos assistenciais aos poucos [...].”(T.O-3)
Apenas uma terapeuta ocupacional foi contratada para implantar um serviço próprio de cuidados paliativos em um hospital especializado, as demais terapeutas ocupacionais entrevistadas estavam inseridas na equipe de saúde quando participaram da implantaram o serviço de terapia ocupacional em cuidados paliativos. O que demonstra a importância do profissional da terapia ocupacional para compor uma equipe de cuidados paliativos preocupada com o atendimento integral ao paciente.
O Terapeuta Ocupacional tem um papel de extrema importância na equipe. A sua atuação é composta pelas técnicas e pelos recursos que utiliza, com o intuito de alcançar os objetivos de cuidar e de maximizar os potenciais afetivos, cognitivos e sociais, que despertam
no indivíduo a criatividade, a espontaneidade e a expressividade (BASSANEZI e CARVALHO, 2008).
V. 2.3. Quais profissionais faziam parte desta equipe
Neste tópico, entre os terapeutas ocupacionais que estavam inseridos na equipe de saúde, questionou-se quais os profissionais inseridos nesta equipe.
“Na época era médico, enfermagem, psicologia, fisioterapeuta uma parte da equipe da fisioterapia, não toda.”(T.O-1)
“Médico, enfermeira, assistente social, nutricionista e psicólogo.”(T.O-2)
“Médico, enfermeiro, psicólogo e assistente social.”(T.O-3)
“A equipe fixa conta comigo como Terapeuta Ocupacional, com uma psicóloga, com uma fisioterapeuta, uma assistente social, uma nutricionista, seis médicos assistentes; dois docentes, dez enfermeiras e trinta auxiliares [...] Tem odontologista [...].” (T.O-4)
Pode-se notar nas falas anteriores que as equipe foram compostas inicialmente e principalmente por enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas, sendo posterior a entrada do terapeuta ocupacional. Não existe uma estrutura única ou padrão para a equipe de dor e cuidados paliativos. Dependerá da população a ser atendida, dos valores da comunidade, da vocação, da disponibilidade e do treinamento de seus membros (BASSANEZI e CARVALHO, 2008).
Segundo Incontri (2011) a enumeração de uma equipe pode chegar até mais de 15 pessoas, incluindo: arteterapeuta, assistentes sociais, cuidadores pastorais ou espirituais (capelanias), enfermeiros, fármacos, fisioterapeutas, médicos, musicoterapeutas, nutricionistas, psicólogos, psiquiatras, terapeutas da respiração, terapeutas holistas, terapeutas ocupacionais, terapeutas recreacionistas e voluntários. Desta maneira, é importante saber qual o perfil dos pacientes que são atendidos no hospital, e qual a viabilidade de contratação de cada um deles.
A necessidade de formação dos profissionais da equipe é o foco atual. Igualmente importante é a aquisição de atitudes e habilidades, como a comunicação, fundamentais para que essa assistência seja eficaz. Para tanto, deve-se discutir os temas envolvidos com diversos especialistas, visando obter consensos que possam ser utilizados como diretrizes, na troca de experiências e recomendações mínimas, capazes de garantir a qualidade da assistência (MELO e CAPONERO, 2011). O ideal seria uma equipe completa com diversos profissionais
inseridos, onde estes profissionais estivessem prontos a atender qualquer demanda vinda dos pacientes.
V. 2.4. Relação com a equipe
Neste tópico pretende-se discutir como era a relação entre o terapeuta ocupacional inserido na equipe de saúde e os outros profissionais da equipe.
Gráfico 2 – Relação do terapeuta ocupacional com a equipe.
No Gráfico 2, a predonimância de respostas é de uma boa relação estabelecida com a equipe (75%), aparecendo em 25% das respostas uma relação razoável do terapeuta ocupacional com a equipe de saúde onde se está inserido, e nenhum dos entrevistados (0%) tinha uma relação ruim com a equipe.
“ [...] Eu acho que eu só conseguiria atender a população que eu atendo hoje, que estão aí em Cuidados Paliativos, pela união e profundidade dessa equipe. Eu jamais conseguiria atender um paciente onde eu entrasse no quarto e me deparasse com aquela realidade, sem minimamente poder estar com uma equipe por trás para respaldar esse contato, para as atividades que for fazer lá forem sem dúvida sustentadas por essa equipe. Eu nem acredito num trabalho verdadeiro de Cuidados Paliativos sem uma equipe que seja extremamente firme, coesa, de bom relacionamento. Não acredito, de fato não acredito.”(T.O-4)
Na fala de T.O-4 podemos notar a importância e o comprometimento da equipe, onde os profissionais vêem a importancia um dos outros e o resultado do trabalho em conjunto é fundamental. Se o objetivo dos cuidados paliativos é abranger o indivíduo como um todo, englobando seus aspectos físicos, emocionais e espirituais, é impossível que se pense em um atendimento sendo realizado por um único indivíduo. O atendimento em cuidados paliativos