Como podemos observar na tabela 3, a maioria dos professores entrevistados (71,91%) era do sexo masculino e 28,09% do sexo feminino (figura 1).
No que se refere às faixas etárias, o principal aspeto que se destaca ao analisarmos a tabela 2, é que o intervalo mais representativo da amostra enquadra a classe dos 36 aos 45 anos com 59,6%, seguindo-se os professores que se situam entre os 46 e os 55 anos que constituem 23,6% dos inquiridos.
Danilo Miguel Lino da Conceição 31 Este padrão, que apresenta maioritariamente o exercício da função docente por profissionais de educação física efetuado por homens, reflete a realidade do país, no entanto está um pouco acima dos valores indicados pela DGEEC, (apêndices 2 e 3), uma vez que, no 2º Ciclo do Ensino Básico, a representatividade das mulheres na profissão situa- se nos 41,53% e no 3ºciclo do ensino básico e secundário a representatividade das mulheres situa-se nos 39,96% (DGEEC, comunicação pessoal, 17 de julho, 2014). No presente estudo a representatividade das professoras de educação física não ultrapassa os 28,09%.
Tabela 3 – Frequências absolutas (n) e relativas (%), referentes à idade dos professores em estudo de acordo
com o Género. Idade n % Género n % 26 a 35 anos 8 9 Feminino 4 50 Masculino 4 50 36 a 45 anos 53 59,6 Feminino 13 24,5 Masculino 40 75,5 46 a 55 anos 21 23,6 Feminino 6 28,6 Masculino 15 71,4 56 a 65 anos 7 7,9 Feminino 2 28,6 Masculino 5 71,4 Total 89 100
Gráfico1 - Percentagem de indivíduos de acordo com o género.
2.2.3. Dados Socioprofissionais
Da análise que realizámos à tabela 4, observamos que na sua maioria, os professores de educação física que participaram no estudo, são detentores de uma licenciatura (64%), seguindo-se a habilitação com mestrado (28,1%) e por fim a pós-graduação (7,9%). No que se refere à situação profissional, todos os professores que participaram no estudo em
Danilo Miguel Lino da Conceição 32 causa, são profissionalizados e grande parte, pertence ao quadro de escola (74,7%), seguindo-se os professores contratados com 13,2% e apenas 9,9% dos inquiridos pertence ao quadro de zona pedagógica, o que reflete um corpo docente relativamente estável a nível profissional.
Observamos ainda que na sua maioria, o corpo docente em causa pertence ao grupo disciplinar designado por 620 (70,8%), tendo este grupo, habilitações profissionais para a lecionação em turmas do 3º ciclo do ensino básico (EB) e ensino secundário. Os restantes 29,2% dos docentes pertencem ao grupo disciplinar 260 estando habilitados para o exercício da função docente com alunos do 2º Ciclo do EB. Este padrão, reflete de alguma forma a realidade de Portugal Continental, já que segundo os dados fornecidos pela DGEEC (apêndices 2 e 3), no ano letivo 2012/2013, tendo em consideração o universo dos professores de educação física, 69,38% dos professores lecionaram no 3º ciclo do EB/ secundário e 30,62% lecionaram no 2º ciclo do EB (DGEEC, comunicação pessoal, 17 de julho, 2014).
No que se refere aos níveis de ensino que os professores lecionam, verifica-se que apenas 4,5% dos inquiridos lecionam ao 1º Ciclo do EB, 19,1% o 2º Ciclo do EB, 22,5% o 3ºCiclo do EB e 19,1% lecionam ao ensino secundário. Os restantes professores de educação física em estudo (34,8%), lecionam a vários níveis de ensino. Esta situação poderá justificar-se de duas formas: o grupo de recrutamento 620 tem habilitações para lecionar ao 3º Ciclo do EB e ao ensino secundário; as atuais políticas do Ministério da Educação no que se refere ao aproveitamento de recursos humanos na profissão docente, permite, independentemente do grupo para o qual os docentes foram recrutados, a lecionação de outra disciplina ou unidade de formação do mesmo ou de diferente ciclo ou nível de ensino, desde que sejam titulares da adequada formação científica e certificação de idoneidade nos casos em que esta é requerida (Despacho normativo n.º 7/2013 de 11 de julho).
Relativamente à experiência em ensino, verificamos que: 28,1%, dos professores respondentes têm entre 11 e 15 anos de serviço; 28,1 % tem 16 a 20 anos de experiência; 16,9% tem entre 21 e 25 anos de experiência no ensino e 15,7% tem mais de 26 anos de serviço. Apenas 10 inquiridos têm menos de 10 anos de serviço sendo que 6 destes têm entre 2 e 5 anos de serviço e 4 têm entre 6 e 10 anos de serviço representando 6,7% e 4,5% dos inquiridos, respetivamente. Nenhum dos inquiridos tinha menos de 1 ano de serviço na profissão docente.
Verifica-se então que 56,2% dos professores inquiridos, estão entre os 11 e 25 anos de serviço e para Huberman (1989), estes professores encontram-se numa fase considerada de experimentação e diversificação. Isto significa que se encontram numa
Danilo Miguel Lino da Conceição 33 etapa em que buscam a consolidação pedagógica, procurando algumas experiências pessoais e pedagógicas que passam pela diversificação dos modos de avaliação e do material didático. Nesta fase, os professores são bastante argumentativos sobre o sistema de ensino. As características evidenciadas nesta fase, poderão refletir-se positivamente no que se refere à inclusão do trabalho da força com os alunos mais jovens, já que esta capacidade motora foi, durante muito tempo desvalorizada nas escolas, assumindo-se diversos pressupostos que hoje se conhecem errados e nesse sentido, estes professores parecem apresentar o perfil adequado para uma permanente atualização de formas e métodos de ensino.
Tabela 4 – Frequências absolutas (n) e relativas (%), referentes aos dados sócio profissionais dos inquiridos.
Dados socioprofissionais n % Habilitações Académicas Licenciatura 57 64,0 Pós-graduação 7 7,9 Mestrado 25 28,1 Situação Profissional Profissionalizado 89 100 Não Profsissionalizado 0 0 Categoria Profissional
Quadro de Escola 68 76,4 Quadro de Zona Pedagógica 9 10,11 Contratado 12 13,48 Grupo Disciplinar 260 26 29,2
620 63 70,8
Nível (eis) de ensino que leciona 1º Ciclo 4 4,5 2º Ciclo 17 19,1 3º Ciclo 20 22,5 Secundário 17 19,1 Vários 31 34,8 Tempo de serviço Entre 2 e 5 anos 6 6,7 Entre 6 e 10 anos 4 4,5 Entre 11 e 15 anos 25 28,1 Entre 16 e 20 anos 25 28,1 Entre 21 e 25 anos 15 16,9 Mais de 26 anos 14 15,7
Danilo Miguel Lino da Conceição 34 2.3. Instrumentos e Procedimentos
2.3.1. Procedimentos
No seguimento da candidatura ao curso de 2º Ciclo em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário procedemos a uma pesquisa bibliográfica acerca do tema proposto definindo assim, a pertinência do estudo.
A dimensão e a seleção da amostra são uma preocupação para os investigadores, porque isso significa garantir, ou não, a qualidade informativa dos resultados da investigação. Nesse sentido para desenvolver o nosso estudo tivemos em consideração a qualidade e a quantidade indivíduos da amostra. Assim, integraram a nossa população, os professores de educação física dos grupos de recrutamento 260 e 620 a lecionar a disciplina de educação física.
No nosso caso particular, foram considerados para o estudo os professores de educação física dos ensinos básicos e secundário. Considerámos que a amostra seria constituída pelo conjunto dos professores que nos devolvessem os questionários corretamente preenchidos.
Após a definição dos objetivos do estudo, foi então elaborado um questionário de raiz, o qual seria enviado por correio eletrónico a professores de educação física.
Colocou-se-nos então a seguinte questão: a que professores enviar o questionário? Foi nossa opção enviar o questionário a professores a lecionar em escolas públicas de diversas regiões do país. Estas regiões não foram escolhidas aleatoriamente, procurando-se uma distribuição mais ou menos representativa do Território Nacional Continental, tendo como base de análise as NUTII (nomenclatura das unidades territoriais para fins estatísticos).
A solicitação aos professores para a participação neste estudo foi efetuada através de correio eletrónico, na qual para além do apelo à participação, se incluía a hiperligação de acesso ao questionário. A mensagem de correio eletrónico foi redigida pelo investigador.
Sabendo-se que a taxa de retorno dos inquéritos é geralmente muito baixa (Coutinho, 2005), decidimos enviar o questionário online a 279 professores de educação física. Foram então desenvolvidos múltiplos esforços com o objetivo de conseguir taxas de retorno do questionário o mais elevadas possível.
Para a definição da amostra, os indivíduos não foram selecionados de forma aleatória, uma vez que estivemos confinados aos contactos de correio eletrónico cedidos/obtidos. Poderemos então inferir que a nossa amostra foi obtida por conveniência criando em alguns
Danilo Miguel Lino da Conceição 35 casos o efeito snowball e nesse sentido não poderemos considerar a amostragem probabilística (Freitas et al., 2000; Coutinho 2005).
Estas técnicas de amostragem revelaram-se necessárias atendendo a imposições administrativas, económicas e também temporais que estavam subjacentes à realização da pesquisa. Porém, estamos cientes de que não será possível extrapolar massivamente as conclusões obtidas.
Assim foram devolvidos 91 questionário por via online, todos eles pertencentes a indivíduos profissionalmente ativos, no entanto dois dos questionários não foram considerados para a presente investigação pois os seus respondentes lecionavam fora de Portugal Continental, mais propriamente no Arquipélago dos Açores.
2.3.2. Instrumentos
Dado o universo da nossa população e o objeto do nosso estudo, a escolha do inquérito por questionário pareceu-nos o recurso por excelência para cumprir os objetivos a que nos propusemos nesta nossa investigação.
Na base da construção do questionário esteve a revisão de literatura, nesse sentido para além da necessidade de alargamos o nosso conhecimento na área específica que nos propusemos investigar, trabalho da força em crianças e jovens, considerámos essencial ampliarmos também o nosso conhecimento nesta área tão especifica como sendo a realização de inquéritos e em particular de questionários.
Nesse sentido, Ghiglione e Matalon (2001), estabelecem as linhas gerais para a concretização de um questionário, as quais tentamos ter em consideração, e que passamos a expôr:
-Necessidade de garantir a comparabilidade das respostas de todos os indivíduos e por isso todas as questões devem ser colocadas da mesma forma, sendo necessário que as questões sejam claras e sem ambiguidades;
- Uma questão nunca deve sugerir qualquer tipo de resposta particular, não deve exprimir qualquer expectativa, nem excluir nada do que o entrevistado possa pensar;
- Para além do texto das questões, a ordem pela qual são colocadas é também muito importante. Cada questão pode ser interpretada consoante a sua posição no questionário e portanto essa posição deve ser cuidadosamente escolhida;
- Um questionário deve, tanto quanto possível, parecer uma troca de palavras natural e as questões devem também encadear-se umas nas outras sem repetições ou despropósitos;
Danilo Miguel Lino da Conceição 36 - Considera-se vantajoso agrupar todas as questões explicitamente relacionadas com o tema.
Para a formulação do conjunto de questões que compuseram o nosso questionário tivemos em consideração alguns aspetos que consideramos essenciais, os quais estão relacionados com a forma como a própria questão é estruturada e redigida. Assim segundo Ghiglione e Matalon (2001), para a redação das questões é necessário controlar a estrutura lógica da questão e evitar questões ambíguas ou de difícil compreensão.
Ainda Ghiglione e Matalon (2001), consideram que quando é proposto aos inquiridos uma escolha entre várias respostas, é indispensável garantir antecipadamente que não é vedada nenhuma das posições possíveis, uma vez que uma omissão pode mesmo modificar conclusões a apurar.
Para a construção das nossas questões procuramos utilizar vocabulário simples, mas sem empregar termos populares ou familiares, pois nos pareceriam despropositados para um estudo científico.
Tivemos especial cuidado com a utilização de linguagem técnica, uma vez que, dada a possibilidade de ser desconhecida do inquirido optámos, quando as questões assim o obrigaram, pela clarificação do conceito implícito à própria questão (Ghiglione & Matalon, 2001).
Uma das questões levantadas ao longo da redação do questionário prendeu-se com a utilização de questões abertas ou fechadas.
Cientes das vantagens e desvantagens das duas formas de realizar as questões, as nossas opções nesta matéria, pautaram-se essencialmente por realizar questões com o objetivo de adquirir a informação pretendida e apenas essa, tentando sempre respeitar e garantir amplamente as possibilidades de resposta do inquirido.
Assim, clarificados alguns dos prossupostos de cariz técnico subjacente à realização das questões considerámos importante acrescentar que procurámos que o nosso questionário fosse um instrumento coeso, constituído por questões bem encadeadas, organizadas de forma lógica e de fácil perceção para quem a ele responderia.
De forma muito geral, o nosso questionário está dividido em dois grupos de questões: relacionadas com o perfil pessoal do inquirido como sendo o género e a idade, bem como questões relacionadas com perfil profissional, como sendo as habilitações académicas, situação profissional, grupo disciplinar, níveis de ensino de lecionação e tempo de serviço e questões de facto e de opinião (Ghiglione & Matalon, 2001), que têm como objetivo obter informações do inquirido sobre a temática em análise.
Danilo Miguel Lino da Conceição 37 O questionário reúne 24 questões, as quais estão organizadas conforme a tabela 5:
Tabela 5 – Organização das questões segundo o objeto de estudo.
Nº de questões Objeto de Estudo 1 Identificação da Escola
2 Caracterização Individual
6 Caracterização Profissional
15 Conhecer e utilizar metodologias do treino de
força em crianças e jovens
O nosso questionário é composto por 22 questões do tipo “fechado”, de escolha múltipla ou dicotómica, bastando ao inquirido assinalar uma ou mais opções de uma lista de respostas possíveis, sendo fornecidas aos inquiridos, indicações precisas quanto ao número de questões a assinalar.
As restantes questões são do tipo “aberto”, sendo que uma delas se refere à identificação da escola em que leciona e a outra se destina a auscultar a opinião dos inquiridos em relação a problemáticas relativas ao objeto de estudo.
Foi nossa opção, fazer o encaminhamento automático de algumas questões para outras em função das respostas dos inquiridos, vedando a opção de resposta a alguns dos respondentes a determinadas questões. Esta opção pareceu-nos a mais acertada uma vez que, na nossa perspetiva não faria sentido questionar um individuo acerca de um tema, que ele teria acabado de afirmar não possuir conhecimentos e segundo Ghiglione e Matalon (2001), devemos evitar qualquer tipo de questão desnecessária ou despropositada.
Importa ainda salientar que no nosso inquérito foi garantido o anonimato dos indivíduos já que garantindo o anonimato, permite ao inquirido uma maior liberdade de resposta.
Na tabela 6 apresentamos uma síntese das questões realizadas neste estudo e no apêndice 1 o questionário completo.
Estamos conscientes que o processo de construção e validação de um questionário contempla uma série de prossupostos que devem ser cumpridos de forma criteriosa com o intuito de testar a sua exequibilidade. Assim, tivemos por intenção, cumprir o pressuposto de fiabilidade, validade e rigor na informação recolhida através do nosso questionário e para isso, conforme retratado nos parágrafos anteriores, tentamos seguir um conjunto de indicações e prossupostos inerentes à sua construção.
Tabela 6 - Síntese do questionário utilizado neste estudo.
Questionário-treino da força em contexto escolar
Questão Tipo de Questão
Tipo de
Variável Objetivo
Escola/ agrupamento de escolas
Danilo Miguel Lino da Conceição 38 Questão Tipo de Questão Tipo de Variável Objetivo 1.Caracterização individual
1.1 Género: Fechada Nominal Caracterizar os sujeitos por género. 1.2. Idade: Fechada Ordinal Identificar a faixa etária dos sujeitos.
2. Caraterização profissional
2.1. Habilitações académicas: Fechada Nominal Caracterizar o nível de escolaridade.
2.2. Situação profissional. Fechada Nominal Identificar a situação profissional dos sujeitos. 2.3. Categoria profissional. Fechada Nominal Identificar a categoria profissional dos sujeitos.
2.4. Grupo disciplinar: Fechada Ordinal Identificar o grupo de recrutamento dos sujeitos.
2.5. Nível de ensino que leciona no
presente ano letivo: Fechada Nominal Organizar os sujeitos por níveis de ensino. 2.6. Tempo de serviço (em anos): Fechada Ordinal Categorizar os sujeitos por antiguidade.
3. 3.Conhecer e utilizar metodologias do treino da força em crianças e jovens
3.1 Como avalia a importância do
trabalho de força em crianças e jovens. Fechada Ordinal
Identificar os níveis de importância que os professores atribuem ao trabalho da força em crianças e jovens.
3.3 Considera que possui conhecimentos específicos acerca metodologia desta capacidade motora.
Fechada Nominal Categorizar sujeitos que consideram possuir conhecimentos sobre o treino da força. 3.4 Considera que o treino da força na
escola deve ser: Fechada Nominal
Especificar estratégias necessárias para a introdução do treino da força com crianças e jovens.
3.5 No treino da força em crianças até aos 10/12 anos, considera que devem ser privilegiados, numa primeira fase, exercícios:
Fechada Nominal
Determinar os tipos de carga/exercícios a privilegiar no treino da força com crianças até aos 10/12 anos.
3.6 Que formas de manifestação da força devem ser privilegiadas com crianças e jovens?
Fechada Nominal Determinar formas de manifestação da força a privilegiar com crianças e jovens.
3.7 Considera que, em crianças, para o treino da força, o volume (séries x repetições) deve ser privilegiado face à intensidade do treino.
Fechada Nominal
Determinar conhecimentos sobre metodologias do trabalho do treino de força em crianças.
3.8 Considera que o trabalho orientado para o treino da força em crianças e jovens pode trazer benefícios para o aluno.
Fechada Nominal
Identificar percentagem se sujeitos que consideram que o trabalho orientado para o treino da força em crianças e jovens pode trazer benefícios para o aluno.
3.9 Benefícios que o treino da força
poderá trazer ao aluno. Fechada Nominal Controlar a veracidade da resposta anterior. 3.10 Na sua opinião os professores de
educação física, em Portugal, utilizam nas suas rotinas o treino da força com os seus alunos?
Fechada Nominal
Identificar a opinião dos sujeitos acerca do recurso ao treino da força nas escolas portuguesas.
3.11 No seu caso particular, enquanto professor de educação física, treina a força com os seus alunos?
Fechada Nominal Identificar os sujeitos que aplicam nas suas rotinas o treino da força com os alunos. 3.12 Em média, quanto tempo despende
para o treino de força com os seus alunos, durante um ano letivo?
Fechada Nominal Categorizar a média de tempo despendido no treino da força, por ano letivo.
3.13 Organiza o treino da força de forma sistemática e contínua, ou pelo contrário utiliza o treino da força de forma ocasional ao longo do ano letivo.
Fechada Nominal Identificar a forma de organização do treino da força ao longo do tempo.
3.14 Qual a forma de organização que privilegia para o trabalho da força com os seus alunos.
Fechada Nominal Especificar formas de organização para o treino da força.
3.15 Indique os motivos/razões que o leva a não utilizar o treino da força com os seus alunos.
Aberta Nominal Identificar os motivos da não utilização do treino da força nas rotinas diárias.
Danilo Miguel Lino da Conceição 39 2.4. Delineamento Experimental
Como já foi mencionado anteriormente, o nosso estudo assume um caráter simultaneamente descritivo e exploratório já que pouco é conhecido sobre o fenômeno estudado. Nessa perspetiva preocupamo-nos em realizar um questionário que nos permitisse dar resposta às questões inicialmente formuladas, permitindo a descrição dos aspetos considerados fundamentais referentes à aplicação e conhecimento de metodologias do treino de força com crianças e jovens em contexto escolar, documentando-os e categorizando da melhor forma possível a informação recolhida e consequentemente os resultados apurados.
2.4.1. Ameaças à Validade
No que se refere às ameaças à validade interna do questionário, importa referir que os inquiridos tiveram acesso a este questionário de maio a junho de 2014, pelo que classificando-o quanto ao momento de aplicação é considerado corte-transversal, não nos parecendo por isso que haja ameaças à validade interna devido ao tempo de aplicação do questionário. Importa salientar ainda que não houve nenhuma alteração ao instrumento de recolha de dados durante a investigação (Freitas et al., 2000).
Relativamente às ameaças de validade externa, importa referir que a nossa amostra não é verdadeiramente representativa da população-alvo. Como já foi anteriormente mencionado os indivíduos que constituem a nossa amostra não foram selecionados de forma aleatória, assim consideramos a nossa amostragem não-probabilística. (Freitas et al., 2000; Coutinho, 2005).