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7 e partie: vers la commande séquentielle symétrique

Dans le document SDUND TEe' (Page 63-67)

Ao se iniciar um trabalho sobre autoavaliação, é necessário discutir e dialogar com

os segmentos sobre sua importância e efetividade na escola. Ter uma definição prévia do que

se pretende desenvolver para atender às necessidades institucionais. Nesse primeiro momento,

o diálogo entre profissionais deve ser o mais esclarecedor possível a fim de contribuir para a

construção de uma equipe comprometida com os trabalhos educacionais. Delega-se, portanto,

à gestão a função de coordenar esses profissionais para que os desejos e projetos se

concretizem.

Uma equipe que trabalha coletivamente cria vínculos, troca experiências e fortalece

relações, o que favorece o desenvolvimento da autoavaliação institucional, tendo em vista

aproximar-se de um ideal de educação desejado. Essa relação de conhecimento interpessoal,

trabalho coletivo e abertura para novas experiências, conforme Garcia (2008) demonstra estar

presente na Escola Municipal Professor Ascendino de Almeida, o que constrói

um ambiente

mais suscetível às mudanças sendo relevante para que se empreenda um processo de

autoavaliação institucional. Na visão de Lück (2012, p. 34), para

[...] que se crie na escola uma cultura de autoavaliação, a lideranças de seus diretores é imprescindível, levando em consideração a cultura local vigente, de modo a superar gradualmente as resistências registradas às práticas de avaliação de desempenho, avaliação institucional, que são comumente consideradas como ameaça, daí porque serem até mesmo rejeitadas. Como forma de superação de tais resistências o diretor desenvolve práticas participativas de avaliação, de modo que os membros da comunidade escolar percebam os benefícios e a importância desse processo em sua atuação. Para garantir essa mobilização, o diretor promove a avaliação segundo uma perspectiva proativa orientada para o desenvolvimento e a melhoria contínua, e não com a perspectiva reativa de controle e cobrança, que por si gera resistências e rejeições.

A autora reporta-se à ação do gestor como responsável por ajudar a criar uma cultura

de avaliação institucional, considerando diversos fatores, apesar de não ser é o único

responsável pelas mudanças que se pretende instituir na escola. No caso da escola Ascendino

de Almeida, a equipe gestora encontrou condições históricas para que processo autoavaliativo

fosse empreendido, visto que além da experiência anterior envolvendo a autoavaliação

institucional, também havia na instituição uma cultura de planejamento que favorecia a

construção do projeto autoavaliativo.

Dessa forma, a Vice-Gestora (2017) assevera que o processo de avaliação

desenvolvido na escola “[...] estava interrelacionado tanto ao plano de trabalho da gestão

quanto ao PPP da escola”. O projeto político-pedagógico constitui-se no plano global da

escola, no qual os planos de ação de todos os segmentos profissionais da escola deve se

referir, traduzindo suas concepções em ações no cotidiano escolar. Sendo assim, a própria

autoavaliação institucional, antes de ser uma ação prevista no plano de trabalho dos gestores,

responsáveis por mobilizar a comunidade para a prática avaliativa, precisa estar prevista no

projeto escolar. Neste sentido, o projeto pedagógico da escola pesquisada afirma que,

[...] na condição de instituição que se deseja séria e comprometida, definiu- se uma avaliação institucional interna de caráter emancipatório em suas atividades internas. Assim, a ação de avaliar se constitui tarefa permanente

na medida em que os objetivos e as ações estiverem sendo pensadas e postos em prática (ESCOLA MUNICIPAL PROFESSOR ASCENDINO DE ALMEIDA, 2015, p. 169).

Assim, a Funcionária (2017) confirmou que a autoavaliação decorreu do projeto

maior da escola: “[...] quando se elaborava uma autoavaliação, ela tinha uma referência, ela

tinha um por que, ela não era aleatória. [...] eram trabalhados exatamente os pontos do PPP

[...]”. A professora (2017), por sua vez, afirma que a autoavaliação institucional “[...] está no

projeto político-pedagógico [...]”. No entanto, demonstra que a escola encontra dificuldade

em implementar todas as ações previstas, afirmando que “pode até não ter sido aplicado, mas

continua lá”.

O projeto pedagógico, apesar de ser um plano desenvolvido para ser implementado,

em médio prazo, precisa ser atualizado anualmente para que possa orientar as mudanças

necessárias à escola, visando alcançar as finalidades que a comunidade escolar se propõe a

trabalhar, para se aproximar, pouco a pouco, do seu ideal de educação coletivo. No caso da

escola analisada, os profissionais confirmaram a atualização anual do projeto, além de que, no

período dessa pesquisa, estava ocorrendo a reestruturação do projeto, conforme informa a

Gestora (2017):

O PPP [...] está em processo de reestruturação, a secretaria determinou, mandou um documento para todas as escolas porque assim [...], por exemplo, ele era enorme, não era atrativo para manusear pelo volume, porque estavam as propostas pedagógicas da educação infantil ao quinto ano, porque nós tínhamos quinto ano quando ele foi feito, todos os projetos incluídos num documento [...]. [...] O que a secretaria fez? Determinou que os documentos, [...] ou o PPP ficassem em [...] um padrão para todas as escolas. É como se fosse um documento científico, porque até o tamanho da fonte para a escrita eles orientaram [...].

O projeto político-pedagógico da escola encerra tanto a visão política da escola

quanto as ações que se pretende desenvolver para aproximar-se dessa visão política. Algumas

instituições anexam ainda a proposta curricular da escola, das séries ou anos de escolaridade,

o que torna o projeto de difícil manuseio. Padronizar os projetos escolares, no entanto, implica

em cercear sua autonomia, o que pode levar a que deixe de traduzir a identidade escolar em

nome de uma suposta “cientificidade” que iguala a todos.

A responsabilidade dos profissionais da rede com o projeto político pedagógico da

escola está expressa na Lei Complementar nº 058, de 13 de setembro de 2004, capítulo III,

que institui entre as atribuições dos profissionais do magistério da Rede Municipal de Natal o

dever de:

[...] II – contribuir com o trabalho cotidiano referente às atividades a serem desenvolvidas com a comunidade escolar buscando a construção e reconstrução do projeto político pedagógico, auxiliando em sua coordenação, articulação e sistematização. [...].

V – assessorar e acompanhar o processo político-pedagógico-administrativo da escola; [...].

Essas atribuições podem fomentar o compromisso da equipe pedagógica da rede com

o processo educativo, que deve somar-se ao envolvimento da instituição em todas as fases de

construção. As ações desenvolvidas anualmente devem ser analisadas em função de seu

aprimoramento contínuo, atualizando os planos educacionais para que, pouco a pouco, haja

uma aproximação maior do norte definido para o trabalho institucional. Dessa forma, a equipe

envolvida deverá planejar, implementar e avaliar a própria prática para verificar se está

compatível com o que fora definido coletivamente, bem como ajustar o que se vive ao

esperado. Para tanto, é indispensável que haja processos avaliativos para nortear as práticas

escolares. É necessário analisar o que foi alcançado, diagnosticar o que precisa ser melhorado

e verificar quais novas ações devem ser empreendidas, tudo isso envolvendo a comunidade

escolar.

Para desenvolver a autoavaliação institucional na Escola Municipal Professor

Ascendino de Almeida, a vice-diretora tomou como referência um curso de Especialização em

Coordenação Pedagógica que, no momento, realizava na Faculdade de Natal (FAL). Esse

curso suscitou o interesse da vice-diretora em desenvolver um projeto de autoavaliação cujo

processo partisse do registro da experiência cotidiana em um portfólio. No dicionário online

(2017), a palavra portfólio significa: "(1. [...] para guardar papeis, pasta, porta-fólio. 2.

Conjunto ou coleção do que está ou pode ser guardado num portfólio)". Na visão da vice-

diretora, o portfólio serviria de base para a elaboração de um dossiê no qual analisaria as

ações planejadas e realizadas pela escola, para, posteriormente, servir de consulta e também

para subsidiar a autoavaliação na equipe.

O dossiê se caracteriza em um documento de consulta elaborado pela própria gestão

escolar para nortear suas ações no processo de autoavaliação institucional. Sendo assim, no

dicionário Aurélio a palavra dossiê significa: 1. “Conjunto de documentos com informação

referente a determinado assunto ou pessoa”. 2. “Pasta onde se arquivam folhas ou

documentos”. Por meio do registro da ação escolar, os procedimentos realizados na escola

eram acompanhados para posterior avaliação das ações dos profissionais. Como a vice-

diretora ainda não havia publicado a experiência desenvolvida, não permitiu o acesso ao

material coletado para uso dessa pesquisa, mas apenas o registro fotográfico de algumas

partes do portfólio, indicadas por ela.

Compreende-se que o dossiê não pode ser considerado como projeto de

autoavaliação institucional, pois consiste em uma forma de registrar informações acerca do

cotidiano escolar, que poderiam ser utilizadas, posteriormente, como subsídio na elaboração

do plano de autoavaliação dos profissionais, principalmente, da própria gestão. Conforme

esclareceu a Vice-diretora (2017), “[...] esse instrumento é para nos provocar uma

autoavaliação, porque na medida em que eu registro, eu analiso o que consegui fazer com

sucesso e aquilo que não fui bem sucedido [...]”. Assim ela relata de onde partiu a ideia de

registrar as experiências vividas:

[...] tendo como referência meu trabalho de pesquisa da Faculdade que eu fiz coordenação pedagógica, [...] utilizei o portfólio como instrumento de avaliação nas práticas do coordenador [...]. Resolvi adotar esse portfólio para a gestão para que eu pudesse, [...] estar registrando nossas práticas e autoavaliando durante o processo [...] (VICE-DIRETORA, 2017).

Desta forma, após a retrospectiva do que faziam, tomando como base os registros do

portfólio, foram construídos os questionários para serem respondidos pelos funcionários,

professores e demais segmentos da escola. Tanto a professora quanto a funcionária

confirmaram a existência dessa prática autoavaliativa na escola. A funcionária (2017)

destacou: “[...] eu não lembro os detalhes que se constavam, mas eu lembro que se faziam

essa autoavaliação”. A professora (2017), por sua vez afirma: “[...] a gente fazia de forma

sistematizada, a autoavaliação tinha um documento para ser preenchido e tudo mais [...]”.

Conforme informação da vice-diretora (2017), participavam da autoavaliação

institucional “[...] professores, funcionários, pais, conselho escolar [...]”. Essa participação é

confirmada pela professora, que afirma que os segmentos participantes da avaliação eram:

“professores, direção, coordenação, funcionários [...], pais [...]”.

O processo avaliativo ocorria no final de cada ano, sempre em reuniões, segundo

informou a vice-diretora. Embora a vice-diretora afirme que essa era uma prática anual, a

funcionária recorda que, no período de 2008-2015, esse processo ocorreu por “[...] umas três

vezes, no máximo. [...] tiveram um longo tempo frente à Escola Ascendino de Almeida e [...],

no máximo, umas três vezes pelo menos chegou até a gente” (FUNCIONÁRIA, 2017).

Não havia uma comissão responsável pela avaliação, pois a condução do processo

ficava a cargo da própria gestão. Segundo Fernandes (2002), considerando o princípio da

gestão democrática, seria importante que o processo de autoavaliação fosse planejado por uma

equipe composta por representantes de todos os segmentos escolares. A elaboração dos

instrumentos avaliativos, tal como acontece na escola campo de pesquisa, pode levar a que se

desconsiderem questões importantes que podem emergir de uma visão plural. O portfólio

como registro do cotidiano escolar, pode colaborar para essa visão, mas não dispensa a

participação dos sujeitos.

A Professora (2017) confirma que não havia uma comissão responsável por realizar a

autoavaliação, mas era a própria gestão quem informava aos profissionais em que dia

ocorreria a avaliação. Afirma ainda que “[...] Tinha às vezes no sábado de formação, formação

dos profissionais. Já conversava antes, tal dia vai ser o dia de avaliação, autoavaliação”. E,

assim, todos se preparavam para, no dia previsto, responderem às questões apresentadas pela

gestão, “[...] cada profissional era avaliado. [...] recebia um documento para a autoavaliação”.

Com base nos dados organizados no portfólio, a gestão realizava uma retrospectiva

das ações empreendidas que subsidiava a elaboração dos processos avaliativos. Na visão de

Lück (2012, p. 37), a

[...] avaliação é um processo de inquirição, observação e coleta de dados, registro, análise e interpretação da realidade, realizado com o objetivo de conhecê-la, para dar-lhe encaminhamento mais efetivo. A avaliação é própria das ações intencionais de investigação e inerente a elas, e se constitui na adoção de métodos de observação e coleta de dados orientados por questionamentos e envolve inquirir, perguntar, investigar.

Por meio da observação e do recolhimento de dados, busca-se atribuir significados ao

objeto avaliado. Sendo a autoavaliação um processo necessário à escola, cabe à gestão e a

toda equipe escolar elencar os pontos institucionais que se pretende investigar a fim de obter

respaldo à ação. A vice-diretora (2017) explica o que era analisado na autoavaliação escolar:

[...] eram ações dinamizadoras para organização do processo ensino aprendizagem que estava ligado à organização da vida do aluno que estava relacionado à matrícula, à distribuição dos alunos na escola, nas salas, à matrícula antecipada dos alunos com Necessidade Educacional Especial (N.E.E) que é necessidade educativa especial, [...] complementos de práticas educativas, reforço escolar [...]. E também contemplamos [...] as práticas lúdicas que favorecia a autoestima dos alunos, que era a acolhida que a gente trabalhava voltada para a questão de além de ser uma ação educativa, a gente colocava para os alunos que a acolhida exigia uma formação da fila [...] [...] que você vai sempre usar isso na sua vida. [...] a gente tinha o projeto de recreio lúdico [...] com a parceria da equipe docente e tínhamos o projeto "Justiça na Escola: o caráter conta", que estava voltado para educação e valores que também entrava a parceria dos docentes.

Aspectos pedagógicos do trabalho cotidiano, a organização e distribuição dos

estudantes na escola e na sala de aula, assistência especializada aos que demandam, visando o

atendimento às peculiaridades individuais, fomento à autoestima dos estudantes, formação de

valores e construção do conhecimento, todos esses são importantes quesitos de análise para

que a escola cumpra sua função social de formação humana. Sendo assim, Vieira (2001, p.

130) destaca que existe "[...] uma estreita articulação entre as relações de convivência social

instituída pela escola e a cidadania", tendo em vista assegurar o direito à aprendizagem dos

educandos. É nas diversas relações que os indivíduos, nos contextos em que atuam,

fortalecem os vínculos sociais indispensáveis à transformação social, a depender dos sentidos

que se busca construir para o trabalho escolar. Placco e Almeida (2002, p. 27) ressaltam que

qualquer

[...] processo formativo e qualquer prática educativa só avançam se abordados da perspectiva do trabalho coletivo. Este pressupõe integração de todos os profissionais da escola, a não fragmentação de suas ações e práticas e, fundamentalmente, o compromisso com a formação do aluno. A ação coletiva implica o enfrentamento dos desafios presentes na escola, de modo que uma ação coesa e integrada dos gestores da escola - direção e coordenação pedagógico-educacional – e dos demais profissionais da educação, a partir de uma reflexão sobre o papel desses gestores na articulação e parceria entre os atores pedagógicos, reverta em um processo pedagógico que melhor atenda as necessidades dos alunos.

Nas informações obtidas por meio da entrevista da vice-diretora (2017) e do

portfólio, na parte em que foi permitido acesso, transparece o trabalho coletivo comprometido

com a formação dos estudantes, de forma que os docentes compartilham propósitos voltados

ao desenvolvimento dos discentes, sob a coordenação da equipe gestora. Percebe-se uma

gestão comprometida com melhorias institucionais e com a formação humana como um todo.

Nesse sentido, a análise do trabalho escolar volta-se para que a atividade fim da instituição,

que consiste no processo de ensino-aprendizagem, se desenvolva a contento.

A autoavaliação institucional, que visava analisar o trabalho da gestão escolar,

empreendida nesse período, possibilitava analisar o trabalho escolar como um todo, conforme

o princípio da globalidade (DIAS SOBRINHO, 2008; RISTOFF, 2008),

visto que abrangia

todos os setores da escola, embora os níveis de participação dos profissionais sejam maiores.

A Funcionária (2017) demonstrou que essa análise propiciava uma reflexão sobre a ação, que

não acontece somente no momento de preencher os questionários, mas se torna cotidiana,

visto que incentivava os profissionais a interrogar-se acerca da consistência entre aquilo que

se propunham a fazer e o que realmente fazem. Isso também proporciona uma

autorresponsabilização com o próprio trabalho, uma cobrança maior dos próprios sujeitos

acerca de suas atribuições.

A vice-diretora (2017) ressalta que a autoavaliação propicia a análise da situação

escolar, tendo em vista reverter problemas e construir soluções:

[...] avaliação não é uma barreira [...] quando eu olhava o portfólio e via que ações eu não conseguia e tinha percepção clara, eu não tinha nenhuma resistência de conversar com [...] a diretora financeira e dizer aqui a gente não está conseguindo bem, vamos pensar que forma a gente vai reverter esse quadro [...].

Na fala da vice-diretora percebe-se a preocupação com o desenvolvimento da

instituição, após fazer análise das ações da escola demonstrando que não há reservas em

reconhecer as dificuldades ou os problemas enfrentados, visto que o propósito da

autoavaliação não é punir culpados, mas apontar rumos, traçar estratégias em cima daquilo

que precisa melhorar. Dessa forma, a autoavaliação despertava o desejo de mudança de sua

prática, conforme relata a funcionária (2017):

[...] como o ser humano está em constante mudança, eu acredito que eu mudei também como profissional. [...], mas que com certeza, todo funcionário que se depara com uma pergunta e que vê que precisa melhorar, com certeza, a tendência é aprimorar [...]. [...] ao longo desses 23 anos houve mudanças significativas.

Também a Professora destaca a importância desse processo; para ela, essa prática é

necessária, independente do sistema estar cumprindo suas responsabilidades conforme

deveria:

Levanto a bandeira, defendo sim. Eu acho que a escola democrática verdadeiramente, ela tem que passar por isso. A autoavaliação é importantíssima, [...], independente de o sistema fazer a parte dele ou não nós temos obrigação de fazer a nossa. [...], do sistema está cumprindo ou não, das verbas estarem chegando ou não, de termos condições de trabalho ou não, é importante essa prática avaliativa (PROFESSORA, 2017).

Embora nem sempre o poder público arque com as devidas responsabilidades para

garantir a qualidade do processo educativo, o compromisso da escola é com os seus

estudantes e, por isso, procura fazer o melhor para atender aos objetivos propostos, sendo a

autoavaliação importante nesse processo. Essa etapa de experiência da autoavaliação da

gestão escolar desenvolvida na Escola Ascendino de Almeida foi marcante para os

profissionais, permitindo aos sujeitos um olhar mais atento sobre o seu trabalho,

possibilitando a melhoria das ações. A professora, então, analisa a importância da

autoavaliação para o desenvolvimento institucional:

[...] foi muito importante não restam dúvidas [...]. [...] na época daquela gestão [...]. [...] Porque não era só um ou dois ou três, era o conjunto de professores que se debruçava para ver, para analisar como é que estava toda a conjuntura (PROFESSORA, 2017).

Se, por um lado, a avaliação da gestão escolar considera as questões próprias da

escola como um todo, tomando por base os registros realizados durante o ano letivo, essa

mesma perspectiva não se confirma na avaliação docente. Foram disponibilizados três

instrumentos de avaliação docente pela vice-diretora, referente aos anos de 2010-2012. O

instrumento de 2010 propiciou

uma análise da ação dos professores a partir do projeto

político-pedagógico da escola. O instrumento de 2011 teve como basea Lei complementar nº

058, em seu artigo 17, capítulo IV em que são atribuídos pontuação na avaliação de

desempenho dos profissionais do magistério da rede pública municipal. O de 2012 também

tomou como referência a Lei Complementar nº 058 para estar avaliando os profissionais

quanto ao desempenho profissional com relação aos processos pedagógicos, a participação

coletiva e ao tempo dedicado às aulas.

Os questionários de 2011 e 2012 demonstraram que a autoavaliação docente tomava

como referencial os quesitos propostos pela Lei complementar nº 058, de 13 de setembro de

2004 (NATAL, 2005) para a avaliação de desempenho dos professores, instituída na rede de

ensino. A referida lei responsabiliza o conselho escolar de aferir o desempenho docente para

que progrida na carreira, transferindo para esse conselho o controle da ação profissional

docente.

Dessa forma, a gestão escolar passava a utilizar a autoavaliação docente como meio

de levar os profissionais a analisarem o próprio desempenho, tomando como referência o

instrumento enviado pela secretaria, para elaboração de relatório do desempenho docente a ser

encaminhado para a rede de ensino. Em contraposição a essa perspetiva, compreende-se que a

autoavaliação deve ocorrer de forma autônoma, considerando a identidade da escola bem

como as questões cotidianas vivenciadas em função dos objetivos seus institucionais,

expressos no projeto pedagógico. A avaliação institucional não deveria assumir, então, em

maior grau, questões instituídas pela secretaria de educação, sob pena de tornar-se mera forma

de controle a distância do que ocorre na instância local, perdendo o seu potencial

transformador da realidade escolar. Para entender como funcionava esse processo a vice-

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