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Neste contexto que analisamos as formas de religiosidades contemporâneas, Bauman afirma que “a sociedade dos consumidores se distingue por uma reconstrução das relações humanas a partir das relações entre os consumidores e os objetos de consumo” (2008, p. 19). Como já discutimos neste trabalho, a religião é totalmente ligada aos outros campos da sociedade, como a cultura e a economia. Desta forma, algumas organizações religiosas tendem a responder de forma satisfatória ao seu público, este que tenta se adaptar ao contexto socioeconômico atual. O neopentecostalismo incorporou o consumismo por conta da Teologia da prosperidade, e essa por sua vez, possui um habitus cristão de aculturação. Essa aculturação é estratégica, mas quando praticada sem senso crítico, desarticula componentes essenciais do próprio cristianismo. Mais desarticulado é quanto maior forem as mensagens passadas dentro do universo religioso.

Para falarmos de consumo e religiosidade devemos partir para Max Weber, que em seu trabalho, A ética protestante e o espírito do capitalismo (2004), analisa que o calvinismo foi algo que influenciou o desenvolvimento do modo de produção capitalista, pois exacerbou o consumo na época, mostrando a imagem de prosperidade, de uma vida abundante, em vez de o consumo como algo apenas de subsistência. Weber provou haver uma afinidade eletiva entre atitudes econômicas e atitudes religiosas da época. O calvinismo trouxe um ethos que faltava à economia capitalista. O alto grau de racionalismo instalado na sociedade capitalista, a busca desenfreada por bens materiais de consumo, movidos por questões morais de origem ética- religiosa, promoveram o que Weber denominou de “desencantamento do mundo”.

Outros autores, tais como Lima (2001), defendem que a religião também foi usada para a criação de datas nas quais as comemorações devem ser feitas com a distribuição de presentes. Um exemplo, o Natal, data do próprio nascimento de Jesus Cristo, onde é marcada pela entrega de presentes. O dia dos namorados, do dia 12 de junho, que tem como santo padroeiro, podemos dizer, Santo Antônio, que virou o Santo casamenteiro. Como em outras datas no mundo, tais como Saint Valentine’s Day, comemorado nos Estados Unidos. Sabemos também, é claro, que nem todas as datas comemorativas com presentes possuem um caráter religioso, mas todas possuem um caráter e uma finalidade voltada para o consumo de roupas, brinquedos, alimentos,

134 adereços e tudo mais que se possa comprar. Percebemos claramente que em épocas de festas, como as citadas acima, as igrejas fazem novas reuniões, cultos especiais e aumenta a oferta de mercadorias, de objetos agora para presentes. Mesmo não tendo uma imagem, o fato de comprar da igreja, ou de receber a informação que aquilo está bento, abençoado, já traz ao fiel consumidor, ou àquele que recebe o objeto como presente, um enorme revestimento simbólico em um determinado tipo de fé.

O consumo é o fator fundamental para gerar a produção. Caso haja, como acontecesse frequentemente, a redução das buscas por mercadorias, essa trará prejuízos ao comércio, que em seguida reduzirá os pedidos, gerando prejuízos, desemprego e até a falência de empresas e dos produtores. Na nossa perspectiva, o consumo em excesso é o fator fundamental para gerar a produção de mercadorias, como também para a produção de bens simbólicos de salvação no campo religioso, conforme estudamos. Principalmente porque o consumismo evoca sempre a necessidade de novas invenções, de novas ofertas no mercado, inclusive no mercado religioso. Dentro da esfera religiosa, entre diversos estudos feitos, podemos levar em consideração David Lyon, que em seu trabalho, Jesus in Disneylândia: religion in post-modern times (2002), afirma que “a religião se tornou um item de consumo delicadamente embalada – assumindo seu lugar entre as mercadorias que podem ser compradas ou rejeitadas de acordo com os caprichos de consumo de cada um”. Lyon vê a sociedade atual como decorrente da conjunção do consumismo, uma sociedade interligada por redes de comunicação. Vê as religiões sendo obrigadas a se adaptar aos sistemas sociais vigentes, como necessidade e um desafio, já que não se adaptando a estes modos que regem o mundo pós-moderno e a sociedade de informação, correm o risco de serem extintas ou então ultrapassadas por outras religiões mais aptas a este novo contexto econômico-sócio-religioso, digamos assim.

Dentro deste novo parâmetro, os fiéis das igrejas, com sua liberdade de escolha, não se prendem a uma única igreja, e procuram uma que satisfaça os seus gostos pessoais. Dessa forma, as igrejas tradicionais têm que deixar para trás antigos dogmas e se adaptar ao mundo moderno ou ver seus membros procurarem outras formas de religiosidades. Lyon chama esse fenômeno de “bricolagem religiosa”, uma forma de mostrar as alterações desta sociedade de informação e de consumo que estão afetando as religiosidades tradicionais. Mas longe de dizer que as religiões estão perdendo a sua força no mundo pós-moderno, o que acontece é que os indivíduos estão procurando soluções individuais dentre tantas ofertas de bens religiosos existindo hoje em dia.

135 Analisamos este fenômeno em nosso trabalho, já que identificamos, com o avanço das tecnologias, da globalização, com novas formas de relações sociais e outros fatores, o impacto que o mundo pós-moderno tem no universo da religião. David Lyon identifica que os indivíduos não se prendem a uma religião como antes, vão atrás de novas experiências e de cura para seus problemas, o que também podemos chamar de trânsito religioso. Podemos identificar ainda se os fiéis também frequentam outras formas de religiosidade. Vemos assim que, no campo evangélico, várias pessoas se convertem e mudam em pouco tempo de igreja. Lyon define como “ciberigrejas”, estas organizações mais acessíveis e já adaptadas pelos líderes para conviverem no dilema envolvendo religião e sociedade de informação. Ligamos estes termos e estas definições dadas por Lyon à nossa discussão sobre as igrejas eletrônicas e a forma como estão adaptadas aos padrões da pós-modernidade.

Temos que levar em conta que quando vão para determinada igreja, seja qual for a sua doutrina, as pessoas sempre vão com alguma intenção. Rezam, oram e pedem a Deus alguma ajuda ou graça. Podem estar agradecendo algo, ou então somente cumprindo uma obrigação, um ritual. Estão apenas pedindo ajuda ao sagrado em busca do que desejam ter, e ali naquela organização religiosa, está a promessa de um caminho para conseguir aquilo. Levando em conta que o consumo é uma atividade individual, mas que ao mesmo tempo tem um caráter social, ou que de alguma forma pressiona os fiéis, já que ao mesmo tempo são cidadãos e consumidores. Recorrendo novamente aos autores na Sociologia, podemos mencionar Canclini (1997, p. 77), ao afirma que...

O consumo não tem por finalidade unicamente a possessão de um objeto ou a satisfação de uma necessidade material, mas também definir ou reconfigurar significados e valores comuns, criar e manter uma identidade coletiva. O consumo é um lugar chave para a conformação social das identidades sociais (CANCLINI, 1997, p. 77).

Nas denominações selecionadas para pesquisa, detectamos uma busca desenfreada por bens simbólicos de salvação de denotação material e adquiridos fora do espaço da igreja. Algo que iria ser alcançado depois da reunião nos templos evangélicos. Vimos também outra forma de consumo: a de produtos ofertados pelas próprias igrejas. Prática comum no neopentecostalismo, mas que não pertence somente a IURD, mas sim a várias outras denominações e nem sempre neopentecostais. Na Universal vemos lenços abençoados, óleos, sais e outros produtos. Abençoados e benzidos com uma força divina. Também existe nessas igrejas, o setor de vendas de produtos, que ultrapassam apenas Bíblias. Vemos críticas destas

136 práticas de membros de outras organizações religiosas, como no depoimento do pastor Isaías da Igreja Assembleia de Deus:

Estas igrejas insistem em utilizar a heresia. Usam passagens da bíblia para dizerem que seus produtos tem um poder divino. Isto é coisa de quem quer enganar as pessoas. Utilizam a Teologia da Prosperidade, que nada mais é do que o evangelho da facilidade. Essas igrejas são heréticas e as pessoas que fazem isto vão prestar contas pelas suas mentiras

Após analisarmos as entrevistas, podemos dizer que é o fetichismo que causa horror ao protestantismo, e que foi incorporado pelas neopentecostais. Isso causou uma sensibilidade cultural de seus líderes que viram o quanto a população brasileira é aberta ao fetichismo oriundo das práticas católicas mais populares e das religiões de matriz africana. Mas ao adotarem essa prática, a liderança rompe com a ortodoxia protestante. Daí não serem consideradas evangélicas pelos demais protestantes. Utilizamos o depoimento supracitado porque resolvemos entrevistar também pastores de instituições religiosas tradicionais e pentecostais para identificarmos a relação destas com o movimento neopentecostal, assim também como suas aproximações. Questionado se as práticas das igrejas neopentecostais trazem reflexos em todo o campo religioso, como a ida de fiéis para essas igrejas, o pastor afirma que...

De fato estas igrejas são as que mais crescem porque elas são proselitistas, pegam os fiéis de outras igrejas com muitas promessas. Mas ao meu ver nenhuma verdadeira. As pessoas vão em busca de bens materiais, que vão ficar ricos, comprar casas, comprar carros, mas quando chegam lá veem que isso é tudo mentira. Vão iludidos e depois terminam saindo, passam pouco tempo. Temos casos aqui de pessoas que foram e voltaram para a igreja. Essa facilidade não existe, o que existe é a palavra de Deus. Estas igrejas pregam a heresia e muitos caem em suas promessas

Analisamos aqui o perfil de consumo dos membros das igrejas selecionadas para pesquisa. Relacionamos este perfil ao nível de capital econômico e social das igrejas. Avaliamos aqui a importância dada por fiéis de determinadas igrejas ao que está sendo ou o que pretendem que seja adquirido. Encontramos como amostras que são dadas sobre a importância de se possuir determinados bens.

No questionário, encontramos o que os fiéis-consumidores acham mais essencial em suas vidas, tais como que os filhos estudem em colégio particular e que obtenham bons resultados no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), algo normal para os pais que querem ver a progressão de seus filhos, como outras coisas básicas, que então não julgamos necessárias

137 de serem colocadas aqui. Destacamos a importância dada para o consumo de determinados bens eletrônicos, estes detectados como algo essencial, um símbolo da cultura do consumo, mesmo tendo uma variação de nível cultural e de renda dos membros e de uma idade diferenciada também. Em sessão anterior vimos o percentual de pessoas que possuíam os bens, agora vamos analisar o grau de importância dado por elas, como podemos ver a seguir:

Importância de se possuir notebooks, tabletes ou celulares

Gráfico 6

Quanto à cultura do consumo imposta na sociedade e a tentadora variedade de bens de consumo ofertáveis, encontramos a preferência em todas as instituições. Nesta questão, utilizamos como variáveis “muito importante”, “sem importância” e “pouco importante”. Sabemos também que esses objetos não são apenas novos e agradáveis experimentos, já que passam a ser até mesmo uma necessidade do dia a dia, principalmente para o trabalho e para os estudos. Quanto à posse, isso reflete a cultura como um todo que valoriza esse tipo de objetos.

Vimos à importância de ter o seu próprio veículo, mas em determinados fiéis, algo mais compatível também com a sua renda familiar:

Renascer Verbo da Vida Internacional Muito importante Pouco importante Sem importância 1 0 0 0,95 0,05 0 0,85 0,15 0

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Importância de se ter automóvel ou motocicleta

Gráfico 6

Em relação à posse de determinados bens de consumo, a posse de automóveis e motocicletas é vista como mais importante para a Verbo da Vida e para a Presbiteriana, e muitos nos questionários, desejarem trocar por algo mais novo e moderno. Em uma igreja com nível de renda inferior, apesar de encontrarmos isto no discurso oferecido nos cultos e reuniões, não parece ser essencial para todos. Pensando nisso a sede da Igreja Internacional se encontra no centro da cidade e com fácil acesso e estacionamento para pouquíssimos carros. Por outro lado, a Verbo da Vida e a Renascer possuem um amplo estacionamento, algo já planejado para o perfil dos fiéis, daqueles que mesmo que não consigam o que está sendo prometido, já possuem alguma coisa, ao contrário da IIGD, que uma menor parte dos membros possui condução própria.

Encontramos um alto número de membros que acham essencial possuir uma renda superior a cinco mil reais. Destacamos esse quesito por cada denominação:

139 Importância de se ter uma renda mais de cinco mil reais

Gráfico 7

Podemos ver que a Internacional é a igreja cujos fiéis dão menos importância para os altos salários. Isso pode estar ocorrendo em virtude de a Internacional não estar enfatizando tanto a teologia da prosperidade para se diferenciar da IURD. Porém, o discurso muitas vezes não é tão explícito. Um provável fator é o atual nível de capital econômico e cultural longe desta faixa de renda, o que muitas vezes não mostra uma coisa fácil de ser alcançada, por muitos não terem profissões com estes salários ou terem estudado e se preparado para o mercado. As duas denominações, além de serem da mesma corrente neopentecostal, estão localizadas em Campina Grande na mesma rua no centro da Cidade. Na Presbiteriana Renascer e na Verbo da Vida um salário mais alto é mais desejado pelo fato de seus membros, em muitos dos casos, serem comerciantes, empresários, ou pessoas com determinado grau de estudo que têm maiores necessidades e ambições. A igreja prega a riqueza ilimitada, o povo ouve, aceita, mas não alimenta essas expectativas de modo concreto.

Vemos também aqui à importância dada pelos fiéis-consumidores de frequentar os

shopping centers, estes que são os maiores templos de consumo do mundo moderno. Uma

“Caverna de Platão”, poderíamos até dizer, em virtude do seu fetichismo. Quanto aos cinemas, como na maior parte do país, estão localizados nos shopping centers, lugares já apropriados para receber determinado público. Esta mudança de localização dos cinemas começou a se firmar na última década do século passado. Demostrando assim que de alguma forma, as pessoas que frequentam cinemas são consumidoras em um shopping.

140 Além desta necessidade que vem a ser trabalhada pelas organizações religiosas, encontramos em alguns momentos nos discursos dos pastores, repetições de palavras, tais como “alugueis para receber”, “inquilinos” e “dividendos”. Discurso também visto na IURD. Vamos assim ver a importância dada pelos fiéis a este item, podemos dizer assim, nos discursos dos porta-vozes como realização econômica e social. Além de alguma forma de salvação religiosa, aliando a necessidade econômica e social das pessoas às mensagens passadas pelas instituições possuidoras dos bens simbólicos de salvação e prosperidade.

Os temas levantados pelos pastores e líderes religiosos são perfeitamente compreensíveis se olharmos para o lado daqueles que mais necessitam e têm dificuldade de pagar seus aluguéis ou até mesmo uma casa para morar. Nesse contexto, encontramos discursos parecidos dentro das instituições pesquisadas, como se uns fossem para manter os seus inquilinos, as suas posses. Podemos dizer que os discursos estão voltados para um determinado público e para uma determinada localização e realidade social.

Em virtude da posse de capitais dos membros, encontramos informações diferentes nos depoimentos, inclusive da própria denominação. Selecionamos aqui dois depoimentos de membros da Igreja Verbo da Vida: uma funcionária pública do Estado, contratada como prestadora de serviço, e uma professora de educação física, que deixou de trabalhar porque não gostava da profissão e resolveu investir com o marido aposentado em construções para serem alugadas. A primeira, a quem chamaremos de Ana Cláudia (nome fictício), afirma que é pouco importante possuir imóveis para serem alugados porque...

hoje o maior problema da minha vida é o aluguel. Me mudei para outra casa faz menos de um ano. Desde quando eu me casei que moro de aluguel, depois que me separei moro com as minhas duas filhas, mas é desse jeito sempre devendo. Exploram a gente, quando eu fui sair da outra casa queriam que eu pagasse um mês ainda, eu disse que não Sempre é assim. Eu tenho certeza que Deus vai me ajudar a conseguir a minha casa. Peço a ele todas as noites e venho sempre para igreja para orar ao senhor, porque eu seu que ele nunca me abandona. Eu estou na igreja já fazem cinco anos, não consegui ainda, mas às vezes eles me ajudam a pagar, uma vez estava com muitas dívidas, sem emprego e me ajudaram. Tenho fé que vou conseguir

141 Vemos nas palavras desta fiel que sua maior preocupação é adquirir o seu primeiro imóvel e que deposita muita confiança na Igreja. A seguir, a fiel Vania (nome fictício), que está como possuidora de imóveis, também pede à Igreja para continuar sendo abençoada por possuir estes bens e para que eles sejam multiplicados. Esta ex-professora vê no discurso do pastor tamanha prosperidade que afirma que...

Graças ao “Senhor” consegui transformar uma casa que eu tinha em apartamentos. Hoje tenho dois alugados, já cheguei a ter os quatro. Deus vem abençoando eu e minha família. Tenho fé que os outros vão ser alugados e que vamos construir novos apartamentos em algum canto. A pessoa tem que ter fé em Deus e ir para a igreja, porque ela é a única salvação. Quando Jesus voltar, vai vim buscar os que estão na igreja, é o que tem na bíblia. Como também tem que nesta vida devemos aproveitar o que tiver de melhor neste mundo Neste último depoimento confirmamos o pressuposto de que as pessoas não estão mais preocupadas com os padrões de vida e de religiosidade encontradas em tempos passados. As pessoas acreditam que vieram ao mundo para usufruir de tudo que há de melhor nesta vida, assim como acreditam que não nasceram para serem pobres. Isto varia de acordo com a denominação e com o grupo social, já que os que mantêm um alto capital econômico tentam manter e aumentar. Alinhando-se aos discursos específicos de cada instituição, vemos o papel da pequena burguesia, definida Bourdieu, ao querer ser parte da classe mais alta.

Algo que percebemos e que podemos concordar com outros autores, e especialmente Bauman, é que os indivíduos no mundo contemporâneo veem e tratam as outras pessoas como bens de consumo, isto se estendendo até às relações amorosas, no que Bauman (2007) analisa como o amor líquido.

Dentro da perspectiva até aqui analisada, procuramos identificar no discurso de fiéis de diferentes igrejas a sua opinião sobre a importância de se consumir e do que pretendem adquirir no dia a dia, como forma de encontrar alguma diferenciação entre as preferências dos fiéis de cada denominação. Das respostas adquiridas, selecionamos três, cada uma representando uma igreja. Ao ser questionada sobre a importância do consumo em sua vida, a fiel Renaly (nome fictício), de 21 anos, membro da Igreja Verbo da Vida, afirmou que...

Eu sou extremamente consumista, altamente consumista. Todo dia eu compro. Muitas vezes fico com o meu cartão esgotado, não tenho dinheiro para pagar a fatura e peço para meu pai ou minha mãe me ajudar a pagar. Eles não gostam que eu compre tanto, meu pai sempre reclama porque eu gasto demais. Muitas vezes quando eu chego com alguma coisa jogo pela janela do quarto para ele

142 não ver, depois pego. Às vezes eu peço a meu irmão para levar e não dizer a ele. Eu adoro ir para o shopping, mas evito porque caio na tentação de comprar, principalmente sapatos. Também compro colágeno para a pele e vou sempre no salão porque gosto de cuidar de mim, o colágeno é bom para a pele deixa você sempre mais jovem. Agora estou trabalhando graças à Deus, não vou mais ficar pedindo a eles e tenho meu próprio dinheiro para gastar, que realmente eu preciso para comprar o que eu quero.

Entre outras coisas presentes no depoimento desta fiel, vimos o que provavelmente lhe traz mais felicidades neste mundo. Renaly disse que não está mais indo à igreja como antes, mas que não deixa de ir às lojas. Este depoimento comprova a tese de Frei Betto de que os

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