topographie des lesions
G. Évolution à long terme :
V. Les particularités de la chirurgie de la tuberculose :
Ao in co nscie nt e é r eser vad o u m lu ga r d e d estaqu e, segu nd o M ela nie K le in ( 1 927 /1 9 81 ), po is é p o r meio d ele q u e “temo s qu e trab alhar , em p r ime iro lu gar e p r inc ip alm ente , co m o inco n sc iente ” (p . 199 ). E ressalt a : no inco n sc iente, a s cr ia nças não são tão d ifer e nt es d o s ad u lto s. A d ifer e nça a se d estacar é o fato d e qu e, nas cr ia nç as, “o ego aind a não atin giu seu co m p leto d esenvo lv im ento e, p o r tanto , ela s est ão mais so b a i nf lu ência d o seu inco nsc iente” (p . 19 9 ). A p ersp ectiva d o d esen vo lvim ento d a cr ia nça e a imp o r tânc ia d a integr a ção d o eu co mo ob jet ivo ter ap êu tico se ap o iam no eu com o in stâ ncia nece ss ár ia p ara se che gar a e lem e nto s o cu lto s inco nscien t es. I s so p o rqu e, “to mand o o ata lho m ais cu r to p o ssí ve l atr avé s d o ego , d ir igim o - no s em p r ime iro lu gar ao inco nsc iente d a cr ia nça p ar a d e lá irm o s entr and o gr ad u alm ent e em co ntato tam b ém co m o ego ” (KLE IN, 19 3 2 /19 69 , p . 3 6 ).
O analist a, r elata K lein ( 1 93 2 /196 9 ), “não se d ir ige esp ec if icam ente ao e go ( co m o fazem o s ed u cado r es) , mas b u sca ab rir u m cam inho p ar a as o r gan izaçõ es inco nsc ientes d o p siq u ism o , tão d ecisivas p ar a a fo rm ação d o ego ” ( p . 11 1) . À m ed id a q u e se segu e em an álise, o s co n hec ime nto s ad q u ir id o s p ela cr iança, em r e lação ao esclar ecim ento se xu a l e su a p o sição fr e nt e a r ela ção p ar ent al, vão p er mitind o a ela u ma co nd ição maio r d e se ad ap tar e v iv er em so cied ad e. Qu anto ao tr ab alho ana lít ico , co nt inu a Kle in:
Noss o t r ab al h o an al í t i co é cont rári o a t odas as t en dê nci a s d o eg o da cria nça, e é p or i ss o qu e nã o p o demo s, a m e u v er, cont ar co m a aj u da do ego no p ri n cí p i o do t r at a ment o ; a nt es, dev emos p r o cu ra r es t ab el ecer r el a çõ es com o s s i s t emas i n con s ci ent es p ara i r dep oi s, g rad ual ment e, con q ui s t a ndo a col ab ora çã o d o ego (p . 96 ).
É po r meio d a técnic a lú d ic a q u e M elan ie Kle in ( 1 9 32 /1 96 9) co m p r eend e o fu ncio n am ento p síq u ico da cr iança e é p o r es sa m esm a téc nica q u e co nsegu e at ingir o inco ns cient e d e u ma fo rm a m ais d ir et a:
J á vi mos q ue n a an ál i s e i nfant i l o â ngu l o de ab or d ag e m d ev e s er di ferent e do e mp rega do na a nál i s e de a dul t os .
To ma nd o-s e o at al ho mai s curt o p os sí v el at ra vés do ego , di ri gi mo- nos em pri mei r o l u gar a o i n co ns ci e nt e da cri anç a p ar a de l á i r mos ent ra ndo g radu al men t e em con t at o t a mb ém co m o ego (p . 36).
Des sa m a ne ira, o inco ns cie nt e, se nd o a fu nd am ent ação d es sa p r ática, b em co mo a trans fer ênc ia e a int er p r etação , “tais são o s m eio s d e estab e lecer e ma nt er u ma situ ação a na lít ica co rr eta, tanto p ara a cr ian ça qu anto p ara o ad u lto ” (KLE IN, 19 32 /19 69, p . 3 7 ) .
Po r ou tro lad o, a d esp eito d e co lo car em e vid ê ncia to d a u ma p er sp ectiva ana lít ica em seu tr ab alho , M ela nie Kle in ( 1 93 2 /196 9 ) co nsid er a co mo r esu ltad o do tr atame nt o o for tale cim ento d o ego d a cr iança: “o estab elec imento d a r elação da cr iança co m a r ealid ad e e o fo r talec imen to d e seu ego só se ver if ica m gr ad u alme nt e, e co nst itu i o r esu ltad o , não a co nd ição p r évia, do tr ab alho ana lít ico ” (p . 52 ) .
Des sa man eir a, o inco nscie nte, s end o o fu nd amento d esse tratam ento , b em co mo a tr ansferê ncia e a int erp r etação , estam o s fa la nd o d e u ma técn ica a nalít ica q u e tam b ém tr az a p rer ro gat iva d e q u e o ana list a se ab stenha d e q u alqu er med id a o u in flu ênc ia p ed agó gica so b r e a cr iança.
No p er cu r so teó r ico r ealizad o po r M ela nie K lein, n ão po d emo s no s fu r tar em r eco nhecer em seu tr ab alho a d im ens ão d o inco n sc iente e seu s ef eito s. No ent anto , o r elato d o caso d o me nino Fr itz, no ano d e 1 921 , no s d á mar g em p ar a co ns id erar su a p r átic a vo ltad a p ar a u m viés d e ad ap tação ao so cial. A leitu ra d esse caso no s co nc ed e inter p r etá - lo , po r meio d o s r ec u r so s u tilizad o s p ar a o pr o sse gu im e nto d o caso , co mo u ma p r ática cu jo o b jetivo ter ap êu tico se anco r av a na ad ap tação d este ao so cial. Desse m o d o, p ar ece- no s ha ver u m p r imeir o mo mento na técn ica d e M elan ie K lein q u e no s p o ssib ilit a c o ns id er ar su a p r ática so b u ma p er sp ectiva ad ap tacio n ist a, d esco n sid er and o o elem ento p u lsio nal no sinto ma.
Aind a no q u e co ncer ne ao inco nsciente em M elanie Kle in, Lau r en t ( 1995 ) no s d iz q u e “ela d ese nvo lv eu cad a vez m a is su a co nc ep ção d e fant asia co mo co nteú d o pr imár io d o inco nsc iente, a p o nto d e p o d er mo s d izer q u e, p ar a ela, o inco nsc iente se estr u tu rava co mo u ma fant as ia” (p .
57 ) . As fantas ia s fu nd amentais “o p er am neste além fant asíst ico , qu e pod er ia ser a d ef inição do inco nscie nte kle iniano ” ( AM P, 1 9 96 , p . 128 ). As s im , o s p r ime iro s co n flito s, p ro du to da o p o sição e ntre a s p u lsõ es d e vid a e d e m o r te, têm co mo ob jet ivo ana lítico co nd u zir o su je ito a u ma r ealização p le na co m o ob jeto . Desse mo do , “a lingu agem d o inco nsc iente é d ed u zid a d essa r elação d e ob jeto co nc eb id a co m o r elação d e co mp letu d e im agin ár ia” ( p . 122 ). Co m o co nseq u ência, m esmo a int er p r etação vis and o à p u lsão , na te o r ia k le inian a, tem - se co mo lingu a gem d o inco nsciente a r ep aração da r elação d e o b jeto visa nd o su a co m p letu d e. E ssa so lu ção ter ap êu tic a, co mo r eso lu ção do t r atamento , se d istanc ia d a p rática p sicana lít ica q u e se anco ra na p er sp ectiv a d a fa lt a d o ob jeto , e não em su a co mp letu d e.