• Aucun résultat trouvé

Le Parlement, entre le roi de France et le pape

Recursos Familiares Crise Natural + Reorganização Familiar + Crise Acidental Satisfação Familiar POMS ELOT-PT Bem-Estar da Jovem Grávida/ Puérpera

Quadro n.º 7 – Conceptualização e operacionalização da investigação

Questionário Demográfico

Vários elementos agrupados, sensivelmente, da forma abaixo indicada, nortearam a construção deste questionário (ver Anexo A):

1. Data de nascimento, etnia, nacionalidade, estado civil;

2. Semanas de gravidez/ tempo de puerpério; número de filhos (para controlo da amostra/ eventualidade de puerpério gemelar); planeamento da gravidez e seus motivos;

3. Habilitações literárias, ocupação actual e planos futuros;

4. Pessoas com quem vive; constelação familiar alargada (sua e do pai da criança); caracterização do relacionamento mantido;

5. Discriminação e avaliação do grau de satisfação com os apoios recebidos; 6. Sinalização de alguns acontecimentos de vida stressantes, ocorridos no último ano (In Pereira, 2001).

F-Copes – Escalas de Avaliação Pessoal Orientadas para a Crise Familiar

Do original Family Copes de McCubbin, Olson e Larsen, 1981, utilizámos a tradução de Vaz Serra, Firmino, Ramalheira e Canavarro, 1990, adaptada pela Faculdade

em Anexo A

Trata-se de uma escala de avaliação pessoal orientada para a crise em família que inventaria atitudes e comportamentos familiares de resolução de problemas como

resposta a dificuldades ou problemas. Criada por McCubbin, Olson e Larsen, em 1981, e

desenhada segundo as dimensões de coping do Modelo ABCX–Duplo é constituída por 29 itens (tendo um 30.º, por cotar em mais do que um factor, sido excluído) e foca os dois níveis de interacção patentes no modelo:

1). Do indivíduo para o sistema familiar (ou a forma como a família, internamente, lida com as dificuldade e problemas);

2). Da família para o ambiente social envolvente (forma como a família lida com os problemas e exigências fora das suas fronteiras, mas que afectam a sua unidade e os seus membros).

O modelo pressupõe que quanto maior o número de comportamentos de coping baseados nos dois níveis de interacção, maior o sucesso familiar na adaptação a situações

de stresse.

Inclui itens como, por exemplo, “procuramos informações e conselhos de outras famílias que passaram por problemas semelhante” ou “definimos o problema familiar de uma forma mais positiva de maneira a que não nos sintamos demasiado desencorajados”, face aos quais o sujeito se deverá posicionar, numa escala de tipo Likert de cinco pontos, desde o “discordo muito”, “discordo moderadamente”, “não concordo nem discordo”, “concordo moderadamente” ao “concordo muito”.

É constituída pelas seguintes escalas: escala de procura de suporte na família,

amigos e companheiro; escala de procura de suporte de vizinhos; escala de procura de suporte espiritual (envolvimento em actividades religiosas como estratégia de resolução

de problemas); escala de reenquadramento (avaliação dos problemas e da capacidade para os resolver); escala de avaliação passiva; percepção global da capacidade familiar

de resolução de problemas.

A consistência interna da versão por nós utilizada (apresentando alfas de Cronbach entre .64 e .85) é próxima da da nossa amostra (que oscilou entre .64 e .78), embora apresente valores sensivelmente mais elevados: encontrámos, para a escala total, um alfa de .85 (sendo o da versão dos autores de .86), convertido, considerando as cinco dimensões, em .65. Para as diversas sub-escalas foram encontrados os seguintes resultados

discriminados no Anexo B): escala de procura de suporte na família, amigos e companheiro: .75 (versão dos autores: .80); escala de procura de suporte de vizinhos: .78 (versão dos autores: .81); escala de procura de suporte espiritual: .72 (versão dos autores: .85); escala de reenquadramento: .69 (versão dos autores: .71); escala de avaliação passiva: .64 (consistência interna idêntica à da versão utilizada). Concluímos, assim, que a nossa amostra apresenta boas qualidades psicométricas.

Escala de Recursos Familiares

Criada por D. H. Olson, A. S. Larsen e H. I. McCubbin em 1982, utilizámos a versão portuguesa de A. Vaz Serra, H. Firmino, C. Ramalheira e M. C. Sousa Canavarro (1990) – ver Anexo A.

Permite avaliar os recursos internos do sistema familiar (capacidade que a família tem para prevenir situações indutoras de stresse, que possam descompensar o sistema), tal como percepcionados pelo indivíduo.

Constituída por 12 itens, estes serão avaliados numa escala de tipo Likert de um (“discordo muito”) a cinco (“concordo muito”). Quanto maior a pontuação atingida, melhores serão os recursos familiares, na óptica do indivíduo.

Os autores confirmaram existir, igualmente, uma relação positiva entre recursos internos da família e saúde mental dos seus membros. A escala permite avaliar duas dimensões distintas, atributos fortes atribuídos a estes sistemas (strenghts): orgulho

familiar (que engloba atributos como abertura, diálogo, confiança, lealdade, crenças e

valores, respeito e orgulho familiar - sete itens) e entendimento familiar (ou sentido de competência relativo à capacidade para se relacionarem, cumprirem tarefas e lidarem com dificuldades - cinco itens).

Globalmente, permite percepcionar a capacidade que a família tem para prevenir situações indutoras de stresse que possam descompensar o seu sistema (Tribuna e Relvas,

2002). Aos itens negativos (2, 4, 6, 7, 11), deduzir-se-á uma constante de 30 e o seu valor será adicionado à soma dos restantes, obtendo-se, não só, este valor global, como a discriminação entre as duas dimensões – orgulho e entendimento familiares.

Os valores da consistência interna apresentados pelos autores são de .83 no alfa de Cronbach relativo à escala total e, no que concerne às sub-escalas, de .88 para a de

apesar da escala total apresentar valores de consistência interna aceitáveis – .67 (próximas de .70, como defende Cronbach) – encontrámos uma covariação negativa entre as duas dimensões da escala, o que viola o próprio modelo de validade. Tendo obtido valores de consistência interna muito baixos na sub-escala de entendimento familiar (alfa de cronbach na ordem de .39), e elevados na de orgulho familiar (α=.90), em virtude da validade

apresentada pela escala total, optámos por considerar, apenas, os resultados que se referiam às duas últimas variáveis (escala total e sub-escala de orgulho familiar). O estudo psicométrico realizado consta do Anexo B, à semelhança do das outras escalas.

Escala de Satisfação Familiar

Criada por D. H. Olson e M. Wilson, em 1982, utilizámos a versão portuguesa de A. Vaz Serra, H. Firmino, C. Ramalheira e M. C. Sousa Canavarro (1990) – constante no Anexo A.

Escala de autopreenchimento que permite avaliar a percepção da satisfação do indivíduo relativamente às dimensões Coesão (ligação emocional: coligações; separações; espaço; amigos; limites e fronteiras – 8 itens) e Adaptabilidade (flexibilidade: assertividade; controlo; disciplina; regras; capacidade de diálogo; capacidade crítica e de resolução de problemas; o apoio no trabalho doméstico e a clareza nas atitudes – 6 itens) familiares.

Os seus catorze itens são cotados numa escala que varia entre um (“insatisfeito”) e cinco (“extremamente satisfeito”), sendo que, quanto maior o valor obtido, maior é o

nível de satisfação familiar do indivíduo (valor total).

Na versão original, os autores encontraram um valor de alfa de cronbach de .92, tendo nós, na nossa amostra, obtido um valor de .93. Na sub-escala de coesão obtivemos um α=.86 (sendo o valor original de .85) e na de adaptabilidade de .88 (correspondendo a

.84 o da versão original). Os dados estatísticos referentes ao estudo da validade deste questionário constam do Anexo B.

POMS – Perfil de estados de humor

O Perfil dos Estados de Humor (POMS) engloba, na sua versão reduzida, 30 dos 65 itens da versão original, tendo, na versão portuguesa, 36 itens. É frequentemente utilizado por descrever, com a validade e fidelidade atribuída à sua primeira versão e maior facilidade de aplicação, o estado subjectivo de humor. Apresenta, numa escala de 5 pontos de tipo Likert (de 0, “nada” a 4, “Extremamente”), seis dimensões de humor subjectivo:

1. Tensão-Ansiedade – reflete a elevada tensão esqueleto-muscular;

2. Depressão-Melancolia – estado de humor depressivo e sensação de

incapacidade pessoal e futilidade;

3. Irritação-Hostilidade – estado de humor de irritação e hostilidade face aos

outros, rebeldia e mau temperamento;

4. Vigor-Actividade – estado de vigor psíquico, exuberância e de elevada

energia;

5. Fadiga-Inércia – humor de inércia, fadiga e baixo nível de energia;

6. Confusão-Desorientação – humor caracterizado pela confusão e falta de

clareza mental.

Cada escala é composta por adjectivos. Após se recolherem os dados, poder-se-á construir um perfil do estado emocional geral e a medida da perturbação emocional total do indivíduo – adicionando os factores negativos da POMS, subtraindo a pontuação do factor vigor (o único positivo) e adicionando, no final, a constante 100 ao valor obtido, que permitirá a obtenção de um índice de perturbação emocional positivo.

Os valores referentes à validade interna das diversas sub-escalas foram os seguintes para a nossa amostra e para a versão adaptada utilizada: Sub-escala de Tensão- Ansiedade: .73 (versão dos autores: .75); Sub-escala de Depressão-Melancolia: .89 (versão dos autores: .88); Sub-escala de Irritação-Hostilidade: .85 (versão dos autores: .85); Sub- escala de Vigor-Actividade: .86 (versão dos autores: .88); Sub-escala de Fadiga-Inércia: .86 (versão dos autores: .91); Sub-escala de Confusão-Desorientação: 69. (versão dos autores: .72). Para a escala total encontrámos uma alfa de cronbach de .88. Todos estes valores, acima de .70 atestam a boa consistência interna da escala. Este estudo pormenorizado consta do Anexo B.

D’Zurilla, 1997, utilizámos a versão portuguesa de F. Perloiro (2002b) – Constante em Anexo A.

O Teste de Orientação Prolongada de Vida pretende medir o optimismo e pessimismo enquanto expectativas positivas ou negativas generalizadas face ao futuro. Foi criado pelos autores Chang, Maydeu-Olivares e D’Zurilla, 1997, através da junção de alguns itens dos questionários LOT (Life Orientation Test) e LOT-R (LOT revisto) de Scheier e Carver, 1985, e OPS (Optimism, Pessimism Scale) de Dember et al., 1989 e foi traduzido e adaptado para a população portuguesa por Perloiro, 2002b.

Composto por 20 itens, estes avaliam duas dimensões (cujo resultado final se obtém somando os respectivos itens): seis deles, constituem a sub-escala de optimismo (itens 3, 6, 8, 11, 15 e 19); sete itens, a sub-escala de pessimismo (itens 2, 4, 5, 10, 12, 14, 16, 18 e 20) e os restantes cinco são de preenchimento, ou “filler itens” (itens 1, 7, 9, 13 e 17). A título ilustrativo, poderemos salientar os itens 11 “quando faço algo de novo, espero geralmente ser bem sucedido” (optimismo) e 12 “as coisas nunca correm da forma como eu quero” (pessimismo). As respostas surgem numa escala de Likert de cinco pontos, em que 1 corresponde a “discordo fortemente”; 2 a “discordo”; 3 a “neutro”; 4 a “concordo” e 5 a “concordo fortemente”.

O estudo realizado por Perloiro (2002a) parece indicar que optimismo e pessimismo são dois conceitos distintos, embora fortemente correlacionados, não opostos e que se relacionam com uma variável de segunda ordem a que designa de “orientação face à vida”.

Relativamente à sua consistência interna, a autora (Perloiro, 2002b) encontrou um alfa de cronbach de .68 para a sub-escala de optimismo e de .83 para a de pessimismo (recorda-se, dotado de mais três itens) - uma tendência que também se verifica na versão americana - considerando-a boa, na sua globalidade - o que reforça com o facto de se tratar de uma primeira versão. Contrastada com a Escala de Optimismo de Barros de Oliveira (1998), esta apresenta uma correlação positiva significativa (α=.65; p<.001) com a sub-

escala de optimismo do ELOT-PT (Ibidem). O facto da primeira não comportar uma medida de pessimismo conduziu-nos à selecção do ELOT-PT como instrumento de avaliação.

Na nossa amostra foram encontrados os seguintes resultados, na análise da sua consistência interna: para a escala total, um α=.78; para a sub-escala de optimismo, um

α=.71 (superior em .03 à da versão utilizada) e para a sub-escala de pessimismo, um α=.80

(inferior em .03).

Técnica de Recolha de Dados

Procedimento

O protocolo de investigação (constituído pelo conjunto de instrumentos seleccionado: recolha demográfica e respectivos questionários – Anexo A) foi apresentado nos diversos locais seleccionados, juntamente com duas cartas de apresentação do estudo – uma para os responsáveis contactados, outra para as participantes que aceitassem colaborar, colocada a encabeçar o material apresentado – em anexo C e D, respectivamente. Após um esclarecimento oral sucinto, dos objectivos da investigação e do material em causa, disponibilizava-se ajuda para qualquer esclarecimento suplementar e procedia-se ao preenchimento dos questionários.

Tratamento de Dados

Procedimentos de estatística descritiva, para análise quantitativa dos dados, utilizando o programa S.P.S.S. (Social Package for Social Sciences) 12.0 para Windows.