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Parent Hamiltonian of a TNS

Dans le document Correlation length in random MPS and PEPS (Page 36-41)

No momento em que as receitas totais igualam-se aos custos totais temos o ponto de equilíbrio ou ponto de ruptura. Representa, segundo Bornia (2002), o nível de vendas em que o lucro é nulo. Leone (2000) também afirma que no ponto de equilíbrio o lucro é zero, momento em que os custos se igualam às receitas. De acordo com Warren, Reeve e Fess (2001), o ponto de equilíbrio pode ser entendido como o nível de operações onde uma empresa não tem lucro nem prejuízo, onde suas receitas e custos são exatamente iguais.

Wernke (2000) revela que o ponto de equilíbrio é um dos conceitos da Contabilidade Gerencial que pode ser aplicado a qualquer tipo de empresa, independentemente do porte, que está voltado para o suporte às suas necessidades informativas de curto prazo.

Bornia (2002) indica as expressões por meio das quais o ponto de equilíbrio pode ser calculado tanto em número de unidades físicas quanto em unidades monetárias. O autor apresenta também uma fórmula para o cálculo da razão de contribuição que representa, em termos percentuais, a parte das vendas que cobrirá os custos fixos e originará o lucro.

PECQ = CF ÷ mc RC = mc ÷ p

PECQ = ponto de equilíbrio em unidades físicas;

PEC$ = ponto de equilíbrio em unidades monetárias;

RC = razão de contribuição; CF = custo fixo;

mc = margem de contribuição unitária; p = preço de venda.

Graficamente, o ponto de equilíbrio pode ser representado por coordenadas cartesianas, conforme demonstrado por Bornia (2002)

Gráfico 1: ponto de equilíbrio $ Receita = p x Q . Custos = CF + cv x Q PE$ CF PEQ Quantidade (Q) Fonte: Bornia (2002, p. 75)

O ponto de equilíbrio assim apresentado é denominado de Ponto de Equilíbrio Contábil (PEC) e, segundo Perez Jr., Oliveira e Costa (2001), ocorre no nível de produção e vendas em que o Lucro Líquido do Exercício é igual a zero, ou seja, representa o volume de vendas necessário para cobrir “todos” os custos e no qual o lucro é nulo.

O Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE), de acordo com Perez Jr., Oliveira e Costa (2001) ocorre no nível de produção e vendas em que o Lucro Líquido do Exercício é predeterminado, ou seja, um lucro mínimo é estipulado pelo investidor. Bruni e Famá (2002) alegam que o ponto de equilíbrio econômico representa o volume de vendas que a empresa deve alcançar para poder cobrir a remuneração mínima do capital próprio nela investido, também denominado custo de oportunidade.

Adaptando as expressões utilizadas para o ponto de equilíbrio contábil temos:

PEEQ = (CF + L) ÷ mc RC = mc ÷ p

PEE$ = (CF + L) ÷ RC ou PEE$ = PECQ x p

PEEQ = ponto de equilíbrio em unidades físicas;

PEE$ = ponto de equilíbrio em unidades monetárias;

RC = razão de contribuição; CF = custo fixo;

L = Lucro desejado (custo de oportunidade ou remuneração do capital próprio) mc = margem de contribuição unitária;

p = preço de venda.

O Ponto de Equilíbrio Financeiro (PEF) é definido por Bruni e Famá (2002) como sendo a quantidade de vendas que iguala a receita total com a soma dos gastos que representam desembolso financeiro para a empresa. Devem ser excluídos do montante dos custos fixos aqueles relativos a depreciações, amortizações ou exaustões, uma vez que estes não representam desembolsos para empresa. Para Perez Jr., Oliveira e Costa (2001), o ponto de equilíbrio financeiro representa o volume de produção e vendas em que o saldo de caixa é igual a zero. Adaptando as expressões já utilizadas teríamos o seguinte:

PEFQ = (CF – CND) ÷ mc RC = mc ÷ p

PEF$ = (CF – CND) ÷ RC ou PEF$ = PECQ x p

PEFQ = ponto de equilíbrio em unidades físicas;

PEF$ = ponto de equilíbrio em unidades monetárias;

RC = razão de contribuição; CF = custo fixo;

CND = Custos fixos não desembolsáveis mc = margem de contribuição unitária; p = preço de venda.

Segundo Bornia (2002), os três pontos de equilíbrio podem ser muito úteis para um bom gerenciamento da empresa. O ponto de equilíbrio financeiro revela qual deve ser o volume de vendas para que empresa não fique sem dinheiro e tenha que lançar mão de empréstimos, o que prejudicaria ainda mais os lucros. Já o ponto de equilíbrio econômico revela qual a rentabilidade real proporcionada pela empresa, que pode ser comparada com outras opções de investimento e confirmar ou não se a escolha foi acertada.

Santos, J. (1990, p. 155) apresenta algumas aplicações do ponto de equilíbrio nas decisões empresariais voltadas a:

a) alteração do mix de vendas, tendo em vista o comportamento do mercado;

b) alteração de políticas de vendas com relação a lançamentos de novos produtos;

c) definição do mix de produtos, do nível de produção e preço de produto;

d) dar solução a muitas perguntas que exigem respostas rápidas, tais como: quantas unidades de produtos devem ser vendidas para se obter determinado montante de lucro? Que acontecerá com o lucro se o preço aumentar ou diminuir? Que acontecerá com o ponto de equilíbrio se determinada matéria-prima aumentar 20% e não tiver condições de ser repassada aos preços dos produtos?

e) avaliação de desempenho através da análise da margem de contribuição de cada produto;

f) planejamento e controle de vendas e de resultado, etc.

De acordo com Martins (2000), a metodologia do ponto de equilíbrio funciona muito bem para empresas que produzem um único produto. Nos casos de empresas multiprodutoras torna-se impossível o cálculo de um ponto de equilíbrio global, uma vez que os vários produtos fabricados, em geral, fazem uso dos mesmos custos fixos, que não podem ser atribuídos a nenhum produto em particular.

Segundo Bornia (2002), o que pode ser feito é proceder à uma comparação das razões de contribuição de cada produto e com sua participação nas vendas para se ter uma idéia da contribuição de cada um deles com a rentabilidade e alta participação nas vendas. A figura abaixo classifica os produtos segundo sua rentabilidade e sua participação nas vendas:

Figura 3: classificação dos produtos segundo sua rentabilidade e sua participação nas vendas e ações a serem tomadas

Fonte: Bornia (2002, p. 82)

O autor tece os seguintes comentários acerca da classificação dos produtos proposta na figura 3:

Produtos com alta rentabilidade e alta participação nas vendas (quadrante I) são os melhores para a empresa. Produtos com baixa rentabilidade e alta participação nas vendas (quadrante II) sugerem ações para o aumento da margem de contribuição, como a redução de custos diretos. Os produtos com baixa rentabilidade e baixa participação nas vendas (quadrante III) encontram-se em uma situação desconfortável. Para os produtos com alta rentabilidade e baixa participação nas vendas (quadrante IV), ações para o aumento das vendas podem ser mais interessantes. (BORNIA, 2002, p. 82)

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