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Param`etres de Denavit-Hartenberg du manipulateur isotrope

CHAPITRE 4 MANIPULATEUR S ´ ERIEL 6R SPH ´ ERIQUE ISOTROPE POUR TOUTE

4.4 Manipulateur 6R sph´erique isotrope pour toute orientation de son effecteur

4.4.2 Param`etres de Denavit-Hartenberg du manipulateur isotrope

Estudo de Caso é uma categoria de pesquisa cujo objeto é uma unidade que se analisa profundamente. Segundo Triviños (1987), entre os tipos de pesquisa qualitativa característicos, talvez o Estudo de Caso seja um dos mais relevantes. Estas características são dadas por duas circunstâncias principais. A primeira a natureza e abrangência da unidade e a segunda pelos suportes teóricos que servem de orientação em seu trabalho ao investigador.

A Instituição escolhida para a pesquisa é uma Fundação, sem fins lucrativos, que visa desenvolver trabalhos voltados para a prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer. Trata-se da Fundação Antonio Jorge Dino, mantenedora do Instituto Maranhense de Oncologia Aldenora Bello, na cidade de São Luis – MA.

A história desta Fundação teve início em 1966, quando a Sra. Enide Jorge Dino, hoje a presidente da referida Instituição, foi convidada pela a então presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer, Sra. Helena de Moraes Correa, para ser sua sucessora. Após ponderar que tinha todas as condições que o cargo exigia: saúde, disposição, juventude e posição social, Sra. Enide decidiu aceitar o desafio. Algum tempo depois, o Dr. Pedro Neiva de Santana, então presidente da Liga Maranhense de Combate ao Câncer daquele Estado, responsável pela manutenção de um pequeno Hospital, composto de um consultório médico, uma sala de raio-X e uma sala para voluntários, procurou o médico Dr. Antonio Jorge Dino, marido da Sra. Enide, e o convidou para aceitar a presidência da referida Liga. Com sua esposa no comando da Rede Feminina, foi impossível negar tal compromisso.

A primeira providência do Dr. Dino, foi reunir o Conselho Diretor da Liga e sugerir o próprio nome para diretor do Hospital, visto que o referido cargo, de acordo com os estatutos da Liga, era remunerado, e levando em conta que não havia recursos para manter um diretor, ele

próprio seria o responsável pelo Hospital, sem nenhum tipo de remuneração, tornando-se um voluntário daquela Unidade de Saúde.

Com o Dr. Antonio Jorge Dino na presidência da Liga e Sra. Enide Jorge Dino na direção da Rede, deu-se início a uma campanha para a aquisição da primeira Unidade de Cobalto, do então Hospital Aldenora Bello, que recebia este nome em homenagem à esposa do Governador do Estado, que doou o primeiro terreno onde foi construída a pequena instituição de combate ao Câncer do Maranhão.

A luta foi árdua, pois além de adquirir a Bomba de Cobalto, havia a necessidade da construção de um local adequado, de acordo com as normas de segurança, para abrigar o referido equipamento radioativo. Não foram poucas as vezes que o médico e sua esposa buscaram ajuda no comércio local para pagar os honorários daqueles envolvidos na construção do novo pavilhão, e quando não conseguiam dinheiro em espécie, adquiriam mantimentos confiados e pagavam os funcionários, não com dinheiro mas através de bens de consumo de primeira necessidade.

Foram muitas as campanhas realizadas na cidade para recolher dinheiro. Faziam pedágios nos semáforos, promoviam festivais de chope, livros de receitas, e tantas outras opções que pudessem ser transformadas em dinheiro. Sra. Enide promovia festas, com sorteios e bingos, onde uma das atrações era uma menina, filha de um amigo de infância do Dr. Dino, que tocava piston e era dona de uma bela voz, tratava-se da cantora Alcione Nazaré, que iniciava seus primeiros passos em direção à fama.

No início dos anos 70 já haviam angariado dinheiro suficiente para pagar a primeira prestação da Bomba de Cobalto, que era adquirida diretamente da Holanda. A pastilha que continha a radioatividade, vinha acondicionada num contêiner, cujo aluguel em dólar era caríssimo, pago por dia até o retorno do contêiner vazio ao porto de origem..

Entretanto, se fosse paga a primeira parcela do equipamento, não haveria dinheiro para finalizar a construção do pavilhão que deveria abrigar a Bomba. Sra. Enide resolveu

conversar com o Governador do Estado que prontamente concordou em pagar a entrada do aparelho, o que fez a Presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer, liberar o dinheiro arrecadado até o momento para continuar as obras. Mas ocorreu um detalhe não discutido anteriormente, o valor da primeira prestação da Bomba de Cobalto, e o Governador doou uma quantia muito aquém do real preço da entrada, fazendo com que tudo voltasse ao começo, pois o dinheiro já havia sido empregado na continuação da construção da sala especial.

Após tantas campanhas para arrecadação de verba, em 1975, o primeiro equipamento de tratamento de câncer, chegou ao Maranhão e teve que ficar quase um ano guardado no Porto do Itaqui, pois o pavilhão , no Hospital Aldenora Bello, continuava em construção. Em março de 1976, finalmente, a Bomba de Cobalto é instalada no Hospital.

Quatro meses depois, em 18 de julho de 1976, vítima de parada cardíaca, falece o grande mentor da história da luta contra o câncer no Maranhão, o médico, idealista, Dr. Antonio Jorge Dino. Era véspera da abertura do primeiro Congresso de Câncer do Estado, que foi organizado e seria presidido pelo notável médico. O Congresso foi cancelado.

Frente a tanta dor, Sra. Enide, três dias após o falecimento do marido, se viu obrigada a tomar frente de uma situação bastante inesperada, pois a luta da família Dino era voltada para o trabalho voluntário, onde nunca faltaria atendimento a quem quer que busque os cuidados do Hospital Aldenora Bello, no entanto, com o desaparecimento do seu diretor, não faltou quem tomasse a iniciativa de fazer do Hospital uma organização com fins lucrativos. Imediatamente, Sra. Enide, com a ajuda dos médicos do Hospital e do vice-presidente da Liga Maranhense de Combate ao Câncer, elegeram para dirigir aquela Unidade de Saúde, uma jovem seguidora das idéias de seu mestre, Dra. Sonia Matos.

No entanto, a médica alertou para a importância de estar à frente dos trabalhos, um oncologista, e desta maneira foi eleito o Dr. Osmarino Macatrão Costa, jovem oncologista no início de carreira, para liderar as atividades do Hospital Aldenora Bello, juntamente com um administrador ex-militar, amigo do Dr. Dino, Sr. Edgar Barros.

Além disso, logo após ter assegurado a administração do hospital, Sra. Enide, apoiada pelos demais membros, fundiu a Liga com a Rede e criou, em dezembro de 1976, a Fundação Antonio Jorge Dino, instituição filantrópica para combater o câncer no Estado do Maranhão. Começou então uma luta que já dura 40 anos. Sra. Enide, que só cursou até o primeiro grau, liderou uma Fundação, a qual preside até hoje, com a responsabilidade de construir um hospital de médio porte, que atendesse a grande demanda para o combate da doença no Estado.

A Fundação lutou com muita dificuldade. Eram campanhas e mais campanhas para angariar fundos para a construção do Hospital. Naquela época ainda não existia o Sistema Único de Saúde - SUS. Não havia pacientes particulares ou convênios de qualquer natureza. Todos os clientes eram do então Instituto Nacional de Previdência Social - INPS ou considerados como indigentes, pelos quais não se recebia nenhum tipo de reembolso ao final do tratamento. Os custos dos atendimentos dos pacientes conveniados do INPS eram repassados para a Fundação, três meses depois, o que representava, com uma inflação de 100% ao mês, um verdadeiro caos. Nem os especialistas conseguem desvendar tanto mistério, pois apesar de trabalhar sempre com sua contabilidade no vermelho, a Fundação Antonio Jorge Dino, mantém o Hospital pronto para atender a todos que dele necessitem, até hoje.

Mas, no início dos anos 80, as prestações da Bomba de Cobalto começaram a atrasar. Sra. Enide foi à Brasília e através de um deputado, que alegou junto a Câmara, que o Brasil não podia construir um prédio para a instalação do Banco Central, onde se gastavam milhões de cruzeiros somente com os vidros Ray-ban, enquanto no Maranhão, o único Hospital do Câncer, estava prestes a perder sua Unidade de Cobalto. Com este discurso, o Deputado Edson Vidigal conseguiu reverter a situação: as prestações foram saldadas pelo governo brasileiro e a Bomba de Cobalto doada ao Hospital Aldenora Bello.

No entanto, não era somente em relação ao pagamento das prestações do equipamento que a Fundação tinha problemas, também os médicos e funcionários estavam com os honorários e salários atrasados e ameaçavam entrar em greve. Foi graças a uma iniciativa da

Câmara dos Deputados Estaduais, que a Fundação recebeu uma doação em dinheiro e quitou os compromissos em atraso.

Em 1985, com a chegada de José Sarney à Presidência da República, Sra. Enide marcou uma audiência, ocasião em que teve a palavra do Chefe da Nação, que o Maranhão teria um Hospital para prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer, nos padrões que sonhara seu amigo Jorge Dino. E assim, no dia 09 de abril de 1989, foi inaugurado o novo Hospital Aldenora Bello, que dispõe de 180 leitos, distribuídos em ambulatórios, clínica médica, clínica cirúrgica, pediatria, UTI, além de um centro cirúrgico com sete salas de cirurgias, unidade de quimioterapia, unidade de radioterapia, acelerador linear, unidade de exames de imagem, apartamentos e todas os departamentos administrativos e operacionais necessários para um hospital desse porte. Conta com profissionais especializados, tanto da área médica quanto das demais áreas correlatas para um tratamento eficiente e humanizado.

Desde sua fundação até inicio dos anos 90, o Hospital esteve sob o comando de uma administração do estilo clássico. Em março de 1990, após nova crise financeira e dificuldades para o pagamento dos funcionários, a Fundação Antonio Jorge Dino elegeu como nova diretora geral, a filha do seu patrono, Dra. Célia Jorge Dino, jovem médica, patologista, que optou por uma administração mais flexível, convidando profissionais adeptos à gestão participativa para ocuparem os cargos de diretor médico e diretor administrativo.

A partir de setembro de 1996 o Hospital Aldenora Bello foi denominado como Instituto Maranhense de Oncologia Aldenora Bello - IMOAB, e já passou por ampliações e adaptações tanto físicas como administrativas e continua sendo um Hospital de referência para o tratamento das neoplasias no Estado do Maranhão.

A Fundação Antonio Jorge Dino, que ainda hoje conta com o trabalho incansável da reconhecida guerreira Sra. Enide Jorge Dino, suas filhas e um núcleo de voluntárias, é responsável por várias unidades de serviços prestados à comunidade maranhense, em prol do combate ao câncer. Além do Hospital, existem: a Casa de Apoio Erosilda Mota, que hospeda

pacientes carentes, a maioria com câncer de colo uterino, em tratamento ambulatorial no IMOAB, procedentes do interior do Estado; Casa de Apoio Criança Feliz, destinada a hospedar crianças e adolescentes com câncer, vindas do interior do Estado, em tratamento ambulatorial no IMOAB que contam com assistência pedagógica, psicológica e brinquedoteca. Todas as crianças são acompanhadas pelos pais ou responsáveis; Consultório Móvel, composto por uma unidade ambulatorial móvel, utilizada nas campanhas de prevenção de câncer, em especial o de colo uterino. Vai aos povoados mais distantes e carentes da Ilha de São Luis e realiza exames na população que nunca teve acesso à medicina primária.

São 40 anos de trabalho voluntário e muita dedicação. São dias e noites de resignação e responsabilidade dedicadas, por uma família, a uma causa nobre e digna de todo reconhecimento, principalmente por parte da comunidade maranhense que, por iniciativa da câmara de vereadores, instituiu o dia 23 de maio, data de nascimento do Dr. Antonio Jorge Dino, como dia municipal de combate ao câncer.

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