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Param´etrage des r´eformes

4. Recherche d’une r´eforme optimale

4.1. Param´etrage des r´eformes

A Internet é uma ferramenta importante não somente para as mães, mas para os empreendedores que estão iniciando nessa seara. É uma ferramenta que comunica o negócio e isso é fundamental. A presença virtual é primordial. (VALÉRIA ALMEIDA)

O Comércio Eletrônico tem se apresentado uma tendência ao empreendedorismo em geral. Ele é consequência do mundo globalizado, sem fronteiras. As entrevistadas afirmam que o CE é fundamental para tornar o seu negócio viável ao facilitar a sua vida e proporcionar a flexibilidade de horários em virtude da rotina com os filhos. Todos se beneficiam ao utilizar esse meio de vendas: a família, os clientes, a sociedade.

Os meios eletrônicos mais utilizados são pelas mães empreendedoras são:

Sites – Nem todas fazem uso, pois o custo da criação de um site ainda é elevado para quem está iniciando um negócio. Entretanto, aqueles que o utilizam ressaltam a sua importância, afinal de contas é a vitrine virtual de sua loja. Apresenta facilidades de pagamento e comodidade aos clientes. O aspecto negativo é a necessidade de investimentos em marketing digital para deixá-lo nas primeiras colocações nos sites de busca para captar mais clientes.

Blogs – Normalmente é utilizado pelas mães empreendedoras como indexador do site. Apresentam conteúdo informativo para agregar valor ao produto que está disponível para comercialização nos sites.

Whatsapp – Tornou-se um canal de venda de alta relevância. As mães entrevistadas informaram que a maioria dos clientes que acessam os sites, Instagram e Facebook querem ter um contato mais personalizado, ter a certeza de suas escolhas, tirar dúvidas sobre detalhes dos produtos.

Instagram – Foi constatado que é o canal que dá mais retorno, mesmo precisando de uma plataforma de integração de vendas, através do qual numa publicação o cliente já possa ser direcionado para um link de vendas. Aqui, a forma de se aproximar de um cliente é mais fácil e eficiente, não excluindo a importância de gerar conteúdo. Também é comum relacionamentos entre comerciantes para parcerias em troca de publicações e indicações a amigos, dando credibilidade ao produto ou serviço, proporcionando visibilidade e vendas em larga escala.

Facebook – Neste caso o empreendedor paga para uma determinada publicação para atingir um grande número de pessoas, mas normalmente não consegue reverter em vendas.

E-mail – Assim como whatsapp, é um meio que os clientes utilizam para tirar dúvidas, solicitar orçamento e os meios para pagamento.

Uma das entrevistadas destacou a mudança de postura na absorção de informação pelas pessoas, o que se reflete nas vendas. Se antes o consumidor se informava ao ler jornais, hoje ele vê uma foto, compreende a mensagem que foi transmitida, curte, marca um amigo e decide ou não pela compra. Os sites também proporcionam vendas quando a empreendedora faz uso do marketing e do Google Adwords, porque são os anúncios no Google dão retorno efetivo. Para outras, o blog dá mais retorno pelos impulsionamentos de mídia.

O Comércio Eletrônico mostrou-se uma ferramenta eficiente de vendas para essas empreendedoras, pois em primeiro lugar elas vendem para outras mães. As que estão no puerpério, por exemplo, são solitárias, ficam confinadas em casa. Mas, precisam adquirir produtos para as suas necessidades e as de seu bebê. É nos momentos de amamentação, nas madrugadas que elas utilizam a Internet para buscar o que precisam e compram, recebendo os produtos no conforto de sua casa. A consumidora pesquisa, clica, paga e recebe em casa. A importância do CE está em viabilizar a maioria dos negócios apresentados nesta pesquisa. Em

geral, as mães empreendedoras não tinham recursos para abrir loja física ou não desejavam arcar com os custos de espaço físico. Ademais, elas não queriam se submeter ao horário fixo comercial, queriam flexibilidade. As mães empreendedoras preferem utilizá-lo em detrimento do ponto físico por conta dos custos envolvidos neste. E, embora existam negócios cuja execução não se possam ocorrer na Internet, tais empreendedores a utilizam para comunicar o seu negócio. A entrevistada que trabalha com consultoria, por exemplo, não utiliza a Internet para vender, mas para divulgar seus serviços. No mundo virtual não há custo de aluguel, e encargos financeiros de folha de pagamento. O aspecto negativo é que com tantas facilidades, muitos empreendedores atuam na informalidade.

As empreendedoras já compreenderam que a ferramenta do CE por si só não faz milagre de vendas. É necessário que elas se apropriem do que cada mídia pode proporcionar de interação com seu cliente, montar uma vitrine virtual, dialogar com os interessados em seus produtos e ter uma linguagem adequada com o seu público. Uma das entrevistadas revelou que 100% de suas vendas são efetuadas através da Internet. Embora afirme que as ferramentas para trabalhar no Comércio Eletrônico são difíceis. Os sites com transações de e- commerce são complicados, afirmam.

Através do estudo de caso foi possível compreender que o CO facilita e viabiliza os negócios geridos por mães empreendedoras. O financiamento coletivo que o Maternativa promoveu também possibilitou o crescimento, e formalização em um negócio social, além de remunerar, por um período de tempo, as profissionais que a ele se dedicam. “Há uma crença de que não é possível fazer as coisas sem dinheiro. Muitas mulheres ficam presas nessa crença de que o dinheiro é limitador”, destaca uma das entrevistadas. Nesse sentido a CO facilita o a criação de negócios que são comercializados ou divulgados no mundo virtual, pois o empreendedor não necessitar de um ponto físico, de estar em uma loja, de ter estoque. Com ele é possível produzir de acordo com a demanda, evitando desperdícios e esforços em vão.

Por outro lado, há certas limitações para o e-commerce que precisam ser consideradas. As próprias mães do Maternativa destacaram alguns gargalos que podem atrapalhar as vendas caso não haja antecipação a problemas como as altas taxas para o frete e greve nos Correios, conforme discussões reais destacadas abaixo.

(e-commerce) (frete alto)

Mulheres, como vcs fazem no e-commerce de vcs com relação ao valor do frete? Estamos montando o e-commerce de um cliente e esbarramos na questão do frete: ele vai sair caro demais (coisa de R$25) e temos produtos que custam R$20, ou seja, o frete sai mais caro do que o produto e pode

desestimular a compra. Deixamos assim mesmo pra incentivar que as pessoas ponham mais produtos no carrinho (pra "aproveitar" o frete) ou embutimos o valor nos produtos e apostamos no mote "frete grátis"? Como vcs fazem pra driblar essa questão?”. ;)(CELINA PAIXÃO33, mãe da Rede Maternativa, em 14 de setembro de 2016)

CINTIA FAGUNDES 34- uma pesquisa da Nielsen diz que 1dos maiores fatores de abandono de carrinho são o custo do frete. A chance do cliente abandonar a compra é muito grande quando o frete... que produto é? esse valor já é após o convênio com o correio? já estudaram outros meios de envio? e a embalagem, não é ela que está agregando valor extra ao frete? Curtir · Responder · 2 · 7 h

CINTIA FAGUNDES - Ah, só complementando, a questão do frete grátis, com valor embutido pode ser uma opção pra evitar esse assombro.

CELINA PAIXÃO - Acabei não esclarecendo que se trata de um produto que é vendido com a bandeira do comércio justo, pequeno, direto de quem faz, e tudo isso que a maioria de nós defende. A gente fica na dúvida de embutir o frete e isso ser um jeito de "enganar" o consumidor, sabe? Nesse sentido, não seria mais justo que o consumidor soubesse o valor do frete e do produto, pra saber que o produto tem um preço justo?

Curtir · Responder · 1 · 6 h

CINTIA FAGUNDES - Depende da forma como vai ser comunicado isso. Se você oferece o produto, dizendo que o valor do produto, entregue na comodidade da sua casa é X, é uma coisa... Se você simplesmente diz que o frete é grátis e embute o preço é outra. Vai também do cliente poder comparar, se por acaso um possível concorrente vende a 20 e com frete compra por 30, vai estranhar pagar 45 com frete grátis, certo?

ALANA BESTETTI 35- Carol, estou há 10 anos no ecommerce. O que percebo é que o sucesso está no diferencial do que você oferece. A margem do ecommerce é bem menor que do comércio de rua, dessa forma, o produto em geral, no meu caso, chega as mãos do consumidor num preço menor do que ele sair para comprar na rua, com exceção as vezes, claro, para alguns produtos ou grandes cidades, que possuem centros comerciais fortes, tipo SP que tem a 25 de março. Então, minha fórmula é produtos diferenciados, que não se encontra facilmente em qualquer local para valer a pena o cliente comprar na internet. Eu odeio o termo "frete grátis" pq ele simplesmente não existe. Acho que o frete é o passo 2 da compra. O passo 1 é o produto. Se vc inclui no preço do produto o frete, pode ai já perder a venda para outra loja. Curtir · Responder · 2 · 6 h

“Oi meninas! Parece que uma greve nos Correios pode começar na quinta :( Quem tem ecommerce: o que vai fazer?

Quem compra online: acha chato uma loja online "fechar" nesses dias? bjs!!”. ;)(PRISCILA MACHADO36, mãe da Rede Maternativa, em 14 de setembro de 2016)

33 Nome da empreendedora alterado. Relato autorizado. 34 Nome da empreendedora alterado. Relato autorizado. 35 Nome da empreendedora alterado. Relato autorizado. 36 Nome da empreendedora alterado. Relato autorizado.

DIANA POETA 37- Continuarei vendendo normal, se eles entrarem em greve mesmo, colocarei um aviso na loja, entregarei dentro de São Paulo via motoboy.

Curtir · Responder · 1 · 7 h · Editado” “(ferias de e-commerce)

Tenho uma pessoa de confiança para cobrir 15 dias das minhas ferias na loja virtual mas nao faço ideia sobre o pagamento desta pessoa. Alguem me da um help?

Serviços: Atendimento ao cliente horario comercial (email, chat no site, instagram, facebook, whatsap)

Empacotamento e postagem no correio 3x na semana

Atualização de rastreamento de encomendas na plataforma da loja virtual (1x a cada venda)

Atualização de planilha excel de vendas na loja fisica (1x por venda na loja fisica)

Algum palpite?”. (MAYA BLANCO38, mãe da Rede Maternativa, em 06 de setembro de 2016)

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