• Aucun résultat trouvé

Parallel Programming Characteristics

Dans le document Microcontroller with 8K Bytes In-System (Page 99-103)

As ordens de produção (OP’s) são fichas desenvolvidas pela empresa que reúnem um resumo de todas as etapas que o produto passa desde a sua fabricação até sua estocagem, bem como informações como: a “receita” passo a passo para produção de um produto, quantidades de matérias primas, lote, volume produzido, quantidade de bombonas, quantidade de caixas, ficha de análise e etiqueta para a estocagem que vai para a administração. Assim, as

33 OP’s são responsáveis por registrar todo o andamento de produção da fábrica, no qual passa por todos os setores desde sua emissão até o seu arquivamento.

É de responsabilidade do estagiário, a emissão dessas ordens de produção baseado nos pedidos solicitados pela administração, passados ao estagiário e ao chefe de produção que em conjunto decidem os volumes de cada produto a serem produzidos e recebendo por fim a aprovação do engenheiro químico. Também é de responsabilidade do estagiário o controle das ordens durante todo o processo de produção do produto até o seu término, localizando a sua posição e o andamento da produção de determinados produtos.

A ordem de produção segue todo um fluxo pela empresa onde após sua emissão é entregue pelo estagiário ao funcionário responsável pela fabricação, e em seguida segue o fluxo normativo da empresa onde em cada setor é assinado e registrado por cada funcionário responsável. Ao final, essas ordens voltam para o estagiário para realização do seu registro no controle diário de ordem de produção e para serem entregues ao engenheiro químico responsável e logo após a sua assinatura ser arquivada.

O fluxo das ordens de produção é o caminho percorrido pelo produto que está sendo desenvolvido na empresa e pode ser descrito no fluxograma da figura 20 à seguir:

34 4.2. ANÁLISES FÍSICO-QUÍMICAS

É de responsabilidade do estagiário o controle e a garantia da qualidade de cada produto fabricado, para isso é realizada as análises físico químicas de densidade, viscosidade e determinação do pH em cada produto.

O estagiário recebe do fabricante uma alíquota de 500 mL do produto juntamente com a ordem de produção para realização das análises, registro na ordem e armazenamento de um retém de 100 mL. Se aprovado, o lote do produto é liberado e a ordem de produção entregue para as etapas seguintes. No caso do produto está inadequado as especificações estabelecidas pela empresa e pela ANVISA, o produto retorna ao setor de fabricação para

Emissão

da OP’s Envase Rotulagem

Aprovado Controle de qualidade Encaminhamento para fabricação junto com a essência. Embalagem Expedição Reprovado Medidas corretivas Administração

Fonte: PRÓPRIO AUTOR.

35 executar as correções necessárias que após sua aprovação segue na linha de produção. O produto só é liberado pelo controle de qualidade quando se adequa corretamente a todos os parâmetros exigidos. A tabela 1 mostra a ficha a ser preenchida no controle da qualidade do produto.

Tabela 1: Registro das analises físico-químicas realizadas no laboratório de controle e qualidade

4.2.1. Densidade

Nesta é a análise inicial, coloca-se a amostra de 500 mL em uma proveta limpa evitando o aparecimento de bolhas, em seguida introduz um densímetro de leitura direta, a temperatura de 25o C, deixando por alguns segundos até estabilizar o nível do líquido e faz-se a leitura direta da densidade baseada no nível do líquido com a marcação. Verifica-se então se o valor encontrado está enquadrado na faixa estabelecida e realizam-se os registros para dar prosseguimento as análises de controle de qualidade. A tabela 2 apresenta a faixa de densidade estabelecida para cada tipo de produto.

Durante o período de estágio as análises de densidade foram as que não apareceram divergências, os produtos analisados sempre se enquadravam dentro da faixa estabelecida pela empresa e regulamentada pela ANVISA.

36

Tabela 2: Faixa de valores de densidade regulamentada pela ANVISA.

PRODUTOS DENSIDADE (g/mL) Amaciante 0,95 – 1,05 Cera Líquida 0,95 – 1,05 Desengraxante Líquido 0,95 – 1,50 Detergente Gel 0,94 – 1,04 Detergente A.C 0,5 – 1,51 Detergente Star 0,5 – 1,51 Detergente Multiuso 0,95 – 1,50 Desengordurante 0,5 – 1,51 Desinfetante A.C 0,94 – 1,04 Desinfetante Star 0,94 – 1,04 Limpa Pneus 1,09 – 1,19 Soap lux 0,96 – 1,06

Soap lux Perolizado 0,95 – 1,05

Star Vidros 0,95 – 1,05

Odorizadores essências 0,51 – 1,51 Odorizadores de ambientes 0,95 – 1,05

Star Soap 0,95 – 1,05

Vaselux 0,83 – 0,93

Wash Car Plus 0,96 – 1,06

Figura 21: Densímetro de proveta para medir densidade

de um líquido. Fonte: PRÓPRIO AUTOR.

37 4.2 2. Medida de pH.

A calibração do equipamento deve ser feita periodicamente e pode ser feita utilizando soluções tampão pH = 4, 7 e 10. Durante o estágio essa calibração ocorreu inicialmente semanalmente, depois verificando necessidade passou a ser realizada diariamente no início de cada expediente, sendo realizada passo a passo como estabelecido pelo manual de treinamento da Starlux e o MQBPF.

a) Deve-se, primeiramente, lavar o eletrodo com água destilada e depois secar com um papel bem macio, pois a membrana de vidro do eletrodo é bastante sensível ao atrito;

b) Coloca-se certa quantidade da solução tampão a 25°C no interior de um bécker pequeno (30mL) e se introduz o eletrodo dentro dele, não deixando encostar no fundo do bécker;

c) Liga-se o pHmetro na tomada, coloca-se o seletor de medição na posição temperatura, liga a chave liga/desliga, deixa estabilizar por 20 segundos, passando o seletor de medição para a posição de leitura do pH;

d) Com o auxílio do botão de ajuste (sloope), regula-se o pH de leitura com o pH da solução tampão utilizada;

e) Em seguida, deve-se retornar o seletor do aparelho para a posição da temperatura, desliga-se a chave liga/desliga e lava-se o eletrodo com água destilada, secando em seguida;

f) O eletrodo quando não estiver em uso, deve estar mergulhado em solução de KCl para conservação do mesmo.

Obs.: Para as demais soluções tampão, utiliza-se esse mesmo procedimento.

Após a realização de calibração do equipamento, coloca-se uma amostra em média 30 mL do produto a ser analisado em um bécker para que ao imergir o eletrodo de vidro possa ser registrado o valor de pH pelo equipamento. Verificando se o resultado encontrado está enquadrado na faixa especifica de aprovação do produto. A tabela 3 apresenta as faixas de pH para cada produto segundo a ANVISA.

38

Tabela 3: Faixa de valores de pH regulamentada pela ANVISA.

PRODUTOS pH (medida direta)

Amaciante 5,5 - 6,5 Cera Líquida 7,0 - 8,0 Desengraxante Líquido 10,3 - 11,3 Detergente Gel 7,8 - 8,8 Detergente A.C 6,5 - 7,5 Detergente Star 6,5 - 7,5 Detergente Multiuso 8,5 – 9,5 Desengordurante 10,4 – 11,4 Desinfetante A.C 5,5 – 6,5 Desinfetante Star 4,79 - 5,79 Limpa Pneus 7,0 – 8,0 Soap lux 7,5 – 8,5

Soap lux Perolizado 7,0 – 8,0

Star Vidros 5,3 – 6,3

Odorizadores essências 7,0 – 8,0 Odorizadores de ambientes 6,5 – 7,5

Star Soap 8,5 - 9,5

Vaselux 5,5 – 6,5

Wash Car Plus 8,0 – 9,0

Durante o processo de produção, frequentemente ocorreram divergências dos valores de pH estabelecidos pela empresa. Desta forma, a análise é tido como NÃO CONFORME e retorna para o setor de produção para que sejam adotadas as medidas corretivas. Após os procedimentos de readequação aos padrões ANVISA, realizados no setor de produção, a amostra retorna para o Laboratório e uma nova medida de pH é feita. Se o valor estiver dentro do esperado para o produto, o mesmo recebe liberação de envase.

Um exemplo desta divergência dos valores, foi durante a produção dos desinfetantes, que ao ser analisado constatou-se valores de pH acima do esperado conforme a tabela 3. Desta forma, faz-se a comunicação com a linha

39 de produção para que o pH possa ser corrigido. Neste caso, é adicionado ácido cítrico para atingir o valor de pH estabelecido pela ANVISA. Em seguida, o produto retorna para a Laoratório de Controle e Qualidade para verificação e encaminhamento para o envase.

Durante as atividades é imprescindível a manutenção de calibração do pHmetro como também a conservação do eletrodo, lavando-o com água e secando-o com papel macio para armazenamento do eletrodo em solução de KCl 3 mol/L de forma com que a membrana íon seletiva permaneça sempre hidratada para a troca iônica continue efetiva.

4.2.3. Viscosidade

A viscosidade é determinada com o auxílio do copo Ford, onde no laboratório existem dois tipos classificados como copo 2 e copo 4, especifico para fluidos menos viscosos e fluidos mais viscosos, respectivamente, realizando a medida a partir da cronometragem do tempo, que o fluido leva para escoar pelo copo Ford, por um cronometro digital.

Figura 22: pHmetro do Laboratório de Controle de Qualidade da Starlux.

Figura 23: Viscosímetros de copo Ford número 4 e 2, respectivamente. Fonte: PRÓPRIO AUTOR.

40 Cada copo Ford tem um volume de 100 mL, no qual o líquido escoado já é armazenado em um recipiente plástico de 100 mL para ficar arquivado na empresa como um retém (amostras retidas e armazenadas contendo o registro do dia da sua fabricação, lote e tipo). Se o produto estiver de acordo com o tempo indicado na ordem de produção é liberado para o envasamento, caso contrário deve ser tomado às devidas correções para adequação.

A tabela 4 apresenta o tempo mínimo necessário de escoamento de cada produto no copo Ford para que possa ser liberado para envase.

Tabela 4: Tabela de Faixa de tempo de viscosidade.

PRODUTOS VISCOSIDADE

Amaciante 24 s no copo 4 Cera Líquida 40 s no copo 2 Desengraxante Líquido 40 s no copo 4 Detergente Gel 3 min copo 4 Detergente A.C 1min copo 4 Detergente Star 1min copo 4 Detergente Multiuso 50 s no copo 2

Desengordurante 15 s no copo 4 Desinfetante A.C 40 s no copo 2 Desinfetante Star 40 s no copo 2 Limpa Pneus 14 s no copo 4

Soap lux 1min copo 4

Soap lux Perolizado 2 min copo 4 Star Vidros 45 s copo 2 Odorizadores essências 1 min e 15 s copo 2 Odorizadores de ambientes 40 s copo 2

Star Soap 1min copo 4

Vaselux 14 s copo 4

Wash Car Plus 1min copo 4 Fonte: PRÓPRIO AUTOR.

41 Geralmente, os produtos que apresentam maior divergência nos valores de viscosidade durante a produção são os detergentes e soap’s (sabonete líquido). Estas divergências podem ser geradas devido o tempo reduzido de descanso dos produtos no tanque (4h no mínimo), estando estes com a viscosidade menor do que o estabelecido pela ANVISA. Este fator se deve ao fato de que tão logo tais produtos devem ser envasados para que outros possam ser fabricados. Como medida corretiva, é adicionado NaCl ao tanque o que faz a viscosidade aumentar até o valor esperado. Assim, o produto é tido como CONFORME e é liberado para o envase.

Dans le document Microcontroller with 8K Bytes In-System (Page 99-103)

Documents relatifs