Dos estatutos da UCM, transcreve-se:
1. Por força da natureza específica de uma Universidade Católica, a UCM preocupar-se-á continuamente com a evangelização dos seus membros, em
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pleno respeito da liberdade de consciência e em conformidade com os princípios do Ecumenismo e do Diálogo entre a Igreja e a sociedade.
2. A evangelização da comunidade académica da UCM far-se-á, quer pela inspiração cristã de todo o ensino, quer pela pastoral universitária.
3. A pastoral universitária oferecerá aos membros da comunidade académica a ocasião de coordenar o estudo e outras atividades universitárias com os princípios religiosos e morais integrando assim a vida com a fé.
4. Aos serviços da pastoral universitária de cada centro da UCM preside o Capelão, nomeado pelo Prelado Diocesano.
5. O Capelão, no exercício da atividade pastoral dentro da UCM, depende do Prelado Diocesano, devendo, todavia, coordenar a sua ação com o Reitor, ou com o Presidente do Centro Regional, que lhe garantirá os meios necessários.
6. A pastoral universitária no interior da UCM integra-se no conjunto da pastoral universitária da própria Diocese.
A Pastoral Universitária é parte integrante da missão das universidades católicas e a UCM não é exceção. A visão cristã do mundo é assim, naturalmente base e fundamento da educação oferecida.
Para uma instituição católica, “o empenho em anunciar o Evangelho aos homens do nosso tempo, animados pela esperança, mas ao mesmo tempo torturados muitas vezes pelo medo e pela angústia, é sem dúvida alguma um serviço prestado à comunidade dos cristãos, bem como a toda a humanidade” (PAULOVI, 1982)
O Concílio Ecuménico Vaticano II considerou atentamente a extrema importância da educação na vida do homem e a sua influência cada vez maior no progresso social do nosso tempo. Na verdade, a educação dos jovens, e até certa formação continuada dos adultos, tornam-se, nas circunstâncias atuais, não só mais fáceis mas também mais urgentes. Com efeito, os homens, mais plenamente conscientes da própria dignidade e do próprio dever, anseiam por tomar parte cada vez mais ativa na vida social e, sobretudo, na vida económica e política; por outro lado, os admiráveis progressos da técnica e da investigação científica, e os novos meios de comunicação social dão aos homens oportunidade de, gozando por vezes de mais tempo livre, conseguirem mais facilmente a cultura intelectual e moral e de mutuamente se aperfeiçoarem, mercê dos laços de união mais estreitos no nível associativo e
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internacional, cultivam-se, com novas experiências, os métodos de educação e de instrução; realizam-se grandes esforços para que tais métodos estejam à disposição de todos os homens, embora muitas crianças e jovens ainda não possuam a formação mais elementar, e tantos outros careçam de educação adequada, na qual se cultivem simultaneamente a verdade e a caridade. (Vaticano, 1965).
A Universidade Católica, em razão de sua identidade confessional, traduz nas atividades de ensino, pesquisa e extensão, o seu modo peculiar de anunciar a mensagem cristã. Evangelizar significa, ao mesmo tempo, testemunhar e anunciar o Evangelho, isto é, viver e proclamar as exigências da mensagem cristã. Jesus ordenou a seus discípulos que fossem pelo mundo afora, pregando o Evangelho, anunciando a todos os povos, raças e culturas a sua mensagem de amor ao próximo. A ordem de Jesus – “Ide e evangelizai a toda a criatura” – não tem apenas uma conotação geográfica e cultural que engloba todas as regiões e raças do mundo, mas também uma referência a todas as classes e ambientes sociais, incluindo o mundo dos intelectuais e o ambiente universitário. Se reconhece, com entusiasmo, que “cresce, em muitos educadores, religiosos e leigos, a consciência de que a sua prática educativa precisa ser sempre mais uma presença da Igreja evangelizando o mundo da educação” (CNBB, 1992). Convida a ter a responsabilidade de refletir sobre como tornar as atividades específicas uma forma especial de viver e de difundir o ensinamento cristão do amor, do respeito à dignidade da vida humana, da atenção aos que sofrem, da fraternidade, da justiça social e do compromisso pessoal com a verdade. A Universidade Católica, assim, como parte da Igreja Católica, deve se empenhar por tornar cada vez mais clara e explícita a sua missão institucional, fazendo das ações pastorais que desenvolve o seu jeito próprio de evangelizar. Desse modo, contribui para a realização da missão da própria Igreja. A pastoral na Universidade Católica garante fidelidade à sua missão e, por essa razão, não pode ser considerada como simples apêndice às tantas atividades que a Instituição realiza. Toda a comunidade acadêmica, incluindo dirigentes, professores, colaboradores e estudantes, precisa de compreender que a pastoral não é tão-somente uma
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atividade, mas um modo de ser da própria Universidade. Seguindo os princípios fundamentais sobre a educação cristã a Igreja acompanha igualmente com zelosa solicitude as escolas de nível superior, sobretudo as Universidades e as Faculdades. A universidade católica deve efetuar uma presença, estável e universal do pensamento cristão em todo o esforço dedicado à promoção da cultura superior, e deve ministrar aos alunos formação tal que se tornem homens verdadeiramente notáveis pela doutrina, preparados para os mais pesados cargos na sociedade e para serem testemunhas da fé no mundo. Neste sentido a UCM a nível de todas as suas faculdades, introduziu o curso de Fundamentos de teologia com uma carga de 150 horas. Na Faculdade de Ciências de Saúde, a pastoral universitária esta assumida por um grupo de docentes com ajuda do capelão mor. O programa de atividades é ao longo de todo ano: todas as quartas-feiras celebração da Eucaristia, semestre, visita a lar de crianças ou doentes, preparação de sacramentos aos estudantes que o pedirem, estudo da bíblia e reflexões de alguns documentos atuais da Igreja.