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: Panorama du droit applicable aux professionnels de santé

Foram poucas as construções não residenciais realizadas em Cipó antes da criação ofi- cial da estância, estando estas sempre associadas às práticas termais. Tais construções, após a consolidação do empreendimento do Estado, seriam reformadas e modificariam suas características a fim de se harmonizarem com a estética impressa pela arquitetura dos edifícios públicos que iam sendo construídos. Por outro lado, as novas construções populares elegeriam as platibandas – com seus contornos geométricos a esconder os te- lhados coloniais nas fachadas – e os frisos e relevos, característicos do estilo Art Déco em sua vertente popular, tão em voga no interior do país.

Desde o início da urbanização da estância, em 1935, a arquitetura dos edifícios públi- cos indicou uma unidade estética identificada com a produção realizada pelo Governo do Estado da Bahia, na capital e no interior, e coerente com a produção patrocinada pelos governos nacional e dos demais estados, produção esta que se desenvolveu após a Revo- lução de 30, no período em que Getúlio Vargas esteve no poder.

Este também é um período de grande difusão da arquitetura Art Déco no Brasil, como uma das expressões da arquitetura moderna que encontrou espaço no cenário de mudan- ças sociais e políticas por que passava o país, tendo adquirido grande penetração nos di- versos setores e camadas da sociedade, devido à sua adaptação à falta de recursos econô- micos e materiais. Como já dito anteriormente, destaca-se nesse momento a construção

da nova capital goiana, marcada pela presença do Art Déco em seus edifícios públicos e nas construções populares.

percebe-se, por exemplo, a semelhança compositiva entre os primeiros edifícios de Goiânia e de Cipó, embora esta também esteja presente em algumas construções do final dos anos 1940. É importante salientar que a arquitetura moderna Art Déco, com todas as suas variantes estéticas, disseminou-se por todo o país e a comparação feita com edifícios da capital goiana justifica-se pela sua condição de cidade construída ex-novo, com recur- sos públicos e no mesmo período da construção de Cipó e pela reconhecida relevância de seu acervo arquitetônico e urbanístico, tombado pelo IpHAN.

Também na arquitetura residencial, em estilo diverso do encontrado nos edifícios públicos, há semelhanças de composição entre construções contemporâneas das duas cidades. Isso demonstra, além das relações entre arquitetura e poder, um alinhamento no que tange às expectativas da população frente à modernidade.

As primeiras residências de Goiânia são em estilo conhecido como normando, com telhas cerâmicas planas, que também esteve em voga na arquitetura residencial brasileira do período.

Na Salvador do final dos anos 1920 e início dos anos 1930, a nova arquitetura dos edifícios públicos, institucionais, residenciais e equipamentos, anunciava um desejo de rompimento, muitas vezes simbólico, com o passado. Exemplo marcante do período foi a construção do Elevador Lacerda, em 1929, pela construtora Christiani & Nielsen, que viria a construir, cerca de quinze anos mais tarde, o Grande Hotel de Cipó.

Nos edifícios públicos construídos após a Revolução de 30, a geometrização e sim- plificação ornamental de elementos da arquitetura clássica aliadas às composições si- métricas que valorizavam o eixo de acesso aos edifícios, quase sempre guarnecidos por uma marquise, foram algumas das características associadas ao estilo Art Déco que se viam reproduzidas.

Nesse aspecto, a unidade estética evidente nos edifícios projetados para Cipó apare- ce como representativa da postura do Estado na predileção por uma arquitetura pública desvinculada da imagem da Velha República – embora politicamente o coronelismo não tenha sido extinto – que se sucedeu na disseminação de novas construções pelo interior do estado e na capital, guardada a superior importância política desta última. É impor- tante lembrar que, a partir da Constituição de 1934, as estâncias hidrominerais podiam

ser administradas por prefeitos indicados pelo chefe do executivo estadual, assim como as cidades capitais.

A autoria dos projetos dos edifícios é geralmente vinculada à Diretoria de Obras Pú- blicas e Urbanismo (DOpU), que possuía arquitetos em seu quadro funcional. Entretan- to, é possível que alguns dos projetos de edifícios sejam de autoria do engenheiro Oscar Caetano da Silva, embora só possa ser comprovada a sua autoria no projeto da praça Ju- racy Magalhães, além do plano de urbanismo.

O texto de Guimarães Cova, que descreve com detalhes o que estava sendo cons- truído em Cipó, alimenta suspeitas relativas à autoria de alguns projetos por parte de Oscar Caetano:

Na banca do illustre e dynamico prefeito, já se acham, igualmente em estudos, os projetos dos prédios da Prefeitura, do mercado, matadouro, quartel e prisões e Cemitério N. Sra. do Carmo, bem assim um campo de aviação e outro com todos os jogos de esportes. (COVA, 1936)

Embora sem referências explícitas quanto à autoria, pode-se supor que tenham sido projetados por Oscar Caetano, mesmo entre aqueles que não foram construídos sob sua orientação. portanto, assim como o plano de urbanismo foi seguido pelos seus sucesso- res, é possível que alguns dos projetos também o tenham sido.

Edifícios Públicos, Particulares e Equipamentos construídos em Cipó entre as décadas de 1920 e 1950

As primeiras construções às margens do rio Itapicuru, próximas às fontes de Cipó, re- montam à primeira metade do século XIX e tinham a finalidade de abrigar os doentes que necessitavam permanecer por vários dias em uso das águas medicinais. As obras foram custeadas pelo Governo da província, tendo a construção de uma delas, que servia de hospital, ficado a cargo de Ignácio Moreira do Passo. (PONDÉ, 1923, p. 47) As “Casas da Nação”, como eram conhecidas, foram destruídas em uma das enchentes do rio de modo que em 1893, existiam apenas as suas ruínas.

Ahi foram construídos dois grandes edifícios para hospedagem de ba- nhistas, e outro para a residência de um médico administrador.

[...] Em 1893, quando ali esteve o nosso informante, nada mais existia, senão as cumieiras e cavernas dos restantes edifícios, próprios do patri- mônio estadoal [...]. (CALDAS..., 1932)

Já no início do século XX, a construção de um edifício para engarrafamento de água pela Empreza das Águas do Cipó causou grande euforia na região, representando uma iniciativa pioneira na exploração das águas com a perspectiva de criação do primeiro bal- neário do estado. A promessa não cumprida por parte do governo de construção de uma estrada de ferro que daria escoamento ao produto fez com que o empreendimento fosse abandonado, entrando em ruína o Edifíco da Empreza (ver Figuras 27 e 28), construído por volta de 1912.

Após a urbanização da estância, as ruínas que ficaram à margem da Avenida de Con- torno (atual Av. Genésio Salles) foram absorvidas como escritório e oficinas do Departa- mento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) e, posteriormente, do Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (DER-BA), atual proprietário do edifício (ver Figura 66).

A cobertura aparente, os lanternins e os oitões da construção original já não existiam quando foi dado novo uso ao edifício. Assim como aconteceu com outros edifícios, as suas fachadas foram modificadas, ganhando platibandas escalonadas no lugar dos beirais dos telhados e vergas retas em lugar dos arcos nos vãos das janelas e portas, adaptando-se claramente à estética das demais construções da cidade, embora a decisão de manter a estrutura original – motivada por economia ou pela preservação de uma construção his- tórica – tenha implicado na inexistência de recuo em relação ao limite do terreno.

O edifício passou por sucessivas alterações com aberturas de vãos e mudanças de acesso, entretanto, permanecem as paredes perimetrais da construção primitiva, vestí- gios da mais antiga construção não residencial ainda existente na estância, vinculada às tentativas de exploração comercial das águas termais.

Edifícios da Empreza Balneária do Cipó

Com a concessão dada a Genésio Salles em 1928, foi fundada a Empreza Balneária do Cipó e construídos equipamentos importantes para a constituição da estância hidromineral e criação do ambiente propício ao público que passaria a frequentar o local: o Balneário; o

Hotel Thermal, instalado no Chalé de férias da Família Salles (ver Figura 30); o Radium Ho- tel; o Teatro e a uma Usina Elétrica, que garantia a iluminação das instalações da empresa. Situado à margem direita do Rio Itapicuru, o Balneário do Cipó (atual Balneário Gené- sio Salles), projetado pelo engenheiro Luiz Affonso de Sá Adami, foi a primeira construção da Empreza com a finalidade de atender às exigências contratuais da Concessão, tendo sido inaugurado em 29 de junho de 1929. O balneário teve a sua primeira configuração dada por uma piscina de água termal corrente, um conjunto de banheiros desmontáveis de ma- deira assentados sobre as nascentes termais e uma buvette, ou bebedouro.

Em 1937, o balneário passou por uma ampliação com a construção de um edifício de dois pavimentos em concreto armado encravado na encosta do rio, cuja cobertura-terra- ço ao nível da Av. Contorno servia de acesso e de belvedere sobre o Itapicuru (ver Figuras 67 e 68). As novas instalações visavam dar maior conforto aos banhistas e ampliar a sua capacidade em função da demanda crescente, proporcionada pela criação da Estância Hidromineral dois anos antes e possuíam salão de repouso, consultório médico, novos vestiários, sanitários e mais um grupo de banheiros para banhos de imersão.

O edifício, de composição assimétrica enfatizada pela proeminência do volume da circulação vertical, tem a sua estrutura de concreto armado valorizada e exposta pelo grande número de envasaduras.

Visto do nível da piscina o volume da escada é simétrico e verticalizado, tendo esses aspectos enfatizados pelas três janelas ao nível do primeiro pavimento e pela cimalha que serve de guarda-corpo ao belvedere.

Elementos como os degraus de convite e a marquise de cobertura do acesso ao volu- me da circulação vertical, bem como as vigas em balanço com redução escalonar de seção transversal enfatizam as características Art Déco do edifício. Além disso, a platibanda da cobertura que serve de murada do belvedere possui desenho escalonado característico das construções do período.

Com o declínio da atividade balneária, o edifício teve o terraço coberto e transforma- do em salão de bailes, ficando a infraestrutura de apoio aos banhistas abandonada. Na década de 1970, a piscina foi ampliada no sentido longitudinal e os banheiros de madei- ra foram substituídos por outros de alvenaria de blocos cerâmicos com uma cobertura contínua em laje de concreto armado, cuja face superior foi decorada com um relevo em argamassa do artista plástico Sinésio Alves. Esta é a configuração atual do balneário, que se encontra em estado de abandono.

Em 1933, dentro de suas obrigações como concessionário, Genésio Salles inaugurou o Radium Hotel, um edifício de três pavimentos em estrutura de concreto armado com 52 apartamentos com instalações de água corrente, iluminação elétrica, cozinha, salões de jantar e de festas e jardim de inverno. Construção de planta retangular com pátio central ( jardim de inverno), o hotel possuía cobertura em telha colonial com beirais aparentes e fachada frontal decorada em estilo neoclássico ornadas com cariátides, esculturas de es- finges aladas e outros elementos em relevo que remetem à cultura egípcia. Internamente, os salões eram também decorados com esculturas e cariátides e as paredes e tetos com relevos e pinturas de motivos clássicos (ver Figura 69).

O edifício foi implantado de frente para a praça da Feira e para o rio em direção per- pendicular à das construções residenciais existentes na mesma praça e em localização próxima à da primeira Igreja de N. Sra. da Saúde, que seria demolida em seguida.

Após a construção da Praça Juracy Magalhães (1935), foi anexado ao hotel o Casino – construção de planta retangular recuada em relação às divisas do lote, com a finalidade de incrementar as atividades desenvolvidas pelos hóspedes com salão de jogos, pista de dan- ça e bar. O acesso independente é protegido por uma cobertura semicircular com plati- banda arrematada por friso horizontal e apoiada em colunas neoclássicas de ornamentos simplificados, de acordo com a estética da nova cidade que se construía. Nessa ocasião, o terreno foi cercado por murada baixa composta de volumes prismáticos de alvenaria e concreto armado.

Sobre o Casino foi edificado, posteriormente, um pavimento com 12 apartamentos de instalações mais confortáveis, ocasião em que foram reformadas todas as fachadas da construção inicial a fim de dar unidade ao conjunto edificado do Radium Hotel (ver Figura 70).

As colunas do acesso à construção anexa repetiram-se no apoio da estrutura da nova varanda do pavimento térreo. Esse novo espaço passa a conformar uma base para o edifício, dando a impressão que o mesmo possui um pavimento a menos. Em oposição a esse efeito, as fachadas ganham platibandas ornamentadas com volumes que acen- tuam a sua verticalidade.

Os relevos geometrizados e fitomórficos aplicados às fachadas, o tratamento escalona- do dos volumes verticais que se elevam acima das platibandas, as colunas clássicas despo- jadas, são elementos da arquitetura Art Déco utilizados para dar uma nova feição ao edifício, condizente com a centralidade da sua localização e importância de sua função na Estância

de Cipó (ver Figuras 71 e 72). Esta geometrização de ornamentos não se reflete na decora- ção do interior do edifício, que permaneceu original, onde as colunas similares às externas possuem capitéis estilizados e as vigas imitam cornijas clássicas (ver Figuras 73 e 74).

O Radium Hotel foi até a entrada em funcionamento do Grande Hotel, em 1952, o maior e mais confortável hotel da estância, fazendo parte dos pacotes das “estações de banho” da Empreza Balneária do Cipó. Com o declínio da atividade balneária e a perda da concessão comercial das águas entrou em decadência, passando a funcionar parcial- mente. O Casino chegou a ser arrendado, servindo de espaço para bailes e jogos e o Salão de Refeições funcionou como espaço de celebrações religiosas, quando da demolição da segunda igreja de N. Sra. da Saúde, na década de 1980.

Atualmente, obras de reformas iniciadas na década de 1980 estão suspensas. O edifí- cio, em estado de degradação, está interditado e é objeto de disputa de propriedade (ver Figuras 75 e 76).

Outro equipamento fundamental para as atividades culturais dos hóspedes do Radium Hotel, o teatro (atualmente denominado Teatro Genésio Salles) onde eram realizados re- citais de poesia e concertos musicais, está localizado na R. Duque de Caxias, uma das ruas que teve o seu traçado preservado pelo plano urbanístico de 1935. Como acontece com o edifício das oficinas do DERBA e outras construções residenciais anteriores ao plano, suas fachadas não guardam recuo em relação às divisas do lote. O programa, bastante simples, é resolvido em planta retangular com cerca de 150,00m2, aproveitando-se o desnível do ter- reno, onde se acomoda a plateia de 160 lugares com palco elevado ao fundo. possui acesso central principal distribuído em duas circulações laterais.

A fachada frontal é a única que recebe decoração. Relevos estilizam composição clás- sica de colunas e cornija arrematadas por frontispício escalonar, resultando em composi- ção simétrica com valorização da verticalidade. Esta composição aproxima-se das facha- das de construções populares que se utilizam de poucos recursos na intenção de obter um resultado estético moderno, classificado como vertente popular da arquitetura Art Déco.

O edifício foi ainda adaptado para exibição de filmes com a construção de uma Sala de projeções sobre o acesso principal. pertence à família Salles e, mesmo estando em condi- ções precárias, é utilizado como auditório anexo à Escola Estadual Edvaldo Boaventura, com a qual se comunica através de saída lateral (ver Figura 77).

Igreja de Nossa Senhora da Saúde

Em 1935 foi concluída a construção de uma nova igreja dedicada a Nossa Senhora da Saú- de em terreno localizado à Rua Duque de Caxias em substituição à primeira que se situava nas imediações da Praça Juracy Magalhães. A igreja perdeu, definitivamente, a sua posi- ção central e de destaque na cidade, dando lugar aos equipamentos destinados à ativi- dade balneária. A primeira igreja, cuja construção data de 1912, possuía traços simples – compatíveis com a posição secundária ocupada pelo povoado àquela época – e pequenas dimensões, principalmente se comparada com as igrejas das localidades vizinhas, sedes de municípios seculares como Soure, pombal e Tucano.

Em publicação da época (O Intransigente, 05 maio 1934) encontram-se as notas de um viajante que relata as ações iniciais da construção da Igreja: “Acaba de chegar o Om- nibus, trazendo o esculptor Bellandi61, engenheiros, eletricistas e diversos operários,

para se encarregarem da construcção da igreja, que, segundo a planta, será uma belíssi- ma obra de arte.”

A nova igreja, que viria a ser demolida na década de 1980 para a construção de um tem- plo de maior área, constituía-se de nave única adossada a volume menor, à guisa de ábsi- de, que compunha o espaço do altar. O edifício, recuado das dividas do lote, era elevado em relação à rua e precedido por poucos degraus distribuídos entre a balaustrada frontal e sua fachada. O plano da fachada frontal, divido em três partes por colunas em relevo arrematadas por pináculos piramidais, evoca a verticalidade tão cara aos templos cató- licos. Elementos geométricos, como arcos ogivais e plenos; ocula e frontões triangulares em relevo reforçam esta característica à medida que expressam linguagem neoclássica europeia presente no Brasil da virada para o século XX (ver Figura 78).

Praça Juracy Magalhães (1935)

As primeiras obras da Estância Hidromineral de Cipó foram de abertura, infraestrutura e pavimentação dos logradouros mais importantes do núcleo central, partindo da urbani- zação da Praça Juracy Magalhães, obra fundamental para transformar a pequena vila em cidade balneária, desenhada por Oscar Caetano.

61 Trata-se do arquiteto e escultor italiano Belando Bellandi, que encontrava-se na Bahia, onde realizou trabalhos junta- mente com outros profissionais italianos. Também trabalhou em Sergipe na restauração da fachada eclética do Palácio do Governo e teria realizado as esculturas do interior do Radium Hotel de Cipó.

Com base no plano de Expansão e Melhoramentos deu-se início, em 1935, à constru- ção da atual Praça Juracy Magalhães em formato trapezoidal, medindo cerca de 70m de comprimento por 40m de largura com pavimentação em cimentado, sistema de drena- gem pluvial subterrânea, canteiros ajardinados, bancos de ripões de madeira sobre estru- tura de ferro fundido e passeio perimetral de 3m de largura pavimentado com ladrilhos hidráulicos tipo trotois e arborizado ao longo do meio fio perimetral. Seu eixo longitudi- nal é marcado pelo alinhamento de três elementos: um espelho d’água retangular; a fon- te luminosa e a pérgula com espelho d’água oval. Os espelhos d’água são bordejados por pavimentação em placas de concreto moldadas in loco, de formas poligonais irregulares, espaçadas e equidistantes.

A fonte luminosa é composta por uma escultura de concreto armado em forma de taça – ornada com frisos e bordas ao gosto déco – no centro de um espelho d’água circular, localizado no cruzamento dos eixos longitudinal e transversal da praça, ponto focal da perspectiva da Av. D. pedro II.

A pérgula, em concreto armado, possui planta arqueada e está apoiada sobre uma base pavimentada com ladrilhos hidráulicos hexagonais de pigmentação avermelhada, elevada 50cm em relação ao piso da praça. As colunas da pérgula, com cerca de 3m de altura, possuem bases ornadas com motivos fitomórficos (característica recorrente na arquitetura Art Déco) e iluminação elétrica decorativa embutida nas faces internas dos fustes cilíndricos.

De acordo com o plano de massa visualizado tanto na “perspectiva do projeto” (ver Figura 42) quanto no “Estudo de Aformoseamento” (ver Figura 43), a praça seria fechada em três lados por edifícios isolados com cerca de três pavimentos, a exemplo do Radium Hotel, já existente. A partir do final da década de 1930 e início dos anos 1940, as casas ge-

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