6-6. Microprocessor Board Theory
6-14. FRONT PANEL BOARD REPLACEMENT
Utilizei os softwares educacionais, pois eles// são elaborados para serem empregados especificamente no contexto educacional pois se constituem como uma ferramenta didático-pedagógica primordial para o processo de ensino/aprendizagem. O uso dos recursos dos softwares educacionais é uma maneira dinâmica de praticar o ensino e desenvolver uma motivação pelo processo de aprendizagem da Matemática à medida que os conceitos são concebidos por intermédio da informática, que é tão presente na realidade dos ambientes escolares e também na vida cotidiano dos discentes.
Dois alunos/participantes enfatizaram em suas narrativas que o uso de softwares no ensino de Matemática proporcionou uma aprendizagem de fácil compreensão e entendimento, devido ao fato de poderem resolver as situações-problema propostas de uma maneira mais interativa.
“Na minha opinião é ótimo usar a tecnologia, para a matemática, porque nós podemos pesquisar contas para ajudar a aprender e o site também é ótimo para nós treinarmos” (aluna do 6º ano B).
“As aulas de matemática ficou melhor e mais interativa e ficou mais fácil de aprender com o site que o professor passou para os alunos que da pra você aprender mais e da para responder as questões do site em casa” (aluno do 8º ano B).
O Currículo do Estado de São Paulo da disciplina de Matemática (2012, p. 33) afirma que o uso dos softwares educativos para o ensino de Matemática pode ser considerado um importante aliado no desenvolvimento cognitivo dos alunos e também um recurso tecnológico disponível “para utilização em atividades de ensino encontram um ambiente propício para acolhimento no terreno da Matemática”.
Diante essas argumentações, vemos como o uso de softwares educativos de Matemática se apresenta como um recurso facilitador do trabalho do professor, tendo como norte de sua prática educativa na sala de aula a escolha de softwares, em função dos objetivos de ensino que se pretende atingir e da concepção de conhecimento e de aprendizagem que orienta o processo de construção do saber matemático.
Um aluno/participante do 6º ano mencionou em sua narrativa um dos softwares que utilizamos na investigação formativa. Relatou que a partir do uso do Khan Academy ele pôde aprender melhor alguns conteúdos matemáticos que foram expostos: “eu gostei muito das aulas de matemática por que aprendi muitas coisas como fazer expressão numérica mais rápido e aprendi mais coisa como raiz quadrada e potência e aprendi no Khan Academy” (aluno do 6º ano B).
Outra aluna/participante do 8º ano descreveu em sua narrativa a apreciação pelo uso da tecnologia no ensino de Matemática, mencionando a manipulação do software do GeoGebra e alegando que a partir do seu uso o processo de ensino/aprendizagem teve mais êxito: “eu gostei do trabalho de matemática com a tecnologia e os aplicativos do GeoGebra foi melhor para aprender e eu gostei de usar a tecnologia e todos queria fazer uso da tecnologia foi muito legal usar a tecnologia” (aluna do 8º ano C).
Em outra narrativa, um aluno/participante do 8º ano disse que usar o GeoGebra proporcionou a confecção de figuras em 3D, sendo uma prática nunca vivenciada pelos discentes: “Aquelas figuras em 3D no computador não sabia fazer, pois nunca
tinha visto, nenhum professor tinha feito isso antes na informática achei legal e interessante” (aluno do 8º ano C).
Demonstro, através das narrativas dos alunos que, por intermédio do computador e do software os alunos/participantes conseguiram fazer uma conexão entre os conceitos matemáticos e a prática em sua realidade em que o “dinamismo é obtido por meio de manipulação direta sobre as representações que se apresentam na tela do computador” (GRAVINA; SANTAROSA, 1998, p. 10).
Fioreze (2016, p. 55 apud BRASIL, 1998) descreve as contribuições e as potencialidades que o uso de softwares no ensino de Matemática pode ter, entre elas, [...] desenvolver habilidades de visualização, de argumentar de forma lógica, buscando soluções para problemas, contribuindo na compreensão e ampliação da percepção do espaço e na construção de modelos que auxiliam na interpretação de questões de matemática e de outras áreas do conhecimento, habilidades necessárias segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais de quinta a oitava série do Ensino Fundamental (p. 44).
A partir das habilidades apresentadas, desenvolvidas pela utilização dos softwares educativos para o ensino de Matemática por meio da utilização da informática no espaço escolar, destaco uma oportunização ao professor na elaboração de um trabalho nos campos conceituais das atividades didáticas, em que, ao
[...] considerar as possibilidades de ensino com o computador, o que pretende destacar é a dinamicidade desse instrumento que pode ser utilizado para que os alunos trabalhem, como se fossem pesquisadores, investigando os problemas matemáticos propostos pelo professor construindo soluções ao invés de esperarem um modelo a ser seguido (LIMA, 2009, p. 36).
Posso afirmar que os softwares matemáticos surgem como um caminho que expande os conteúdos teóricos ensinados e aprendidos na sala de aula de maneira dinâmica, atraindo o interesse e o palpite dos discentes, assim incentivando os estudos dos conceitos matemáticos de forma transformadora e lúdica.
Uma aluna/participante do 6º ano salientou que o uso de softwares possibilitou uma aprendizagem matemática ousada, pois a utilização dos recursos tecnológicos dos sites usados auxiliou em seus estudos. A aluna ainda enfatizou que não tinha
conhecimento desses recursos e apontou que deveriam ser aplicados cotidianamente no decorrer das aulas.
“Gosto muito das lições com tecnologia, ela me ajuda bastante nas provas. O professor passou um site que ajuda agente muito nas provas gostei muito dele é super legal. Achei legal também ter essa experiencia pois na minha outra escola não havia isso. Gosto muito das lições no computador só acho que deveria ter mais diariamente” (aluna do 6º ano A).
Em concordância com o relato da aluna/participante, outro ponto crucial na utilização de softwares no processo de ensino/aprendizagem é apontado por Bellemain, Gitirana e Baltar (2015, p. 234) sobre a “definição dos objetivos (conteúdos) que o aluno deve manipular por meio do software e [a] definição da interface dessa interação”.
Escolhi softwares que pudessem levar ao aprendizado, pois a seleção de um software é importante para o processo de ensino/aprendizagem. Gomes et al. (2002) esclarecem os procedimentos da triagem de um software de Matemática. Os autores apontam que
[…] sua adequação depende da forma como este se insere nas práticas de ensino, das dificuldades dos alunos identificados pelo professore e por uma análise das situações realizadas com alunos para os quais o software é destinado. É o professor quem vai propor o uso de ferramentas informatizadas capazes de criar as situações favoráveis à aprendizagem dos conceitos e à superação das dificuldades dos alunos. Assim, é importante que ele tenha parâmetros de qualidade definidos, para poder identificar a adequação de um software às suas necessidades e objetivos (p. 8).
Mediante os procedimentos apresentados para a escolha e avaliação de um software, identifiquei os objetivos que orientam meu planejamento de aula de acordo com sua abrangência quanto aos conteúdos de um campo conceitual da Matemática. Em virtude da discussão apresentada, concluo que o uso dos softwares educativos para o ensino da Matemática institui no ambiente escolar um agente motivador, sendo que a minha prática como professor buscou conduzir os discentes a um espírito investigador na busca de conhecimento.
Como docente também procurei estabelecer um processo incentivador nas aulas, levando os discentes a transgredirem com a conduta passiva e a processar pesquisas levantando hipóteses para solucionar as situações-problema envolvidas na
utilização dos softwares que guiam uma aprendizagem significativa e contextualizada para as vivências contemporâneas dos alunos que permeiam a escola.
Assim, percebo que os recursos tecnológicos do computador, em especial os softwares educativos para o ensino de Matemática, se utilizados adequadamente, tornam-se ferramentas didático-pedagógicas primordiais para a prática na sala de aula, sendo meu papel como docente fazer com que houvesse interação com as novas tecnologias de informação, tornando-os peças inovadoras do processo de ensino/aprendizagem.