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Palo Verde (PWR) mechanical nozzle seal assemblY

5. OPERATING EXPERIENCES, LESSONS LEARNED AND

5.4. Palo Verde (PWR) mechanical nozzle seal assemblY

A simples existência dos dados e metadados e da tecnologia, ainda assim, não resolve os problemas de intercâmbio entre usuários de dados geográficos. Visando facilitar a troca e acesso às informações, algumas normas e padrões, principalmente, para dados, metadados e Web Services têm sido especificados e implementados por usuários e desenvolvedores de Sistemas de Informação Geográfica e, mais especificamente, na criação de IDE.

Brasil (2010) descreve que os padrões abrangem sistemas de referência, modelo de dados, dicionários de dados, qualidade de dados, transferência de dados e metadados para os dados espaciais; possibilitando descoberta, intercâmbio, integração e usabilidade da informação espacial.

De acordo com Ferrari (1997), a padronização de dados pode trazer como benefícios:

 Minimizar erros de modelagem e especificação para conversão;

 O trabalho de modelagem passa a ser uma seleção a partir de funções já definidas;

 Reduzir o tempo da especificação;

 Facilitar a troca de dados;

 Desenvolver aplicativos que atuem sobre a base especificada conforme o padrão.

Padrões facilitam o desenvolvimento, compartilhamento e uso de dados e metadados geoespaciais, iniciativas como a do Federal Geographic Data Committee (FGDC) desenvolveram padrões próprios para implementar uma Infraestrutura de Dados Espaciais (no caso, a NSDI dos Estados Unidos), em consulta e cooperação com os governos estaduais e locais, o setor privado e a comunidade acadêmica e, na medida do possível, a comunidade

internacional; no entanto, vale ressaltar que estes padrões foram especificados somente quando não existiam outros equivalentes.

O programa canadense Geoconnections também defende a utilização de normas nacionais, incentivando os desenvolvedores de tecnologia, de soluções e fornecedores de dados a aderirem aos padrões aprovados para a Canadian Geospatial Data Infrastructure (CGDI). A padronização de dados ou aplicativos de um provedor, acessíveis através do portal, pode facilitar a sobreposição de diversas informações destes, assim, esta interoperabilidade produzirá informações mais ricas e mais úteis do que um único conjunto de dados pode fornecer (GEOCONNECTIONS, 2010).

No Brasil, a Comissão Nacional de Cartografia (CONCAR) e a Diretoria de Serviço Geográfico do Exército (DSG) estão especificando padrões de dados e metadados, desde a época da elaboração da Mapoteca Nacional Digital (MND) e agora em uso pela Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE). Em relação aos dados, os principais padrões já definidos são: ET-EDGV19, modelo conceitual para dados vetoriais garantindo consistência lógica, e ET-ADGV20, com regras para aquisição da geometria dos dados garantindo consistência lógica e topológica; ambos voltados para o mapeamento topográfico de cartografia terrestre. Está em elaboração o desenvolvimento de padrões para outros tipos de dados (BRASIL, 2010).

No tocante aos metadados geográficos, seus padrões estão conceituados e estruturados em seções com funções específicas, segundo Brasil (2010), para:

 Identificar o produtor e a responsabilidade técnica de produção;

 Padronizar a terminologia;

 Garantir o compartilhamento e transferência de dados;

 Viabilizar a integração de informações;

 Possibilitar o controle de qualidade;

 Garantir os requisitos mínimos de disponibilização.

Segundo Weber et al (1999), existem vários padrões de metadados com características distintas em alguns pontos, podendo ser aplicados em situações diferentes. Dentre os padrões

19 Especificação Técnica para a Estruturação de Dados Geoespaciais Vetoriais (ET-EDGV). 20 Especificação Técnica para a Aquisição de Dados Geoespaciais Vetoriais (ET-ADGV).

mais conhecidos estão: Spatial Data Transfer Standard (SDTS) e Content Standards for Digital Geospatial Metadada (CSDGM) desenvolvidos pelo FGDC; Spatial Archive and Interchange Format (SAIF) desenvolvido no Canadá; CEN TC287 proposto pelo Comitê Europeu de Padronização (CEN); Australia New Zealand Land Information Council (ANZLIC) na Austrália e Nova Zelândia; Global Change Máster Directory (GCMD) desenvolvido pela NASA; e Dublin Core, uma especificação genérica e universalmente aceita. Para os autores, os padrões do FGDC são os mais utilizados e têm sido referência para diversas iniciativas no mundo.

Além destes, outro padrão de metadados que tem sido bastante utilizado é o ISO-19115, da International Organization for Standardization (ISO), que define como a informação geográfica e os serviços associados devem ser descritos, incluindo seu conteúdo, aquisição espaço-temporal, qualidade dos dados e acesso e direitos de uso. Este padrão foi usado como referência para a definição do Perfil de Metadados Geoespaciais do Brasil (Perfil MGB), que contempla aspectos relevantes da documentação de informação geográfica existente no país.

Em relação à tecnologia, o Open Geospatial Consortium (OGC) é uma organização internacional, sem fins lucrativos, de normatização consensual que está liderando o desenvolvimento de padrões para serviços Web baseados em dados geoespaciais e localização. Entre seus membros estão principalmente universidades, instituições governamentais e empresas privadas relacionadas à produção e utilização de dados geográficos, na grande maioria, localizados na Europa, Canadá e Estados Unidos (OGC, 2011).

Padrões OGC são documentos técnicos, disponibilizados sem custo, que detalham a forma de desenvolver o código de sistemas ou serviços Web que utilizam informação geográfica. Estes padrões foram criados para tentar resolver os desafios da interoperabilidade, permitindo que os desenvolvedores de software utilizem estes documentos para a construção de seus produtos de forma que, quando os padrões são implementados por duas pessoas diferentes trabalhando de forma independente, o resultado de seus trabalhos possa ser utilizado em conjunto sem necessidade de ajustes ou alterações, ou seja, as informações e serviços espaciais podem ser acessados por todos os tipos de aplicação, independente da tecnologia utilizada em cada uma. As principais empresas desenvolvedoras de Sistemas de Informação Geográfica no mundo

participam do consórcio e utilizam os padrões em seus produtos, estando algumas já certificadas21 (OGC, 2011).

Dentre os principais padrões definidos pelo OGC para Web Services pode-se citar: Catalogue Service (CSW), para implementação de catálogos como os de acesso a metadados; Web Coverage Service (WCS), habilita o acesso aos dados do tipo ―coverage‖ ou matricial que representam fenômenos espaço-temporais; Web Feature Service (WFS), possibilita acesso, consulta e alteração de dados vetoriais; Web Map Service (WMS), permite requisição de imagens de mapas georreferenciados; Geography Markup Language (GML), que permite descrever a estrutura de um conjunto de dados geográficos de forma genérica; Keyhole Markup Language (KML), formato de dados espaciais do Google Earth submetido à padronização do OGC; Coordinate Transformation Service, para conversão do sistema de referência espacial; Web Processing Service (WPS), para serviços de processamento de dados, a exemplo de sobreposição de polígonos; e Gazetteer, permite localizar a geometria de um fenômeno geográfico a partir de seu nome.

A adoção dos padrões OGC para acesso aos dados via Web Service permite que os provedores utilizem qualquer tipo de tecnologia em seus ambientes, beneficiando a interoperabilidade. Isto é importante especialmente quando se considera as diferenças entre um acordo de cooperação estabelecido entre as instituições e a iniciativa de uma só instituição centralizando a publicação de dados de todos os provedores (PEREIRA et al, 2009).