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5.2 Étude cinétique de l’oxydation des hydrocarbures lourds de

5.2.1 Oxydation du n-undécane et validation du modèle

APÊNDICE B - Termos de compromisso livre e esclarecido (TCLE) APÊNDICE C – Questionário aplicado aos alunos

APÊNDICE D – Avaliação do módulo 01 APÊNDICE E – Avaliação do módulo 02 APÊNDICE F – Avaliação do módulo 03 APÊNDICE G – Avaliação do módulo 04

APÊNDICE H – Roteiro de prática utilizado no módulo 03 APÊNDICE I – Roteiro de prática utilizado no módulo 04

INTRODUÇÃO

A sociedade em que o ser humano está inserido está em constante processo de evolução, o que influencia a forma como o homem vive, refletindo em cada elemento dessa sociedade e em todo o seu contexto. Para Postman (1994) a mudança tecnológica é ecológica, partindo do pressuposto de que, ao gerar uma mudança significativa, gera-se uma mudança total.

No final do século XX o desenvolvimento tecnológico foi um marco na evolução das sociedades, produzindo alterações no âmbito cultural, econômico, social e também no campo educacional e nos meios de comunicação.

Ao se analisar o processo evolutivo da comunicação, percebemos sua evolução e, consequentemente, também as formas de comunicação. Segundo Cloutier (2001), podemos perceber que cada episódio evolutivo da comunicação é caracterizado pela utilização de novas formas de comunicação, que transformam a sociedade e constituem um novo tipo de comunicação, ou seja, cada época histórica e cada sociedade possui uma determinada forma de comunicação e de educação que são influenciadas pelos seus sistemas tecnológicos.

Os sistemas tecnológicos de cada tipo de sociedade influenciam e estabelecem relações na comunicação e contextos educacionais, contribuindo para estruturar a ecologia comunicacional das sociedades (SILVA, 2005). Assim, ao acompanharmos o desenvolvimento das tecnologias da informação e comunicação (TIC), podemos entender seus reflexos nas estruturas educacionais.

A comunicação como um processo de troca de informações entre duas fontes caracteriza o ser humano como emissor e receptor (CLOUTIER, 1975), sendo, no contexto escolar, uma fonte o professor e a outra o aluno. O contexto escolar deve acompanhar a evolução da comunicação e das técnicas de comunicação. Sendo assim, tem que haver uma atenção quanto a essas evoluções e aos seus reflexos no campo educacional, para haver um melhor proveito dessas tecnologias, pois, se a comunicação entre professores e alunos não for eficaz, todos os esforços por parte do professor no processo de ensino-aprendizagem serão perdidos.

O diálogo entre professor e aluno deve ocorrer de forma a permitir que a mensagem transmitida e trabalhada pelo professor seja clara para o aluno, que possa ser apreciada por ele e que possibilite um retorno positivo ao professor. A

comunicação é, sem dúvidas, um componente de grande importância no processo de ensino-aprendizagem.

No início dos anos 1990, com o início da era tecnológica, surgiu a Sociedade da informação que foi definida por Coutinho e Lisbôa (2011, p. 6) como “uma sociedade inserida num processo de mudança constante, fruto dos avanços na ciência e na tecnologia.” Nesse novo contexto a sociedade passa a ser bombardeada por inúmeras informações oriundas de diversas fontes, deixando a escola de ser o único centro das informações (ESCOLA, 2005; SANCHO; HERNÁNDEZ, 2006). Com o surgimento da Sociedade da Informação, houve uma quebra de paradigmas em relação à educação tradicional, pois a velocidade na evolução e a acessibilidade da tecnologia permitem grande acesso às informações disponíveis pelos meios de comunicação.

Os avanços tecnológicos levam ao questionamento do processo educativo, tanto das escolas, como das práticas de ensino. Não se pode pensar mais no professor como a única fonte de informação, em que ele determinava a informação que seria transmitida ao aluno. “O cerne da sociedade da informação liga-se às questões que envolvem o acesso, armazenamento e tratamento da informação.” (ESCOLA, 2005, p.346). Hoje, o professor deve enfocar o tratamento da informação para gerar a construção do conhecimento por parte do aluno, enfatizando o “aprender a aprender”.

Se antes a função da educação era formar indivíduos profissionais para um mercado de trabalho estável e em longo prazo, hoje o mercado exige profissionais flexíveis, com capacidades e competências variadas. Do ponto de vista de Perrenoud (1999, p.7) competência seria “uma capacidade de agir eficazmente em um determinado tipo de situação, apoiada em conhecimentos, mas sem limitar-se a eles.”. Um indivíduo competente deve não somente saber usar seu conhecimento, mas também saber como integrar e mobilizá-lo para agir em situações diversas. Os indivíduos devem ser capazes de aprender para e por toda a vida (SILVA; JAMBEIRO; LIMA; BRANDÃO, 2005). A escola precisa desenvolver no aluno habilidades, atitudes e valores para atuar na sociedade atual em constante transformação. Como colocam Sowell; Fuller (1990, p. 92) “education is more than a bunch of facts, and the most

important influence you may have upon your students can be in teaching them professional values”1.

Sabe-se que a construção do conhecimento baseia-se na informação, pois ao termos a informação, podemos tratá-la de forma a construir o conhecimento. Porém o fato de se ter acesso à informação não garante a construção do conhecimento, pois

A construção do conhecimento implica a capacidade de acolher novas informações, articulá-las, de forma a que os vínculos estabelecidos com o já sabido transformem essas novas informações em saber relevante. (ESCOLA, 2005, p.350).

Nesse cenário a escola passa a ter o papel de atuar no processo de ensino- aprendizagem, desenvolvendo nos alunos essas competências no tratamento da informação, de forma a levá-los a uma aprendizagem significativa.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais Ensino Médio (PCNEM) apresentam diretrizes que buscam atingir uma aprendizagem significativa para o aluno, que o permita atuar no mundo em que vive. As novas diretrizes apresentadas nos PCNEM dão um novo sentido à física, “Trata-se de construir uma visão da física voltada para a formação de um cidadão contemporâneo, atuante e solidário, com instrumentos para compreender, intervir e participar na realidade” (PCN+ENSINO MÉDIO, 2006, p.59). A física não deve ser trabalhada sem um contexto, sem sentido, e sim de forma significativa para o aluno, pois assim ele será capaz de aplicar seus conhecimentos. Perante o avanço tecnológico fica inevitável a inserção das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no processo educativo, que sofre os reflexos do que acontece na sociedade. Porém, essa inserção exige uma reestruturação das organizações de ensino, assim como uma capacitação do professor, que se encontra diante de um duplo desafio: “adaptar-se aos avanços das tecnologias e orientar o caminho para o domínio e a apropriação crítica desses novos meios.” (KENSKI, 2008, p. 18). Sendo assim, surge a necessidade dos governos criarem políticas públicas que equipem as escolas e capacitem professores para a introdução das TIC no processo de ensino, com a consciência de que estas tecnologias não devem ser objetivo educacional, e sim ferramentas de aprendizagem, permitindo aplicação e uso dos sistemas de informação e sua apropriação para melhorar a execução de tarefas,

1a educação é muito mais do que um grupo de fatos, e a influência mais importante que você pode ter sobre os seus estudantes pode ser em como você os ensina valores profissionais. (Tradução nossa)

tornando disponível e permitindo o acesso de informações, assumindo o papel de ferramenta e não de meio. (DUDZIAK, 2002; RAPOSO, 2004).

Entre as diversas tecnologias aplicáveis ao ambiente escolar, tem-se a internet, que permite o acesso de uma pessoa à informação, em que sua principal função é a interatividade. Ela possibilita uma nova realidade de comunicação entre os alunos, entre professores e entre alunos e professores, permite um trabalho conjunto com outros professores, possibilitando sua saída do isolamento; uma aprendizagem baseada em projetos, e também, acesso a informações para constante aperfeiçoamento (ALMEIDA, 1998). É capaz de trazer o mundo para dentro da sala de aula, contribuindo para o ensino presencial (LEITE, 2002) e também proporcionar a educação à distância mais eficiente (MORAN, 2013). Houve alteração na leitura, que saiu da linearidade impressa indo para a descontinuidade e multiplicidade digital – o hipertexto (LÉVY, 1993). A hipertextualidade se constitui através de textos formados por hipertextos, que como já caracterizado acima, apresenta o texto de forma não linear, ou seja, cada leitor pode seguir por um caminho diferente, pois o texto é constituído por diversos hiperlinks, que faz com que o leitor possa navegar por mundos diversos, aumentando as suas informações.

Outro exemplo de tecnologia aplicável na sala de aula é o vídeo, definido como “um aparelho, um veículo que traz à sala de aulas um tipo específico de mensagem, ou, de linguagem: a linguagem audiovisual.” (ROSADO, ROMANO, 1993, p.16). Esse instrumento pode trazer mais realidade aos conteúdos trabalhados, privilegiando o principal modo como aprendemos (MORAN, 2009), por tornar o processo mais dinâmico. Quando bem encaixado no planejamento, pode dar boas contribuições para o processo de construção do conhecimento.

O quadro interativo, que une computador e internet, também é uma tecnologia que pode ser usada em sala de aula, permitindo uma aula mais dinâmica e interativa, pois amplia para a sala de aula o que se faz individualmente em um computador, sendo possível escrever, gravar, desenhar, destacar informações, trabalhar com animações, exibir filmes, mapas ou gráficos para toda a turma. (SAMPAIO; COUTINHO, 2013).

Os softwares em várias áreas do conhecimento podem contribuir para introdução ou mesmo o desenvolvimento de conteúdos, através de simuladores que levam ao questionamento e entendimento dos mesmos. (SILVA; BARRETO, 2011)

O uso do laboratório, seja ele físico ou virtual, também é uma tecnologia que contribui significativamente para a aprendizagem, pois a utilização de experimentos como metodologia de ensino auxilia a aprendizagem dos alunos, ao estimulá-los a buscarem uma relação do conteúdo aprendido com situações da realidade, ajudando- os na resolução de problemas. (HERNANDES; PUHALES, 2012).

Com as TIC à disposição do professor, cabe a ele escolher a tecnologia mais adequada ao conteúdo que será ensinado e aos propósitos do ensino, tirando proveito de suas potencialidades, visando a aprendizagem significativa. Essa é a grande questão desse trabalho, que busca verificar as contribuições da Tecnologia Educativa para o processo de ensino-aprendizagem, especificamente para o ensino da física na primeira série do ensino médio, respondendo às seguintes questões:

 A TE tem capacidade de motivar os alunos?

 A TE contribui para a compreensão dos conteúdos e das atividades propostas/a escola transforma-se em um conjunto de espaços ricos de aprendizagem significativas?

 A TE otimiza o processo de ensino-aprendizagem?

 A TE contribui para aspectos atitudinais dos alunos? Esta dissertação está estruturada em cinco capítulos.

No capítulo 1 abordamos os conceitos de técnica, tecnologia e ciência, apresentamos a história da comunicação segundo Jean Cloutier, as formas de comunicação segundo Pierre Lévy e a influência da comunicação nos contextos educacionais. Abordamos também as novas tecnologias, o surgimento da sociedade da informação e os impactos dessas novas tecnologias na sociedade, bem como fratura digital, analfabetismo digital e inclusão digital.

No capítulo 2 falamos sobre a educação no Brasil, o direito do cidadão à educação, a importância de se ter uma educação de qualidade para o desenvolvimento socioeconômico de um país, a avaliação do Ensino Médio brasileiro através do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), os fundamentos que são referências para elaboração de propostas curriculares - os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, aspectos que envolvem a prática no ensino da física, teorias de aprendizagem e as TIC no cenário educacional, suas exigências quanto aos órgãos públicos e ao papel do professor no processo de ensino e aprendizagem.

No capítulo 3 falamos da tecnologia no cenário educacional – Tecnologia Educativa, abordando recursos tecnológicos como computador, vídeo, simuladores, quadro interativo, laboratório físico e laboratório virtual, apresentando o histórico, características, potencialidades educativas, vantagens e desvantagens quanto à utilização desses recursos na sala de aula. Nesse capítulo ainda é apresentada uma pesquisa sobre usos e apropriações das TIC nas escolas públicas e particulares em atividades no Brasil.

No capítulo 4 apresentamos a metodologia empregada nesta pesquisa, descrevendo o contexto escolar, caracterizando os participantes da pesquisa, explicitando o questionamento desse estudo, as técnicas de recolha de dados e os procedimentos metodológicos.

O capítulo 5 refere-se à apresentação e ao tratamento dos dados, seguido da análise e da discussão dos resultados obtidos com a pesquisa, finalizando com as considerações finais acerca da investigação.