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Outils d’éradication

Dans le document Ibis sacré( (Page 46-53)

Chapitre 4 : Stratégies et outils de gestion éventuels

B. Les outils de gestion

3. Outils d’éradication

Em fins do século XIX o capitalismo iniciou a fase monopolista como uma tendência inerente da indústria moderna de se concentrar e se centralizar (MAMIGONIAN, 1982). O processo foi liderado pelos Estados Unidos e a constituição de grandes empresas integradas a partir de 1880. Tais instituições tiveram como base a organização mercadológica no contexto interno de um crescente mercado urbano e o aperfeiçoamento dos transportes e das ferrovias que integravam o território.

“[...] a industrialização dos alimentos proporcionava a base indispensável do tipo de vida urbana que estava sendo criado; e foi na indústria alimentícia que a estrutura de mercado da empresa – abrangendo vendas, distribuição e intensa promoção ao consumo e publicidade – veio a desenvolver-se plenamente (BRAVERMAN, 1987, p. 224).

O setor cervejeiro seguiu as mudanças do regime da acumulação capitalista e tornou-se uma produção mecanizada em larga escada. No período de ascensão do ciclo de Kondratieff22, que se estendeu de 1896

21 As Ales são cervejas de alta fermentação (Saccharomyces cerevisia), ativadas a temperaturas de 15 a 20 graus. A cerveja do estilo Ale, permanece pelo menos sete dias em processo de fermentação, posteriormente se retira a superfície com leveduras e ela passa por uma fermentação secundária à temperaturas mais baixas. As Ales podem ser chamadas de Cask Ale ou Ale Tradicional. São servidas sob pressão ou bombeadas manualmente e continuam a fermentação secundária ou maturação no barril, quanto mais tempo armazenada mais sujeita está à variação de sabores (JACKSON, 2010).

22 Os ciclos longos da economia, chamados de ciclo de Kondratieff, perduram

por aproximadamente 50 anos e são compostos por uma fase de ascensão econômica considerada fase “A”, com um período aproximado de 25 anos, e

até 1920, a indústria cervejeira não apresentou crescimento como os setores da siderurgia, têxtil e alimentício, no entanto, manteve seu crescimento constante. No entanto, no período de esgotamento tecnológico e recessão do ciclo econômico a produção cervejeira decaiu, como demonstra o gráfico 123.

Conforme os dados apresentados no gráfico 1 a produção de cerveja no mundo aumenta de 1910 a 1920, apresentando queda no período de 1921 e 1933. De 1921 a 1923 a taxa de crescimento foi negativa de 53%; de 1923 a 1933, foi negativa de 43%. A partir de 1934 a produção retoma o crescimento positivo.

uma fase de recessão econômica considerada fase “B” compondo um período também de 25 anos. Conforme Schumpeter (1912), o sistema econômico não anda sempre para frente de modo contínuo e sem tropeços. Ocorrem movimentos contrários; incidentes dos tipos mais variados que entravam o desenvolvimento. Se os desvios no sistema econômico forem fenômenos raros não constituem um problema especial, mesmo que esses fossem fatos que pudessem destruir o desenvolvimento econômico, mas os movimentos e contratempos frequentes que apresentam algo semelhante à certa periodicidade requerem a elaboração de abstrações que podem agrupá-los em uma classe de fenômenos. Dessa forma, todo boom econômico é seguido por uma depressão e toda depressão por um boom. A teoria de Schumpeter parte do princípio de que o boom econômico termina e a depressão começa após a passagem do tempo que deve transcorrer antes que os novos produtos possam aparecer no mercado; ou seja, “[...] um novo boom se sucede à depressão, quando o processo de reabsorção das inovações estiver terminado” (SCHUMPETER, 1912 p. 142). O sistema se reanima outra vez, no período de crise, com a busca e realização de novas combinações, sendo a crise, apenas, um processo pela qual a vida econômica se adapta a essas novas combinações. Por isso o continuo avanço do sistema de monopólio foi conduzido por inovações, as quais alteraram tanto a localização da atividade econômica quanto a composição e a quantidade de produtos fabricados.

23 A depressão dos anos 1930 espalhou-se pelo mundo com o declínio do

comércio internacional. A depressão mais grave partiu dos Estados Unidos com o craque da Bolsa de Nova Iorque em 1929. O desemprego foi generalizado em todos os países e a atividade interna e as trocas internacionais declinaram rapidamente. O liberalismo tradicional foi combatido e começou-se a se falar em “crise do capitalismo” (NIVEAU, 1967).

Gráfico 1 – Produção de cerveja no mundo no período de 1910 a 1938 (milhões de hectolitros)

Fonte: The Barth Reports, 1909/1925; 1926/1950. Organizado pela autora. *A base de dados Barth Reports não apresenta dados do período de 1938 a1947.

O gráfico 2 demonstra a produção cervejeira mundial, segundo os sete principais países produtores em 1934. Os Estados Unidos era o principal produtor em 1913, mas veio perdendo participação na produção mundial em decorrência do estabelecimento da Lei Seca no período de 1918 a 193324.

24 A Lei Seca foi um movimento de cunho conservador que surgiu no início do

século XIX nos Estados Unidos e se intensificou no final no século, pois está relacionado à opressão do capitalista sob o trabalho assalariado. No entanto é um movimento que esteve presente nos Estados Unidos desde a sua colonização. Com o desenvolvimento da agricultura e o aumento da produção de grãos, em especial o milho, o uísque se tornou muito barato e popularizou o hábito de beber. A bebida alcoólica foi entendida como um problema social e relacionada à prostituição e o vandalismo que ocorriam por toda parte do país, nas tabernas ou saloons (bares no interior). Em 1789 o governo passou a cobrar tributação pelas bebidas importadas da Inglaterra e a reprimir os fabricantes internos que reivindicavam. Houve uma série de medidas para diminuir o consumo até ser considerada um problema moral, religioso e de segurança nacional. Em 1918, em todo o território norte-americano, passou a ser proibida a venda, a fabricação e o transporte de bebidas com teor alcoólico superior a 0,5%. O movimento antialcoólico também surgiu na Europa (Bélgica e Reino Unido), mas as medidas tomadas para diminuir o consumo de álcool, em boa parte, incentivaram o consumo da cerveja. O governo do Reino Unido acelerou

A produção cervejeira, nos Estados Unidos, apresentou queda de 88% de 1913 a 1920, no entanto, o país foi fortemente beneficiado pela guerra, ao converter-se em grande credor mundial. Sua economia, a parte do território de conflito, funcionou em plena capacidade às necessidades de guerra e muitas das indústrias cervejeiras que foram obrigadas a parar de produzir bebidas alcoólicas, encontraram mercado para fabricação de outros produtos, principalmente produtos alimentícios. A partir da década de 1930, a produção cervejeira foi retomada, apresentou crescimento de 528% de 1929 a 1934.

Na Alemanha, a produção cervejeira despencou com Primeira Guerra Mundial. O recrutamento da população pelo exército e os movimentos migratórios, induzidos pelo nazismo, provocaram escassez da mão-de-obra industrial no país. Muitas cervejarias alemãs fecharam as portas nas regiões mais isoladas e de difícil acesso, pela dificuldade de substituição da mão-de-obra. O transporte também foi prejudicado, pois o governo requisitou os veículos e animais de tração para as forças de ocupação. Além disso, materiais de metal passaram a atender as necessidades da guerra e a indústria cervejeira foi forçada a substituir processos e materiais que se tornaram de difícil acesso (POELAMANS; SWINNEN, 2012).

A produção teve queda de 63.5% de 1913 a 1920. Terminada a guerra, a produção foi retomada apresentando crescimento de 123% na década de 1920, no entanto de 1930 a 1934 a produção apresentou novamente taxa negativa de crescimento, de 32%.

Na Grã-Bretanha, a produção foi decrescente durante todo o período analisado. A concorrência internacional tornou-se intensa desde o final do século com a emergência dos Estados Unidos e a Alemanha como importantes nações industriais. A Grã-Bretanha veio diminuindo os investimentos no final do século e atingiu o pleno emprego no setor dos bens pesados. Em 1870, representava 31,8% da produção

a produção e o consumo de cerveja em substituição ao gim, que apresentava alta constituição alcoólica e era considerado responsável pelo alto índice de alcoolismo. A produção caseira foi regulamentada e com o pagamento de 2 guinés por ano podia-se produzir e vender a bebida. No período de 1830 e 1840 surgiram 46 mil pubs na Inglaterra e País de Gales. Durante a I Guerra Mundial, a Escócia, Irlanda e País de Gales proibiram a abertura de bares aos domingos e estabeleceram punições para as pessoas que ficavam embriagadas, alegando que os grãos deveriam ser estocados e não utilizados na produção da bebida. E, na Bélgica foi proibida a venda de outras bebidas alcóolicas que não fosse a cerveja (POELAMANS; SWINNEN, 2012).

manufatureira mundial; no período de 1926 e 1938, representava apenas 9%25.

Na Bélgica e na França, a produção também caiu no período de guerra, mas voltou a crescer nos anos 20. De 1920 a 1929, a produção de cerveja cresceu 67% na Bélgica e 58,5% na França. Na Áustria, a qual foi defasada pela guerra, a produção despencou de 19.350 hectolitros em 1913 para 2.061 em 1934.

Na Rússia, a produção de cerveja, deixou de existir no período de guerra. Em 1934, produzia-se quase um terço do que era produzido em 1913, embora a economia do país tenha se recuperado em 1925/25, alcançando os níveis de produção de antes da guerra26.

25 A Grã-Bretanha foi o berço da civilização industrial e o primeiro país

produtor de artigos industrializados. Durante seu reinado importou produtos alimentícios e matérias primas para a indústria e exportou produtos manufaturados. Além disso, equilibrou as trocas no mercado interno com prazo empréstimos a curto e longo prazo. O total de capitais investidos pelo país em 1867 foi de 520 milhões; em 1912, de 4.000 milhões. A emergência dos Estados Unidos ao patamar de nação hegemônica causou mudanças na organização econômica europeia. Foram desfeitos os acordos de zonas de comércio; direitos alfandegários foram paralisados; a libra foi desvalorizada diante da emersão do Dólar no mercado mundial; e, os investimentos em produção foram direcionados a setores de base, alimentação e guerra (NIVEAU, 1967).

26 A Rússia se industrializou no final do século XIX, tal como os países de industrialização tardia, através do processo de substituição de importações, a criação de empresas gigantes e o emprego da mais moderna tecnologia europeia em setores estratégicos da indústria pesada. Sua revolução burguesa ocorreu sem uma ruptura com a grande propriedade fundiária, esta se conservou e se transformou lentamente em estabelecimentos capitalistas. A decomposição do campesinato se processou tanto mais rapidamente conforme se ia destruindo os vestígios de servidão (LENIN, 1899). Em 1914 as empresas com mais de mil operários ocupavam 17,8% do efetivo total de operários na indústria dos Estados Unidos, ao passo que na Rússia, ocupavam 41,4%. No entanto, sua renda per capta, por exemplo, não chegava a um terço das rendas da Inglaterra e dos Estados Unidos (FERNANDES, 1999, p. 254; 257). O regime Czarista estava preso ao endividamento, pois os bancos desempenhavam o papel do Estado nacional como fonte principal de financiamento. O investimento estrangeiro, sobretudo, oriundo da Inglaterra, França, Bélgica e Alemanha se instalaram nos setores mais dinâmicos e estratégicos da economia Russa. A revolução soviética de 1917 transformou esse quadro, buscando encontrar possibilidades para o avanço do país, fora das dependências do capital externo. As primeiras medidas fundamentais tomadas pelo partido Bolchevique em 1918 foi o cancelamento de todas as dívidas do país com os países capitalistas

Gráfico 2 – Principais países produtores de cerveja no período de 1913 a 1934 (milhões de hectolitros)

Fonte: The Barth Reports, 1909/1925; 1926/1950. Organizado pela autora.

Sobre os anos 1940, não há disponibilidade de dados sobre a produção cervejeira. Em 1949, foram produzidos 265.300 milhões de hectolitros, desses 43% na América e 37% na Europa, totalizando 80% da produção mundial, conforme dados da The Barth Reports (1926/1950).

No período da Segunda Guerra, a produção de cerveja dos Estados Unidos foi estimulada pelas exportações para o exército europeu, além disso, o país contava com amplo mercado externo e produzia no mercado nacional as matérias primas necessárias: malte e lúpulo.

No período de 1949 a 1959, os Estados Unidos continuaram liderando a produção cervejeira, como demonstra o gráfico 3. No entanto, o crescimento do setor foi de apenas 5% de 1949 a 195927.

A Alemanha apresentou o maior crescimento entre os principais países produtores de cerveja nos anos 50, passou de uma produção de

centrais e a formação do monopólio estatal sobre as relações econômicas com o exterior (FERNANDES, 1999).

27 No período pós-guerra os Estados Unidos apresentava crescimento na

capacidade produtiva acima de muitos outros países que já possuíam estrutura produtiva avançada quando a guerra começou. As empresas norte-americanas detinham condições de produzir com eficiência maior do que seus concorrentes e penetrar nos mercados externos e concorrer com as empresas nacionais (WALLERSTEIN, 2003).

14.570 hectolitros em 1949 para 57.070 hectolitros em 1959, apresentando crescimento de 251% no período28.

Ainda conforme o gráfico 3, na Grã-Bretanha, nos anos 50 apresentou queda, embora, tivesse aumentado a quantidade produzida com relação aos anos 30. A Inglaterra enfrentava um sério problema de desequilíbrio na sua balança de pagamentos, pois a retomada do crescimento com o aumento da produção requeria quantidade maciça de matéria-prima não mais compensada pelas exportações.

Os demais países produtores de cerveja, expostos no gráfico 3, apresentaram recuperação na produção da bebida ao longo da década: A Alemanha apresentou crescimento de 292%; a Rússia de 151%; e, a França de 126%.

Em 1959, a produção mundial de cerveja era de 342.294 milhões de hectolitros, desses, 54% foi produzido pela Europa e 38% pela América, somando 92% da produção mundial, conforme dados da The Barth Reports (1950/1960). Demonstra-se, assim, o aumento da concentração da produção nessas duas regiões comparado a 1949, em que as duas regiões juntas representavam 80% da produção mundial e também a queda na participação de mercado da América e aumento da participação da Europa, em decorrência do baixo crescimento da produção nos Estados Unidos e a recuperação da produção nos países do continente europeu.

Landes (1969, p. 510), expõe sobre a situação da Europa no final dos anos 1940:

Em parte alguma a transição da paralisia do após- guerra para a recuperação foi tão abrupta quanto na Alemanha. Mas, na maior parte da Europa ocidental, 1948 foi um ano de transição da doença para a saúde, do desanimo para a confiança, da emergência para a normalidade. Na Inglaterra, o inverno 1946-47 tinha sido um desastre, um golpe cruel do destino, que consumira o suprimento de combustível da nação (os estoques estavam em menos da metade do normal em outubro e 1946),

28 No período pós-guerra, a Alemanha realizou vultosos investimentos em

reparos e reposições da cadeia produtiva, a qual foi totalmente destruída pela guerra. O desmantelamento de sua cadeia produtiva apresentava nos anos 50 contingente de capital fixo da indústria, muito próximo aos de 1939 (LANDES, 1969). Somente em 1956 a Alemanha alcançou a mesma quantidade de cerveja produzida em 1934.

arruinara a produção e o comércio e custara cerca de 200 milhões em exportações (libras esterlinas). A França e os Países Baixos não tinham sido poupados, particularmente, o efeito da escassez de produtos e do conflito social consistia em acelerar uma inflação mais rápida do que a que se seguira à Primeira Guerra Mundial. Entre a libertação e o fim de 1948, o s preços subiram sete a outo vezes [...]. “Dois anos inteiros após o termino da hostilidade”, escreveu Triffin, “a Europa viu-se à beira de uma falência financeira cujas consequências econômicas ameaçavam derrubar uma estrutura política social já enfraquecida por 10 anos de depressão, seguidos pela guerra mais destrutiva da história”.

Os países europeus herdaram bens de capital muito defasados pela guerra e lacunas no sistema de transportes, problemas que, foram selecionados com pouco investimento, mais em alguns países do que outros. Essa recuperação, em grande medida financiada pelo Plano Marshall, juntamente com o aumento da demanda interna e a mão-de- obra barata, permitiu retornos elevados nos anos 1950.

A Revolução Russa, surgimento de diversos países socialistas no leste europeu, e a adesão do socialismo pela China foram elementos que marcaram o cenário geopolítico no final da Segunda Guerra Mundial. As revoluções nacionais foram vitoriosas em vários Estados e levaram ao estabelecimento de novos Estados Independentes e à emancipação da dominação política estrangeira29. Essa nova organização política industrializou-se por meio do planejamento econômico regido pelo Estado e intensificou a concorrência no mercado mundial30.

29 Lange (1986), distingue três tipos de desenvolvimento nessa fase: o modelo

capitalista seguido da Europa Ocidental e pelos Estados Unidos; o modelo socialista originado na União Soviética, e incorporado por países da Europa Oriental, na China e alguns países asiáticos; e, o terceiro, chamado de modelo nacionalista-revolucionário, estabelecido por países que estão se emancipando da dependência colonial e semicolonial.

30 Nos anos 40, a Rússia foi devastada pela guerra. As forças nazistas chegaram a ocupar um terço do território soviético. Em 1949, juntamente com a criação da OTAN foi criado o comitê coordenador para o controle das exportações multilaterais, com a função de reduzir o intercâmbio comercial entre os países capitalistas e o bloco dos países socialistas. Enquanto que, a União Soviética criou o Concelho de Assistência Econômica Mutua (CAME) integrando todos os países do bloco (Bulgária, Checoslováquia, Hungria, Polônia, Romênia,

Gráfico 3 – Principais países produtores de cerveja no período de 1949 a 1959 (milhões de hectolitros)

Fonte: The Barth Reports, 1926/1950; 1950/1960. Organizado pela autora.

Na década de 1950 houve a campanha de liberalização do comércio internacional e a integração dos países europeus em acordos de livre comércio; na década de 1960, um intenso esforço na realização de investimentos em novas técnicas produtivas e em Pesquisas e Desenvolvimento (P&D) (LANDES, 1969).

Os Estados Unidos constituíam-se no maior exportador de conhecimentos e técnicas para os países europeus. Nos anos 60, os Estados Unidos recebeu apoio governamental das políticas de financiamento de P&D para a indústria, enquanto que as empresas europeias investiram em avanços produtivos por meio da imitação, pois os investimentos governamentais foram direcionados, principalmente para aplicações militares. Em 1968, o financiamento total do governo britânico em P&D, foi menor do que um décimo do valor correspondente nos Estados Unidos. Nesse mesmo ano, cerca de 95% do P&D nos Estados Unidos foi realizado na indústria, enquanto na França essa participação foi de 45% e no Reino Unido de 40% (DOSI, 1953).

Conforme demonstra o gráfico 4, a produção de cerveja nos Estados Unidos retomou a produção no decorrer dos anos 60. A

Albânia e República Democrática Alemã - Alemanha Oriental). Todos esses países, a China e a Coréia do Norte, passaram a orientar uma industrialização socialista. O bloco dos socialistas abrangia um terço da população mundial e mais de um quinto de seu território (FERNANDES, 1999).

produção apresentou aumento de 27,5% de 1960 a 1969. Na Alemanha, a produção teve crescimento de 38%, na Inglaterra 24%, na Rússia 56%, na Tchecoslováquia 48%, na França 14% e na Bélgica o crescimento foi negativo de 0,6%.

Em 1969, a produção mundial foi de 515,535 milhões de hectolitros, produzidos 54% na Europa e 34% na América, representando 88% da produção mundial (houve aumento da produção no continente Asiático: 6,5% da produção mundial nesse ano, 4% a mais que em 1959).

A produção mundial de cerveja apresentou crescimento de 21% de 1949 a 1959 e de 51% de 1959 a 1969.

Gráfico 4 – Principais países produtores de cerveja na década de 1960 (milhões de hectolitros)

Fonte: The Barth Reports, 1960/1970. Organização própria.

A tabela 1 demonstra a diminuição no número de cervejarias e o aumento no tamanho médio dessas empresas nos Estados Unidos, Inglaterra e Bélgica, no período de 1900 a 1977.

Nos Estados Unidos, das 1.568 cervejarias existentes em 1910, apenas 756 voltaram à atividade em 1934, pós a revogação da Lei Seca. Dentre elas estavam grandes empresas criadas no século XIX, que se mantiveram na atividade industrial durante o período de proibição31.

31 Por exemplo, a Anheuser Busch, se manteve todo o período da Lei Seca fabricando a Budweiser sem álcool e diversos produtos não alcoólicos (Soft Drinks, sorvetes, chocolates, refrigerantes carbonatados, fermento para bolos); a

A concentração de capital na indústria cervejeira dos Estados Unidos foi intensa de 1940 a 1970. De 1940 a 1950, a diminuição no número de empresas foi de 40% e o aumento no tamanho médio das fábricas foi de 172%; de 1950 a 1960, de - 44% e 89%; e, e de 1960 a 1970 de -33% e 112%, respectivamente. O crescimento do tamanho médio da indústria cervejeira norte-americana foi de 2.606% de 1934 a 1975, enquanto que, o número de empresas diminuiu 84,5%.

Na Europa, a concentração de capital nas cervejarias também foi marcante, porém, o tamanho médio das empresas sobreviventes não aumentou tanto quanto nos Estados Unidos. Das 6.447 cervejarias inglesas em 1900, restaram 840 depois do grande conflito mundial e apenas 144 sobreviveram até 1975. No período de 1900 a 1930, a diminuição do número de cervejarias britânicas foi de 78% e o tamanho médio teve aumento de 216%; de 1940 a 1977, o número de empresas diminuiu cerca de 82%, e o tamanho médio cresceu 882%.

A Bélgica, em geral, apresenta cervejarias de tamanho médio menor. No período de 1900 a 1940, o número de cervejarias caiu 65% e o tamanho médio das empresas aumentou 101%; de 1940 a 1977 a diminuição no número de empresas foi de 86% e o aumento no tamanho médio das fabricas foi de 1.171%, registrado principalmente, a partir dos anos 1960.

Tabela 1 – Variação no número de cervejarias e no tamanho médio das empresas nos países selecionados no período de 1990 a 1977

Dans le document Ibis sacré( (Page 46-53)

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