PARTIE IV LA CHIRURGIE DE LA FACE
IV. 2.1.1.3. Ostéotomie orbitonasomaxillaire de Le Fort III (1)
O óleo essencial de Erica australis, obtido por hidrodestilação, apresentou um rendimento muito baixo (< 0.05%), quando comparado com o de outras plantas tipicamente produtoras de óleos essenciais.
As técnicas cromatográficas utilizadas (GC e GC/MS) permitiram identificar 43 compostos, sendo o oct-1-en-3-ol o constituinte predominante (32.8-38.3%), seguido do n-nonanal (8.3- 11.0%), n-octanol (5.8-7.3%), cis-hex-3-en-1-ol (2.2-5.4%) e n-heptanol (3.6-4.0%).
No que respeita à composição química do decocto, o ácido gálico (6.0-7.0%) foi identificado como sendo o constituinte maioritário, seguido pelos ácidos clorogénico, cafeico e vanílico (1.0- 3.1%).
Não foram observadas diferenças significativas na composição química das três amostras estudadas, tanto no que respeita à fração volátil como à fração aquosa, sugerindo que o polimorfismo da cor não afeta significativamente o perfil fitoquímico da planta.
Atendendo a que a planta é utilizada na medicina tradicional como infusão, poderá colocar- se a hipótese de o elevado conteúdo em ácido gálico, detetado como constituinte maioritário da fração aquosa, ser o ou um dos princípios ativos responsáveis pelas propriedades terapêuticas desta espécie. Todavia, o método utilizado (HPLC-DAD) apenas permitiu a identificação de componentes para os quais existiam padrões disponíveis. Isto significa que uma caracterização mais completa da composição química desta planta é necessária, devendo a mesma passar pelo fracionamento, isolamento e caracterização estrutural de compostos isolados, recorrendo a técnicas cromatográficas preparativas e a técnicas espectroscópicas. Paralelamente, fará todo o sentido a realização de ensaios de bioactividade, envolvendo os extratos e as frações, bem como os produtos puros isolados e identificados.
A metodologia acima descrita deverá ser igualmente aplicada ao estudo mais aprofundado dos extratos e da pomada obtidos a partir do rizoma de Iris germanica.
A análise dos cromatogramas permitiu concluir que o extrato etanólico desta planta é o que apresenta composição mais complexa, sendo notória a elevada concentração dos constituintes mais polares. Pelo contrário, nos extratos de hexano e de diclorometano puderam ser observadas manchas de compostos de menor polaridade, apresentando um perfil muito semelhante ao da pomada produzida no laboratório. Em qualquer dos casos, a sua eficácia terapêutica necessita ser testada em modelos animais com lesões dérmicas induzidas.
Relativamente ao Estudo Etnobotânico efetuado em vários concelhos da Serra de Montemuro, foram entrevistadas 98 pessoas de 45 aldeias, distribuídas por 23 freguesias. No total, foram mencionadas cerca de 350 plantas, pertencendo grande parte à família Lamiaceae, sendo a malva a planta mais citada pelos inquiridos.
Espera-se, a curto/médio prazo, completar o trabalho de campo iniciado, de forma a integrar uma futura publicação que terá por título “Plantas Medicinais da Serra de Montemuro -Tradição, Saber Popular e Produção”.
Ficará assim registada e preservada toda uma cultura popular que, de outro modo, se perderia com o passar do tempo. A catalogação das plantas medicinais em herbário completará estes objetivos.
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