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Ossian et Milton : horizon culturel et élection des maîtres

Ossian et Milton, ou les maîtres travestis

2.1 Ossian et Milton : horizon culturel et élection des maîtres

Os resultados obtidos são apresentados de forma quantitativa (tabela 9 e figura 11) e completados com observações qualitativas, para a comparação do desempenho da criança nos dois momentos de avaliação (inicial e final).

Nas duas avaliações, a N. apresenta valores inferiores nos domínios da motricidade global e fina, verificando-se no entanto um aumento da pontuação obtida no momento final. Relativamente aos outros domínios, a Perceção Visual e Auditiva manteve-se com a cotação máxima nos dois momentos da avaliação, tendo a criança alcançado também a cotação máxima no domínio de Comunicação e Linguagem no momento de avaliação final e uma cotação próxima da máxima no domínio Social.

Nas duas avaliações, a N. apresenta valores inferiores nos domínios da motricidade global e fina, verificando-se no entanto um aumento da pontuação obtida no momento final. Relativamente aos outros domínios, a Perceção Visual e Auditiva manteve-se com a cotação máxima nos dois momentos da avaliação, tendo a criança alcançado também a cotação máxima no domínio de Comunicação e Linguagem no momento de avaliação final e uma cotação próxima da máxima no domínio Social.

Na Motricidade Global, a criança mostra ter controlo cervical em decúbito dorsal, não sendo no entanto capaz de elevar a cabeça a 45º, verificando-se na avaliação final um ligeiro controlo cervical quando elevada pelos ombros, elevando um pouco a sua cabeça, contudo continua a não atingir os 45º. O tocar num objeto em decúbito dorsal, cruzando a linha média do corpo com ambos os membros superiores, é uma tarefa que a criança realiza com esforço, verificando-se na avaliação inicial maior facilidade em tocar no objeto com o braço direito, no momento final a criança é capaz de mobilizar também o

72 32 52 16 60 24 13 52 12 37 43 26 52 16 58 0 20 40 60 80

Motricidade Global Motricidade Fina Perceção Visual e Auditiva

Comunicação e Linguagem

Social

Cotação máxima Cotação inicial da criança N. Cotação final da criança N.

Figura 11 – Gráfico de comparação dos resultados obtidos pela N. em cada domínio psicomotor na avaliação psicomotora inicial e final com a cotação máxima de cada domínio

membro esquerdo. Na transferência da posição decúbito dorsal para ventral e vice-versa, a criança necessitava de total apoio, verificando-se que na avaliação final com o estímulo auditivo, visual e apoio físico parcial a criança é capaz de concretizar esta transferência, observando-se algum esforço por parte da mesma.

Em decúbito ventral a criança apenas quando estimulada (estimulo auditivo) era capaz de elevar a sua cabeça na vertical ligeiramente, não se conseguindo apoiar nos antebraços, e na avaliação final verifica-se que assim que a criança é colocada em decúbito ventral tende a elevar a sua cabeça sem ser necessário um estímulo específico, sendo capaz de sustentar o seu peso sobre os antebraços, precisando de ajuda apenas para colocar os antebraços apoiados no colchão. Nas transferências de decúbito dorsal para a posição de sentada e desta para a posição bípede, verifica-se entre as avaliações, maior participação e esforço por parte da criança, apesar de não conseguir concretizar estas transferências autonomamente, denota maior controlo cervical, maior força abdominal e dos membros inferiores para a bipedia, sendo necessário um apoio ao nível dos membros superiores. Ao realizar a contagem ‘1, 2, 3’, a criança é capaz de contrair os músculos dos membros inferiores para se elevar.

Na posição sentada, inicialmente, a N. apenas se conseguia manter, com total apoio físico, sendo, na avaliação final, capaz de se manter nesta posição apenas com apoio material, sendo capaz com total autonomia, nesta posição, de tocar e agarrar brinquedos com ambos os membros superiores (maiores dificuldades com o membro esquerdo), sendo algo que ela faz automaticamente quando algum objeto está ao seu alcance. Da posição sentada a criança passa para a posição de pé com apoio da estagiária ao nível dos membros superiores, apesar de se observar, na avaliação final, mais força com os membros inferiores, sendo apenas necessário a estagiária estabilizar a posição da criança, sendo a criança capaz de se sustentar durante mais tempo e com maior controlo postural. Em decúbito ventral a criança já é capaz de fletir os membros inferiores na tentativa de gatinhar, apesar das dificuldades no controlo cervical condicionarem o sucesso da tarefa. A criança necessita de total apoio para a transferência de decúbito ventral para a posição de joelhos, mantendo-se, com apoio parcial, mais tempo nesta posição na avaliação final. A N. com apoio parcial é capaz de se manter na posição vertical verificando-se o reflexo de marcha com menor cruzamento dos membros inferiores na avaliação final e com maior controlo cervical e postural.

Observa-se também um aumento na pontuação obtida entre os dois momentos de avaliação, ao nível da Motricidade Fina, verificando-se que as dificuldades nas capacidades manipulativas se devem em grande parte ao comprometimento motor do

membro superior. Nos dois momentos de avaliação existiram maiores dificuldades na mobilização do membro superior esquerdo. Em ambos os momentos a N. foi capaz de realizar preensão palmar com ambas as mãos, transferindo um objeto de uma mão para a outra com total apoio físico e na avaliação final a criança realiza a preensão palmar de forma mais automática e voluntária. Também na avaliação final a criança é já capaz de agarrar objetos pequenos, construir uma torre com cubos com apoio da estagiária e de realizar uma garatuja autonomamente, realizando a preensão palmar do lápis e dirigindo a mão para folha, tendo a noção da utilidade do lápis (a N. não realizava inicialmente estas tarefas). A criança é capaz de folhear um livro, com o membro superior direito.

A N. teve cotação máxima no domínio Perceção Visual e Auditiva, conseguindo, facilmente, manter a atenção e o interesse com estímulos visuais e auditivos, sendo uma criança muito atenta ao seu envolvimento. Concretiza a rotação lateral da cabeça para acompanhar um movimento no envolvimento ou um som, procurando o objeto no local onde ele caiu, tendo um grande interesse na brincadeira do “esconce-esconde”. Reconhece o seu nome, a voz da mãe/irmãs e o acenar “adeus”.

Na Comunicação e Linguagem verifica-se um aumento da pontuação obtida na avaliação final, uma vez que a criança é comunicativa, apesar da reduzida capacidade de produção de sons, rindo e gritando durante a brincadeira com entusiasmo, sendo possível ouvi-la de forma espontânea a produzir sons muito simples (para chamar atenção do outro) e na avaliação final é já possível observar que a criança tenta imitar sons concretizados pela estagiária. Sempre que está desconfortável reage e mostra ao outro a sua irritação através do choro.

Por último, no domínio Social verifica-se um aumento significativo da avaliação inicial para a final. A criança continua a ter um elevado nível de dependência nas AVD, no entanto com algumas dificuldades é já capaz de agarrar a colher, a escova dos dentes e o copo e lavar à sua boca, sendo sempre este momento uma grande satisfação para a N.. Desde o início da intervenção que a N. é uma criança muito alegre, sorri com facilidade quando se interage com ela, e também facilmente se mostra irritada através do choro. Tem um grande interesse em todo o seu envolvimento, estando atenta aos diferentes movimentos e estímulos detetados. Verifica-se uma evolução na capacidade de a criança interagir e explorar o seu envolvimento na avaliação final. No bater palmas a criança necessita ainda de total apoio para o concretizar, no entanto a N. já diz “adeus” (acenando) autonomamente, associando o movimento à palavra verbalizada. A criança facilmente reconhece os familiares (e.g: mãe, irmãs) mostrando uma reação de contentamento quando se encontra com eles e de descontentamento quando se afastam.

Seguidamente é apresentado o estudo de caso do grupo de crianças da Unidade.

2.3 Grupo de jovens/adultos da Unidade de Reabilitação de