Após analisarmos as atitudes relativas às pessoas, passemos à descrição e análise das atitudes relativas à redução do ditongo [] átono final de palavra paroxítona.
4.2.1 Componente cognitivo
Nesta seção, verificamos crenças, ideias, opiniões, pensamentos que expressam uma avaliação mais positiva ou menos sobre as variantes paciença/poliça. Analisamos este componente da atitude por meio das respostas à questão 9 de nosso questionário.
4.2.1.1 Calouros
Tabela 25: Distribuição percentual do posicionamento dos calouros entrevistados sobre a pronúncia de
paciença/poliça.4
Posicionamento 1 2 3 4 Total
P1. Pronunciar corretamente uma palavra é pronunciar tal palavra de modo mais fiel à escrita.
29 29 35 7 100
P2. Não pronunciar um elemento da
palavra é errado. 47 47 6 0 100
P3. Pronunciar uma palavra de maneiras
diferentes é normal/ esperado/ possível. 12 35 53 0 100
P4. Acrescentar, na palavra, um som que ela, na forma escrita, não apresenta é errado.
35 59 6 0 100
P5. Retirar, na palavra, um som que ela, na
forma escrita, apresenta é errado. 24 65 11 0 100
4
Neste teste, 1 significa discordo totalmente, 2 discordo em grande parte, 3 concordo em grande parte e 4 concordo totalmente.
P6. Falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita é natural, em uma conversa informal.
12 41 47 0 100
P7. Falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita é errado no ambiente de trabalho.
12 47 29 12 100
P8. Falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita é muito comum, no dia a dia.
12 6 29 53 100
P9. Falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita faz parte da diferença entre a escrita e a fala.
6 18 47 29 100
Fonte dos dados: Levantamento de dados primários, 2014.
Dos calouros entrevistados, 29% discordaram totalmente que pronunciar corretamente uma palavra é pronunciá-la de modo mais fiel à escrita, outros 29% discordam em grande parte, 35% concordaram em grande parte e 7% concordaram totalmente. Com a ideia de que não pronunciar um elemento da palavra seja errado, 47% discordaram totalmente, outros 47% discordaram em grande parte e apenas 6% concordaram em grande parte.
Concordaram em grande parte, 53%, que pronunciar uma palavra de maneiras diferentes é normal/ esperado/ possível, 35% discordaram em grande parte e apenas 12% discordaram totalmente com esse posicionamento. No que se refere à ideia de que acrescentar, na palavra, um som que, na forma escrita, não foi representado é errado, 35% discordaram totalmente, 59% discordaram em grande parte e 6% concordaram em grande parte com essa atitude. Para o inverso, a ideia de que omitir na fala um som representado na forma escrita seja errado, 24% discordaram totalmente, 65% discordaram em grande parte e 11% concordaram em grande parte. Com a ideia de que falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita ser natural em uma conversa informal, 47% concordaram em grande parte, 41% discordaram em grande parte e 12% discordaram totalmente.
No ambiente de trabalho, 12% concordaram totalmente que é errado falar desse modo, 29% concordaram em grande parte, enquanto 47% discordaram em grande parte e 12% discordaram totalmente. Com a ideia de que falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita seja muito comum no dia a dia, 53% concordaram totalmente, 29% concordaram em grande parte, 6% discordaram em grande parte e 12% discordaram totalmente. Por fim, com o posicionamento de que falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita faz parte da diferença entre a escrita e a fala, 29%
concordaram totalmente, 47% concordaram em grande parte, 18% discordaram em grande parte e 6% discordaram totalmente.
Tabela 26: Estatísticas descritivas e teste de Friedman na comparação no pos icionamento dos calouros
sobre a pronúncia paciença/poliça.
Posicionamento Média Desvio
Padrão Mínimo Maximo
Valor- p
P1. Pronunciar corretamente uma palavra é pronunciar tal palavra de modo mais fiel à escrita.
2,18 0,95 1 4
0,000 P2. Não pronunciar um elemento da
palavra é errado.
1,59 0,62 1 3
P3. Pronunciar uma palavra de maneiras diferentes é normal/ esperado/ possível.
3,29 0,99 1 4
P4. Acrescentar, na palavra, um som que ela, na forma escrita, não apresenta é errado.
1,71 0,59 1 3
P5. Retirar, na palavra, um som que ela, na forma escrita, apresenta é errado.
1,88 0,60 1 3
P6. Falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita é natural, em uma conversa informal.
3,24 0,97 1 4
P7. Falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita é errado, no ambiente de trabalho.
2,41 0,87 1 4
P8. Falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita é muito comum, no dia a dia.
3,24 1,03 1 4
P9. Falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita faz parte da diferença entre a escrita e a fala.
3,00 0,87 1 4
Fonte dos dados: Levantamento de dados primários, 2014.
De acordo com o valor-p observado no teste de Friedman, há diferença estatísica significativa ao nível de confiança de 95%, nos posicionamentos sobre as variantes
paciença/poliça, ou seja, existe diferença no modo como os entrevistados as julgam.
Ainda de acordo com a tabela 27 e o valor-p para o teste de Wilcoxon, existe diferença entre a maioria dos posicionamentos.
Tabela 27: Valor-p do teste de Wilcoxon na comparação dois a dois dos posicionamentos dos calouros
sobre a pronúncia paciença/poliça.
Posicionamento Valor-p P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 P1 - 0,00 0,00 0,01 0,07 0,00 0,12 0,01 0,01 P2 - 0,00 0,08 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 P3 - 0,00 0,00 0,45 0,01 0,33 0,09 P4 - 0,04 0,00 0,00 0,00 0,00 P5 - 0,00 0,00 0,00 0,00 P6 - 0,00 0,44 0,11 P7 - 0,01 0,04 P8 - 0,17 P9 -
Fonte dos dados: Levantamento de dados primários, 2014.
Analisando esses dados, concluímos que o componente cognitivo da atitude dos alunos calouros foi positivo, pois eles se posicionaram favoráveis às questões de variação, especialmente ao discordarem do posicionamento 2 – Não pronunciar um elemento da palavra é errado. A única postura desfavorável foi a maioria ter discordado de P6 – Falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita é natural, em uma conversa informal.
4.2.1.2 Concluintes
Tabela 28: Distribuição percentual do posicionamento dos concluintes entrev istados sobre a pronúncia
paciença/poliça.
Posicionamento 1 2 3 4 Total
P1. Pronunciar corretamente uma palavra é pronunciar tal palavra de modo mais fiel à escrita.
6 25 44 25 100
P2. Não pronunciar um elemento da palavra é errado.
25 44 31 0 100
P3. Pronunciar uma palavra de maneiras diferentes é normal/ esperado/ possível.
13 19 69 0 100
P4. Acrescentar, na palavra, um som que ela, na forma escrita, não apresenta é errado.
31 25 31 13 100
P5. Retirar, na palavra, um som que ela, na forma escrita, apresenta é errado.
P6. Falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita é natural, em uma conversa informal.
0 0 31 69 100
P7. Falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita é errado, no ambiente de trabalho.
6 13 56 25 100
P8. Falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita é muito comum, no dia a dia.
0 6 25 69 100
P9. Falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita faz parte da diferença entre a escrita e a fala.
6 6 38 50 100
Fonte dos dados: Levantamento de dados primários, 2014.
Os entrevistados julgaram de forma bem diversificada a pronúncia. Apenas 6% discordaram totalmente de que pronunciar corretamente uma palavra é pronunciá-la de modo mais fiel à escrita, 25% discordam em grande parte, 44% concordaram em grande parte e 25% concordaram totalmente. A maior parte dos entrevistados discordou com a ideia de que não pronunciar um elemento da palavra é errado, 25% discordaram totalmente e 44% em grande parte, apenas 31% concordaram em grande parte.
13% discordaram totalmente que pronunciar uma palavra de maneiras diferentes é normal/ esperado/ possível, 19% discordaram em grande parte, mas a maioria, 69% dos entrevistados, concordou em grande parte e ninguém concordou totalmente. Com a ideia de que acrescentar, na palavra, um som que ela, na forma escrita, não apresenta é errado, a maior parte dos entrevistados discordou, 31% totalmente e 25% em grande parte; 31% concordaram em grande parte e 13% concordaram totalmente.
No que diz respeito a retirar, na palavra, um som que ela, na forma escrita, apresenta ser errado, 38% dos entrevistados discordaram totalmente e 25% discordaram em grande parte; 31% concordaram em grande parte e 6% concordaram totalmente. Com o posicionamento 6, falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita é natural em uma conversa informal, nenhum dos entrevistados discordou; todos concordaram, 31% em grande parte e 69% totalmente. Já no posicionamento 7, 6% discordaram totalmente e 13% discordaram em grande parte; 56% concordaram em grande parte e 25% concordaram totalmente com a ideia de que falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita é errado no ambiente de trabalho.
Com a ideia de que falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita ser muito comum no dia a dia, nenhum dos entrevistados discordou totalmente e 6% discordaram em grande parte; 25% concordaram em grande parte com essa afirmativa e
69% concordaram totalmente. Por fim, 6% discordaram totalmente e 6% discordaram em grande parte que falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita faz parte da diferença entre a escrita e a fala; 38% concordaram em grande parte e 50% concordaram totalmente.
Tabela 29: Estatísticas descritivas e teste de Friedman na comparação dos posicionamentos dos
concluintes sobre a pronúncia paciença/poliça.
Posicionamento Média Desvio
Padrão Mínimo Maximo Valor-p
P1. Pronunciar corretamente uma palavra é pronunciar tal palavra de modo mais fiel à escrita.
2,88 0,89 1 4
0,00 P2. Não pronunciar um elemento da
palavra é errado.
2,06 0,77 1 3
P3. Pronunciar uma palavra de maneiras diferentes é normal/ esperado/ possível.
3,69 0,48 3 4
P4. Acrescentar, na palavra, um som que ela, na forma escrita, não apresenta é errado.
2,25 1,06 1 4
P5. Retirar, na palavra, um som que ela, na forma escrita, apresenta é errado.
2,06 1,00 1 4
P6. Falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita é natural em uma conversa informal.
3,69 0,48 3 4
P7. Falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita é errado no ambiente de trabalho.
3,00 0,82 1 4
P8. Falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita é muito comum no dia a dia.
3,63 0,62 2 4
P9. Falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita faz parte da diferença entre a escrita e a fala.
3,31 0,87 1 4
Fonte dos dados: Levantamento de dados primários, 2014.
De acordo com o valor-p observado no teste de Friedman, há diferença significativa, ao nível de confiança de 95%, no julgamento sobre as variantes
paciença/poliça, ou seja, existe diferença no modo como os entrevistados julgam as
Tabela 30: Valor-p do teste de Wilcoxon na comparação dois a dois dos posicionamentos dos concluintes
sobre a pronúncia paciença/poliça.
Posicionamento Valor-p P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 P1 - 0,01 0,01 0,04 0,01 0,00 0,31 0,00 0,05 P2 - 0,00 0,25 0,44 0,00 0,00 0,00 0,00 P3 - 0,00 0,01 0,5 0,01 0,38 0,09 P4 - 0,09 0,00 0,02 0,00 0,01 P5 - 0,00 0,01 0,00 0,01 P6 - 0,00 0,35 0,05 P7 - 0,01 0,14 P8 - 0,02 P9 -
Fonte dos dados: Levantamento de dados primários, 2014.
Ainda de acordo com a tabela 29 e o valor-p para o teste de Wilcoxon, existe diferença entre a maioria dos posicionamentos.
Nossa análise sobre o componente cognitivo da atitude em relação às variantes
paciença/poliça, mostrou que os concluintes têm uma postura positiva em relação aos
dados, à exceção do posicionamento 1 – Pronunciar corretamente uma palavra é pronunciar tal palavra de modo mais fiel à escrita – com o qual a maioria concordou.
Comparando-se os dois grupos, calouros e concluintes, em relação às crenças, ideias, opiniões e aos pensamentos que expressam uma avaliação mais positiva ou menos sobre as variantes paciença/poliça, observamos que ambos os grupos apresentaram majoritariamente posturas positivas. A diferença foi apenas a concordância de P1 – Pronunciar corretamente uma palavra é pronunciar tal palavra de modo mais fiel à escrita – e P6 – Falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita é natural em uma conversa informal. Relativo a P1, 58% dos calouros discordaram que pronunciar corretamente uma palavra é pronunciá-la de modo mais fiel à escrita, diferentemente dos apenas 31% de concluintes que também discordaram, ou seja, os calouros foram mais favoráveis à variação na fala. Quanto a falar uma palavra de modo diferente de como ela é escrita ser natural, em uma conversa informal (P6), 53% dos calouros discordaram; todos os concluintes concordaram com essa afirmativa, isto é, a esse posicionamento, os concluintes foram os mais favoráveis.
4.2.2 Componente afetivo
O componente afetivo, analisado por meio da questão 4 do questionário, se refere a emoções e sentimentos suscitados pelas variantes paciença/poliça.
4.2.2.1 Calouros
Tabela 31: Distribuição percentual das notas do julgamento dos calouros em relação à
pronúncia paciença/poliça quanto à beleza.
Impressão Nota 5 Total 1 2 3 Bonita 13 13 0 26 Feia 27 20 27 74 Total 40 33 27 100
Fonte dos dados: Levantamento de dados primários, 2014.
No que se refere à beleza, 13% concordam pouco que as variantes
paciença/poliça são bonitas, 13% concordam em grande parte e nenhum concordou
totalmente. Entre os que as julgaram feias, 27% concordaram pouco, 20% concordaram em grande parte e 27% concordaram totalmente com esse julgamento.
Tabela 32: Distribuição percentual das notas do julgamento dos calouros em relação à
pronúncia paciença/poliça, quanto à correção.
Impressão Nota Total
1 2 3
Certa 27 7 13 47
Errada 26 20 7 53
Total 53 27 20 100
Fonte dos dados: Levantamento de dados primários, 2014.
Dos entrevistados, 27% concordaram pouco que as variantes são certas, 7% concordaram em grande parte e 13% concordaram totalmente; 26% concordaram pouco que elas são erradas, 20% concordaram em grande parte e 7% concordaram totalmente.
Tabela 33: Distribuição percentual das notas do julgamento dos calouros em relação à
pronúncia paciença/poliça, quanto à adequação.
Impressão Nota Total
5
1 2 3
Adequada 14 20 13 47
Inadequada 26 20 7 53
Total 40 40 20 100
Fonte dos dados: Levantamento de dados primários, 2014.
No que se refere à adequação das palavras “paciença/poliça”, 14% dos entrevistados concordam pouco que essa forma seja adequada, 20% concordam em grande parte e 13% concordam totalmente. Dos entrevistados que a julgaram inadequada, 26% concordaram pouco, 20% concordam em grande parte e 7% concordaram totalmente.
Tabela 34: Distribuição percentual das notas do julgamento dos calouros em relação à
pronúncia paciença/poliça quanto à agradabilidade.
Impressão Nota Total
1 2 3
Agradável 7 33 13 53
Desagradável 27 13 7 47
Total 34 46 20 100
Fonte dos dados: Levantamento de dados primários, 2014.
Para o julgamento da agradabilidade, 7% concordaram pouco, 33% concordaram em grande parte e 13% concordaram totalmente que essa variante seja agradável. Dos que a julgaram desagradável, 27% concordam pouco, 13% concordaram em grande parte e 7% concordaram totalmente que ela é desagradável.
Tabela 35: Distribuição percentual das notas do julgamento dos calouros em relação à
pronúncia paciença/poliça quanto a ser cuidada.
Impressão Nota Total
1 2 3
Cuidada 27 13 0 40
Descuidada 20 33 7 60
Total 47 46 7 100
Fonte dos dados: Levantamento de dados primários, 2014.
No julgamento referente à pronúncia ser cuidada ou não, dos entrevistados que julgaram paciênça/poliça como sendo uma pronúncia cuidada, 27% concordaram pouco, 13% concordaram em grande parte e nenhum concordou totalmente. Aqueles que julgaram ser uma pronúncia descuidada, 20% concordaram pouco, 33% concordaram em grande parte e 7% concordaram totalmente.
Tabela 36: Distribuição percentual das notas do julgamento dos calouros em relação à
pronúncia paciença/poliça quanto a ser ou não engraçada.
Impressão Nota Total
1 2 3
Engraçada 33 14 13 60
Não
engraçada 7 13 20 40
Total 40 27 33 100
Fonte dos dados: Levantamento de dados primários, 2014.
Sobre considerar paciença/poliça engraçadas, 33% concordaram pouco que essa pronúncia é engraçada, 14% concordaram em grande parte e 13% concordaram totalmente. Dos entrevistados que julgaram não ser engraçada a pronúncia, 7% concordaram pouco que o modo de falar não é engraçado, 13% concordaram em grande parte e 20% concordaram totalmente.
Observando-se a porcentagem total das avaliações positivas e negativas, os alunos calouros entrevistados julgaram, em geral, de forma negativa a pronúncia em questão. No julgamento da beleza, a maior parte dos entrevistados julgou de forma negativa – 74%. No julgamento relativo à correção, as maiores frequências foram no julgamento de que ela é errada – 53%. Sobre o julgamento da adequação, 50% julgaram-na inadequada. Quanto a ser agradável, 53% julgaram de forma positiva. Quanto ao cuidado, 60% dos entrevistados julgaram-na de forma negativa. Quanto a ser engraçada, 60% dos entrevistados julgaram ser engraçada essa pronúncia.
Tabela 37: Estatísticas descritivas e teste de Friedman na comparação dos julgamentos dos calouros
sobre a pronúncia paciença/poliça.
Impressão Média Desvio
Padrão Mínimo Maximo Valor-p
Beleza 2,67 1,40 1 5 0,01 Correção 3,47 1,46 1 6 Adequabilidade 3,6 1,55 1 6 Agradabilidade 3,93 1,62 1 6 Cuidado 3,00 1,25 1 5 Graça 3,64 1,65 1 6
De acordo com o valor-p observado no teste de Friedman, há diferença significativa ao nível de confiança de 95%, no julgamento das variantes
paciença/poliça.
Tabela 38: Valor-p do teste de Wilcoxon na comparação dois a dois dos julgamentos dos calouros.
Impressão Valor-p
Beleza Certa Adequada Agradável Cuidada Engraçada
Beleza - 0,01 0,00 0,00 0,16 0,09 Certa - 0,34 0,10 0,16 0,43 Adequada - 0,14 0,08 0,44 Agradável - 0,00 0,38 Cuidada - 0,20 Engraçada -
Fonte dos dados: Levantamento de dados primários, 2014.
Ainda de acordo com a tabela 38 e o valor-p para o teste de Wilcoxon, existe diferença entre o modo como as pessoas julgam as impressões de beleza versus adequação e agradabilidade, além da diferença significativa entre ser agradável e cuidada.
Os dados nos apontaram para uma avaliação bastante negativa das variantes em questão, o que significa que o componente afetivo da atitude dos calouros é negativo.
4.2.2.2 Concluintes
Tabela 39: Distribuição percentual das notas do julgamento dos concluint es em relação à pronúncia
paciença/poliça quanto à beleza.
Impressão Nota Total
1 2 3
Bonita 8 23 0 31
Feia 46 8 15 69
Total 54 31 15 100
Fonte dos dados: Levantamento de dados primários, 2014.
Os alunos concluintes têm opiniões bem diferentes quanto à beleza da pronúncia de paciença/poliça. 8% concordam pouco que essas formas sejam bonitas, 23% concordam em grande parte e nenhum deles concorda totalmente. A maioria desses entrevistados considerou feias essas formas, 46% concordaram pouco, 8% concordam em grande parte e 15% concordam totalmente.
Tabela 40: Distribuição percentual das notas do julgamento dos concluint es em relação à pronúncia
paciença/poliça quanto à correção.
Impressão Nota Total
1 2 3
Certa 7 14 0 21
Errada 43 14 22 79
Total 50 28 22 100
Fonte dos dados: Levantamento de dados primários, 2014.
Na impressão referente à correção, 7% concordaram pouco que essas formas são certas, 14% concordaram em grande parte e nenhum deles concordou totalmente.79% dos concluintes acham as formas feias, sendo que 43% concordaram pouco com o julgamento, 14% concordaram em grande parte e 22% concordaram totalmente.
Tabela 41: Distribuição percentual das notas do julgamento dos concluint es em relação à pronúncia
paciença/poliça quanto à adequabilidade.
Impressão Nota Total
1 2 3
Adequada 7 14 0 21
Inadequada 36 29 14 79
Total 43 43 14 100
Fonte dos dados: Levantamento de dados primários, 2014.
No que se refere ao julgamento da adequabilidade das variantes “paciença/poliça”, 7% concordaram pouco que elas são adequadas, 14% concordaram em grande parte e nenhum dos entrevistados concordou totalmente. 36% concordaram pouco que as variantes são inadequadas, 29% concordaram em grande parte e 14% concordaram totalmente.
Tabela 42: Distribuição percentual das notas do julgamento dos concluint es em relação à pronúncia
paciença/poliça quanto à agradabilidade.
Impressão Nota Total
1 2 3
Agradável 7 22 0 29
Desagradável 57 14 0 71
Total 64 36 0 100
Fonte dos dados: Levantamento de dados primários, 2014.
No julgamento da agradabilidade das variantes em estudo, 7% dos concluintes concordaram pouco que as variantes sejam agradáveis, 22% concordaram em grande parte e nenhum deles concordou totalmente. 57% concordaram pouco que elas sejam
desagradáveis, 14% concordaram em grande parte e nenhum deles concordou totalmente.
Tabela 43: Distribuição percentual das notas do julgamento dos concluint es em relação à pronúncia
paciença/poliça quanto ao cuidado.
Impressão Nota Total
1 2 3
Cuidada 0 23 0 23
Descuidada 46 8 23 77
Total 46 31 23 100
Fonte dos dados: Levantamento de dados primários, 2014.
No julgamento referente ao cuidado, a maioria dos entrevistados julgam as variantes citadas como descuidadas. Apenas 23% concordaram em grande parte que as variantes sejam cuidadas. 46% concordaram pouco que as variantes sejam descuidadas, 8% concordaram em grande parte e 23% concordaram totalmente.
Tabela 44: Distribuição percentual das notas do julgamento dos conc luintes em relação à pronúncia
paciença/poliça quanto a ser engraçada.
Impressão Nota Total
1 2 3
Engraçada 40 13 20 73
Não engraçada 7 13 7 27
Total 47 26 27 100
Fonte dos dados: Levantamento de dados primários, 2014.
Quanto a serem engraçadas, 40% concordaram pouco, 13% concordaram em grande parte e 20% concordaram totalmente. Apenas 7% concordaram pouco que as variantes não são engraçadas, 13% concordaram em grande parte e 7% concordaram totalmente.
Tabela 45: Estatísticas descritivas e teste de Friedman na comparação dos julgamentos dos concluintes
em relação às variantes paciença/poliça.
Impressão Média Desvio
Padrão Mínimo Maximo Valor-p
Beleza 3,15 1,34 1 5 0,83 Certa 2,79 1,31 1 5 Adequada 2,79 1,25 1 5 Agradável 3,29 0,99 2 5 Cuidada 2,92 1,50 1 5 Engraçada 3,93 1,75 1 6
De acordo com o valor-p observado no teste de Friedman não existe diferença significativa, ao nível de confiança de 95%, no julgamento das variantes
paciença/poliça, por isso não foi necessária a aplicação do teste estatístico de Wilcoxon.
Em síntese, os alunos concluintes entrevistados julgaram de forma negativa as variantes quanto à beleza, à correção, à adequabilidade, à agradabilidade, ao cuidado e à graça. No julgamento da beleza, a maior parte dos entrevistados julgou-as feias, com 69%. Quanto à correção, 79% julgaram-nas erradas. Quanto à adequabilidade, 79% dos entrevistados julgaram-nas inadequadas. Quanto a ser agradável, 71% julgaram-nas desagradáveis. Relativo ao cuidado, 77% dos entrevistados julgaram-nas descuidadas. Quanto a serem engraçadas, 73% dos concluintes julgaram-nas engraçadas. Para todos os pares de adjetivos/características, o julgamento das variantes foi negativo, ou seja os concluintes avaliam mal as variantes apresentadas.
Conforme esclarecem os dados analisados, o componente afetivo (emoções e sentimentos suscitados pelas variantes paciença/poliça) apresentou atitudes negativas de ambos os grupos – calouros e concluintes, embora as atitudes dos concluintes tenham sido mais negativas que as dos calouros. O quesito agradabilidade foi o único que recebeu avaliação positiva por parte de um dos grupos, os calouros.
4.2.3 Componente comportamental
O componente comportamental diz respeito tanto ao comportamento quanto às intenções comportamentais manifestos em relação às variantes paciença/poliça. Esses dados foram extraídos das respostas à questão 5 do questionário.
4.2.3.1 Calouros
Tabela 46: Distribuição percentual sobre quando os calouros entrevistados falaria m/escreveriam as palavras paciença/poliça.
Quando falaria /escreveria as
palavras paciença/poliça Concorda
Não
concorda Total Valor-p
Em qualquer situação comunicativa,
oral ou escrita. 6 94 100
0,048
Em situações formais de escrita. 6 94 100
Em situações formais de oralidade. 6 94 100
Em situações informais de oralidade. 41 59 100
Excepcionalmente. 24 76 100