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Organisation et distribution de l’espace des bains

Partie III Usage non médical mais ludique et bien-être : les bains du Rocher

Chapitre 1- Organisation et distribution de l’espace des bains

NOSOCOMIAIS

Diferentes microrganismos podem ser patogênicos ao homem, muitos dos quais são frequentes em casos de infecção nosocomial. As bactérias têm sido relatadas como os principais responsáveis por este tipo infecção (LEVY, 2004). Entretanto, os índices reais e atuais sobre infecções nosocomiais são difíceis de calcular, principalmente por falta de informações oriundas dos sistemas de saúde de todo o mundo (ALLEGRANZI, BENEDETTA, 2010). Em uma estimativa europeia, realizada em unidades pediátricas no ano 2000

(RAYMOND, AUJARD, 2000), os fungos foram associados a

aproximadamente 9% dos casos de infecções nosocomiais, as viroses a 22% e as bactérias a 68% dos casos . Os patógenos que lideram o ranking das infecções nosocomiais estão descritos no Quadro 2. Enterobacteriaceae é a maior e mais heterogênea família de bactérias Gram -negativas e está diretamente implicada nestas infecções, sendo identificadas em 95% das amostras de casos clínicos de infecções nosocomiais bacterianas (LEVY, 2004).

Quadro 2: Agentes mais comuns em infecções nosocomiais.

P at óg en o Re g iõ es co m un s de i s o la me nto do pat óge no Ba cté r ias G ra m - nega ti va s

E . c o l i Trato urinário, feridas cirúrgicas, sangue P s e u d o mo n a s sp. Trato urinário, trato respiratório, queimaduras K l e b s ie l la sp. Trato urinário, trato respiratório, feridas cirúrgicas P r o t e u s sp. Trato urinário, feridas cirúrgicas

E n t e r o b a c te r sp. Trato urinário, trato respiratório, feridas cirúrgicas S e r r a t ia sp. Trato urinário, trato respiratório, feridas cirúrgicas

B a cté r ias G ra m - pos it i va s

S t r e p to c o c c u s sp. Trato urinário, trato respiratório, feridas cirúrgicas S . a u r e u s Pele, feridas cirúrgicas, sangue

S t a p h y lo c c u s e p id e r mi t is Pele, feridas cirúrgicas, sangue

F un go s

C â n d id a a lb ic a n s Trato urinário, sangue Fonte: Adaptada de Levy (2004)

Dentre as espécies de Enterobacteriaceae, E. coli, Staphylococcus saprophyticus, algumas espécies de Proteus e Klebsiella e o Enterococcus faecalis, em ordem de frequência, tem sido a principal causa de infecções do trato urinário (ITUs) (LOPES, TAVARES, 2005); enquanto Klebsiella sp. e Enterobacter sp. de pneumonias e infecções intestinais ; e Salmonella sp. de gastroenterites. Entretanto, todas as Enterobacteriaceae têm sido implicadas em infecções sanguíneas, peritonites, colites e outras infecções intra - abdominais (LEVY, 2004; HUJER et al., 2006). As ITUs estão entre as doenças infecciosas mais comuns na prática clínica, particularmente em crianças, adultos jovens e mulheres sexualmente ativas, sendo apenas menos frequente que as do trato respiratório. No meio hospitalar , as ITUs são as mais frequentes entre as infecções nosocomiais em todo o mundo.

Por convenção, definem-se como ITUs tanto as infecções do trato urinário baixo (cistites), como as do trato urinário alto (pielonefrites) (DUCEL et al., 2002). Dentre as infecções nosocomiais, a infecção pulmonar é a que apresenta maior índice de mortalidade. A prevalência de pneumonias varia entre 10 e 65%, com 13 a 55% de casos fatais em crianças, idosos e adultos imunodeprimidos. As principais bactérias isoladas em casos de infecções pulmonares são Klebsiella sp., E. coli e Enterobacter sp. De uma maneira geral os microrganismos podem alcançar o trato respiratório pela aspiração de secreções da orofaringe, inalação de aerossóis contaminados, translocação de microrganismos do trato gastrointestinal ou ainda disseminação hematogênica. Contudo, para que a infecção respiratória ocorra aparentemente é necessária a perda das defesas do hospedeiro, um inóculo suficiente para alcançar o trato respiratório ou a presença de um microrganismo altamente virulento (LEVY, 2004).

A família Enterobacteriaceae tem como característica bacilos Gram- negativos, não esporulantes, com motilidade variável, oxidase negativa, e de fácil crescimento em meios básicos (caldo peptona), meios ricos (ágar sangue, ágar chocolate e CLED), e meios seletivos (Mac Conkey, EMB). Estes bacilos são anaeróbios facultativos (crescem em aerobiose e anaerobiose), fermentam a glicose com produção de gás facultativa, são catalase positivos, e reduzem nitrato a nitrito (JONES, 1988). A maioria é encontrada no trato

gastrointestinal de humanos, assim como outros animais, na água, solo e vegetais (LEVY, 2004). A parede celular de bactérias Gram -negativas é formada por três estruturas: uma membrana externa (ME) constituída por uma bicamada de fosfolipídios, onde estão ancorados os lipopolissacarídeos (LPS); uma membrana interna (MI), também uma bicamada de fosfolipídios; e separando as ME e MI fica o espaço periplasmático e nele a camada de peptideoglicanos (JONES, 1988). Vários grupos de proteínas estão associados a essas membranas, como as porinas que associadas a ME permitem a entrada de nutrientes na célula; as lipoproteínas, associadas a ME p or uma calda lipídica na subunidade N-terminal; as proteínas integrais, que atravessam a ME em várias regiões; as proteínas periplasmáticas; e as proteínas associadas à MI, envolvidas com ligação a ATP, transporte de íons e pequenas moléculas (CORDWELL, 2006). Bactérias Gram-negativas produzem uma variedade de polissacarídeos. Entre esses, o s LPS, os exopolissacarídeos e os

polissacarídeos capsulares são particularmente importantes para o

reconhecimento imune do hospedeiro. Entretanto, eles diferem quanto à localização na parede celular bacteriana e função. Os LPS são ancorados na membrana externa das bactérias através de sua porção lipídica e atuam como moléculas de reconhecimento padrão associadas ao patógeno, estimulando a resposta do hospedeiro. Os exopolissacarídeos normalmente são encontrados livres no meio extracelular e podem formar barreiras físicas (biofilmes e estruturas capsulares), as quais favorecem a evasão da resposta imune do hospedeiro (HERASIMENKA et al., 2005). Bactérias Gram-positivas apresentam composição singular em sua parede celular . Além da ausência da ME, a camada de peptideoglicanos forma um arcabouço espesso composto por uma alternância de N-acetil-glicosamina e ácido N-acetilmurâmico (LODISH et al., 2000; CORDWELL, 2006), na qual se encontra ligado o ácido teic oico. Estas diferenças entre bactérias Gram-positivas e Gram-negativas (BUNGE et al., 1992) são ilustradas na Figura 1.

Figura 1: Ilustração esquemática evidenciando as principais diferenças na constituição da parede celular entre bactérias Gram-positivas e Gram-negativas.

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