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OPTIMISATION DE FORMES D'ONDE En faisant l'hypothèse que la puissance du bruit thermique est négligeable devant celle du fouillis,

Optimisation de formes d'onde

CHAPITRE 3. OPTIMISATION DE FORMES D'ONDE En faisant l'hypothèse que la puissance du bruit thermique est négligeable devant celle du fouillis,

Na figura 30 encontra-se o problema coelhos e faisões. Este pode-se empregar nos problemas de processo segundo a tipologia apresentada por Palhares (1997), sendo que, para o resolver, era esperado haver a utilização de diversificadas estratégias. Foi um dos problemas realizado quando retomei ao 1.º Ciclo, após a intervenção no 2.º Ciclo, e encontra-se presente na aula 8.

Este ajudou-me a perceber se a evolução que foi notada aquando as minhas intervenções continuava ou se acabaram por esquecer e não praticar mais o que tinha sido trabalhado e, ao mesmo tempo, relembrar e explorar novamente as fases do modelo de Polya. Ora, não referi que tinham de utilizar as três questões orientadoras, bem como sublinhar o enunciado.

Imagina que há um certo número de coelhos e de faisões numa gaiola, totalizando 7 cabeças e 22 patas. Quantos coelhos e faisões estão na gaiola?

Explica como pensaste.

Figura 30 - Enunciado do problema coelhos e faisões

Como resolvem o problema

À semelhança do que foi feito nos problemas anteriores, comecei por pedir a um aluno para fazer a leitura do problema, seguindo-se do reconto, depois a descodificação de algumas palavras. Neste momento tentei perceber o que eles sabiam sobre os faisões e os coelhos, visto

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que a falta de conhecimento, por exemplo, do número de patas que possuem os faisões ou os coelhos, poderia ser um impedimento para uma resolução com sucesso.

Depois deste trabalho, começaram a resolver o problema. A grande maioria sublinhou, por iniciativa própria, a informação essencial, visível na figura 31.

Figura 31 - Enunciado sublinhado pela Isabel

Durante a resolução constatei que alguns alunos estavam a utilizar as questões orientadoras aprendidas, como se pode ver na figura 32.

Figura 32 - Resposta da Marta a duas questões orientadoras

Contudo outros, muito poucos, já não as aplicaram. Os que não utilizaram não fizeram a recolha da informação, apenas usaram estratégias e executaram o plano delineado, como se pode ver nas figuras 33, 34 e 35, alcançando a resposta certa.

Neste problema foram aplicadas distintas estratégias de resolução, tanto pelos que usaram as questões orientadoras, como pelos que não as usaram, presentes nas figuras 33, 34 e 35. A Marta, como se pode ver na figura 33, recorreu ao desenho, colocando as sete cabeças e, de seguida, desenhou a primeira cabeça como sendo de um coelho, tendo quatro patas, a segunda de um faisão, possuindo duas patas, e assim sucessivamente. No final contou quantas patas tinha no total, fazendo a adição visível na figura, averiguando assim que já tinha as 22 patas, pois o primeiro animal que desenhou foi o coelho.

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Figura 33 - Resolução da Marta

Na figura 34, a Isabel decidiu fazer um esquema, sendo a estratégia que mais alunos utilizaram, onde foi colocando diversas conjugações para obter sete faisões. Não o fez de uma forma sistemática, começando, por exemplo, nos seis faisões, depois tentava com cinco, seguidamente com quatro e assim sucessivamente. A aluna foi tentando aleatoriamente. Quando conseguiu encontrar a resposta escreveu-a em forma de adições, representando três faisões mais quatro coelhos e seis patas dos faisões mais as dezasseis dos coelhos. Seguidamente calculou as adições que representou, mostrando então que as contas feitas na tabela estavam corretas.

Figura 34 - Resolução da Isabel

Finalmente, a Filipa foi das poucas que fez a redução a um problema mais simples. Esta supôs que todos os animais eram faisões, colocando assim as sete cabeças com apenas duas patas. Seguidamente verificou quantas faltavam para as vinte e duas e passou alguns faisões

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para coelhos, acrescentando duas patas, de modo a obter o pretendido. Tal pode-se observar na figura 35.

Figura 35 - Resolução da Filipa

Neste problema, alguns alunos, apesar de muito poucos, já foram tendo o cuidado de tentar explicar a forma como pensaram para alcançar o resultado final, como se pode analisar na figura 36. A explicação não está totalmente de acordo com o que foi feito, pois a aluna refere que inicialmente colocou duas patas, contudo, através da análise da resolução da figura 32, contata-se que primeiro desenhou as quatro patas e só depois as duas. Os pouco alunos que fizeram a explicação tinham-nas iguais. Considero que tal aconteceu, uma vez que, apesar do problema ter sido resolvido individualmente, estavam sentados em grupos, acabando por ver as respostas uns dos outros.

Figura 36 - Explicação da Marta

Depois de todos os problemas concluídos, alguns alunos, com resoluções diferentes, foram ao quadro escrever e explicar as suas resoluções aos colegas, sendo posteriormente discutidas.

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Dificuldades

No início da resolução, logo após a fase da compreensão do problema, os alunos fizeram alguns comentários como por exemplo, “Mas como é que vou fazer para saber o número certo de coelhos e faisões que há?, Acho que não sei fazer!”. Como forma de os ajudar, pedi que relembrassem algumas estratégias usadas nas nossas aulas anteriores, sendo que foram referindo tabelas, esquemas e desenhos. Seguidamente sugeri que as utilizassem, tentando assim aplicá-las neste problema. Após esta dica compreendi que todos ficaram a pensar sobre possíveis formas de resolver. Passado pouco tempo já comecei a ver resultados, surgindo as resoluções apresentadas nas figuras 33, 34, e 35.

Apesar de alguns alunos tentarem explicar como pensaram, esta ainda não estava totalmente correta e clara. Então, como forma de os ajudar a ultrapassar a dificuldade e perceber o plano que alguns delinearam, levando-os a justificar os resultados obtidos, permitindo-lhes, assim, fazer a verificação dos mesmos, durante a partilha das resoluções dos alunos coloquei-lhes algumas questões. No episódio 14 existem as questões que pus a uma aluna relativamente a uma resolução igual à da figura 33.

Episódio 14

Daniela: Como é que pensaste para resolver o problema?

Mariana: Como havia 7 cabeças desenhei-as, depois meti 4 patas que eram os coelhos, a seguir 2 que eram os faisões, e sempre assim até chegar às 22 patas.

No episódio anterior constata-se que a aluna tenta explicar como pensou para resolver o problema, sendo que se percebe perfeitamente o plano que delineou. De seguida vem o episódio 15 que retrata o diálogo com uma outra aluna sobre uma resolução semelhante à da figura 34.

Episódio 15

Marisa: Nós fizemos por várias tentativas. Colocamos 6 faisões, depois contamos de 2 em 2: 2,4,6,8,10,12.

Daniela: Fizeram 6 cabeças vezes 2 patas cada faisão.

Marisa: Então ficamos com 12 patas. Depois pusemos 1 coelho com 4 patas. E o total 12+4 é igual a 16.

Marisa: Vimos que não dava porque queríamos 22 patas. Então fizemos mais uma tentativa.

(…)

Marisa: Estava-se a aproximar mas ainda não estava. Depois pusemos aqui 5 faisões e ali 2 coelhos que é igual a 7. E voltamos a contar de 2 em 2: 2,4,6,8,10. Aqui (patas de faisões) são 10. No número de patas dos coelhos contamos de 4 em 4: 4,8. Isto deu o total de 14 patas. Ainda não dava.

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Daniela: Ainda não era o número de patas que queríamos. Depois eles trocaram aqui, em vez de ter 4 faisões passaram a ter 3.

Marisa: Pusemos 3 faisões e ali no número de coelhos o 4. Depois voltamos a contar de 2 em 2 que deu 6 patas. Depois contamos de 4 em 4: 4,8,12,16. E 6 mais 16 é igual a 22. E este já dá. Estão 3 faisões e 4 coelhos numa gaiola.

A Marisa descreve com clareza todos os seus passos para chegar ao resultado. Assim, elaborou um plano e verificou que o resultado que obteve era exequível, indo ao encontro da informação dada no problema, respondendo à questão em causa. Por fim, segue-se o episódio 16, onde está descrita uma outra explicação sobre uma resolução igual à da figura 35.

Episódio 16

Marlene: Pusemos 7 cabeças e duas patas em cada uma e deu 14. Daniela: Certo. E depois?

Filipa: Depois faltavam-nos 8, então acrescentamos 2 patas a algumas cabeças. Daniela: Então vamos contar para confirmar.

Marlene: Já tínhamos 14, mais estas duas 16, mais duas 18, mais duas 20 e mais duas 22.

Tal como é possível constatar nos episódios anteriores, após os alunos terem sido questionados, apresentaram capacidade de expor todos os passos que pensaram e seguiram até conseguir obter o resultado pretendido. Ora, apesar de quase ninguém fazer este registo no problema, mostram que quando estimulados, fazem-no muito bem. Desta forma, com a análise de todos os episódios percebe-se que os alunos compreendem o problema, pensam numa forma de o resolver delineando um plano e executando-o, empregando diversas estratégias de resolução. Finalmente, com esta conversa vão explicando o que pensaram, coisa que muito poucos alunos fizeram por escrito, refletindo assim no que executaram e verificando se o resultado obtido é ou não viável.