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9.2. operations-supported (1setOf type2 enum)

resgatar como a gestão da TI busca reduzir custos, facilitar mudanças em processos de negócios e aumentar a flexibilidade dos processos de TI.

Foi constatado que a gestão de TI da prefeitura se faz com diretrizes advindas de controle externo, convertidas em regras e normas, fixando exigibilidades ao alcance de metas

O uso e a gestão da TI no modelo de gestão municipal Benefícios relacionados ao uso e à gestão da TI Problemas decorrentes ao uso e à gestão da TI Relevância do uso e gestão da TI para o modelo de gestão municipal Modelo de gestão da TI

estabelecidas, mas que operacionalmente adaptam-se ao vivencial, como ressaltado pelo CTI 1 “de certa forma, é o nosso modelo próprio de gestão de tecnologia”.

Segundo argumentos levantados por CTI 3, constatou-se ainda que os sistemas tendem a mudar de uma gestão para outra, o que gera dificuldades à agilização da maioria dos processos, pois os sistemas disponibilizados não atendem as necessidades gerenciais dos sucessores da prefeitura. Além disso, esse mesmo colaborador ressaltou que ainda existem áreas que necessitam da disponibilização de sistemas, para que possam ser melhor gerenciadas, como por exemplo, a gestão de RH e o controle do almoxarifado.

Desta forma, diante dos comentários proferidos pelos respondentes para esta categoria, notou-se que a gestão da TI não oferece recursos suficientes para melhoria mais perceptível da gestão municipal. Entretanto, vale destacar que os colaboradores de TI trabalham com afinco para estipular uma gestão operacional e de recursos de TI, bem como instituir gerência para processos, regras, metas, parâmetros e métricas, no sentido de que as melhores práticas apontadas por Lutchen (2003), sejam disseminadas na Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte.

Estruturalmente, arrecadou-se que não há uma coordenadoria geral de TI; na verdade cada secretária tem seu setor de TI, e mais uma vez a área de finanças ganha destaque, como uma das que tem o setor de TI mais completo, a ponto de auxiliar outras secretarias.

“Agora, vou te responder em números relativos à secretaria de gestão porque em Juazeiro, embora se pense que existe uma coordenadoria de tecnologia única, não existe. Cada secretaria tem sua coordenação de tecnologia. Na verdade mesmo, apenas a de finanças, talvez por ser a maior, apenas a de finanças é bem estruturada e ela que atende as demais secretarias”. (CTI 1).

Ainda efetivamente sobre a gestão de TI, apurou-se que não há nenhum modelo de gestão da informação, concreto ou ideado, na prefeitura, como dito nas palavras de CTI 2: “não, não tem um modelo de gestão assim, tipo, COBIT”. Tal ausência, também foi reforçada pelo CTI 1, que postou:

“Olhe, nós acabamos por não adotar nenhum modelo específico ainda. Esses modelos, baseados em certificações internacionais como o COBIT, os modelos mais conhecidos, mais padronizados ainda não foram adotados. Não tem nenhum deles aqui na nossa administração”. (CTI 1).

Entretanto, existe sim a intenção de que possa ser adotado algum modelo dentre os modelos mais reconhecidos no mercado “como COBIT e ITIL”, na expressão do CTI 2; e essa

intenção já ganhou um script que inclui a criação de uma comissão, que vai elaborar um plano diretor de informática e promete trazer grandes resultados no ano de 2017, informou CTI 1.

Rigorosamente, porém, identificou-se que não há nenhum modelo clássico de gestão de TI adotado pela Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte, estando, pois, contraditado o ufanismo inicial de CTI 1. Há não mais que intenção e as metas traçadas para que assim que possível esse modelo possa ser implantado dentro da gestão municipal.

De acordo com pesquisa realizada por Prada et al. (2016), organizações do setor público podem obter excelentes resultados com a aplicação de modelos de gestão de TI consagrados, como os citados pelos colaboradores de TI da prefeitura, e isto sem que sejam implantados todos os processos previstos nos frameworks, optando-se por mais foco nos processos críticos.

Finalizando a dimensão que está sendo estudada, trabalhou-se a análise da categoria planejamento estratégico de TI e sobre esta, notou-se que o PETI também não é consignado dentro da Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte. CTI 1 tentou justificar isto.

“Não há um planejamento. Como existe uma equipe muito pequena de tecnologia essa equipe trabalha mais pontualmente. Quando se tem uma necessidade essa equipe se reúne, traça a meta pra atender essa necessidade específica e atende”. (CTI 1).

A realidade encontrada mostrou que os gestores reconhecem que o máximo realizado são planejamentos de ações.

“Na verdade o que existe é um planejamento voltado para o que será feito durante o ano, não há um planejamento mais específico ou elaborado de forma mais aprofundada, até por que este é um setor ainda muito carente na prefeitura e que ainda precisa amadurecer bastante”. (GM 1).

Confirmando que normalmente a área de TI trabalha mais com metas, o CTI 4 queixou- se que embora haja metas, estas, em geral, não são cumpridas, dada a escassez de investimentos. Além disso, houve consenso que o planejamento de ações que considerem a informação, tem que ser muito mais frequente, não podendo ser anual, na opinião do GM 2, que também advogou a necessidade de que este seja feito de forma permanente. A seus termos, todos os CTI também sinalizaram que há a necessidade da elaboração deste planejamento de forma sistematizada e organizada.

Segundo Teixeira Filho, Souza e Moura (2013), muitas organizações passam por várias dificuldades para conseguirem elaborar e avaliar seus planejamentos estratégicos de TI, ainda mais organizações públicas. Entretanto, o PETI é visto como um elemento essencial e que deve ser elaborado de forma flexível, tendo como base a participação e o comprometimento de todos

os colaboradores (BRASIL, 2008); mas no presente caso, conforme GM 2, ainda é necessário consolidar o uso da TI, antes de torna-la estratégica.

Desta forma, tentando sintetizar os resultados encontrados no exame da dimensão modelos de gestão de TI, foi elaborado o quadro 22.

Quadro 22: Síntese dos resultados da dimensão modelos de gestão de TI.

Gestores Municipais Colaboradores de TI

Pouca importância dada à gestão operacional e de recursos Não há uma coordenadoria de TI na prefeitura Os planos e metas elaborados para a área de TI parecem

não estar alinhados aos da gestão municipal

Não há modelo de gestão de TI adotado (existe a intenção de adotar)

Não há elaboração de um PETI A área de TI é baseada em metas e planos de ação

Com o confronto das opiniões apresentadas, acredita-se que a gestão da TI não é considerada prioritária para o trio de GM, ao passo que os CTI conseguem notar esta irrelevância, mas se veem impotentes para mudar o contexto da gestão municipal.

A seguir, foram investigados quais os benefícios seriam decorrentes do uso e gestão da TI na Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte.

5.4.2 Benefícios relacionados ao uso e à gestão da tecnologia da

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