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Para a análise dos conhecimentos matemáticos desenvolvidos pelos professores nos anos iniciais, foram selecionadas três questões do questionário respondido pelos participantes da pesquisa, a saber:

Questão 13 – Em que séries/anos você já ensinou Matemática nos anos iniciais?; Questão 14 – Quais conteúdos matemáticos você desenvolveu em cada um desses anos?;

Questão 15 – Metodologicamente, de que modo você ensina Matemática nos anos iniciais?

Vale ressaltar que apenas as questões 14 e 15 foram analisadas por meio da ATD. A questão 13 apontou apenas a frequência de docentes que lecionam em cada série/ano dos anos iniciais, como mostrou o Gráfico 4, apresentado no terceiro capítulo desta dissertação.

A seguir, são detalhadas as categorias encontradas por meio da ATD das questões 14 e 15. Destaca-se que os enunciados dos participantes da pesquisa são apresentados em itálico para diferenciar das citações de autores.

6.1.1 Conhecimento do conteúdo

Nessa categoria, agruparam-se os excertos dos professores participantes da pesquisa que afirmaram desenvolver conhecimentos de conteúdo para ensinar Matemática nos anos iniciais. As subcategorias dos conhecimentos de conteúdo destacados pelos professores participantes da pesquisa foram: Quatro operações fundamentais (13); Construção do número (3); Associações entre números e quantidades (3); Sistemas de numeração (8); Frações (3); Conjuntos numéricos (4); Sistemas de medidas (8); Tratamento da Informação (6); Geometria Plana e Espacial (6). Para verificar a frequência de cada subcategoria e os excertos que a constituíram, elaborou-se o Quadro 16.

Quadro 16 – Frequência das subcategorias emergentes da categoria a priori Conhecimento do conteúdo

Código/excertos

[continua] Significação Unidades de significado

Subcategorias emergentes

Quatro operações fundamentais P1.14.2 – operações de adição e

subtração até o campo

numérico 99, [...] divisão e multiplicação por 2

Quatro operações fundamentais Quatro operações fundamentais

P2.14.5 – operações (adição e subtração) Operações de adição e subtração Adição e subtração P3.14.2 – adição, subtração, multiplicação, divisão

Quatro operações fundamentais Quatro operações fundamentais

P4.14.11 – as operações de adição e subtração

Operações de adição e

subtração

Adição e Subtração

P5.14.1 – Quatro operações Quatro operações fundamentais Quatro operações fundamentais

P6.14.3 – quatro operações Quatro operações fundamentais Quatro operações fundamentais

P7.14.3 – 4 operações com 2 termos, nome dos termos

Quatro operações fundamentais e o nome dos termos dessas operações

Quatro operações fundamentais

P8.14.2 – trabalhava as 4 operações

Quatro operações fundamentais Quatro operações fundamentais

P9.14.2 – apresentar a noção de adição e subtração

Operações de adição e

subtração

Adição e subtração

Código/excertos

[continuação] Significação Unidades de significado Subcategorias emergentes

P3.14.3 – expressões Expressões numéricas

envolvendo as quatro operações fundamentais

Expressões numéricas

Quatro operações fundamentais

P5.14.10 – Expressões

Numéricas

Expressões numéricas

envolvendo as quatro operações fundamentais

Expressões numéricas

P6.14.6 – expressões numéricas Expressões numéricas

envolvendo as quatro operações fundamentawis

Expressões numéricas

P2.14.1 – Construção do

número (onde existe a presença do número?) (treino da grafia) (numerais até 50 e/ou 100) (numerais cardinais e ordinais), [...] classificação e seriação Conceitos envolvidos na construção do número Construção do número Construção do número P4.14.10 – Basicamente a construção do número

Conteúdos necessários para a construção do número Construção do número P8.14.1 – trabalhava noções básicas de classificação, ordenação, construção de números Classificação e seriação, necessárias para a construção do número

Construção do número

P6.14.1 – Introdução aos números, correspondências e associações

Apresentação dos números e

suas correspondências,

associações

Apresentação dos números e suas associações

Associações entre números e quantidades P3.14.1 – Compreensão de números, [...] quantificação Entendimento e quantificação de números Entendimento e quantificação de números P9.14.1 – Apresentar os

números, relacionar número a quantidade

Apresentação de números e relação com quantidades

Números e sua relação com quantidades

Código/excertos

[continuação] Significação Unidades de significado Subcategorias emergentes

P1.14.3 – composição e

decomposição de números até o campo numérico 99 Composição e decomposição de números entre 0 e 99 Composição e decomposição de números Sistemas de numeração P2.14.4 – sistema decimal (unidade e dezena) Sistema de Numeração Decimal Sistema de Numeração Decimal

P3.14.8 – sistema decimal Sistema de numeração decimal Sistema de Numeração

Decimal

P5.14.5 – SNR Sistema de Numeração

Romano

Sistema de Numeração

Romano P5.14.6 – SND, VA/VR valor absoluto e valor relativo

de numerais de acordo com o

Sistema de Numeração Decimal Sistema de Numeração Decimal P7.14.1 – Números até 300, [...] Números até 1.000, [...] Números até 5.000

Escrita dos numerais de 0 à 5000

Escrita de numerais

P8.14.5 – números, por

extenso, centena, milhar, etc.

Escrita por extenso de números da ordem das centenas, dos milhares, etc.

Escrita por extenso de números

do sistema de numeração

decimal

P5.14.3 – história dos números História dos algarismos História dos algarismos

P2.14.2 – frações simples Frações próprias Frações

Frações

P5.14.9 – Frações Conteúdos referentes ao estudo

das frações

Frações

P6.14.5 – frações Conteúdos referentes ao estudo

das frações

Código/excertos

[continuação] Significação Unidades de significado Subcategorias emergentes

P5.14.4 – IN Conjunto dos números naturais Conjunto dos números naturais

Conjuntos numéricos P5.14.7 – Primos, Compostos Conjunto dos números primos e

números compostos

Conjunto dos números primos e compostos

P5.14.8 – Múltiplos, Divisores, MMC, MDC

Conjunto dos múltiplos e divisores de um número

Conjuntos dos múltiplos e divisores

P6.14.2 – conjuntos Teoria dos conjuntos Teoria dos conjuntos

P2.14.3 – (dúzia, metade) Unidades de medida de

capacidade, entre elas, dúzia e meia dúzia

Unidades de medida

Sistemas de medidas P2.14.8 – sistema monetário

simplificado (valor das notas)

Sistema monetário brasileiro Sistema monetário brasileiro

P2.14.9 – noção temporal (ordenar gravuras observando a passagem do tempo (início, meio e fim)

Sequência de acontecimentos como noção de passagem do tempo

Sequência de acontecimentos

P2.14.10 – medidas (altura, número do sapato, etc.)

Unidades de medida de

comprimento entre elas, metros e pés

Unidades de medida de

comprimento

P3.14.4 – horas Unidades de medida de tempo,

entre elas, as horas

Unidades de medida de tempo

P3.14.6 – sistema monetário Sistema monetário brasileiro Sistema monetário brasileiro

P7.14.2 – hora inteira e meia hora, [...] hora inteira e minutos,

Unidades de medida de tempo, entre elas, horas e minutos

Unidades de medida de tempo

Código/excertos

[conclusão] Significação Unidades de significado Subcategorias emergentes

P1.14.5 - leitura de gráficos e tabelas Leitura e interpretação de gráficos e tabelas Gráficos e tabelas Tratamento da informação

P3.14.5 – gráficos Leitura e interpretação de

gráficos

Gráficos

P2.14.11 – Tratamento de

informações (estatística:

construção de tabelas simples)

Construção de tabelas como tratamento de informações

Construção de tabelas

P6.14.8 – tabelas e gráficos Leitura e interpretação de gráficos e tabelas Gráficos e tabelas P7.14.7 – coordenadas e gráficos. Coordenadas cartesianas e gráficos Coordenadas cartesianas e gráficos

P2.15.2 – Também, incluí nas minhas aulas, as tabelas de estatísticas que não tinha ideia que deveria ser desenvolvido

Por meio do uso de tabelas durante estudo de Estatística nas aulas de Matemática

Uso de tabelas no estudo de Estatística

P1.14.6 – formas geométricas Figuras geométricas Figuras geométricas

Geometria Plana e Espacial P2.14.6 – formas geométricas

básicas e sólidos geométricos

Figuras e de sólidos

geométricos

Figuras e sólidos geométricos

P2.14.7 – trajetos, labirintos, percursos

Curvas Curvas

P3.14.7 – formas geométricas Figuras geométricas Figuras geométricas

P7.14.6 – figuras geométricas [...] e sólidos geométricos

Figuras e sólidos geométricos Figuras e sólidos geométricos

P8.14.4 – geometria inicial (noções básicas) Conteúdos básicos de Geometria Conteúdos básicos de Geometria

Na subcategoria emergente Quatro operações fundamentais, agruparam-se os excertos de professores que afirmaram desenvolver nos anos iniciais conteúdos matemáticos relativos às operações de adição, subtração, multiplicação e divisão. Adicionado a isso, foi agrupado nessa subcategoria excertos que tratavam sobre expressões numéricas envolvendo essas operações. De acordo com a BNCC, é esperado que os estudantes possam realizar essas operações por meio de estratégias que lhes façam algum sentido (BRASIL, 2016). Nesse sentido, expressões numéricas em que os estudantes possam decidir pela ordem que lhes parece mais adequada para obter o resultado esperado atenderiam a essa proposta do documento.

Ainda de acordo com a BNCC: “No tocante aos cálculos para resolver os problemas propostos, espera-se que os/as estudantes tenham desenvolvido diferentes estratégias para a obtenção dos resultados, sobretudo por estimativa e por cálculo mental.” (BRASIL, 2016, 270). Desse modo, as operações desenvolvidas pelos professores, participantes desta pesquisa, tornam-se significativas para os estudantes quando envolvidas na resolução de alguma situação problema e quando permitem o desenvolvimento de diferentes estratégias de resolução como, por exemplo, o cálculo mental.

A segunda subcategoria, Construção do número, agrupa excertos de professores que afirmaram desenvolver nos anos iniciais relações envolvidas na construção do número. Estão, entre essas relações, a classificação e a seriação, como é possível verificar no excerto do Professor P8: “trabalhava noções básicas de classificação, ordenação, construção de números”.

O desenvolvimento dessas relações é indispensável, uma vez que: “A partir do conceito de número evidencia-se que o desenvolvimento da relação lógica tanto de classificação quanto de seriação, é essencial para a construção do número [...] considerado por Piaget como a síntese das relações de ordem e inclusão hierárquica.” (MATOS; LARA, 2015b, p. 65).

Para Piaget e Inhelder (1975), a estrutura lógica de classificação possui diferentes níveis. Conforme avança nesses níveis, o estudante torna-se capaz de realizar classificações, inclusões de classe e intersecções, as quais são relações necessárias para o desenvolvimento de habilidades imprescindíveis à construção do número.

Assim, os professores, participantes desta pesquisa, que desenvolvem essas relações nos anos iniciais estão contribuindo para a construção do número pelos seus estudantes.

Na subcategoria Associações entre números e quantidades, agruparam-se excertos de professores que ensinam Matemática nos anos iniciais que apresentam aos estudantes os

numerais relacionando-os a quantidades. Os excertos dos professores P3 e P9, respectivamente, ilustram bem a emergência dessa subcategoria: “Compreensão de números, [...] quantificação” (P3); “Apresentar os números, relacionar número a quantidade” (P9).

Tratam-se de atividades desenvolvidas, geralmente nos primeiros anos de escolarização, em que o professor apresenta um dado conjunto de objetos e por meio da contagem o estudante identifica o numeral associado a essa quantidade de objetos. Essa apresentação se torna útil ao passo em que permite ao estudante desenvolver habilidades necessárias para as ideias de igualdade e de conservação do número. Segundo Kamii (2008, p. 7): “Conservar o número significa pensar que a quantidade continua a mesma quando o arranjo espacial dos objetos foi modificado.”.

Desse modo, verifica-se nessa subcategoria a emergência de conteúdos que servem como base para o desenvolvimento de habilidades matemáticas básicas, como, por exemplo, as ideias de igualdade e de conservação do número.

Já na subcategoria emergente intitulada Sistemas de numeração, estão agrupados os excertos dos professores que apontaram ensinar nos anos iniciais conteúdos matemáticos relacionados ao sistema de numeração decimal indu arábico, entre eles, valor absoluto e valor relativo de um número, composição e decomposição de números. Isso vai encontro do que propõe a BNCC ao determinar que o estudante dos anos iniciais deve ser capaz de: “Compor e decompor um número, por meio de adições e multiplicações, para determinar sua decomposição decimal [...], para desenvolver a compreensão do Sistema de Numeração Decimal e as estratégias de cálculo.” (BRASIL, 2016, p. 275). Assim, verifica-se articulação dessa subcategoria emergente com a primeira, intitulada Quatro operações fundamentais.

Além disso, houve um professor que teve seu excerto sobre Sistema de Numeração Romana agrupado nessa subcategoria e outro que se reportou à história dos algarismos. Esses conteúdos são igualmente relevantes, uma vez que os estudantes devem possuir conhecimento das diferentes estratégias que diversos povos utilizavam para representar quantidades e, até mesmo, para auxiliar na compreensão da grafia atual dos algarismos.

Na subcategoria emergente Frações, encontram-se agrupados os excertos de professores que ensinam esse conteúdo matemático nos anos iniciais. É válido destacar que apenas essa representação de um número racional foi apontada pelos professores participantes da pesquisa, sugerindo, assim, que possivelmente não estejam desenvolvendo nos anos iniciais a representação de números racionais sob a forma decimal, tão necessária para lidar com o sistema monetário, por exemplo.

Além disso, conforme consta na BNCC, nos anos iniciais é importante que os estudantes associem a ideia de fração “[...] ao resultado de uma divisão e à ideia de parte de um todo.” (BRASIL, 2016, p. 270). No entanto, os professores, participantes de pesquisa, não especificaram quais noções associam à fração quando estão abordando-a durante os anos inicias.

Na subcategoria emergente Conjuntos numéricos, agruparam-se os excertos dos professores que afirmaram desenvolver nos anos iniciais conteúdos matemáticos como, por exemplo, conjunto dos números naturais, conjunto dos múltiplos e divisores de um número, conjunto dos números primos, entre outros. Vale sublinhar que apenas conteúdos relacionados ao conjunto dos números naturais foram citados pelos professores nessa subcategoria. Entretanto, nos anos iniciais, o estudo do conjunto dos números racionais também é indicado por documentos legais, entre eles, a BNCC. O que se pode sugerir é que o estudo desse conjunto já esteja sendo considerado pelos professores na subcategoria emergente Frações.

A subcategoria emergente Sistemas de medidas foi constituída pelos excertos dos professores que afirmaram desenvolver nos anos iniciais unidades de medida, sejam elas de tempo, de comprimento ou de capacidade. Ademais, foram agrupados nessa subcategoria excertos referentes ao sistema monetário brasileiro. Desse modo, é possível sugerir que a representação de números racionais sob a forma decimal não mencionada na subcategoria emergente Frações esteja sendo considerada nessa subcategoria.

De acordo com a BNCC,

[...] o conhecimento do Sistema Internacional de Medidas começa a dar força e estruturação à conceituação das grandezas, o que permite, ao/à estudante, desenvolver autonomia para conviver, de forma consciente e crítica, com questões comerciais e financeiras do dia-a-dia. (BRASIL, 2016, p. 252-253).

Sendo assim, torna-se necessário para a formação de um cidadão crítico o desenvolvimento de conteúdos matemáticos relacionados à subcategoria Sistemas de medidas, emergente nessa análise.

A subcategoria intitulada Tratamento da Informação agrupa excertos de professores que afirmam promover durante os anos iniciais a leitura e a construção de gráficos e tabelas pelos estudantes. O excerto do Professor P2 ilustra bem a emergência dessa subcategoria: “Tratamento de informações (estatística: construção de tabelas simples)”. Ainda, o mesmo professor reconhece não ter tido, anterior a sua docência, a necessidade de desenvolver conteúdos referentes ao Tratamento da Informação, como é possível perceber no seguinte

excerto: “Também, incluí nas minhas aulas, as tabelas de estatísticas que não tinha ideia que deveria ser desenvolvido” (P2).

Os professores participantes desta pesquisa que desenvolvem conteúdos matemáticos referentes ao Tratamento da Informação desde os anos iniciais estão contribuindo para a formação de participantes críticos e reflexivos que poderão, por exemplo, refutar dados contidos em gráficos ou tabelas apresentadas em jornais e/ou revistas.

Por fim, na subcategoria emergente Geometria Plana e Espacial, agruparam-se excertos dos professores que desenvolvem nos anos iniciais conteúdos matemáticos da área da Geometria, como, por exemplo, figuras e sólidos geométricos. No entanto, de fato, somente um docente reportou-se à Geometria Espacial. Os demais que tiveram seus excertos agrupados nessa subcategoria só reportaram-se à Geometria Plana.

Entretanto, considerando que estamos inseridos em um espaço tridimensional, é importante que as primeiras noções geométricas dos estudantes partam do espaço em que estão inseridos e não de formas bidimensionais. Esses espaços podem ser, por exemplo, a própria sala de aula, o bairro e a cidade onde moram, e assim sucessivamente, ampliando cada vez mais esses espaços, conforme proposta da BNCC. De acordo com Portanova (2005, p. 32):

A Geometria ajuda-nos a entender e apreciar o mundo à nossa volta. Formas e estruturas geométricas permeiam o universo natural e estético. A Geometria está presente na natureza: nas conchas do mar, nos flocos de neve, nos favos de mel e nas flores, assim como num aqueduto romano, em catedrais góticas, pontes suspensas e arranha-céus. Um entendimento e apreciação da natureza, da arte, da arquitetura humana podem contribuir para uma vida plena.

Assim, os professores dos anos iniciais, participantes desta pesquisa, que promovem o estudo da Geometria estão contribuindo para o entendimento de mundo por parte dos estudantes e mostrando-lhes uma Matemática presente na vida real.

6.1.2 Conhecimento pedagógico do conteúdo

Nessa categoria, agruparam-se os excertos dos professores participantes da pesquisa que afirmaram desenvolver conhecimentos pedagógicos de conteúdo para ensinar Matemática nos anos iniciais. As subcategorias dos conhecimentos pedagógicos de conteúdo destacados pelos professores participantes da pesquisa foram: Conhecimento acerca da Resolução de Problemas (6); Conhecimento da relação entre a Matemática e o contexto dos estudantes (3); Atividades mais tecnicistas (3). Assim, verifica-se a emergência de menor quantidade de

subcategorias ao comparar essa categoria a priori com a anterior, Conhecimento do conteúdo. Além disso, a quantidade de excertos agrupados em cada uma dessas subcategorias emergentes também é menor. Isso é verificável no Quadro 17.

Quadro 17 – Frequência das subcategorias emergentes da categoria a priori Conhecimento pedagógico do conteúdo

Código/excertos

[continua] Significação Unidades de significado Subcategorias emergentes

P1.14.4 – resolução de histórias matemáticas

Resolução de problemas matemáticos Resolução de Problemas

Conhecimento acerca da Resolução de Problemas

P5.14.2 – problemas Resolução de problemas matemáticos Resolução de Problemas

P6.14.4 – desafios matemáticos, uso do raciocínio lógico

Uso de raciocínio lógico na resolução de desafios matemáticos

Resolução de desafios

P7.14.4 – histórias matemáticas Resolução de problemas matemáticos Resolução de Problemas

P8.14.3 – problemas Resolução de problemas matemáticos Resolução de Problemas

P1.15.2 – resolução de desafios e problemas

Por meio da resolução de problemas e desafios

Resolução de Problemas e desafios

P5.15.2 – aplicando nas experiências vividas.

Por meio do uso de situações vivenciadas pelos estudantes

Uso de situações vivenciadas pelos estudantes

Conhecimento da relação entre a Matemática e o contexto dos

estudantes

P7.15.3 – construção do

conhecimento através de

experienciação

Por meio da utilização de

experiências como construção do conhecimento

Utilização de experiências

P10.15.2 – utilizando situações da vivência de forma articulada para que percebam as relações conceituais da matemática com as outras áreas do saber

Por meio da articulação entre Matemática e situações vivenciadas pelos estudantes de maneira a perceberem relações desta área do conhecimento com as demais

Articulação entre Matemática e vivências dos estudantes

Fonte: Elaborado pelo autor (2017)

Código/excertos

[conclusão] Significação Unidades de significado Subcategorias emergentes

P3.15.2 – exercícios variados de registro, para os anos iniciais parto do corpo e nome de cada um

Por meio de exercícios diversificados de registro, envolvendo nome e corpo dos estudantes

Exercícios diversificados de registro

Atividades mais tecnicistas P8.15.3 – Mas também exigia o

conhecimento da tabuada

memorizada depois que aprendiam com material concreto

Por meio da memorização da tabuada

após aprendizagem utilizando

materiais concretos

Memorização da tabuada

Na subcategoria emergente Conhecimento acerca da Resolução de Problemas, agruparam-se os excertos dos professores que afirmam propor aos seus estudantes dos anos iniciais a resolução de situações problema e desafios matemáticos. Os excertos dos professores P1 e P6 ilustram a emergência dessa subcategoria: “resolução de desafios e problemas” (P1); “desafios matemáticos, uso do raciocínio lógico” (P6).

Conforme consta na BNCC, o ensino de Matemática deve ter como foco a Resolução de Problemas. Além disso, nesse documento sugere-se a “[...] elaboração de problemas pelo próprio estudante e não somente sua proposição, com enunciados típicos que, muitas vezes, apenas simulam alguma aprendizagem.” (BRASIL, 2016, p. 132). Desse modo, no documento, é evidenciado que as situações problema referidas tratam-se daquelas que não deixem clara sua solução e que exijam maior raciocínio por parte dos estudantes durante sua resolução, aproximando-se, assim, da definição de Resolução de Problemas apresentada por Diniz (2001).

A elaboração de problemas permite ao estudante desenvolver sua capacidade de refletir acerca do seu próprio modo de pensar, o que lhe permite ser capaz de confrontar a solução encontrada para o problema com o contexto que o gerou (BRASIL, 2016). Ainda, de acordo com a BNCC:

Esse é um momento, portanto, em que o estudante adota uma postura ativa em relação ao próprio processo de construção do conhecimento matemático, direito essencial de suas aprendizagens. Ele desenvolve autonomia para realizar uma leitura crítica do mundo natural e social, que o instrumentaliza para a tomada de posições frente aos problemas sociais e ambientais que impactam sua vida e a de sua coletividade. (BRASIL, 2016, p. 133).

Assim, os professores que ensinam Matemática nos anos iniciais, participantes desta

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