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OPCO : pôles d’appui aux branches et aux entreprises

1. Les OPMQ et leur environnement institutionnel : un triangle en recomposition

1.3. OPCO : pôles d’appui aux branches et aux entreprises

O município de Parnaíba (Figura 3) está inserido na APA do Delta do Parnaíba e localiza-se na bacia hidrográfica do rio Parnaíba no litoral Norte do estado do Piauí sob as coordenadas 2°54'17'' latitude sul e 41°46'36'' longitude oeste. Banhado pelo rio Igaraçu (área de estudo) e pelo oceano Atlântico, apresenta uma densidade demográfica correspondente a 435,9 habitantes por quilômetro quadrado. Limita-se ao norte com oceano Atlântico, ao sul com Buriti dos Lopes e Bom Princípio, a leste com Luís Correia e a oeste com Ilha Grande do Piauí (IBGE, 2010).

A Área de Proteção Ambiental (APA) está inserida na Unidade de Uso Sustentável, em geral uma área extensa, com certo grau de ocupação humana, dotada de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem estar das populações humanas, e seus objetivos básicos visa proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso de recursos naturais, sendo constituída por terras públicas ou privadas.

FIGURA 3. Localização do município de Parnaíba – PI

A Área de Preservação Ambiental (APA) do Delta do Parnaíba é uma unidade de conservação costeira federal que possui uma porção marítima e outra continental, englobando áreas dos municípios de Barroquinha e Chaval, no Estado do Ceará; Cajueiro da Praia, Luís Correia, Parnaíba e Ilha Grande, no Piauí; e Araióses, Água Doce, Tutóia e Paulino Neves, no Estado do Maranhão (APA do DELTA, 1996). Criada pelo Decreto Presidencial S/Nº em 28 de agosto de 1996, com a finalidade de proteger os deltas dos rios da bacia do Parnaíba, com sua fauna e flora; os remanescentes da mata aluvial e os recursos hídricos; melhorar a qualidade de vida das populações residentes, por meio de programas de educação ambiental, fomentar o turismo ecológico e preservar as culturas e tradições locais (APA do DELTA, 1996).

O rio Igaraçu (Figura 4) é um dos afluentes do rio Parnaíba e sua formação deltaica possui mais de quatro rios. Com uma extensão de, aproximadamente, 20 km até a foz no Oceano Atlântico, tal rio torna-se componente do delta a montante do município de Parnaíba e durante seu percurso recebe expressiva carga de poluentes domésticos e industriais sem tratamento prévio.

FIGURA 4. Localização do rio Igaraçu no

Foto: OLIVEIR

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FIGURA 4. Localização do rio Igaraçu no município de Parnaíba – Piauí

OLIVEIRA, 2013

A área em estudo apresenta solo arenoso que se encontra assentado em compartimentos geológicos recentes que incluem sedimentos arenosos. Ocorrem em relevo plano e suave ondulado sob vegetação de campo cerrado e caatinga, tendo como material originário do sedimento do Terciário, arenitos do Devoniano e Cretáceo. Os depósitos aluvionares recentes são constituídos por cascalhos, areias e argilas inconsolidadas (AGUIAR, 2004).

Clima

O clima da região é classificado como Aw (classificação de Köppen) predominando o megatérmico e tropical com chuvas de verão (INPE, 2013) caracterizado pelas temperaturas elevadas, em média 20°C, com uma amplitude térmica anual que ultrapassa os 10°C (AGUIAR; GOMES, 2004) e precipitações de, aproximadamente, 1450 mm/ano devido à atuação da massa Equatorial Atlântica durante os meses de janeiro a junho (Figura 5). Essa distribuição espacial da concentração média das chuvas está relacionada com os sistemas de correntes perturbadas predominantes durante o período chuvoso. Os verões são quentes e úmidos e os invernos registram temperaturas menores e queda no índice de precipitação (SILVA; PORTELA, 2013).

Figura 5.Histograma de Parnaíba – PI

Vegetação

A vegetação predominante na área de estudo está representada pelos igarapés, e mangue nas margens dos rios e de caatinga litorânea e mata de cocais no restante do território (IBGE, 2010). O cerrado destaca-se como uma vegetação típica da região, com gramíneas e arbustos retorcidos, de casca grossa, folhas por pelos e raízes profundas. Com duas estações bem definidas (uma seca e outra chuvosa), na estação seca parte das árvores perdem as folhas para buscar água no subsolo. Na região de clima tropical podem ainda ser encontradas matas de galerias (ciliares) nos vales ao longo dos rios (SILVA, 2011).

Relevo

O relevo é predominantemente regular. Mais de 90% do Piauí situa-se em uma altitude inferior a 600 metros e, destes, mais de 50% de altitude inferior a 300 metros. No litoral do estado, na região norte, e nas margens do rio Parnaíba são encontrados planícies litorâneas e aluvionares, predominado terrenos baixos e arenosos.

Parnaíba está localizado em terrenos do cenozoico quaternário e com altitude de 5 metros, aproximadamente, nas regiões do centro urbano, que é afastada do litoral. A área em estudo apresenta planície litorânea e topografia bastante regular.

Solos

Os sedimentos recentes estão associados a uma série de ilhas, bacias e canais, acompanhando toda a linha da costa, com a presença de cordões arenosos, dunas, mangues e algumas falésias.

A partir daí pode-se afirmar que os solos predominantes na área de estudos são os solos indiscriminados de mangue, neossolo fluvial, neossolo quartzenicos e planossolo (EMBRAPA, 2006).

As formas de relevo compreendem, principalmente, superfícies tabulares reelaboradas (chapadas baixas), relevo mais planos suavemente ondulados e altitudes variando entre 150 e 250 metros (AGUIAR; GOMES, 2004).

Geologia

O litoral brasileiro apresenta formações geológicas distintas, pois grande parte tem a formação Barreiras, na qual são encontradas desde falésias com praias estreitas até extensas planícies com dunas móveis, às vezes elevadas, formadas pela atividade eólica e parte na qual ocorrem afloramentos rochosos, na forma de escarpas do complexo Cristalino Pré- Cambriano. O litoral piauiense encontra-se em duas formações geológicas recentes: áreas constituídas por areias quartzosas resultantes do recuo do mar durante o Quaternário e áreas assentadas sobre a formação Barreiras, de idade terciária (SANTOS FILHO, 2010).

Dentre as unidades pertencentes às coberturas sedimentares destacam-se as Dunas Inativas, grandes depósitos de areia, os Depósitos Litorâneos aparecem com turfa – areia e argila, os Depósitos de Pântanos e Mangues conglomeram areia e argila. A formação engloba arenito, intercalações de siltito e argilito e na porção basal encontram-se sedimentos do Grupo Serra, constituído de conglomerado, arenito, intercalações de siltito e folhelo. O embasamento cristalino compreende o restante da área municipal sendo representado pelo Complexo Granja, constituído de gnaisse (AGUIAR; GOMES, 2004).

5 MATERIAIS E MÉTODOS

A pesquisa foi realizada em 3 (três) etapas: a primeira chamada de reconhecimento da área, em que foram priorizadas as coletas de informações visuais a respeito dos elementos constituintes da paisagem com a intenção de verificar quais os interesses em relação à poluição existente no curso do rio Igaraçu. A segunda etapa, de caráter prático analítico referiu-se aos métodos e técnicas de análise adotada para analisar as amostras de solo e água coletadas no rio Igaraçu para conhecimento das características da área selecionada. Essa etapa envolveu ensaios por absorção atômica, realizados no Laboratório Interdisciplinar de Materiais Avançados (LIMAV) do Curso de Pós-Graduação em Química da Universidade Federal do Piauí, uso da sonda multiparamétrica HORIBA (parâmetros físico-químicos) cedida pelo Instituto Federal do Piauí - IFPI, caracterização superficial do solo com a utilização da Microscopia Eletrônica de Varredura realizada no Laboratório de Metrologia do Instituto Federal do Piauí – IFPI, emprego de cartelas COLIPAPER para investigação bacteriológica da água e plantio da planta em solo da nascente do rio Igaraçu, em solo de cultivo e solo contaminado da área de curtume. A última etapa corresponde ao teste de micronúcleos na planta bioindicadora Tradescantia pallida realizada no Laboratório de Biologia da Universidade Estadual do Piauí.

O estudo foi realizado no período de outubro de 2012 a outubro de 2013 no rio Igaraçu, primeiro braço do delta do rio Parnaíba, localizado ao norte do estado do Piauí no município de Parnaíba. O rio possui trechos classificados como Área de Proteção Ambiental pelo Ibama, de acordo com o Decreto de 28 de agosto de 1996, que trata de proteger os recursos hídricos e a mata aluvial, e também incentivar o turismo ecológico e conscientizar a população da área. Entre as proibições legais destacam-seindústrias poluidoras (despejo de efluentes, resíduos ou detritos nos cursos d'água).