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Op´erations dynamiques sur les sommets

Dans le document Représentations dynamiques de graphes (Page 131-148)

4.3 Les cographes orient´es

4.3.3 Op´erations dynamiques sur les sommets

Definir os caminhos metodológicos de uma pesquisa é tarefa essencial para poder alcançar, com mais precisão, os resultados desejados, além de ser uma forma de conceber um estudo consciente e organizado, sem fugir da temática escolhida.

É imprescindível trabalhar com rigor, com método, para assegurar a si e aos demais que os resultados da pesquisa serão confiáveis, válidos. [...] o método indica regras, propõem um procedimento que orienta a pesquisa e auxilia a realizá-la com eficácia (LAVILLE; DIONNE, 1999, p.11).

Os mesmos autores citados acima colocam, ainda, que, na pesquisa relacionada às ciências humanas, vários fatores influenciam no resultado, e um deles é o próprio pesquisador:

Na realidade, o pesquisador não pode, frente aos fatos sociais, ter essa objetividade, apegar-se desse modo. Frente aos fatos sociais, tem preferências, inclinações, interesses particulares; interessa-se por eles e os considera a partir do seu sistema de valores. (LAVILLE; DIONNE, 1999, p. 34).

Neste sentido, é necessário aqui, explicar qual a natureza desta pesquisa. Com a problemática já colocada na fase introdutória deste estudo, este trabalho foi enquadrado como uma pesquisa descritiva, pois, embora a nomenclatura possa dar a entender que há uma restrição de possibilidades, esse tipo de estudo é bastante amplo. Segundo, Rudio (1985, p. 57 apud OLIVEIRA, M., 2005, p. 67) “[...] a pesquisa descritiva está interessada em descobrir e observar fenômenos, procurando descrevê-los, classificá-los e interpretá-los”.

Destacando as possibilidades abertas com as pesquisas descritivas, Oliveira, M. (2005) justifica essa modalidade de investigação científica:

[...] é abrangente, permitindo uma análise do problema de pesquisa em relação aos aspectos sociais, econômicos, políticos, percepções de diferentes grupos, comunidades, entre outros aspectos. [...] Essas pesquisas não só explicam a relação entre variáveis, como procuram determinar a natureza dessa relação, fundamentando com precisão os pressupostos ou hipóteses do objeto de estudo (OLIVEIRA, M., 2005, p.68).

Entendendo que esta pesquisa discutirá conteúdos, classificando-os, categorizando-os e interpretando-os, decidiu-se centrá-la na análise de conteúdo, baseada, principalmente, nas concepções de Bardin (1977). Segundo esta autora, esse tipo de análise, entre outras funções,

serve como instrumento para as ciências sociais determinarem a influência cultural das comunicações de massa na sociedade.

Bardin (1977, p.44) afirma ainda que a análise de conteúdo, “é uma busca da realidade através das mensagens”. Ela defende que esse tipo de análise usa diversas áreas do conhecimento para atingir seus objetivos e valoriza o que é chamado pelos estudiosos franceses de condições de produção. Em uma tentativa de definir esse tipo de instrumento de pesquisa, Bardin (1977) coloca que a análise de conteúdo é:

Um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos sistemáticos e objectivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens (BARDIN, 1977, p.42).

Numa perspectiva mais objetiva, Herscovitz (2010) define a análise de conteúdo da seguinte forma:

Método de pesquisa que recolhe e analisa textos, sons, símbolos e imagens impressas, gravadas ou veiculadas em forma eletrônica ou digital encontrados na mídia a partir de uma amostra aleatória ou não dos objetos estudados com o objetivo de fazer inferências sobre seus conteúdos e formatos enquadrando-os em categorias previamente testadas, mutuamente exclusivas e passíveis de replicação (HERSCOVITZ, 2010, p. 126-127). Baseando-se em diversos autores, nesta pesquisa, foi adotada uma abordagem qualiquantitativa para se ter uma noção do espaço dado aos assuntos relacionados ao esporte amador e das características desses conteúdos. Segundo Laville e Dionne (1999) esse estudo qualiquantitativo é perfeitamente possível:

A partir do momento em que a pesquisa centra-se em um problema específico, é em virtude desse problema específico que o pesquisador escolherá o procedimento mais apto, segundo ele, para chegar à compreensão visada. Poderá ser um procedimento quantitativo, qualitativo, ou uma mistura de ambos. O essencial permanecerá: que a escolha da abordagem esteja a serviço do objeto de pesquisa, e não o contrário, com o objetivo de daí tirar, o melhor possível, os saberes desejados (LAVILLE; DIONNE, 1999, p. 43).

Na mesma linha de pensamento, Bardin (1977) observa que a análise de conteúdo se integra muito bem com a pesquisa qualiquantitativa:

[...] a análise de conteúdo é utilizada como instrumento de diagnóstico, de modo a que se possam levar a cabo inferências específicas ou interpretações causais sobre um dado aspecto da orientação comportamental do locutor, o seu procedimento não é obrigatoriamente quantitativo [...] (BARDIN, 1977, p.114, grifo nosso).

Corroborando com a visão qualiquantitativa da análise de conteúdo, Herscovitz (2010) destaca as possibilidades de abertura do estudo através dessa técnica:

A tendência atual da análise de conteúdo desfavorece a dicotomia entre o quantitativo e o qualitativo, promovendo uma integração entre as duas visões de forma que os conteúdos manifesto (visível) e latente (oculto, subentendido) sejam incluídos em um mesmo estudo para que se compreenda não somente o significado aparente de um texto, mas também o significado implícito, o contexto onde ele ocorre, o meio de comunicação que o produz e o público ao qual ele é dirigido (HERSCOVITZ, 2010, p.126).

A exemplo de Oselame e Finger (2013), que utilizaram a análise de conteúdo para realizar um estudo sobre o programa Globo Esporte, nas edições de São Paulo e de Porto Alegre, a análise feita nesta pesquisa foi estruturada da seguinte forma:

A pré-análise, que é a fase de organização do estudo; a exploração do material, referente à administração sistemática das decisões tomadas; e o tratamento dos resultados, que nada mais é do que a validação dos dados obtidos. (OSELAME; FINGER, 2013, p. 66).

Porém, para se fazer uma análise pertinente é necessário, primeiramente, conhecer o corpus a ser observado. Nesse sentido, cabe aqui traçar algumas linhas sobre os telejornais a serem analisados e sobre as emissoras nas quais estes programas são exibidos. É o que será realizado no tópico a seguir.

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