Para Lüdke e André (1986), a observação deve ser sistematizada antecipadamente, o pesquisador deve planejar com cuidado o que e como observar, definindo assim o foco de suas observações, conseguindo decidir sobre os pressupostos de sua investigação, fica mais evidente quais aspectos do problema serão enfatizados nas observações e qual a melhor forma de captá-los.
Por meio das observações nos aproximamos do cotidiano pedagógico da EI em relação às práticas pedagógicas que envolvem o corpo e o m ovimento na EI, registramos os acontecimentos das aulas na ficha de observação (Apêndice I) no diário de campo.
Nos registros das observações priorizamos os aspectos relacionados à rotina das aulas e as práticas pedagógicas relacionadas ao corpo em movimento na EI. De acordo com Vianna (2007, p. 12):
A observação é uma das mais importantes fontes de informações em pesquisas qualitativas em educação. Sem acurada observação, não há ciência. Anotações cuidadosas e d etalhadas vão constituir os dados brutos das observações, cuja qualidade vai depender, em grande parte, da maior ou menor habilidade do observador e também da sua capacidade de observar, sendo ambas as características desenvolvidas, predominantemente, por intermédio de intensa formação.
Nas observações consideramos os aspectos que interferem na prática pedagógica do professor da EI em relação ao corpo em movimento, são eles: o tempo em que as crianças permanecem sentadas; o movimento no espaço da sala de aula (livre, controlado); utilização de estratégias disciplinares para controle corporal (deslocamentos, intervalos entre uma atividade e o utra); a prática pedagógica realizada/concepção/tendência; o brincar na prática docente relacionada ao corpo em movimento, a relação do br incar e o planejamento; a participação dos alunos nas atividades relacionadas ao corpo em movimento; relação professor aluno, relação aluno/aluno; o espaço para a realização das atividades corporais; o tempo reservado, frequência, organização do espaço para as práticas pedagógicas relacionadas ao corpo em movimento; qualidade das atividades (uso de espaços, materiais e tipos de intervenção).
Segundo Triviños (2008) é importante que o pesquisador tenha claro o que pretende observar e estabeleça categorias para a compreensão daquilo que observa para obter um maior
significado. A ficha de observação (Apêndice I) foi estruturada antes de iniciarmos a pesquisa de
campo, sendo considerados os objetivos e a problemática da pesquisa, as quais envolvem questões relacionadas às práticas pedagógicas relacionadas ao corpo em movimento na EI. A referida ficha contém dados de identificação, como data, período de observações, turma em que atua a professora, titulação, tempo de atuação da professora na modalidade da EI, número de alunos na aula e conteúdo predominante. Utilizamos uma legenda ao final da ficha (Apêndice I) a fim de possibilitarmos uma melhor leitura do instrumento, bem como simplificar o preenchimento.
3.3.1.2 O questionário
O questionário foi estruturado de acordo com a necessidade de um maior entendimento sobre as questões da pesquisa, com intuito de analisarmos as concepções das professoras sobre corpo em movimento.
Segundo Strauss e Corbin (2008) a boa pergunta é aquela que conduz o pesquisador a respostas que favorecem o de senvolvimento de formulação teórica, as questões que guiam entrevistas, questionários e observações são denominadas orientadoras.
Utilizamos o que stionário (Apêndice II) a fim de obtermos a articulação e complementação dos dados por meio dos três instrumentos utilizados na pesquisa, no sentido de apontarmos elementos de maior confiabilidade para a análise a qual nos propomos. As respostas obtidas por meio do questionário poderão possibilitar uma maior compreensão sobre a prática pedagógica do professor da EI, levando-nos a um maior esclarecimento de como a mesma é efetivada na escola.
As principais questões do que stionário são: qual a relevância atribuída às práticas pedagógicas relacionadas ao corpo em movimento; qual o referencial teórico utilizado pelas professoras relacionadas à t emática estudada; quais os conhecimentos sobre os documentos curriculares que norteiam a prática do professor e se são utilizados para o planejamento da ação pedagógica; qual a compreensão do pr ofessor sobre a ludicidade e como faz uso da mesma na sua prática pedagógica.
Segundo Strauss e Corbin (2008) a boa pergunta é aquela que conduz o pesquisador a respostas que favorecem o de senvolvimento de formulação teórica, as questões que guiam entrevistas, questionários e observações são denominadas orientadoras.
Para validarmos as questões do questionário aplicamos um teste piloto para sete (7) professoras que atuam na EI. Utilizamos como critério de seleção das respondentes o tempo de atuação das mesmas na EI, ficando deste modo as participantes do teste: duas (2) professoras com tempo de atuação um (1) a três (3) anos; duas (2) professoras com o tempo de atuação de três (3) a cinco (5) anos; duas (2) professoras com o tempo de atuação entre cinco (5) e dez anos (10); e uma (1) professora com o tempo de atuação acima de dez (10) anos. Dentre as participantes do teste piloto enfatizamos que quatro (4) são das instituições públicas e três (3) são da instituição privada de ensino.
No questionário (Apêndice II) constam alguns dados de identificação das professoras como tempo de profissão, idade, tempo de docência, nível e o pe ríodo em que atua. Esclarecemos para as professoras que não havia a n ecessidade da identificação do nome e nem da instituição em que atuavam. O questionário contou com doze (12) questões abertas, as professoras tiveram um prazo de vinte e um dias para responder as perguntas, juntamente com o instrumento foi entregue o t ermo de participação de pesquisa científica e autorização da divulgação dos dados para a pesquisa. Dos trinta e quatro (34) questionários entregues para as professoras tivemos o retorno de trinta (30) questionários.