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The Ohio River Valley Water Sanitation Commission (ORSANCO} System

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General considerations

3.4 The Ohio River Valley Water Sanitation Commission (ORSANCO} System

O método para avaliação de performance considera as duas perspectivas, a estratégica e a funcional, através de instrumentos específicos de avaliação, e inclui instrumentos de acompanhamento de contribuições e qualificações, os quais, juntamente com o índice de regularidade profissional, estabelecem os parâmetros para a Progressão por Merecimento e a Promoção por Excelência, conforme diagrama a seguir:

Figura 11 Composição do Modelo de Avaliação.

Fonte: CIDASC, 2014.

O modelo de avaliação é composto por instrumentos de avaliação, acompanhamento e índices profissionais. Os instrumentos de avaliação são o formulário de avaliação anual de resultado, desempenho e competências. A avaliação anual de resultados prevê a utilização do Balanced ScoreCard e do Plano de Trabalho individual do empregado. Ambos seguem a metodologia prevista para a avaliação por resultados, com resultados consolidados anualmente. A avaliação de competências estratégicas, segundo a proposta, deve ser realizada anualmente em conjunto com a avaliação de competências funcionais, as quais são avaliadas na perspectiva tradicional, para as competências técnicas, e 360º, para as competências comportamentais. A avaliação anual de desempenho deverá ser realizada anualmente, tendo-se como base as atribuições e responsabilidades expressas na respectiva Descrição de Função de cada empregado.

Os instrumentos de acompanhamento previstos são os de acompanhamento de contribuições (Diário de Contribuições) e de acompanhamento de Qualificações (Caderno de Qualificações). As

contribuições são, segundo a proposta do PECS, aquilo que o empregado realiza que excede o exercício da função ou ocupação, e que são muito importantes para a empresa, demonstrando o seu comprometimento para com o desenvolvimento da empresa como um todo. As contribuições deverão ser registradas pelos empregados no “Diário de Contribuições do Empregado”, um sistema informatizado de acesso pessoal destinado para tal.

As contribuições consideram o valor que está sendo agregado à empresa segundo três perspectivas: Participações, Realizações e Conhecimento. As contribuições são ponderadas e pontuadas, compondo assim o cálculo para a Promoção por Excelência, a qual utiliza-se também do Programa de Reconhecimento e Recompensa.

Finalmente, tem-se o Índice de Regularidade Profissional, que mede onde o empregado encontra-se na curva de aproveitamento de sua carreira, através da verificação do aproveitamento obtido pelo mesmo em suas avaliações anuais de desempenho e resultado e na progressão por antiguidade. Assim, caso tenha ganho 100% das progressões por merecimento e mais as progressões por antiguidade, o empregado terá o índice ótimo, do contrário terá sua curva profissional inclinada negativamente.

6.8 A GESTÃO DO QUADRO E A SUSTENTABILIDADE

FINANCEIRA DO PECS

Finalizado o documento do PECS, foi realizado um estudo acerca das repercussões financeiras ocasionadas por sua implantação. Foram analisadas as repercussões financeiras individualizadas para cada empregado, considerando sua situação específica, o que possibilitou a identificação do custo total de cada empregado. Esse custo foi importado para uma segunda planilha de análise criada para aplicar, aos valores atuais, as regras de carreira do PECS, de modo a simular a projeção dos custos esperados para os próximos anos. Os cálculos consideraram o reajuste geral proposto de 30%, para todos os valores da tabela salarial vigente.

Assim, sendo, a primeira análise realizada foi da repercussão da implantação do PECS sobre a remuneração mensal dos empregados, as provisões de férias e 13º, os Encargos Sociais (INSS e FGTS) e a contrapartida da empresa no plano de saúde e na previdência complementar dos empregados abrangidos. Além disso, foi registrado o valor atual da despesa com o Programa de Demissão Incentivada (PDI) da empresa, a fim de se encontrar a despesa de pessoal mensal total em termos de sua média anual. A variação calculada, considerando os valores do PDI, representou

cerca de 25% do valor atual. Entretanto, essa perspectiva considerou um cenário hipotético em que 100% dos empregados viessem a aderir ao plano de previdência complementar.

O segundo momento da análise, a projeção para os próximos anos, considerou a distribuição dos empregados nas novas tabelas salariais. Assim sendo, discriminou-se a parcela de cada empregado na composição da despesa total com a folha já reajustada, conforme os procedimentos expostos anteriormente. A partir disso, elaborou-se a projeção das repercussões financeiras para os próximos anos, mediante a aplicação das regras de carreira estabelecidas pelo PECS, através de planilha eletrônica específica. Esse procedimento permitiu o cruzamento das despesas relativas a cada empregado, o posicionamento na tabela salarial do mesmo e as regras para as progressões e promoções do PECS.

A partir daí, foram aplicadas as movimentações na carreira, ano a ano, de acordo com as regras do PECS, de modo que os custos acompanharam a movimentação na carreira a cada novo ano, utilizando-se, para tanto, o quociente do custo total de cada referência pelo número de empregados na mesma, como estimativa para a média de um empregado em cada referência. Assim sendo, elaborou-se a previsão para as despesas de pessoal para os anos seguintes.

A planilha eletrônica efetuou as simulações utilizando as seguintes lógicas internas:

a) No início de cada ano foram computadas as saída de empregados nas últimas referências da carreira, e a entrada de número correspondente no início da carreira;

b) Computadas as saídas, considerou-se que todos os empregados ascendiam uma referência na tabela salarial, em decorrência de sua progressão anual por mérito ou antiguidade;

c) Em seguida, foram contabilizados os números de vagas de promoção de acordo com o número de empregados concorrendo em cada classe e a expectativa de distribuição ideal do quadro, conforme regras do PECS;

d) Por fim, a cada referência percorrida foi multiplicado o custo devido, com base no número de empregados se movimentando, ao valor de 1,0412, correspondente a 4,12% de aumento entre as referências da tabela salarial das carreiras.

Tendo em conta essas projeções, foram encontrados os cenários de custos para as folhas médias mensais dos anos seguintes. Assim, pôde-se projetar a evolução da folha média mensal para os anos seguintes. As projeções consideraram, ainda, a transferência das vagas de nível

fundamental para médio, a instalação de um novo programa anual permanente de demissão incentivada e a entrada de empregados por concurso para manutenção do quantitativo inicial.

Pôde-se observar, por meio das simulações, que a variação correspondente ao crescimento vegetativo da despesa de pessoal atribuída à aplicação das regras do PECS, ficaria controlada e dentro das expectativas definidas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias. Assim, ficou demonstrada a aplicabilidade dessa sistemática de cálculo para se encontrar uma previsão coerente para a evolução da folha de pagamentos com base no PECS.

6.9 QUESTÕES DE DESTAQUE TRATADAS NO PECS

Como já citado, a primeira etapa dos trabalhos foi de alinhamento com as partes interessadas. Nesse momento, levantaram-se os principais anseios e percepções dos diversos atores, os quais foram levados em consideração ao longo de todo o processo de elaboração da proposta do PECS. Assim, no quadro a seguir estão as expectativas apresentadas pelas partes interessadas (empregados, gestores, sindicatos e governo) e as respostas apresentadas pelo novo PECS.

Os problemas, de modo geral, foram todos atacados e suas pretensas soluções foram contempladas no PECS. Contudo alguns pontos críticos foram evidenciados desde o início dos trabalhos. Situações como: Barreiristas, Carreira de Fiscal e Piso da Categoria x Piso da Empresa (no caso dos Engenheiros Agrônomos e Médicos Veterinários), que merecem atenção especial, cujas análises estão destacadas nos tópicos seguintes.

Além disso, outros aspectos relacionados mais propriamente à gestão, como: efetividade, integração, orçamento (previsibilidade), gestão do quadro e repercussões financeiras, também foram destacados desde o início e ao longo do projeto como aspectos a serem considerados, e assim o foram, como pôde-se perceber no modelo de avaliação apresentado anteriormente. Por isso, seguem as análise de cada uma das expectativas mais sensíveis, conforme levantadas junto aos interessados no início do processo de elaboração, e como elas foram trabalhadas e respondidas na proposta final.

Quadro 3 Expectativas e Respostas acerca da Proposta do PECS.

Fonte: CIDASC, 2014.

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