(1/T)10 4 [K 1 ]Diffusion du Cr en volume
3. MATERIAUX ET TECHNIQUES EXPERIMENTALES
3.3. Obtention des profils de diffusion
Autor Título Data Observação
CALDERÓN, Valentin.
O Convento e a Ordem Terceira do Carmo de Cachoeira.
1976 Utiliza fontes secundárias, que divulgam fontes primárias, sobre esses dois conjuntos arquitetônicos.
OTT, Carlos.
Igrejas e conventos da Província Carmelitana da Bahia, desde o Rio Real, na Bahia, até Nazareth da Mata,
em Pernambuco.
[s.d.] Artigo datilografado encontrado no Arquivo do Instituto Histórico Geográfico de Sergipe (AIHGSE)9, sendo que há
uma cópia no Arquivo do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (AIGHB). No artigo, o autor baseia-se em documentos do Arquivo do Carmo da Província Carmelitana da Bahia (AC-BA) do Convento de Salvador, que estão, atualmente, no Arquivo do Carmo da Província Carmelitana de Santo Elias (AC-Santo Elias).
O Carmo e a Ordem Terceira do Carmo da Cidade do Salvador.
1989 Utiliza fontes primárias do Arquivo da Ordem Terceira do Carmo de Salvador (AOTCS).
Atividade artística da Ordem Terceira do Carmo da Cidade do Salvador e de
Cachoeira.
1998 Baseia-se nos documentos do AOTCS. Continuação da obra de autoria dele (OTT, 1989). Fala pouco sobre a arquitetura dos carmelitas calçados.
CAVALCANTE, Thaisa.
A restauração do Conjunto do Carmo em Marechal Deodoro.
1999 Apresenta a restauração feita pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) nesse conjunto arquitetônico.
SOUZA, Fernando.
As duas faces de um mesmo monumento: a Igreja e o Convento de
Santo Antônio do Carmo em Olinda, Pernambuco.
2007 Baseia-se em Pereira da Costa (1976). Destaca os estudos arqueológicos realizados pelo Iphan na Cidade de Olinda, Pernambuco.
FLEXOR, Maria. O Conjunto do Carmo de Cachoeira. 2008 Prioriza o trabalho de restauração feito naquele conjunto pelo Programa Monumenta10 e Iphan em 2007.
ORAZEM, Roberta.
Arte colonial sergipana [...]. 2006 Todos priorizam os aspectos artísticos e arquitetônicos de igrejas da Ordem Terceira do Carmo na Bahia e em Sergipe, mas mencionam pouco os carmelitas calçados. A história da vida de Santa Teresa
D’Ávila. [...]. 2008
A representação de Santa Teresa
D’Ávila [...]. 2009
Quadro 8: Trabalhos sobre arquitetura dos carmelitas calçados no atual Nordeste do Brasil.
Diante do exposto, destacamos que, no geral, os carmelitas são a ordem religiosa menos pesquisada no Brasil, principalmente, quanto ao aspecto arquitetônico da atuação deles, e, menos ainda, quanto ao aspecto urbano. Os trabalhos sobre a história da Ordem do Carmo são produzidos, em grande parte, por pesquisadores-religiosos. Em relação aos trabalhos sobre arte/arquitetura/urbanismo dos carmelitas calçados, a maioria descreveu e analisou a arte/arquitetura dos carmelitas calçados de forma pouco aprofundada e pouco abrangente, e somente um trabalho pesquisou sobre o aspecto urbano, relacionando-o a alguns edifícios dos carmelitas calçados. Sendo assim, nosso estudo de tese busca contribuir para a diminuição dessa
9 OTT, Carlos (1908-1997). Igrejas e conventos da Província Carmelitana da Bahia, desde o Rio Real, na Bahia,
até Nazareth da Mata, em Pernambuco. AIHGSE, Fundo IHGSE, cx. 400, doc. A-51.441, [s.d.].
10 “O Monumenta é o programa de recuperação sustentável do patrimônio histórico urbano brasileiro tombado
pelo Iphan e sob tutela federal”. Informação retirada de: BRASIL. GOVERNO FEDERAL. Ministério da Cultura, disponível em: <http://www2.cultura.gov.br/site/categoria/politicas/patrimonio-e-monumenta/monumenta>, acesso em: 13 abr. 2014.
lacuna em relação às pesquisas sobre os carmelitas calçados no Brasil colonial, principalmente, porque entra no campo da história da arquitetura e do urbanismo.
Problematização
Ao longo dos séculos XVI-XVIII, os carmelitas calçados, que atuaram na Capitania da Bahia de Todos os Santos e na Capitania de Pernambuco, acumularam muitos bens (escravos, missões, fazendas, engenhos, conventos, entre outros), da mesma forma que outras ordens religiosas que podiam adquirir bens mediante doação, compra ou troca. Além disso, formaram um vasto patrimônio artístico e arquitetônico, estabelecendo-se nas principais povoações, vilas e cidades coloniais do Brasil. Em razão da importância da atividade deles, os carmelitas calçados da Bahia e Pernambuco, certamente, tiveram alguma influência na arquitetura religiosa e algum impacto na formação urbana e territorial das cidades no período colonial. Daí a importância de se estudar esse fenômeno.
Como toda ordem religiosa, os carmelitas calçados tinham o seu modus operandi. As evidências de que dispomos parecem indicar que, entre outros indícios, a forma deles de atuar na cidade, seja individualmente seja no conjunto de fundações religiosas (em rede), também terminava por afetar, ainda que, indiretamente, a construção de determinados aspectos da arquitetura, da cidade e do território no Brasil colonial.
No que se refere ao espaço urbano, os carmelitas calçados pareciam ter alguma influência, direta ou não, na configuração do espaço público imediato às igrejas e conventos deles. Nesse caso, perguntamos: Seriam eles quem definiam, por exemplo, a relação físico- espacial entre a igreja e o espaço aberto diante dos conventos deles? Mais evidente em termos arquitetônicos (igrejas e conventos), tudo leva a crer que a influência ou contribuição dessa atuação se dava, no que se refere à escala urbana, nas imediações dos templos por eles construídos, tanto em termos físicos como sociais e simbólicos.
Os carmelitas calçados não atuavam como arquitetos, todavia, definiam, de alguma forma, como deveriam ser as igrejas e conventos deles. A partir dessa constatação, algumas perguntas se impõem: Será que existiam normas na Ordem do Carmo que indicavam como deveriam ser as igrejas e conventos deles e sobre a localização desses edifícios religiosos no espaço da cidade? Se havia, quais eram e como foram aplicadas?
As questões e considerações anteriores podem ser resumidas nas seguintes questões
espaciais que demonstram a influência da atuação dos carmelitas calçados na arquitetura e na cidade colonial do atual Nordeste do Brasil? De que maneira? 2) Tendo em vista que os carmelitas se espalharam por várias localidades, é possível detectar relações entre elas na escala do território geográfico, a da região?
A hipótese é a de que a influência dos carmelitas calçados pode ser detectada não somente na arquitetura conventual (ou na escala do edifício), mas na própria estruturação formal das cidades, tanto no nível intraurbano11 (ou na escala da cidade), principalmente, no que diz
respeito à localização das edificações religiosas deles e ao impacto dessas edificações nos entornos imediatos delas, quanto no nível interurbano12 (ou na escala do território). No caso
intraurbano, suspeitamos que pode ter havido uma influência dos carmelitas calçados na estruturação interna das mesmas povoações, vilas e cidades, especialmente, no entorno imediato das edificações dos carmelitas. No caso interurbano, supunhamos que houve uma rede de edifícios religiosos que funcionava nas povoações, vilas e cidades onde exerceram os carmelitas calçados da Bahia e Pernambuco.
Objetivos
O objetivo principal da tese é verificar o impacto da atuação dos carmelitas calçados da Bahia e Pernambuco no território do Brasil colonial.
Isso dito, o território13 será analisado segundo três escalas: 1) da arquitetura, 2) da
cidade ou intraurbana e 3) da região ou interurbana. É preciso destacar que, embora as três escalas sejam territoriais, a palavra território será usada neste trabalho somente para a escala da região ou interurbana - que abarca a grande área geográfica ocupada pelos carmelitas calçados entre as Capitanias da Bahia e de Pernambuco. Esse termo é uma designação comum para
11 “A análise em escala intraurbana é onde se observa o alto nível de diferenciação interna das cidades. Os
conjuntos de zonas, comunidades ou bairros que, frequentemente, são identificáveis em termos de aparência física, composição da população e aspectos relacionados com as características e problemas sociais, que se repetem de uma cidade para outra. Nesta perspectiva, a escala intraurbana está relacionada à distribuição da população, suas características, suas atividades e seus deslocamentos cotidianos sobre um território urbano contínuo” (RAMOS, 2002, p. 21). A nossa análise não é tanto populacional, como nessa definição, mas, sobretudo, de natureza físico- espacial.
12 Relação que se estabelece dentro de determinada região, normalmente, por intermédio dos núcleos urbanos
espalhados no seu território geográfico.
13 “Como visto, o território é um espaço social, que não pode existir sem uma sociedade que o crie e qualifique,
logo inexiste como realidade, puramente, natural, sendo construído com base na apropriação e transformação dos meios criados pela natureza. Assim, o território é um produto produzido socialmente, um resultado histórico da relação de um grupo humano com o espaço que o abriga. [...] O território é, portanto, uma expressão da relação sociedade/espaço, sendo possível de ser pensado sem o recurso aos processos sociais” (MORAES, 2000, p. 18).
regiões geográficas, enquanto que ele é, normalmente, menos utilizado para as duas primeiras escalas, e será assim neste trabalho.
Os objetivos específicos são: 1) Compreender como os carmelitas calçados inseriram-se, historicamente, no que hoje é a região Nordeste do Brasil no período colonial; 2) Verificar até que ponto os carmelitas calçados contribuíam para a formação de uma rede religiosa-conventual carmelitana de relações interurbanas nas cidades onde atuavam; 3) Verificar a relação da arquitetura carmelita com o espaço intraurbano, especialmente, com o entorno dela; 4) Identificar normas e práticas do uso da arquitetura conventual e de ocupação do espaço urbano colonial dos carmelitas calçados; 5) Caracterizar a tipologia da arquitetura conventual dos carmelitas calçados.