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L’EFFET SUR LES RESULTATS ECONOMIQUES DES IMAGES ET DU MODELE GEOGRAPHIQUE

L ES OBJETS VUS

2.6.1 Princípios de Bellagio

De acordo com Hardi e Zdan (1997), em 1996 um grupo de profissionais se reuniu em Bellagio, na Itália, para conferir os dados e as iniciativas existentes sobre sustentabilidade, sumarizando a percepção acerca dos seus principais aspectos. O resultado foi o documento conhecido como os Princípios de Bellagio, os quais são definidos como um guia para verificação de um processo, abrangendo as etapas de escolha e projeto de indicadores, a sua interpretação e a comunicação de resultados e são detalhados abaixo no quadro 2.

Quadro 2– Princípios de Bellagio 1- GUIA DE VISÃO E METAS

A avaliação do progresso rumo à sustentabilidade deve:

· Ser guiada por uma visão clara do que seja desenvolvimento sustentável e das metas que definam esta visão. 2- PERSPECTIVA HOLÍSTICA

A avaliação do progresso rumo à sustentabilidade deve: · Incluir uma revisão do sistema todo e de suas partes.

· Considerar o bem-estar dos subsistemas ecológico, social e econômico, seu estado atual, bem como sua direção e sua taxa de mudança, de seus componentes, e a interação entre as suas partes.

· Considerar as consequências positivas e negativas da atividade humana de um modo a refletir os custos e benefícios para os sistemas ecológico e humano, em termos monetários e não monetários.

3- ELEMENTOS ESSENCIAIS

A avaliação do progresso rumo à sustentabilidade deve:

· Considerar a equidade e a disparidade dentro da população atual e entre as gerações presentes e futuras, lidando com a utilização de recursos, superconsumo e pobreza, direitos humanos e acessos a serviços. · Considerar as condições ecológicas das quais a vida depende.

· Considerar o desenvolvimento econômico e outros aspectos que não são oferecidos pelo mercado e contribuem para o bem-estar social e humano.

4- ESCOPO ADEQUADO

A avaliação do progresso rumo à sustentabilidade deve:

· Adotar um horizonte de tempo suficientemente longo para abranger as escalas de tempo humana e dos ecossistemas atendendo às necessidades das futuras gerações, bem como da geração presente em termos de processo de tomada de decisão em curto prazo.

· Definir o espaço de estudo para abranger não apenas impactos locais, mas, também, impactos de longa distância sobre pessoas e ecossistemas.

· Construir um histórico das condições presentes e passadas para antecipar futuras condições. 5- FOCO PRÁTICO

A avaliação do progresso rumo à sustentabilidade deve ser baseada em:

· Um sistema organizado que relacione as visões e metas dos indicadores e os critérios de avaliação. · Um número limitado de questões-chave para análise.

· Um número limitado de indicadores ou combinação de indicadores para fornecer um sinal claro do progresso. · Na padronização das medidas quando possível para permitir comparações.

· Na comparação dos valores dos indicadores com as metas, valores de referência, padrão mínimo e tendências. 6- ABERTURA / TRANSPARÊNCIA

A avaliação do progresso rumo à sustentabilidade deve:

· Construir os dados e indicadores de modo que sejam acessíveis ao público.

· Tornar explícitos todos os julgamentos, suposições e incertezas nos dados e nas interpretações. 7- COMUNICAÇÃO EFETIVA

A avaliação do progresso rumo à sustentabilidade deve:

· Ser projetada para atender às necessidades do público e do grupo de usuários.

· Ser feita de uma forma que os indicadores e as ferramentas estimulem e engajem os tomadores de decisão. · Procurar a simplicidade na estrutura do sistema e utilizar linguagem clara e simples.

8- AMPLA PARTICIPAÇÃO

A avaliação do progresso rumo à sustentabilidade deve:

· Obter ampla representação do público: profissional, técnico e comunitário, incluindo participação de jovens, mulheres e indígenas para garantir o reconhecimento dos valores, que são diversos e dinâmicos.

· Garantir a participação dos tomadores de decisão para assegurar uma forte ligação na adoção de políticas e nos resultados da ação.

9- AVALIAÇÃO CONSTANTE

A avaliação do progresso rumo à sustentabilidade deve:

· Desenvolver a capacidade de repetidas medidas para determinar tendências.

· Ser interativa, adaptativa e responsiva às mudanças, porque os sistemas são complexos e se alteram frequentemente.

· Ajustar as metas, sistemas e indicadores com os insights decorrentes do processo.

· Promover o desenvolvimento do aprendizado coletivo e o feedback necessário para a tomada de decisão. 10- CAPACIDADE INSTITUCIONAL

A continuidade na avaliação rumo ao desenvolvimento sustentável deve ser assegurada por:

· Provimento de capacidade institucional para a coleta de dados, sua manutenção e documentação. · Apoio ao desenvolvimento da capacitação local de avaliação.

Fonte: Van Bellen (2002), traduzido de Hardi e Zdan (1997).

Segundo Hardi e Zdan (1997), estes dez princípios são utilizados como um guia para mensurar e aprimorar a escolha, o uso, a interpretação e a comunicação dos indicadores. Estes princípios foram concebidos com o intuito de serem utilizados na implementação de projetos de avaliação de desenvolvimento em grupos comunitários, organizações não- governamentais, corporações, governo e instituições internacionais.

2.6.2 Formulação do Índice de Propensão ao Desenvolvimento Sustentável (IPDS)

Diante do que foi exposto até o momento, observa-se que há uma vasta gama de sistemas e indicadores disponíveis para a mensuração do desenvolvimento sustentável e suas diversas abordagens. Entretanto, nenhum dos que foi citado está em conformidade com o objetivo deste trabalho, que é mensurar a sustentabilidade de uma região específica perante suas quatro dimensões principais (social, econômico, ambiental e institucional). Algumas das razões que inviabilizaram a utilização dos sistemas de indicadores mencionados referem-se à elevada aglomeração de dados necessários para a formulação do índice e a ausência de informações específicas referentes a pequenas regiões, como os municípios, pois parte desses índices estão relacionados a grandes proporções, como os países.

Dessa forma, será elaborado um índice próprio, utilizando como base os Princípios de Bellagio, chamado Índice de Propensão ao Desenvolvimento Sustentável. Este índice foi utilizado na dissertação de Aderaldo (2012), a qual será utilizada como modelo.

Primeiramente, de acordo com Aderaldo (2012), devem ser selecionados os indicadores para a confecção do IPDS segundo suas dimensões e os Princípios de Bellagio, conforme os objetivos do estudo. Após a seleção, torna-se necessário padronizar os valores pesquisados a fim de torna-los adimensionais em uma escala variável de 0 (zero) a 1 (um), onde zero significa a pior situação possível e um significa a melhor situação, de acordo com a expressão abaixo:

I𝑝𝑗𝑖 = II𝑗𝑖 − I𝑗𝑟 𝑗𝑚− I𝑗𝑟

(1)

Sendo:

I𝑗𝑖 = Valor do indicador j no i-ésimo município;

I𝑗𝑟 = Valor do indicador j no município em pior situação relativo aos demais; e

I𝑗𝑚 = Valor do indicador j no município em melhor situação relativo aos demais.

Para o cálculo dos subíndices, de acordo com a bibliografia de Hair et al (2005), utiliza-se a expressão abaixo:

I𝑤𝑖 = n ∗ Σ I1 𝑝𝑗𝑖

(2)

Sendo:

I𝑤𝑖 = Índice no i-ésimo município da Região Metropolitana de Fortaleza,

correspondente a dimensão w;

i = municípios da Região Metropolitana de Fortaleza (1, ..., 19); j = indicadores analisados (1, ..., n) na dimensão w; e

w = dimensão de sustentabilidade (1, ..., 4).

Assim, calculam-se os índices para cada município e, para obter um panorama geral da região, faz-se a média aritmética dos índices dos municípios inseridos. Os índices calculados assumem valores compreendidos de zero a um. Optou-se por estabelecer o seguinte critério de classificação, conforme Parente, Khan e Lima (2011):

a) Baixo nível de desenvolvimento na dimensão w: 0≤ I𝑤𝑖 ≤ 0,5 b) Médio nível de desenvolvimento na dimensão w: 0,5≤ I𝑤𝑖 ≤ 0,8 c) Alto nível de desenvolvimento na dimensão w: 0,8≤ I𝑤𝑖≤ 1