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Objets et justifications de la modification simplifiée

A festa quando organizada e dirigida pela população local democraticamente tende a ser um espaço de mobilização e conscientização social. Não existem pessoas melhores do que a própria comunidade para fazerem acontecer uma festividade em um determinado lugar. Ela começa bem antes do seu dia em si, a última quinta-feira que precede o carnaval. É na imaginação de muitos moradores, logo após a última festividade, que se inicia. Há toda uma reflexão dos pontos negativos e positivos, é um aprendizado através da práxis, na qual se garante a tradição ao mesmo tempo em que se permite a criação ou recriação.

A festa tem uma contribuição de alimento, de prazer, de luta, de identidade, de construção, é um processo muito bonito. [...] a cultura de Itapuã e das festas de Itapuã está baseada no prazer, na alegria, na força que emana do povo, isso que é a festa de Itapuã. É a contribuição do povo. Tanto que são entidades dali mesmo que tomam a direção da própria festa, você vê que a posse disso é muito importante. (Sidney).

No ano de 2011, mesmo sem a confirmação de contribuição financeira por parte do poder público, a comunidade se reúne e busca seus meios de fazer a festa acontecer. A festividade para essas pessoas tem um significado particular e ao mesmo tempo coletivo e diverso. Seja porque é a memória de antepassados, que por anos mantiveram a tradição; porque alimenta a identidade com o lugar; por ser espaço propício para autopromoção; ou lugar que divulga grupos e manifestações culturais; seja espaço onde as regras são

modificadas e a ludicidade é experimentada; ou sirva de fonte extra de renda; como também por ser espaço de socialização entre moradores e destes com pessoas de fora do bairro. Entre tantas outras motivações...

A ligação das pessoas com os símbolos/grupos diferentes mostra a “sua origem”, por exemplo, se é do grupo As Ganhadeiras, do Chabisc, da Escola de Samba, etc. A comunidade observa a filosofia, o comportamento e o compromisso dos indivíduos a partir dos grupos aos quais se pertence; a temática de um velho ditado popular cabe certinho ao lugar, “diga com quem tu andas que direi quem tu és”.

Nesse sentido, a lavagem também é uma disputa de interesses, de poder. E se assemelha com o passado, quando negros oriundos de vários lugares da África foram colocados juntos e por não conseguirem se entender, se comunicar, além das intrigas que cada tribo já trazia de sua terra, tinham dificuldade em se unir para tentar mudar a realidade a qual passavam. Hoje, isso parece perdurar de outra forma a partir dos valores da modernidade como a individualidade e uma percepção da vivência em campo mostrou que os grupos na comunidade de Itapuã podem se socializar mais ao buscarem pontos convergentes, sendo interessante para o lugar que as pessoas, grupos e instituições busquem ações integradas, parcerias, colaborações, porque se um grupo cresce dentro do lugar, a tendência é que todos também colham os frutos desse crescimento.

Para Milton Santos (2009, p. 46), com globalização da maneira como está sendo pautada, a competitividade tem tomado o lugar da competição e a ideia de acabar com a concorrência para ocupar espaço não ficou apenas nas disputas de mercado financeiro, mas parece às vezes invadir as relações das pessoas e dos grupos. “Consumismo e competitividade levam ao emagrecimento moral e intelectual da pessoa, à redução da personalidade e da visão do mundo, convidando, também, a esquecer a oposição fundamental entre a figura do consumidor e a figura do cidadão.” (SANTOS, 2009, p.49). Justamente a superação dessa mentalidade é que Amadeu diz ser o desafio.

Agora o desafio é justamente superar as questões todas de competição, de concorrência, porque o grande lance que é a cooperação que a gente vê a grande festa marcada pelas diversas expressões culturais, às vezes as pessoas internamente desejam e até fazem alguma coisa pra que a expressão não brilhe tanto quanto a dele. Claro que tem a coisa saudável, do cara competir pra ser, pra estar bem, mas não em detrimento do outro. Acho que o grande lance é a gente conseguir superar essas questões que são de ordem de orgulho, da inveja do outro, da coisa de você só querer olhar pro umbigo, pra ver a festa de Itapuã se transformar num grande desfile da riqueza cultural do bairro. (Amadeu).

Essas disputas de poder se dão, pois o espaço da festa é um momento propício para divulgação. Ela é o palco público dos grupos que habitam Itapuã e também daqueles que querem obter algum proveito no local. É possível fazer um paralelo da festa da lavagem de Itapuã com o espetáculo do circo estudado por Magnani (2003, p.57) no qual o autor diz que não é suficiente observar as reações dos espectadores - no caso, os participantes da festa no decorrer do evento, mas no seu cotidiano.

Jean Duvignaud (1983, p. 66) afirma que “toda a extensão de poderio aciona seu centro dinâmico de prestígio e irradiação e só viabiliza esta ação atacando o meio onde ela se inscreve.” Trazendo para o campo de investigação da festa, principalmente numa comunidade em que a rede de relações é dispersa, mas ao mesmo tempo contém ligações próximas e amarradas, de alguma forma, a festa se torna um espaço para que seja demonstrado o poder e algumas pessoas e grupos ganhem prestígio. A visibilidade que o evento oferece é um meio propício para que os grupos possam obter visibilidade perante a comunidade e pessoas vindas de fora do lugar. No entanto, o mesmo autor ao falar sobre a festa defende que:

As extensões da festa não se confundem com tais tipos de extensão, embora umas possam servir de apoio às outras. A finalidade do lar, do mercado, da ingestão de alimentos ou do poderio é imanente à atividade que envolve estas ações. A festa, em si, ao contrário, não implica qualquer outra finalidade senão ela mesma. E mais ainda, a criatividade que faz supor não é criativa senão no âmbito das formas que reveste no curso da sua manifestação. Nesta ocasião ela sai do domínio da percepção, não obstante a sua amplitude por intermédio do reconhecimento das “dimensões ocultas” para penetrar a esfera do imaginário. (DUVIGNAUD, 1983, p. 66).

O mesmo autor (1983, p. 67) diz que as festas coletivas podem vir a se confundir com ilustrações de poderio ou de prestígio quando são abaladas por mudanças ou transformações causadas pelo contato intercultural, podendo vir a resultar numa “modificação interna, destruidora da cultura estabelecida.” E isso tem relação direta com a maneira que a comunicação, o diálogo se dá.

Observou-se que em Itapuã falta a experiência de discussão democrática durante as reuniões de organizações, pois muitas discussões saíam da temática da lavagem, alguns participantes pediam a fala para fazer discursos, se promovendo, outros aproveitavam para retratar problemas do bairro, alguns discursavam querendo a sua parte do dinheiro a ser enviado pela prefeitura, entre outras tantas falas que demonstravam muito mais uma preocupação individualista do que com o coletivo.

Isso faz parte desse contexto da “globalização perversa” em que a dupla tirania, do dinheiro e da informação, intimamente ligadas, são “as bases do sistema ideológico que legitima as ações mais características da época e, ao mesmo tempo, buscam conformar segundo um novo ethos as relações sociais e interpessoais, influenciando o caráter das pessoas.” (SANTOS, 2009, p.37).

[…] eu acho que a partir do momento a gente precisa aprender a se organizar coletivamente. Eu acho que a comunidade é muito passiva, é muito mais fácil outras pessoas reclamarem do que estarem contribuindo evidentemente com o seu papel de cidadão. Estar nos lugares construindo coletivamente. (Ives).

O Sidney pensa nisso, que antes de reclamar a gente tem que fazer acontecer e não ficar reclamando, ‘ah, tem isso aqui ta ruim, essa segurança,... não. Vamos construir? Como a gente pode trazer uma segurança melhor? É educando nosso povo? É fazendo com que o povo entenda qual é o processo? (Sidney).

E em meio a tantos discursos vazios e sem perspectiva de contribuição, muitos valorizando e reivindicando a questão do dinheiro, algumas pessoas tinham momentos de lucidez para alertar da importância daquela reunião:

Bem, essas reuniões aqui pra quem não conseguiu ainda entender já vem acontecendo há dois meses e meio, bem antes de eu ser convidada pela AMI para participar da comissão de cultura. Obviamente que existe aquele bichinho que fica mexendo na ferida, que deve ter um erro na comunicação dizendo que ta rolando esse diabo desse dinheiro, não é?! Porque aqui a gente está de graça mesmo com a cara e a coragem, tentando realmente resgatar essa tradição de cultura oral, essa tradição que começou aqui, com os nativos de Itapuã, que é uma coisa belíssima de você resgatar os povos, resgatar o Terno de Reis, você saber o que é isso e do próprio sentido dessa cultura popular, inclusive para as crianças do bairro. Essa questão toda de infra-estrutura do bairro foi discutida anteriormente, mas é bom lembrar que a pauta de hoje não é pra discutir essas coisas se não a gente se perde. É só uma questão de organização [...] Podem ter ruídos na comunicação, vai ter mesmo essa questão, estamos lidando com gente, com pessoas, essas pessoas vai divergir, agora o sentido da coisa é esse mesmo, o diálogo, não pode faltar diálogo. Não é isso?! Então essa questão do diálogo, do respeito, são pressupostos que a gente aprende na nossa família. Respeito, solidariedade e honestidade. Então quando se diz que está tendo dinheiro e eu estou aqui pra dinheiro é porque vem buscar, porque ta rolando e alguém está ficando com o dinheiro. [...] Então essa questão do comunitarismo é muito bom porque isso é o resgate do povo, é dos nossos ancestrais, entendeu?! Esse negócio do comunitarismo, vamos ajudar realmente um ao outro, isso é coisa que é da cultura negra, isso é coisa que vem dos nossos ancestrais. É bom falar que os valores a gente aprende com o papai e com a mamãe, ta?! Muito obrigada. (Fala de Mel da comissão de cultura da AMI gravada na reunião do dia 08 de fevereiro de 2011).

Essa foi uma das chamadas que eram dadas para que as pessoas nas reuniões que estavam mal intencionados e divergindo nos objetivos percebessem que estavam tentando mudar a forma como vinha sendo organizada a festa. Outro exemplo disso foi a resposta dada por Rose em um momento da reunião a uma pessoa que reivindicava verba para colocar a sua manifestação na rua:

Não temos recursos, nós temos que nos doar, toda essa organização foi construída assim. Estamos em equipes de mobilização, se cada um fizer sua parte, sua doação, vamos batalhar para que a tradição não morra, independente de dinheiro, contando com a participação de cada grupo. A capoeira, os ciclistas, as baianas, etc. Se tem o feijão e falta a carne, um traz a calabresa e outro a carne de sertão e faremos a brincadeira (feijoada). A temática da lavagem é a união dos nativos para fazer a própria festa, vamos limpar a imagem de que a festa é violenta quando na verdade isso vem de fora da comunidade. (Fala de Rose registrada na reunião do dia 08 de fevereiro de 2011).

Assim, a própria organização proporciona aprendizados, que vão de encontro com a formação do ser humano para além da festa.

O ato de organização da própria festa requer um ato também educativo, às vezes uma liderança ou outra que tem a capacidade de naquele movimento que às vezes é tenso e competitivo na busca de recursos, de um às vezes querer ofender o outro, agredir. Se tem alguém também que tem a capacidade de educar, de pô, é um processo democrático, mas vamos fazer a coisa de uma maneira saudável e tal, é também um reflexo desse lado educativo.(Amadeu).

Amadeu durante a entrevista relembra a forma como eram organizadas as festividades, na base de doações, trazendo à tona como os grupos se mantinham e diz que isso tem sido uma busca da comunidade nativa, retomar essa arte de fazer coletiva.

Então, botar uma expressão cultural na rua hoje é bem diferente do que era antes, porque antes as coisas eram compartilhadas. Se precisava fazer um feijão pra galera todos participavam de alguma maneira, uns mais, outros menos. Se precisava construir roupas, era tudo feito na base do mutirão. Esse sentimento de mutirão, de participação, hoje, ao longo do tempo, passou a ser sempre esperado algo de fora, algum recurso de patrocinador, do governo, disso e daquilo que é natural também se ter, mas acho que a gente tem buscado também isso, resgatar esse sentimento de mutirão pra que a gente não fique à mercê. (Amadeu).

Desta forma, falta a conscientização da maioria dos participantes, que ainda não compreenderam o sentido e significado que a lavagem de Itapuã tem para o bairro, mas também não conseguem fazer um paralelo da festa com a globalização perversa. Um ponto

muito debatido pelos entrevistados são as pessoas que normalmente estão à frente dos movimentos culturais, os líderes, que não podem agir de maneira autoritária e individualista.

Quando acontece de ter o recurso, as pessoas se engalfinham, se digladiam por conta de querer cada um ter mais do que o outro. Então, passa pela sabedoria e principalmente por quem está à frente, quem tem condição de dar algum exemplo, quem tem condição de mostrar que é possível fazer de maneira compartilhada, cooperativa. (Amadeu).

Paulo Freire (2005, p. 61) defende a ideia de que o convencimento dos oprimidos de que é preciso lutar não pode ser doado ou imposto por uma liderança revolucionária. Deve se dar com a inserção lúcida na realidade, na situação histórica.

O caminho, por isto mesmo, para um trabalho de libertação a ser realizado pela liderança revolucionária, não é a “propaganda libertadora”. Não está no mero ato de “depositar” a crença da liberdade nos oprimidos, pensando em conquistar a sua confiança, mas no dialogar com eles. (FREIRE, 2005, p.61).

Ou seja, o caminho que o autor acima se refere é o da pedagogia humanizadora, na qual a liderança revolucionária ao invés de se sobrepor aos oprimidos e continuar mantendo- os como quase “coisas”, seres que não pensam, passa a estabelecer uma relação de diálogo permanente, fomentando o debate, pensando com as massas ao invés de em torno delas, para mostrar a “situação limite” em que se vive e tentar mudar esse estado de coisas desumanizante. Paulo Freire (2005, p.147) defende a ideia de que essa transformação não pode ser feita por aqueles que vivem no poder, mas pelos oprimidos com uma liderança lúcida.

Que seja esta, pois, uma afirmação radicalmente conseqüente, isto é, que se torne existenciada pela liderança na sua comunhão com o povo. Comunhão em que crescerão juntos e em que a liderança, em lugar de simplesmente autonomear-se, se instaura ou se autentica na sua práxis com a do povo, nunca no desencontro ou no dirigismo. (FREIRE, 2005, p. 147).

“Os heróis são exatamente os que ontem buscavam a união para a libertação e não os que, com o seu poder, pretendiam dividir para reinar.” (FREIRE, 2005, p. 167). Nesse sentido, Eurico e Ulysses falam a respeito do significado da palavra líder, aquele que sabe congregar, que se preocupa com as pessoas da comunidade, que sabe repartir e compartilhar em igualdade.

[…] o que é preciso é sair do autoritarismo, que isso não pertence a ninguém. Só se é líder quando se tem um povo, quando se tem uma comunidade. Líder sem comunidade não é. Líder que não tem proposta, líder que não tem força para movimentar, para trazer algo, não é ser líder. Líder é quem busca, quem luta, é quem traz. (Eurico).

A pessoa pra ser líder ele tem que ter a humildade de andar com o pé no chão. Ele tem que saber dividir as coisas. O líder não pode pensar que tem que comer filé e você ter que comer costela. Ele tem que pensar que você tem que comer filé também com ele. E a maioria das lideranças que a gente tem aqui não pensa nisso. Pensa assim, filé pra mim, farinha seca pra fulano. Isso é que é a discussão. (Ulysses).

Bujão traz a necessidade de se ter lideranças ao invés de um líder, justificando que dessa maneira que o movimento fica fortalecido. Diz também que não se sente um líder porque não tem liderados e fala que os líderes não gostam de ser líderes, pois quando se quer acabar com um movimento os primeiros a serem eliminados são estes, por isso há a necessidade de se conscientizar para que haja o empoderamento da comunidade.

Na verdade eu acho que essa coisa de ser líder é o que tem pautado alguns pequenos grupos. As pessoas acham que são líder. Eu acho que liderança não é algo que se impõe, você conquista. Você só pode ser líder se você tiver liderados e para você ter liderados você tem que interagir. Eu não me sinto um líder, eu me sinto um ativista, um ativista com alguma capacidade, com algum poder de intervenção, eu tenho histórico político, eu tenho uma tradição de militância na sociedade e isso de alguma maneira me coloca numa posição talvez até privilegiada, mas a liderança, o líder que é líder ele prefere não ser líder, porque do ponto de vista da história, as comunidades onde tiveram sempre a relação de um líder, quando ele incomoda a sociedade, quando corta a cabeça desse líder você desmonta toda a estrutura da comunidade, então, eu faço sempre o coro de que nós devemos ter sempre lideranças, não um líder ou a líder, porque isso é relativo. Eu gosto muito do coletivo e ai no coletivo, aqueles que tiverem habilidade para isso ou para aquilo, tem gente que tem habilidade para falar, ou para escrever, outros tem o carisma de agregar pessoas e eu acho que se você junta tudo isso num coletivo isso dá um caldo legal até interessante. Eu não me enche nenhuma sensação desse poderio, eu me sinto um ativista. (Bujão).

Nesse sentido, algumas acusações foram feitas durante as entrevistas de forma ampla, retratando-se a vivências de um tempo passado, no qual a lógica da festa parecia ser proporcionar benefícios e lucros aos envolvidos, sendo que aqueles que participaram do momento não podem negar a sua parcela de responsabilidade, pois de certa forma estavam em comunhão com o ocorrido enquanto outros estavam no conformismo. Por isso, em momentos, a entrevista acabava voltando à mesma temática, a questão do dinheiro.

Milton Santos (2009, p.31) chama atenção para a mudança do mundo da competição para o da competitividade. Isso se deve pelo fato de que as disputas pela mais valia acontecem a todo o momento, de maneira instável. Com isso, a própria crise, que antes

se instalava entre os períodos históricos mostra-se permanente, global e estrutural. Essa crise é a financeira, sendo que não há preocupação com o aprofundamento da crise real que afeta a econômia, mas também o social, a política e a moral.

A competitividade, sugerida pela produção e pelo consumo, é a fonte de novos totalitarismos, mais facilmente aceitos graças à confusão dos espíritos que se instala. Tem as mesmas origens a produção, na base mesma da vida social, de uma violência estrutural, facilmente visível nas formas de agir dos Estados, das empresas e dos indivíduos. (SANTOS, 2009, p.37).

Os comportamentos dos indivíduos são modificados e passam a seguir essa lógica perversa, que possui o encolhimento das funções sociais e políticas do Estado, abrindo espaço para que o papel político das empresas se amplie e influencie na regulação da vida social. Como consequência disso, tem-se um retrocesso na noção de bem público e solidariedade, que passa a dar lugar a um individualismo competitivo entre os seres humanos. (SANTOS, 2009, p.38).

Acho que precisa melhorar a conscientização, porque todos nós estamos lutando por um ideal que é Itapuã e o que eu vejo aqui é muita guerra de poder, todo mundo quer ser o pai da criança, só que no momento Itapuã não precisa de pai da criança, o pai da criança é Itapuã, nós somos filhos, então a gente tem que lutar para socorrer nosso pai. E ai eu vejo A, B, C, “porque eu sou importante”, “porque eu não sei o que” e ai “eu” vou buscar esse recurso, quando o recurso vem as pessoas não são transparente, não bota lá uma prestação de custos pra você se sentir representado, pra você sentir, não, realmente a coisa está clara. (Biriba).

No ano de 2011, a não garantia dos recursos financeiros provenientes da prefeitura obrigou a comunidade a descobrir uma maneira de fazer acontecer a festa. Conta Rose que a sua presença nessa comissão se deu ao saber de rumores no bairro que diziam que a lavagem

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