LISTE DES
J. C : Jésus Christ
2. Objectifs spécifiques
Esta investigação apresenta apenas algumas considerações conclusivas sobre os casos estudados, considerando que, a metodologia do caso não dá margem para conclusões e generalizações a respeito do estudo.
Considerando que todo aluno possui potencial de aprendizagem, a investigação aqui relatada, buscou compreender a relação (afetiva) entre o professor e seu aluno com DI, numa abordagem inclusiva a partir do discurso destes sujeitos. Algumas indagações foram levantadas, ao longo da pesquisa, com o intuito de aprofundar a compreensão sobre o fenômeno estudado. Dentre estas destaca-se: como a afetividade da relação professor-aluno pode se tornar um importante fator no processo escolar inclusivo com alunos com DI? Que manifestações afetivas entre professor e aluno com deficiência intelectual terão mais possibilidades de contribuírem para inclusão escolar destes sujeitos?
Utilizou-se como estratégia de investigação, análise de produções bibliográficas sobre a temática, entrevista semiestruturada com os sujeitos e informantes desta pesquisa, e através do discurso dos sujeitos, identificou-se alguns elementos essenciais, que auxiliaram no processo acerca da compreensão acerca do fenômeno estudado. Além disso, a utilização das categorias envolvendo as concepções de professores e alunos com DI propiciaram a análise dos dados.
A partir dos estudos bibliográficos realizados sobre a relação (afetiva) do professor com o seu aluno e sua importância no processo de ensino-aprendizagem, descobriu- se que a inclusão de alunos com DI é citada como um dos maiores desafios dos professores, e que consideram a afetividade como fator importante da relação professor-aluno. Constataram também que as interações entre professores e alunos com DI e destes com os demais alunos nas salas de ensino regular, quando bem direcionadas, podem incentivar a aprendizagem destes alunos. Comparando estas descobertas com os casos aqui estudados, pode-se apontar que existem algumas similaridades com os resultados encontrados, principalmente quanto ao desafio que é para o professor a inclusão de alunos com deficiência em suas salas de aulas. Pode-se afirmar que, somente no terceiro caso, a interação entre alunos e professores, compartilha com o resultado dos autores, pois no primeiro e no segundo essas interações, não contribuíram até o momento, para a inclusão dos alunos que foram sujeitos desta pesquisa.
As escolas que participaram como lócus desta pesquisa, de acordo com o discurso das gestoras e de observações no momento das entrevistas, se apresentam com apenas
algumas adaptações arquitetônicas e a terceira não possui nenhuma adaptação em estrutura física, portanto, concluiu-se que apesar de pequenas adaptações nas duas escolas, nenhuma delas é compatível com os princípios da acessibilidade. É importante ressaltar que, a terceira escola, além de não possuir adaptações, possui várias escadas de acesso, inclusive para as salas de aulas.
As gestoras das escolas concebem a inclusão escolar como positiva, embora uma delas ache que esta não esteja favorecendo a inclusão de todos os alunos. Quanto à afetividade da relação professor-aluno, são unânimes ao afirmar que consideram-na fundamental para o bom relacionamento e a aprendizagem dos alunos.
Os alunos que participaram da pesquisa, todos são DI, com idades de 12 a 16 anos e frequentam, a mesma série do ensino fundamental, porém em escolas distintas. Segundo o discurso das professoras, Caio ainda não desenvolveu nenhuma habilidade para a aprendizagem curricular, Aline, apesar dos anos escolares, apenas desenvolveu algumas habilidades para o convívio social, enquanto que Regina apresenta-se em franco desenvolvimento de sua aprendizagem. Vale ressaltar que, dentre os três, apenas Regina frequenta o AEE, sugerindo que talvez seja o motivo pelo qual esteja em processo de desenvolvimento educacional mais avançado.
Em relação às histórias, experiências e formações das professoras que foram sujeitos deste estudo, pôde-se perceber que cada uma delas encara a profissão de maneira distinta. Ana adentrou no magistério por ser a única opção para melhorar sua condição de vida; Fernanda, por vir de uma família de professores e Isabel por opção. Em suas formações, todas cursaram magistério e graduaram-se para continuar exercendo suas funções. Sobre suas experiências, já tiveram alunos com DI em suas salas, mas para as duas primeiras a experiência não as incentivou a buscar embasamentos que fundamentassem suas práticas, enquanto que a terceira buscou e continua buscando fundamentos teóricos e metodológicos que sustentem suas ações.
Seus conhecimentos e concepções sobre Educação Inclusiva e DI revelam que a Fernanda não é inteiramente favorável ao processo inclusivo, enquanto que Ana e Isabel são a favor da inclusão. Ana e Fernanda não possuem conhecimentos teóricos sobre a DI, mas a terceira se permitiu estudar o assunto, para que pudesse compreender e proporcionar a aprendizagem a sua aluna.
A partir da compreensão das concepções e condutas afetivas das professoras, percebeu-se que todas consideram apenas os aspectos positivos da afetividade, mas Isabel procura afetar sua aluna de todas as maneiras. Quanto às condutas afetivas, pelos relatos das
professoras, Ana e Fernanda parecem ter condutas que se caracterizam mais pelo cuidado maternal, enquanto que Isabel parece se posicionar como professora da aluna.
O trabalho realizado com o (a) aluno (a) com DI evidencia, no caso das professoras Ana e Fernanda, a ausência de conhecimento e disponibilidade para atingir seus alunos no desenvolvimento de habilidades que favoreçam a aprendizagem deles. A professora Isabel parece ter despertado o desejo de sua aluna para aprender, e, consequentemente, o seu, para ensiná-la.
As formas de relacionamento entre as docentes e seus alunos com DI, apontam para a inclusão, quando permitem e incentivam que estes desenvolvam sua autonomia, quando reconhecem que são sujeitos da aprendizagem e se dispõe a efetivar suas ações frente a aprendizagem, quando reconhecem suas NEE e tentam superá-las. E, no sentido contrário, quando não os reconhece como sujeitos aprendentes, quando subestimam suas capacidades para aprender, quando não disponibilizam atividades desafiadoras, enfim, quando não acreditam que estes possam aprender. A professora Ana, por exemplo, quando em seu discurso, diz que só dá atenção a Caio, quando sobra tempo, aponta a dificuldade que tem para afetar de maneira inclusiva o seu aluno. O mesmo se dá em relação à professora Fernanda, que só oferece a Aline, atividades de pintura e cópia, deixando perceber que é quem tem mais dificuldade para afetar sua aluna. A professora Isabel, diz que utiliza todas as ferramentas disponíveis para viabilizar a aprendizagem de Regina. É a única que, em seu discurso, demonstra afetar a sua aluna de maneira mais inclusiva.
Assim, este estudo revelou que as manifestações da afetividade das interações das professoras com seus (suas) alunos (as) com deficiência intelectual, no primeiro e no segundo caso, aparentam não estar contribuindo significativamente para a inclusão destes. Entretanto, pontua-se que, fazer esta contestação, não significa desprezar os fatores ou variáveis que colaboram para esta situação como, por exemplo, no caso da professora Ana que alerta para o quantitativo de alunos em sua sala de aula.
É importante ressaltar que a temática aqui apresentada não se extinguiu através deste estudo, o que prova que quando se chega a resposta de um problema, outras tantas indagações surgem, apontando que o conhecimento está sempre sendo buscado.
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APÊNDICE A - Autorização do (a) Diretor (a)
Título da pesquisa: A RELAÇÃO (AFETIVA) ENTRE O PROFESSOR E SEU ALUNO
COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: uma abordagem inclusiva
Eu, _________________________________________________________, diretor (a) da Escola Municipal UEB_______________________________, autorizo Elvira Eugênia Silva Aranha Barbosa Santos, portadora de RG nº. 16640692001-5 SSP/MA e CPF 198.411.673- 87, mestranda em Educação pela Universidade Federal do Maranhão, a realizar a pesquisa de mestrado com o título: A relação (afetiva) entre o professor e seu aluno com deficiência intelectual: uma abordagem inclusiva.
São Luís_____/______/_________
_______________________________ Assinatura do Diretor(a)
APÊNDICE B - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
Título da pesquisa: A RELAÇÃO (AFETIVA) ENTRE O PROFESSOR E SEU ALUNO
COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: uma abordagem inclusiva
Responsável pelo projeto: Elvira Eugênia Silva Aranha Barbosa Santos Mestranda em Educação pela Universidade Federal do Maranhão, residente à Via 2 Qd. F nº 37- Parque La Ravardiere, Bairro: Calhau, São Luís-Ma. Telefones: (98) 8153-7233/8452-7707, e-mail: [email protected].
Gestor(a)
O(a) senhor(a) está sendo convidado(a) a participar da minha pesquisa de mestrado cujo título é: A relação (afetiva) entre o professor e seu aluno com deficiência intelectual: uma abordagem inclusiva. A referida pesquisa está sendo orientada pela profª. Drª. Marilete Geralda da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Educação - Mestrado em Educação - da Universidade Federal do Maranhão. E tem como objetivo compreender a relação (afetiva) entre professor e alunos com deficiência intelectual no ambiente escolar a partir do discurso destes sujeitos.
Serão solicitados dados tanto dos alunos(as) quanto dos professores(as), como também realizaremos uma entrevista semiestruturada com o senhor(a), objetivando caracterizar e conhecer a dinâmica da escola, além de conhecer como se dá atualmente o processo de inclusão escolar, o que será de fundamental importância para o desenvolvimento da pesquisa.
É importante ressaltar que senhor(a) pode desistir de participar da pesquisa a qualquer momento, e sua recusa não ocasionará nenhum prejuízo em sua relação com a autora e/ou instituição, entretanto gostaríamos de contar com a sua colaboração. As informações serão confidenciais e é assegurado que em nenhum momento da dissertação sua identidade será revelada.
Este documento será assinado pelo(a) senhor(a) e será considerado como o instrumento que autoriza o nosso trabalho. Nele, estão contidos alguns dados pessoais da pesquisadora, para serem utilizados com o intuito de estabelecer comunicação conosco, caso o(a) senhor(a) precise de esclarecimentos sobre a investigação, por isso uma cópia desta autorização lhe será entregue.
Acreditamos que a sua autorização e participação nesta investigação muito irá contribuir para que nós, educadores, possamos realizar uma educação mais inclusiva.
São Luís, ______/________/_______
_________________________________________________ Assinatura do(a) Gestor(a) da Escola
_____________________________________________________________ Pesquisadora: Elvira Eugênia Silva Aranha Barbosa Santos
___________________________________________________ Orientadora: Profª. Drª Marilete Geralda da Silva
APÊNDICE C - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
Título da pesquisa: A RELAÇÃO (AFETIVA) ENTRE O PROFESSOR E SEU ALUNO
COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: uma abordagem inclusiva
Responsável pelo projeto: Elvira Eugênia Silva Aranha Barbosa Santos, Mestranda em Educação pela Universidade Federal do Maranhão, residente à Via 2 Qd. F nº 37- Parque La Ravardiere, Bairro Calhau, São Luís-Ma. Telefones: (98) 8153-7233/8452-7707, e-mail: [email protected].
Professor(a),
O(a) senhor(a) está sendo convidado(a) a participar da minha pesquisa de mestrado cujo título é: A relação (afetiva) entre o professor e seu aluno com deficiência intelectual: uma abordagem inclusiva.. A referida pesquisa está sendo orientada pela profª. Drª. Marilete Geralda da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Educação - Mestrado em Educação - da Universidade Federal do Maranhão. E tem como objetivo Compreender a relação (afetiva) entre professor e alunos com deficiência intelectual no ambiente escolar a partir do discurso destes sujeitos.
O instrumento de coleta de dado será coletado através de entrevista semiestruturada. Assim, sua participação na pesquisa consistirá em responder a entrevista que será gravada e transcrita e, que ocorrerá no mês de agosto de 2012, com duração de 40 a 30 minutos.
Solicitamos também sua autorização para que os dados e conclusões colhidos nesta pesquisa possam ser apresentados em seminários, congressos e outros eventos científicos da área.
É importante ressaltar que senhor(a) pode desistir de participar da pesquisa a qualquer momento, e sua recusa não ocasionará nenhum prejuízo em sua relação com a autora e/ou instituição, entretanto gostaríamos de contar com a sua colaboração. As informações serão confidenciais e é assegurado que em nenhum momento da dissertação sua identidade será revelada.
Este documento será assinado pelo(a) senhor(a) e será considerado o instrumento que autoriza o nosso trabalho. Nele, estão contidos alguns dados pessoais da pesquisadora, para serem utilizados com o intuito de estabelecer comunicação conosco, caso o(a) senhor(a) precise de esclarecimentos sobre a investigação, por isso uma copia desta autorização lhe será entregue.
Acreditamos que a sua autorização e participação nesta investigação muito irá contribuir para que nós, educadores, possamos realizar uma educação mais inclusiva.
São Luís, _____de ______________de 2012.
________________________________________________ Professor(a)
________________________________________________ Pesquisadora: Elvira Eugênia Silva Aranha Barbosa Santos ___________________________________________________
APÊNDICE D - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
Título da pesquisa: A RELAÇÃO (AFETIVA) ENTRE O PROFESSOR E SEU ALUNO
COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: uma abordagem inclusiva
Responsável pelo projeto: Elvira Eugênia Silva Aranha Barbosa Santos, Mestranda em Educação pela Universidade Federal do Maranhão, residente à Via 2 Qd. F nº 37- Parque La Ravardiere, Bairro Calhau, São Luís-Ma. Telefones: (98) 8153-7233/8452-7707, e-mail: [email protected].
Senhores pais,
Seu filho(a) ________________________________________________________está sendo convidado(a) para participar, como voluntário (a), de uma pesquisa acerca da inclusão