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Objectifs et méthode

Dans le document La fin de carrière en Belgique (Page 49-55)

Existem evidencias que a aplicação de programas de melhoria da aptidão física a sujeitos com deficiência induz melhorias significativas nos níveis de aptidão física, nomeadamente ao nível da imobilidade (Carvalho, 2012; Leandro, 2013; Ramos, 2015; Neto, 2016; Rochete, 2018; Martinho, 2019), do equilíbrio (Pena, 2009; Lopes, 2011; Meireles, 2012; Oliveira, 2014; Antunes, 2015; Oliveira, 2016; Teixeira, Rodrigues & Viana, sd), saltos (Pena, 2009; Castro et al, 2013; Oliveira, 2014; Oliveira, 2016; Teixeira, Rodrigues & Viana, sd), coordenação e coordenação manual (Lopes, 2011; Antunes, 2015), força (Lopes, 2011: Meireles, 2012; Antunes, 2015), agilidade (Meireles, 2012; Castro et al, 2013; Antunes, 2015), flexibilidade (Castro et al, 2013), velocidade (Meireles, 2012; Antunes, 2015) e resistência (Meireles, 2012; Castro et al, 2013).

Os resultados do nosso estudo vão ao encontro dos resultados dos estudos anteriormente referidos, tendo sido observadas melhorias significativas ao nível de todas as capacidades/habilidades motoras fundamentais avaliadas na avaliação final comparativamente à avaliação inicial. Todos estes resultados parecem sugerir que um programa de intervenção promove a melhoria das habilidades motoras fundamentais de sujeitos com deficiência.

É de salientar que na avaliação da aptidão física destes estudos foi utilizada a bateria de testes KTK (Pena, 2009; Oliveira, 2014; Oliveira, 2016; Teixeira, Rodrigues & Viana, sd), enquanto no nosso estudo utilizámos uma bateria de testes diferente e que aqui pretendemos validar para a população em estudo. Por outro lado, foram utilizados programas de treino diferentes, na maioria foram aplicados exercícios para desenvolver e trabalhar as capacidades estudadas, tais como, a coordenação, a velocidade, a agilidade, a força, a destreza, o equilíbrio, saltos, a flexibilidade, a resistência. No entanto, nalguns estudos também foram aplicados fundamentos básicos do basquetebol (controlo do corpo, controlo da bola, passe, drible, lançamento), exercícios sincronizados, jogos pré-desportivos, exercícios analíticos e exercícios de psicomotricidade para trabalhar as capacidades físicas e a atenção. A nossa intervenção também está de acordo com os programas realizados, porque também pretendemos melhorar e consolidar as habilidades motoras fundamentais, tal como os estudos apresentados, aplicando diversos exercícios de saltos, rastejar, equilíbrio, força, agilidade, precisão, manipulação de objetos, velocidade e resistência. Relativamente aos tempos de aplicação do treino, os estudos analisados rondam todos os 45 e os 60 minutos por sessão, assim como aconteceu ao longo do período de intervenção realizados no nosso estudo. No que diz respeito ao tempo da intervenção, os programas de treino que aplicaram a KTK foram de 5, 6 e 10 semanas, já na nossa investigação o período de intervenção foi mais longo, na medida em que durou 6 meses. Verificamos que nalguns estudos foram utilizadas baterias de testes de avaliação, diferentes da KTK como por exemplo: Bateria EUROFIT, o teste de proficiência motora de Bruininks-Oseretsky e exercícios isolados que avaliam a coordenação, a força, a destreza, o equilíbrio, a flexibilidade, a resistência e saltos (Lopes, 2011; Meireles,

2012; Castro et al., 2013; Antunes, 2015). Na maioria destes estudos, foram aplicados exercícios para desenvolver e trabalhar as capacidades estudadas, tais como, a coordenação, a velocidade, a agilidade, a força, a destreza, o equilíbrio, saltos, a flexibilidade, a resistência. No entanto, em alguns estudos também foram aplicados circuitos de obstáculos, jogos tradicionais, isometria em plataformas instáveis e manipulação de objetos. Como podemos verificar, tal como acontece nos estudos referidos da KTK, a intervenção realizada vai ao encontro do tipo de intervenção realizada nestas investigações, na medida em que todos os estudos realizam a intervenção através da melhorias das capacidades em estudo e sempre com o objetivo de aprimorar as capacidades dos sujeitos com deficiência. Também nestes estudos, no que se refere aos tempos de aplicação do treino, estes rondam todos os 45 e os 60 minutos por sessão, assim como aconteceu ao longo do período de intervenção realizados no nosso estudo. No que respeita ao tempo de intervenção, os estudos existentes variam muito o tempo de treino, consoante os seus objetivos, tendo variado entre 12 semanas a 2 anos. Já no nosso estudo o tempo foi de 6 meses.

Ao nível da imobilidade, verificámos nos estudos conduzidos por Carvalho (2012), Leandro (2013), Ramos (2015), Neto (2016), Rochete (2018) e Martinho (2019), em que foi utilizada a Bateria Psicomotora (BPM) de Vítor da Fonseca, que durante o período de intervenção, foram aplicados exercícios para melhorar todas as componentes da BPM, incluindo a imobilidade. Também nós na nossa investigação procurámos desenvolver a imobilidade, com o intuito de consolidar esta habilidade. Relativamente aos tempos de aplicação das sessões, os estudos analisados rondam os 30 e os 60 minutos por sessão. No nosso estudo o tempo mínimo de aplicação foi de 45 minutos, no entanto e, preferencialmente, foram utilizadas aulas de 60 minutos. Nestes estudos, os autores não falam de tempo de intervenção, mas sim de número de sessões. É importante referir que o tempo que os autores utilizaram nas suas intervenções foi para treinar todas as componentes avaliadas na BPM e não só a imobilidade, sendo que o número de sessões da intervenção variou entre 6 a 32 sessões, valores que se enquadram no número de sessões do nosso estudo (5 a 62 sessões).

Ao nível do conhecimento corporal, encontrámos na literatura disponível alguns estudos que avaliam a noção corporal através da BPM (Carvalho, 2012; Leandro, 2013; Ramos, 2015; Neto, 2016; Rochete, 2018; Martinho, 2019). Nestas investigações, foram aplicados exercícios para melhorar as componentes da BPM, incluindo a noção corporal. A nossa intervenção é corroborada também pelo tipo de intervenção realizada nestas investigações, tendo por objetivo melhorar a noção corporal dos sujeitos com deficiência, tanto a nível do sentido cinestésico, como do reconhecimento do lado direito e do lado esquerdo. O número de sessões da intervenção variou entre 6 a 32 sessões, tal como acontece no nosso estudo onde o período de intervenção variou entre 5 a 62 sessões. Relativamente aos tempos de aplicação das sessões, os estudos analisados rondam todos os 30 e os 60 minutos por sessão. No nosso estudo o tempo mínimo de aplicação foi de 45 minutos, no entanto e, preferencialmente, foram utilizadas aulas de 60 minutos.

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