Annexe 3.1 - Espèces de poissons chez lesquelles le sous-type IV du virus de la
5. L A MALADIE DÉBILITANTE CHRONIQUE DES CERVIDÉS
5.2. Objectif
Ao finalizar este trabalho reconhecemos que muito se avançou na elucidação dos elementos, dos parâmetros e dos processos que permitem a avaliação e qualificação das revistas científicas, e assim promovem o conhecimento da sua marca. No entanto, não é possível afirmar que a completude foi alcançada, pois o trabalho está fortemente vinculado ao contexto da Universidade Federal de Santa Catarina. E mesmo neste
universo restrito, devido a velocidade das mudanças na atualidade, rapidamente estes critérios podem ser alterados.
Por isso, recomenda-se que futuros trabalhos possam verificar: - A manutenção ou alteração destes elementos, parâmetros e processos no âmbito da UFSC;
- A verificação destes critérios em outras instâncias vinculadas a ciência no Brasil;
- Avaliar como se comportam estes objetos de estudos nos exterior, verificando principalmente se existem instrumentos semelhantes descritos por agências governamentais ou de fomento, como ocorre no Brasil com a CAPES;
- Estabelecer um comparativo entre as revistas que já possuíam marcas consolidadas na versão impressa com aquelas que nascem em meio digital, para tentar determinar se o processo de consolidação da marca se mantém ao longo dos anos;
- Com a elucidação dos elementos, parâmetros e processos advindos deste trabalho é possível que em um novo trabalho seja construída a base conceitual de um sistema computacional, baseado nas tecnologias de informação e comunicação, que ofereça subsídios para a formulação de estratégias de branding e tomada de decisão dos editores de revistas científicas.
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Apêndice A
ENTREVISTA 1:
Entrevista concedida por ENT1 (Diretor Geral da Biblioteca Universitária da UFSC e membro do conselho editorial do Portal de Periódicos da UFSC), em 7 de novembro de 2011 das 10h10min às 11h05min. Gravado em arquivo de áudio (.amr), tamanho: 3.5MB. Pergunta 1) O tema da minha dissertação são os parâmetros e as referencias de qualidade das marcas das revistas científicas. A revista é um meio de disseminação do conhecimento muito importante. Para iniciar a nossa conversa gostaria que a senhora falasse sobre a transição das revistas impressas para as revistas eletrônicas.
ENT1 - Primeiro que a construção da marca de uma revista se dá pela qualidade e, sem dúvida, pelo currículo dos autores. O mais importante é a qualidade dos artigos e o currículo dos autores. São dois pontos básicos para construção de uma marca. Depois existem outras variáveis. E esta análise depende do conceito de qualidade.
A questão dos periódicos em meio digital e impresso, nós ainda não temos a cultura do meio digital. O povo ainda está se adaptando. Ele está criando esta cultura do meio digital. O meio digital veio para dar visibilidade para a produção acadêmica e científica. Saiu um artigo agora da Universidade do Minho em Portugal, onde fala exatamente sobre a questão da informação científica em meio digital, quando ela já nasce em meio digital você já trabalha toda a hiperlincagem e quando você simplesmente digitaliza a informação e passa ela para o meio eletrônico. Então há uma grande diferença entre o que nasce em meio digital e o que foi transformado em meio digital. A grande quantidade de possibilidades que você tem é quando você cria o periódico em meio digital ou um e-book. A tendência é a digitalização da informação, essa é a tendência. Mas nós vamos conviver eternamente com o meio impresso.
Humberto Eco deixa muito claro essa questão, o papel ele não vai desaparecer até mesmo porque nos vamos ter pessoas que vão querer o papel, o toque, o cheiro, a sensação ao invés do meio digital. Quais as desvantagens do meio digital? É o cansaço, agora a maior vantagem é visibilidade da produção acadêmica e científica, isso é um ponto que a gente precisa reconhecer. No portal de periódicos da UFSC nós migramos todos os 44 títulos para o meio digital, e por quê isso? Porque com a criação do repositório institucional veio para dar visibilidade
acadêmica e científica e reunir em um local toda a produção da universidade, por isso nós estamos migrando todos os periódicos científicos (a coleção toda da revista) para o meio digital. E sem dúvida isso está sendo muito bom para a Universidade, para os professores,... .
A primeira revista do portal que nasceu em meio digital foi Encontros Bibli da ciência da informação, uma excelente revista, com um grupo de professores altamente qualificados. Agora é preciso que a gente tenha consciência de que um bom conselho editorial é o grande desafio. Qual outro desafio das publicações periódicas? É o idioma. Então, há 20 dias a gente foi até a FAPESC e o que foi discutido? O periódico hoje que queira se manter tem que estar em vários idiomas. É uma dificuldade? Claro que é! Porque o nosso professor também não fala vários idiomas, então é esse o grande desafio dos periódicos brasileiros. Hoje o Brasil é um dos países que mais produz, só que por que não está sendo absorvida essa informação científica? É justamente pela questão do idioma. Então, é esse o grande desafio das bibliotecas, é lidar diretamente com o professor a questão da comunicação científica, desde a ideia até a versão final e em inglês, no mínimo o resumo. Agora sobre a cultura digital, como você cria essa cultura digital? É colocando, é disponibilizando para a nossa comunidade acadêmica e científica a informação em meio digital, e mostrar pra ela quais as vantagens. Não simplesmente você comprar um livro eletrônico jogar na página da biblioteca e deixar, não! Tem que fazer a apresentação desse livro, e muitas vezes até orientar o nosso usuário final, como pesquisar em um livro eletrônico. Esse é o grande segredo.
2) Nesta linha do que a professora estava falando, de periódicos que nasceram em meio eletrônico e outras que não, mas mesmo aquelas que nasceram, os professores/cientistas estão escrevendo em formato digital? Há uma diferença? Eles estão pensando na possibilidade de hiperlinks?
ENT1 - Ele tem que se adequar. Existe toda uma estruturação. Se eu estou escrevendo um artigo para um periódico de papel e um para meio digital há uma diferença de estruturação. Até mesmo sabendo que este artigo que estou escrevendo em meio papel, ele vai se limitar as pessoas que estão aqui na universidade, que vão vir até aqui, o outro que eu vou disponibilizar via web, o mundo todo vai estar lendo aquele meu artigo, então a preocupação sem dúvida é maior.
ENT1 - Com o contato que eu tenho, no evento que eu fui na FAPESC estavam os maiores editores, e há essa preocupação sim. Até a questão do idioma, antes ninguém se preocupava e hoje a maior preocupação deles é com a questão do idioma. A correção também! A ortografia, antes no papel poucos tinham essa preocupação, hoje eles estão passando por um corretor, estão passando pela questão da gramática em si, tem toda essa preocupação sim! Pois a visibilidade te assusta em um momento. Se eu sei que a minha tese vai estar disponível para o mundo todo eu tenho que ter um pouco mais de cuidado. Então toda estruturação, quando você escreve um artigo para o meio digital e para o meio impresso há uma diferença de estruturação sim, inclusive de pensamento e ideias e os grandes cientistas estão com esta preocupação. É claro que não são todos. Tem professor hoje que ainda adota a cultura da apostila no Xerox, a gente é contra isso! Ele tem que retomar a idéia do livro texto, ele tem que voltar a biblioteca, ele tem que estimular a leitura, a leitura não vai acabar, a leitura é um momento único, você vem até a biblioteca, você escolhe um livro, você senta, você lê, você internaliza, e o professor acabou com isso. Qual é o caminho da informação científica? Não é via Google, é via portal de periódicos, hoje nós temos 28 mil títulos de periódicos científicos. A CAPES disponibiliza o maior portal de informação científica do mundo, o qual a gente integra, faz parte, então nós temos que fazer com que o aluno e o professor tenham esta consciência de que o caminho da informação científica é via CAPES e biblioteca, e não Google. E por que hoje tem tanto plágio, por que você vai lá coloca as quatro primeiras linhas do trabalho do Google e aparece o texto inteiro? Temos que tomar cuidado com isso.
4) Até por que no mundo do trabalho não vai existir o Xerox do professor
ENT1 - E olha que nós temos tirado teses, dissertações e TCCs por plágio. E o grande responsável pelo ensino do aluno é o professor. 5) E isso vem aumentando?
ENT1 - Tende a aumentar, nós estamos trabalhando, nós temos reuniões com representantes de todos os centros de ensino e nós trabalhamos para que o professor conscientize o aluno.
6) Interessante como esta preocupação da Biblioteca já vem há anos, esta conscientização tem que ser constante e como há um enfrentamento dos professores no dia a dia a este trabalho.
ENT1 - Qual é a missão maior da universidade? Não é educar? Não é formar? E de que forma você educa e forma alunos? Não é com textos em Xerox. O professor tem que retomar a ideia do livro texto. Eu discuto muito sobre isso, até mesmo porque eu sou professora, eu fiz