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Équipe de soins formée

2. Système de santé Organisation du système de soins

2.5 Objectif et pertinence du présent mémoire

Depois de expressar seus pontos de vista em relação aos elementos referidos no tópico anterior, os sujeitos da pesquisa foram instigados a emitir sugestões que contribuíssem para a melhoria dos próximos cursos no âmbito do PROEJA. Nesse momento da entrevista, eles não se intimidaram e responderam

conforme suas convicções. Algumas sugestões foram voltadas para a instituição escolar de forma geral:

Eu acho que a escola deveria se envolver mais com essas turmas. Porque às vezes os alunos tem muita vontade de fazer outras coisas aqui na escola e ficam presos porque não tem oportunidades. Eles querem ter aula de natação, usar a piscina e outras atividades como jogos, aulas de campo, visitas. Eu acho que é um estimulo ter uma aula diferente, porque eles vão podendo usar as coisas positivas

da escola. (Pedro)

Eu sugiro que façam o que eles fazem com as outras turmas. Do jeito que eles são alunos nós também somos. Agente nunca teve oportunidade de nada. Prometeram que levariam a gente para conhecer o campus de João Pessoa, pra conhecer coisas de minério em Sousa e Uiraúna e nunca levaram. Até a placa de formatura ficou só na promessa. Todo curso tem placa e a gente não. Por isso a gente se sentia excluído. Eu via as outras turmas fazendo educação Física, jogando bola, tá certo que a gente já é velho, mas a gente queria participar de tudo da escola. O negocio lá pra nós era só exercício, exercício e exercício (Lúcia)

Essas sugestões, além de contribuir para que a instituição repense o tratamento dado a essa modalidade de ensino, também revelam o quanto os alunos do PROEJA, embora estivessem incluídos no espaço da escola, sentiam-se excluídos das oportunidades oferecidas pela Instituição. Eles perceberam que, em relação aos alunos dos outros cursos, seus acessos eram limitados, e isso os deixavam insatisfeitos. Pedro expressa o desejo de poder “usar as coisas positivas da escola”, ou seja, para ele, não basta fazer parte de uma instituição reconhecidamente bem equipada, é preciso usufruir de tudo aquilo que ela pode dispor para os alunos. Assim como Pedro, Lúcia demonstra a sua insatisfação pela falta de acesso a algumas oportunidades e ainda dispensa uma crítica ao procedimento metodológico mais adotado em aula: “o exercício”.

Também foram apontadas sugestões voltadas para a relação professor aluno e para as metodologias de ensino utilizadas.

Eu vou resumir a minha sugestão: Eu espero que os professores seja mais professores, organizem-se, tratem bem os alunos para que quando ele saírem daqui não falar o que eu estou falando agora. (Anderson) [grifo nosso]

Eu acho que alguns professores deveriam ter mais paciência com quem ficou muito tempo parado. (Geralda) [grifo nosso]

Eu quero dizer que se os professores querem realmente que a gente vá pra frente, eles ajudem a gente [...] que sejam mais alegres com os alunos que mudem o jeito de dar aulas, podiam trazer coisas diferentes. Se eu fosse professora eu fazia de tudo pra que os alunos entendessem os conteúdos e não fossem reprovados. (Edilma) [grifo nosso]

Essas propostas apresentadas pelos alunos para melhorar os cursos no âmbito do PROEJA é uma prova de que esses sujeitos precisam encontrar, no ambiente da sala de aula, espaço para expressar suas insatisfações, suas críticas, suas sugestões. Se a cultura do diálogo se estabelece entre professores e alunos, será uma porta aberta para o nascimento de formas de ensinar que sejam compatíveis com as necessidades do público jovem e adulto.

Quando sugerem que os professores sejam mais alegres, mais pacientes e tratem bem os alunos, os entrevistados apenas confirmam o que Freire (2000, p. 164-165), ao discutir sobre a necessidade de o professor estar aberto ao gosto de querer bem aos educandos, diz:

Como prática estritamente humana, jamais pude entender a educação como uma experiência fria, sem alma, em que os sentimentos e as emoções, os desejos, os sonhos devessem ser reprimidos por uma espécie de ditadura racionalista.

Outros entrevistados, porém, não quiseram propor sugestões e alegaram que o curso é bom e que falta apenas esforço da parte dos alunos.

Se a pessoa tiver força de vontade pra estudar, o curso já ta bom. Até bolsa a gente tem. (Francisca)

O curso era bom, o que faltou foi força de vontade aos alunos

(Alberto)

Por fim, o professor entrevistado complementa as sugestões trazidas pelos alunos lembrando que o docente que vai trabalhar no PROEJA precisa ter cabeça fria porque, segundo ele, é muito complicado, a começar pelos problemas de relacionamento que existem na turma, além da questão da aprendizagem dos conteúdos. De forma angustiada, esse professor fez a seguinte confissão:

Tem situações que o professor não sabe o que fazer. Brigas entre pessoas adultas, mães de família e você ter que contornar essa situação não é fácil. Mas, no final das contas eu aprovo o PROEJA, agora tem que ter muitas mudanças. Muito apoio. Eu achei que a Coordenação Pedagógica deixou muito a desejar. Porque as pedagogas era quem tinha o estudo, agente não tinha esse conhecimento sobre o PROEJA então a equipe pedagógica poderia ter dado mais assistência.

Em seu depoimento, o professor externa as dificuldades sentidas para lidar com as situações inusitadas que emergem do contato com os alunos e ao mesmo tempo faz uma crítica ao trabalho da Coordenação Pedagógica que, segundo ele, não tem atendido as necessidades docentes. Este desabafo também evidencia que faltou o estabelecimento de um diálogo mais estreito entre os profissionais diretamente envolvidos no PROEJA, momento em que a equipe pedagógica, embora não dispondo de todo esse aparato teórico citado, poderia dar uma contribuição mais efetiva ao trabalho docente.

4.3 VIABILIDADE DO PROEJA NO IFPB - CAMPUS CAJAZEIRAS: AS