II.3. Projet urbain :
II.5.5. Objectif du développement durable :
Ao longo do tempo foram surgindo os diferentes modelos de maturidade na tentativa de combaterem as dificuldades que algumas organizações encontram. Assim, estes modelos integrados com a gestão de projetos, permitem às organizações a melhoria do seu funcionamento.
A seguir é apresentada a forma de utilização dos modelos pelas organizações, descritas por vários autores.
Capítulo IV – Comparação dos Modelos de Maturidade
42 As organizações usam o CMM considerando (Vergopia, 2008):
Utilização do Framework para verificar quais são os aspetos a melhorar e os que não necessitam de alterações;
A equipa é um ponto crucial para a identificação dos aspetos fortes e fracos dos processos de software;
O gestor de projetos deve partilhar a sua visão sobre os processos de desenvolvimento de software.
As organizações que optam pelo CMMI como modelo para avaliar e melhorar a capacidade devem ter em atenção (SEI, 2006):
A seleção entre a representação faseada ou contínua para obter os objetivos desejados. No entanto, a escolha das representações pode ser influenciada por:
Fatores de negócio: os processos devem seguir a finalidade do negócio, Fatores culturais: a competência da organização no plano de melhoria, Missão: as experiências anteriores com modelos de maturidade são um
fator a reter, assim como identificar a finalidade da estratégia organizacional.
Identificar a parte da organização ou os projetos organizacionais a envolver no delineamento da estratégia de melhoria dos processos;
Interpretar as KPA e as práticas base que satisfazem os planos de melhoria.
As organizações que usam o OPM3 devem seguir as indicações de um conjunto de três elementos: conhecimento; avaliação; e plano de melhoria. Estes itens foram definidos no capítulo III, secção 3.2.3.2.
Logo, para a utilização deste modelo devem ser tidos em atenção os seguintes aspetos (Zaguir, 2006):
Conhecimento: estudo do modelo para garantir a máxima preparação, para quando forem colocadas em prática as implementações necessárias à melhoria;
Levantamento: é realizado em duas partes. Primeiro realiza-se um questionário de 151 perguntas. A segunda parte aplica-se à identificação das capacidades da organização, sejam as presentes no momento da avaliação, sejam as necessárias a melhorar;
43 Plano de melhoria: baseado nas melhores práticas, e nas capacidades obtidas no
segundo passo.
O modelo PMMM é constituído por cinco níveis de maturidade que permitem à organização identificar os pontos fracos e fortes, a partir das 183 questões distribuídas pelos níveis de maturidade da seguinte forma (Kezner, 2006):
Nível 1 – 80 questões; Nível 2 – 20 questões; Nível 3 – 42 questões; Nível 4 – 25 questões; Nível 5 – 16 questões.
Estas questões permitem à organização analisar e obter os resultados para colocar em prática o plano de melhoria, garantindo as capacidades necessárias para chegar a níveis superiores de maturidade.
O MMGP é um modelo que pode ser aplicado a toda a organização ou setorialmente. Assim, apresenta cinco níveis de maturidade constituídos por seis dimensões que aplicadas vão fornecer à organização melhorias no seu nível de maturidade. A sua aplicabilidade é simples, com um conjunto de 40 questões que avaliam o grau de maturidade, e procuram garantir o alinhamento entre projetos e objetivos (Prado, 2008).
4.4 Síntese
Neste capítulo foram analisados e comparados: o CMM; o CMMI; o OPM3; o PMMM; e o MMGP.
Os modelos comparados foram criados por diferentes entidades mas todos têm o mesmo propósito: melhorar a maturidade das organizações que os utilizam, para aperfeiçoar os seus processos.
Os modelos OPM3 e CMMI são similares, mesmo que o CMMI não considere dois dos três domínios do OPM3. O CMM baseia a sua avaliação em melhores práticas, com várias questões, tal como o CMMI. Ambos, constituídos por 22 áreas de processo.
Capítulo IV – Comparação dos Modelos de Maturidade
44 O OPM3 contempla 151 questões distribuídas em quatro dimensões e quatro níveis. Um aspeto que o diferencia dos outros modelos é o número de níveis.
Relativamente às questões para a avaliação da maturidade, existe apenas a semelhança entre CMM e CMMI, uma vez que o OPM3, PMMM e o MMGP diferem entre si. O PMMM é constituído por 183 questões e usa práticas de benchmarking para melhorar os processos. Por fim, o MMGP apresenta 40 questões distribuídas em grupos de dez, desde o nível dois até ao nível cinco.
A tabela 15 apresenta um resumo dos modelos com o objetivo de facilitar a identificação dos vários aspetos a aplicar em cada caso.
De entre os cinco modelos estudados, como apresentado na tabela 15, o MMGP é o modelo mais simples e fácil de ser aplicado, por ser constituído por apenas 40 questões. O CMM também tem uma utilização simples, no entanto, foca-se mais nos processos de desenvolvimento de software. O modelo mais complexo pela estrutura de cinco níveis e pelo uso de 183 questões distribuídas pelos níveis de forma desigual é o PMMM.
Modelos Vantagens Desvantagens
CMM Utilização simples.
Melhoria contínua dos processos de desenvolvimento de software.
Auxilia a determinar erros comuns na implementação de projetos.
Método sólido.
Destinado a projetos de software.
CMMI Complementa o modelo CMM.
Apresenta duas representações para inserir as melhorias na organização: faseada ou corporativa.
Usado pelas organizações independentemente da sua área de atuação.
Mais complexo que o CMM.
OPM3 Utilização de checklists para obtenção da informação. Avalia a maturidade nos padrões de projetos, programas, e portfólios.
Auxilia a estabelecer uma estratégia alinhada ao negócio organizacional.
Usado pelas organizações independentemente da sua área de atuação.
Complexo na sua utilização.
PMMM Utilização de benchmarking nos níveis de maturidade. Foca-se na constituição interna e externa à organização. Compreende as forças e fraquezas de uma organização. Usado pelas organizações independentemente da sua área de atuação.
Complexo na sua utilização e mais moroso pela utilização de 183 questões.
MMGP Aplicação simples pela utilização de 40 questões. Apresenta uma componente setorial e corporativa para avaliação da maturidade nas organizações.
Maior utilização por organizações brasileiras independentemente da sua área de atuação.
Por ser um modelo simples, pode necessitar de alguns pontos adicionais a serem introduzidos para avaliação.
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